Pular para o conteúdo principal

ARRAIAL DE SÃO LUIZ E SANTANA DAS MINAS DO PARACATU - SÉRIE TRONCOS PIONEIROS 3



Por José Aluísio Botelho



SOUSA CORREIA LANDIM

Família originária do lugar de Travassos, da freguesia de Santa Maria do Couto e Mosteiro de Landim, Município de Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga, aonde nasceu o capitão José de Sousa Correia Landim em 10/07/1730, filho legítimo de Manoel de Sousa e de Custódia Correia; neto paterno de João de Sousa e de Catarina Gomes; neto materno de Manoel Correia e de Maria Correia.
                                                                                                             
Batismo - Paróquia de Landim
                                                                                                                                        

 José de Sousa Landim imigrou para o Brasil na década de 1750, fixando-se no Arraial das Minas do Paracatu; aí, casou com Firmiana Rodrigues Cordeiro, filha legítima de Manoel Rodrigues Cordeiro, natural da Ilha de São Miguel, Açores, e de Ana Tavares de Sampaio, natural de Serro do Frio, bispado de Mariana, filha do capitão Francisco Tavares de Sampaio, também natural da ilha de São Miguel, e de Joana de Arruda Vieira, natural da Bahia. O capitão José de Sousa Correia Landim já era falecido em 1793.
Filhos descobertos nascidos nas Minas do Paracatu:
1 – Romana de Sousa Correia Landim, nascida em 09/08/1764;
2 - Maria Rosa de Sousa Correia Landim, casada com o soldado pago (tenente em 1815) Francisco Rufino Xavier Balieiro, natural e batizado na freguesia de Antonio Dias de Vila Rica, filho de Mathias Xavier Balieiro e de Narcisa Pires Rubim, parda forra; em 1790 o casal era morador na rua Direita, defronte a Matriz de Antonio Dias em Vila Rica; essa família retorna à Paracatu na virada do século dezoito para o dezenove. Filhos nascidos e batizados na freguesia de Antonio Dias de Vila Rica (Ouro Preto):
2.1 - Francisco, nascido em 30/11/1788 e batizado em 30/01/1789;
2.2 - Firmiana Rufina Xavier Balieiro, nascida em 26/02 e batizada em 18/03/1790; casou na vila de Paracatu do Príncipe com João Alves Viana; filhos descobertos:
2.2.1 -Lourenço, nascido em 10/08/1813;
2.2.2 - Fernando, nascido em 15/10/1817;
2.3 - Manoel, nascido em 22/02/1792 e batizado em 02/03/1792;
2.4 - Maximiano, nascido em 25/04/1794 e batizado em 22/05 do dito ano; foi casado em Paracatu com Maria Lobo de Sousa; faleceu em 01/04/1820; filhas descobertas:
2.4.1 - Margarida, nascida em 15/12/1815;
2.4.2 - Castiana Rufino Xavier Balieiro, casada com Lúcio Cardoso de Moraes em 03/07/1833;
2.5 - Ana, batizada em 13/12/1795; 
2.6 - João, batizado em 30/07/1797; casou em Paracatu em 03/08/1836 com Maria Madalena de Afonseca Costa, filha de Antonio Joaquim da Costa e de Caetana de Afonseca e Silva; casal tronco materno da família Macedo;
3 – Padre José de Sousa Correia Landim;
4 – Francisco de Sousa Correia Landim, batizado em 30/08/1772;                                                
5 – Padre Teodósio de Sousa Correia Landim, nascido em 23/04/1775;
6 – Ventura de Sousa Correia Landim, nascido em 05/08/1776.




GONÇALVES TORRES


Família iniciada com o casamento de José Gonçalves Torres, natural da freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Torres Novas, Arcebispado de Lisboa, com Josefa de Jesus Paiva, natural da freguesia de Bonsucesso, Bispado de Mariana; filhos descobertos:
1 – Teodora Gonçalves Torres. Casou duas vezes: 1ª vez com Lourenço da Silva Pereira; 2ª vez com o capitão Antonio da Costa Carlos. Não teve filhos de ambos os leitos;
2 – Maria Gonçalves Torres, casada com Manoel Vieira Gomes, natural da freguesia de Vieira, São Julião de Valpaços, distrito de Braga, filho de Julião Vieira e de Custódia Gomes;
3 – Ana Maria Gonçalves Torres. Casada com Bento de Araújo Ferreira. Filha descoberta:
3.1 - Tereza Gonçalves Torres, que teve a filha natural:
3.1.1 - Ana Francisca, batizada em 16/04/1777;
4 – Josefa Gonçalves Torres, casada com Antonio Ferreira Braga, natural da freguesia de Santa Maria de Ferreira, Arcebispado de Braga, filho legítimo de Pascoal Ferreira e de Custódia Ferreira, também naturais da dita freguesia; filhos conhecidos:
5.1 – Claudiana, batizada em 11/07/1776 e falecida em 20/04/1820; casada que foi com Antonio José da Costa;
5.2 – José Gonçalves Torres (neto);
Antonio Ferreira Braga teve com a escrava Rita, a filha:
5.3 - Catarina Ferreira Braga, casada com João Monteiro, naturais do arraial de São Luiz e Santana; filho descoberto:
5.3.1 - Francisco, batizado em 30/08/1793;
5 – Ambrósio Gonçalves Torres, casado com descendência;
6 – Rosa Gonçalves Torres, casada com Antonio Ribeiro Braga; filha descoberta:
6.1 – Rosa, nascida em 1772;
7 – Padre Joaquim Gonçalves Torres, ordenado depois de viúvo, falecido em 07/03/1832; casado com Tereza de Faria Leite, com descendência.

