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UM PARACATUENSE NO SUPREMO


    FRANCISCO SOARES BERNARDES DE GOUVEIA 



 Filho de Luiz Soares Bernardes de Gouveia e D. Maria Rosaura de Gouveia, nasceu em 21 de outubro de 1821, em Paracatu, província de Minas Gerais.
           Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de São Paulo, onde recebeu o grau de Bacharel, em oito de novembro de 1843.
           Iniciou a carreira na Magistratura sendo nomeado Promotor Público de Itaboraí, na província do Rio de Janeiro.
           Em decreto de 26 de agosto de 1846, foi nomeado Juiz de Órfãos do termo da cidade de Campos e removido para o lugar de Juiz Municipal e de Órfãos do termo de Iguaçu, em decreto de dois de outubro de 1847, sendo demitido, a pedido, em decreto de 21 de janeiro de 1850.
           Terminado o quatriênio da lei, foi nomeado Juiz de Direito da comarca de Sapucaí, em decreto de 28 de julho de 1850, e removido para as comarcas do Rio das Mortes, em decreto de dois de julho de 1851; Campos, em 1856; e Itaboraí, em decreto de 18 de setembro de 1856.
           Seus serviços foram depois aproveitados na Justiça Militar, sendo nomeado Auditor de Guerra da Corte, em decreto de 12 de março de 1864.
           Foi nomeado Desembargador da Relação da Corte, em decreto de 5 de outubro de 1867, e Ministro do Supremo Tribunal de Justiça, em decreto de 20 de novembro de 1886, preenchendo a vaga ocorrida com o falecimento de Antonio Francisco de Azevedo; tomou posse em 24 do referido mês.
           Foi Deputado à Assembléia Legislativa da província do Rio de Janeiro no biênio 1850-1851 e à Assembléia-Geral Legislativa, pela província de Minas Gerais, na 9ª legislatura (1853-1856), substituindo, desde 2 de maio de 1853, Herculano Ferreira Pena, nomeado Senador em abril desse ano.
           Foi agraciado com as condecorações das Ordens de Cristo e da Rosa e o título do Conselho, em carta de 29 de novembro de 1886.
           Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 2 de dezembro de 1889, sendo sepultado no Cemitério de São João Batista.
           Era casado com D. Escolástica Pinto de Castro, que obteve do Marechal Deodoro da Fonseca, Chefe do Governo Provisório, em decreto de 19 de abril de 1890, a pensão mensal de 75$000. O referido decreto concedeu a pensão mensal de 37$500 a cada uma das filhas do mesmo Ministro, D. Ana de Castro Gouveia e D. Carlota Elisa

Nota:  O Dr. Francisco Gouveia foi o segundo ministro do Supremo, filho de Paracatu. O primeiro foi o Dr. Antonio da Costa Pinto (biografia neste blog), e o terceiro é o atual Presidente do STF, Ministro Joaquim Barbosa Gomes.

Texto transcrito do site – www.stf.jus.br/portal/ministro/

Postado por  José Aluísio Botelho – março de 2013.

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Família de origem portuguesa, cujo fundador no Brasil, João de Melo Franco, que veio para o Brasil aos 30 anos de idade, partindo de Lisboa, onde aprendeu o ofício de Fundidor de cobre, rumo ao Rio de Janeiro; em 1755 já estava no arraial de São Luiz e Santana das Minas do Paracatu. Era natural da freguesia de Nossa Senhora da Purificação, lugar de Bucelas, patriarcado de Lisboa, filho legítimo de José da Costa Franco e de sua mulher Paula Maria de Oliveira. Nasceu a 7 de outubro de 1721, e faleceu em Paracatu em 1796. Casou aí, com Ana de Oliveira Caldeira, natural de Cotia, São Paulo, onde nasceu a 5 de abril de 1739, filha legítima de Antonio de Oliveira Caldeira, nascido a 24 de setembro de 1708 em Santos e de Josefa Nunes da Costa, nascida a 26 de fevereiro de 1722 em Cotia. 
Curiosidade: segundo Afonso Arinos de Melo Franco, João de Melo Franco ditou seu testamento ao seu escravo Serafim de Melo Franco, que o redigiu. Abaixo o assento de batismo de Serafi…

