Pular para o conteúdo principal

UM VULTO PARACATUENSE NO IMPÉRIO

Esquecido pelos historiadores de Paracatu ao longo do tempo, não sendo citado nos livros e tampouco nos sites referentes à Paracatu, talvez por não pertencer às tradicionais famílias da região, o DR. ANTÔNIO DA COSTA PINTO merece seu lugar na historiografia da cidade.
Nasceu ele em 25 de novembro de 1802, na então vila de Paracatu, capitania de Minas Gerais, sendo batizado na Igreja de Santo Antônio da Manga da mesma vila em 30 de janeiro de 1803. Era filho do Coronel Antônio da Costa Pinto e de D. Francisca Maria Pereira de Castro; n.p. de João da Costa Pinto e D. Domingas Rodrigues da Conceição e n.m. do Capitão Antônio José Pereira e D. Maria Tereza de Castro Guimarães.
Matriculou-se na Faculdade de Leis da Universidade de Coimbra em 1822, concluindo o curso com grau de Bacharel, em carta de 7 de junho de 1827.
Cargos que ocupou: Juiz de Fora da Vila do Príncipe, em 1831; extinto o lugar de Juiz de Fora, foi nomeado Juiz de Direito da comarca do Serro, em 1833, sendo removido para a Vara do Cível da comarca de Ouro Preto, em 1834; Nomeado Chefe de Polícia da Província de Minas Gerais em 1844; Em 1846, foi nomeado Desembargador da Relação de Pernambuco e removido para a corte em 1847, quando foi nomeado Presidente dessa Relação.
Atingiu o mais alto cargo da carreira judiciária sendo nomeado, em junho de 1870, Ministro do Supremo Tribunal de Justiça(atual STF).
Foi Presidente da Província de Minas Gerais(1836-1837); Presidente da Província de Pernambuco em 1848 e da Bahia (1860-1861).
Representou província de Minas Gerais como deputado à Assembleia Geral Legislativa, nas 4ª, 6ª, 7ª e 8ª legislaturas(entre 1838- 1852).
Antônio da Costa Pinto foi agraciado por D. Pedro II com a comenda da Ordem de Cristo em 1854, e o título do Conselho em 1861.
Casou-se com D. Teresa Amália Rodrigues Fróes da Costa Pinto, nascida em Minas e falecida no RJ, filha do Comendador Vicente Rodrigues Ferreira Fróes natural de Araçuaí, e de D. Teresa Fróes, e teve os filhos: Conselheiro Antônio Pedro da Costa Pinto, Agostinha da Costa Pinto, Maria Antônia da Costa Pinto, Ana da Costa Pinto(morreu solteira, demais com sucessão), e Clementina da Costa Pinto.
Faleceu em 20 de Março de 1880, no Rio de Janeiro, e está sepultado no Cemitério São João Batista.


Fonte: Galeria dos Ministros do STF, Brasília-DF.

Postagens mais visitadas

NOTAS GENEALÓGICAS - PEREIRA MUNDIM

Por Eduardo Rocha
Família originária de Mondim de Bastos, Vila Real, norte de Portugal.

1- Joaquim Lourenço Mundim, casado com Perpetua Leocádia Pereira de Barros, filha legítima do capitão José Pereira de barros, natural da cidade de Braga, Portugal e de Maria Antunes Claro; neta paterna de Manoel Antônio Pereira de Barros e de Antônia da Costa. Família miscigenada na origem em Paracatu.

Filhos descobertos:

1-1 Mathias Lourenço Mundim, falecido em 08/12/1834; casado com Lúcia de Sousa Dias.
Inventário: 2ª Vara 1835/1836.

Filhos:

1-1-1 Maria de Sousa Mundim, 7 anos;

1-1-2 Elias de Sousa Mundim, nascido em 1829 e falecido em 26/09/1879; casado duas vezes: 1ªvez com Maria Leocádia da Conceição em 29/04/1855:
"Aos vinte e nove de abril de mil oitocentos e cincoenta e cinco feitas as diligencias do estillo na igreja matriz desta freguesia de Santo Antonio da Manga Bispado de Pernambuco, o reverendissimo senhor provissor em presença das testemunhas Vicente Jose Chispiniano e João Caetan…

DONA BEJA E O TESTAMENTO DO PADRE

O vigário Francisco José da Silva foi um padre típico do sertão mineiro: fazendeiro abastado, político influente, e mulherengo, como quase todos os padres de seu tempo. Teve participação decisiva na evolução político-administrativo e social da Araxá na época em que lá viveu, entre 1815 e 1845, ano de seu falecimento. Participou, mesmo que discretamente, da Revolução Liberal em Araxá, apoiando seus sobrinhos liberais, liderados pelo coronel Fortunato José da Silva Botelho, no embate político que se travava em Minas nos anos de 1842. Legitimou em cartório em 1831, três filhos, a saber: Pedro Amado de São Paulo, Placidina Maria de Jesus, e Teresa Thomásia de Jesus. Antes, em Dezembro de 1826, ele dita seu testamento escrito pelo advogado paracatuense João de Pina e Vasconcelos, onde declara não ter herdeiros descendentes (sic) e/ou ascendentes por serem falecidos seus pais, e que nomeava como seus herdeiros Antonio Machado de Morais, Pedro Amado de São Paulo, e Teresa Thomásia de Jesus, …

CONEXÃO PARACATU/ARAXÁ: ENTRELAÇAMENTO DAS FAMÍLIAS BOTELHO – JOSÉ DA SILVA – AFONSO DE ALMEIDA - MACHADO DE MORAES E CASTRO - PACHECO DE CARVALHO

Por José Aluísio Botelho
A LONGA JORNADA
O Tenente Gregório José da Silva e Dona Tereza Tomásia de Jesus Botelho, se encontraram em 

OS SANTANA DE PARACATU - MG

Texto José Aluísio Botelho
Pesquisas Eduardo Rocha e Mauro César da Silva Neiva
Família iniciada em Paracatu com o casamento do tenente Joaquim José de Santana e Dona Maria Peixoto.

MARECHAL PEDRO DE ALCANTARA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE

Nascido em 26 de novembro de 1883 em Salvador, Bahia. Filho do Desembargador Francisco Manoel Paraíso Cavalcante de Albuquerque e Aragão, dos Caramurus da Bahia, também natural de Salvador, e de Dona Ana Pimentel de Ulhoa, natural de Paracatu, Minas Gerais. Fez o curso primário, a começo em Salvador, depois na capital de Goiás, novamente em Salvador, e, por fim, em Uberaba, no estado de Minas Gerais. A razão explicativa desse ciclo do seu curso primário está em que, Desembargador da Relação da Bahia, foi seu pai em 1887 removido para a Relação de Goiás, donde retornou a da Bahia em 1889, aposentando-se em seguida e indo residir em Uberaba, onde faleceu em 1899. Justiça una no tempo do Império, os magistrados ficavam sujeitos a tais remoções, enfrentando os maiores sacrifícios dadas às distâncias a vencer, sem meios rápidos de locomoção. Vale salientar que seu pai fez-se acompanhar de sua mãe e seus filhos nessas longas viagens. Terminados os estudos primários em Uberaba, com 11 anos de …

O CAPITÃO MANOEL PINTO BROCHADO E SEUS DESCENDENTES (Para Paulo Brochado - in memorian)

JOSÉ ALUÍSIO BOTELHO e                                                                 EDUARDO ROCHA                   
O DISTRITO DE RIO PRETO
A povoação do Rio Preto era antiga. Denominada de Ribeira do