SILVA PALHANO

Vicente da Silva Palhano, natural da vila de Ericeira, Concelho de Mafra, distrito de Lisboa, Portugal, veio para o Brasil, tendo como porta de entrada a Bahia, e de lá pela rota da mineração chegou ao arraial de São Luiz e Santana, aonde casou com Ana Pereira da Silva, natural da vila Risonha de São Romão. Na década de 1770, era morador juntamente com os filhos na fazenda da Vazante, Ribeira do Escuro. Descobrimos três filhos do casal:
1 – Quitéria Pereira da Silva, casada com Francisco de Araújo Silva, natural da vila de Jundiaí, São Paulo, filho de João de Araújo e de Mariana da Silva;
2 – João da Silva Palhano, natural da freguesia de Santo Antonio da Manga das Minas do Paracatu; casado com Ana Maria da Paixão, filha de José Gomes Correia e de Gertrudes Maria do Espírito Santo; filhos descobertos:
2.1 – Joaquim, nascido em 02/09/1772, na fazenda da Vazante;
2.2 – Francisco, nascido em 28/11/1774, na fazenda da vazante;;
2.3 – Joaquina, nascida em 09/06/1777, na fazenda da Vazante;
3 – Manoel da Silva Palhano, natural da freguesia da Manga das Minas do Paracatu, casado com Tereza Borges, filha de João Borges Tavares e de Jacinta Clara, naturais da Ilha Terceira, Açores. Filha descoberta:
3.1 – Izabel, nascida 16/07/1774.
Nota: Antes da chegada de Vicente Palhano em Paracatu, vivia na região das cabeceiras do Rio Paracatu, aonde obteve sesmaria certo padre Francisco da Silva Palhano.

Continua...




Postagens mais visitadas

DONA BEJA E O TESTAMENTO DO PADRE

O vigário Francisco José da Silva foi um padre típico do sertão mineiro: fazendeiro abastado, político influente, e mulherengo, como quase todos os padres de seu tempo. Teve participação decisiva na evolução político-administrativo e social da Araxá na época em que lá viveu, entre 1815 e 1845, ano de seu falecimento. Participou, mesmo que discretamente, da Revolução Liberal em Araxá, apoiando seus sobrinhos liberais, liderados pelo coronel Fortunato José da Silva Botelho, no embate político que se travava em Minas nos anos de 1842. Legitimou em cartório em 1831, três filhos, a saber: Pedro Amado de São Paulo, Placidina Maria de Jesus, e Teresa Thomásia de Jesus. Antes, em Dezembro de 1826, ele dita seu testamento escrito pelo advogado paracatuense João de Pina e Vasconcelos, onde declara não ter herdeiros descendentes (sic) e/ou ascendentes por serem falecidos seus pais, e que nomeava como seus herdeiros Antonio Machado de Morais, Pedro Amado de São Paulo, e Teresa Thomásia de Jesus, …

DONA BEJA E OS BOTELHOS DE PARACATU

Muito se tem falado no âmbito familiar e fora dele, acerca de possível parentesco consangüíneo ou por afinidade entre Dona Beja e a família Botelho de Paracatu, ao longo de décadas. Essa dúvida, real ou proposital trazida pelos mais velhos, receosos da veracidade do parentesco com a mitológica personagem da história de Araxá, e que levou um dos nossos velhos tios, já falecido, a dizer peremptoriamente certa vez: “Eu não sou parente de uma cortesã”, persiste até os dias atuais.
Ana Jacinta de São José, a mitológica Dona Beja, nasceu em Formiga, Minas Gerais, por volta de 1800, filha natural de Maria Bernarda dos Santos e de pai ignorado. Chegou ao então florescente julgado de São Domingos do Araxá ainda menina, acompanhando a mãe e o irmão Francisco Antônio Rodrigues, talvez à procura de melhores condições de vida, já em princípios deste século dezenove. Segundo alguns historiadores, ela tornou-se uma mulher bonita, de cabelos e olhos claros, que chamava a atenção dos homens do lugar, i…