FAZENDAS ANTIGAS DE PARACATU E SEUS PRIMITIVOS DONOS

1 - SÍTIO DO ESCURO - Sesmaria concedida em 1759 ao Português João Jorge Portela e sua mulher Josefa Barbosa de Moura e Almeida. Desse casal, descendem pelo ramo materno, os Pimentéis Barbosa e Soares de Sousa;

2 - FAZENDA DO FUNDÃO - Sesmaria adquirida por João de Melo Franco em 1762, distante cerca de dez léguas de Paracatu, na chapada do São Marcos. Em 1819, segundo Pohl, se encontrava em ruínas. Passou à descendência;

3 - FAZENDA CÓRREGO RICO - Foi seu primitivo dono Joaquim de Melo Albuquerque( Seu Melo), falecido em 1880. Era filho do pernambucano Joaquim de Albuquerque e de Ana de Melo Franco;

4 - FAZENDA CAETANO - Pertenceu ao casal Manoel Caetano de Moraes e Joana Maria de Moura e anos mais tarde ao Dr. Sérgio Ulhôa;

5 - FAZENDA MOURA - Foi seu primitivo dono Romão de Moura, que se mudou para o Vão do Paranã, em Goiás, onde deixou numerosa descendência. Posteriormente, passou a ser propriedade do Coronel Fortunato Jacinto da Silva Botelho e seus descendentes;

6 - FAZENDA BROCOTÓ …

FAMÍLIA GONZAGA

GENEALOGIA DA FAMÍLIA GONZAGA – TRONCO DE PARACATU Essa família iniciou-se em 1790, pelo casamento do Capitão Luiz José Gonzaga de Azevedo Portugal e Castro, fiscal da fundição do ouro em Sabará – MG, em 1798, no Rio de Janeiro, com Anna Joaquina Rodrigues da Silva, natural do mesmo Rio de Janeiro, e tiveram oito filhos, listados abaixo: F1 – Euzébio de Azevedo Gonzaga de Portugal e Castro; F2 – Platão de Azevedo Gonzaga de P. e Castro; F3 – Virgínia Gonzaga; F4 – Florêncio José Gonzaga; F5 – VALERIANO JOSÉ GONZAGA; F6 – Luiz Cândido Gonzaga; F7 – José Caetano Gonzaga; F8 – Rita Augusta Gonzaga.

F5 - Valeriano José Gonzaga, natural de Curvelo,Mg, nascido em 21.07.1816 e falecido em 1868 em Paracatu, casou em 21.07.1836, com Felisberta da Cunha Dias, nascida em 15.08.1821 e falecida em 10.08.1910, natural de Curvelo; foi nomeado Tabelião de Paracatu, tendo mudado para o lugar em 1845, aonde tiveram os filhos: N1 - Eusébio Michael Gonzaga, natural de Curvelo, nascido em 21.07.1842 e falecido em 04…

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Para saber mais, leia neste blog: Coronel Sancho Lopes de Ulhoa e seus descendentes

A) - Origem do apelido: do rio ULLA, na Galícia, que passou a ser Ulló (olho), depois Ulloa e hoje Ulhoa. Também provêm do hebraico hurscha (floresta) e/ou de uxna, forma adaptada ou corrompida de Yehoshua.

1) - Dom Férnan Sanches de Ulló, o primeiro Ulhoa de que se tem notícia e que viveu pelos anos de 756, visigodo, dono das terras no vale do rio Ulla;

2) - Dom Lopo Ruiz de Ulló (1120);

                                       Vale do Rio Ulla by Isidro Cea

3) - Dom Fernão Lopes de Ulló (1212), casado com Maria Martinez;

4) - Dom Lopo Sanches de Ulló, casado com Mayor Gomes de Trastamara;

5) - Dom Sancho Lopes de Ulloa, rico homem galego, primeiro Senhor de Vilamayor de Ulloa (barão), casado com Urraca Perez de Sotomayor;

6) - Dom Sancho Sanches de Ulloa, segundo Senhor de Vilamayor, casado com Mór Rod…

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