CORONEL FRANCISCO CASADO DE LIMA: MEU TATARAVÔ PERNAMBUCANO

 Por José Aluísio Botelho

O coronel Francisco Casado de Lima nasceu na freguesia de São Pedro Gonçalves, vila de Santo Antonio do Recife em 1765. Único filho de outro Francisco Casado de Lima, natural de Serinhaém, e de Rosa Maria da Conceição, natural do Recife.Vide imagens de batismo do coronel e o do casamento dos seus pais:
Certidões
Era descendente dos Viscondes de Vila Nova de Cerveira e dos Condes de Castro Daire, em Ponte Lima, norte de Portugal, portanto, inserido na nobreza portuguesa. Foi homem de grande fortuna: herdou de seu pai o engenho Novo Cucaú e uma sesmaria em São José dos Bezerros, termo de Serinhaém, e possuiu inúmeras outras propriedades em Serinhaém, Rio Formoso e no Recife. Em 1776, aos doze anos de idade, solicitou habilitação para familiar do Santo Ofício da Inquisição, encerrado em 1788 (Torre do Tombo, Lisboa). Aos 13 anos de idade (pasmem) foi considerado habilitado para exercer o “emprego". Segundo a pesquisadora Zilda Fonseca, não existe nenhum regist…

FAMÍLIA GONZAGA

GENEALOGIA DA FAMÍLIA GONZAGA – TRONCO DE PARACATU Essa família iniciou-se em 1790, pelo casamento do Capitão Luiz José Gonzaga de Azevedo Portugal e Castro, fiscal da fundição do ouro em Sabará – MG, em 1798, no Rio de Janeiro, com Anna Joaquina Rodrigues da Silva, natural do mesmo Rio de Janeiro, e tiveram oito filhos, listados abaixo: F1 – Euzébio de Azevedo Gonzaga de Portugal e Castro; F2 – Platão de Azevedo Gonzaga de P. e Castro; F3 – Virgínia Gonzaga; F4 – Florêncio José Gonzaga; F5 – VALERIANO JOSÉ GONZAGA; F6 – Luiz Cândido Gonzaga; F7 – José Caetano Gonzaga; F8 – Rita Augusta Gonzaga.

F5 - Valeriano José Gonzaga, natural de Curvelo,Mg, nascido em 21.07.1816 e falecido em 1868 em Paracatu, casou em 21.07.1836, com Felisberta da Cunha Dias, nascida em 15.08.1821 e falecida em 10.08.1910, natural de Curvelo; foi nomeado Tabelião de Paracatu, tendo mudado para o lugar em 1845, aonde tiveram os filhos: N1 - Eusébio Michael Gonzaga, natural de Curvelo, nascido em 21.07.1842 e falecido em 04…

DONA BEJA E AS DUAS MORTES DE MANOEL FERNANDES DE SAMPAIO

Por José Aluísio Botelho
A história que contaremos é baseada em fatos, extraídos de um documento oficial relativo a um processo criminal que trata de um assassinato ocorrido na vila de Araxá em 1836. O crime repercutiu no parlamento do império no Rio de Janeiro, provocando debates acalorados entre os opositores do deputado e ex-ministro da justiça, cunhado do acusado, como se verá adiante. Muitos podem perguntar porque um blog especializado em genealogia paracatuense, está a publicar uma crônica fora do contexto? A publicação deste texto no blog se dá por dois motivos relevantes: primeiro, pela importância do documento, ora localizado, para a história de Araxá como contraponto a uma colossal obra de ficção sobre a personagem e o mito Dona Beja, que ultrapassou suas fronteiras se tornando de conhecimento nacional. Em segundo lugar, porque um dos protagonistas de toda a trama na vida real era natural de Paracatu, e, portanto, de interesse para a genealogia paracatuense, membro que foi de t…

OS MELO FRANCO

Por José Aluísio Botelho
Família de origem portuguesa, cujo fundador no Brasil, João de Melo Franco, que veio para o Brasil aos 30 anos de idade, partindo de Lisboa, onde aprendeu o ofício de Fundidor de cobre, rumo ao Rio de Janeiro; em 1755 já estava no arraial de São Luiz e Santana das Minas do Paracatu. Era natural da freguesia de Nossa Senhora da Purificação, lugar de Bucelas, patriarcado de Lisboa, filho legítimo de José da Costa Franco e de sua mulher Paula Maria de Oliveira. Nasceu a 7 de outubro de 1721, e faleceu em Paracatu em 1796. Casou aí, com Ana de Oliveira Caldeira, natural de Cotia, São Paulo, onde nasceu a 5 de abril de 1739, filha legítima de Antonio de Oliveira Caldeira, nascido a 24 de setembro de 1708 em Santos e de Josefa Nunes da Costa, nascida a 26 de fevereiro de 1722 em Cotia. 
Curiosidade: segundo Afonso Arinos de Melo Franco, João de Melo Franco ditou seu testamento ao seu escravo Serafim de Melo Franco, que o redigiu. Abaixo o assento de batismo de Serafi…