Pular para o conteúdo principal

ARRAIAL DE SÃO LUIZ E SANTANA DAS MINAS DO PARACATU - SÉRIE TRONCOS PIONEIROS 10



 Por José Aluísio Botelho


TAVARES DE SAMPAIO

O capitão Francisco Tavares de Sampaio, natural da ilha de São Miguel, veio para a colônia, movidos pelas notícias das descobertas das imensas riquezas nas Minas Gerais. Estabeleceu no Serro do Frio, fez fortuna, casou e teve filhos. Concomitante com o esgotamento da produção do ouro em Serro do Frio surgiu a notícia dos novos descobertos no sertão do Paracatu em 1744. O capitão, os filhos, genros e noras para lá se mudaram, aonde fixaram definitivamente. Mineraram predominantemente no Morro da Cruz das Almas.
1 - Capitão Francisco Tavares de Sampaio, casado com Joana de Arruda Vieira; filhos descobertos dentre outros:
1.1 – Luís Furtado de Mendonça, casado com Maria da Conceição Mendes, natural de Rio das Contas, Bahia; filhos, dentre outros:
1.1.1 – José, batizado em 16/08/1758;
1.1.2 – Francisco, batizado em 06/09/1764;
1.1.3 – Maria, batizada em 09/08/1766;
1.1.4 – Teresa, batizada em 12/02/1777;
1.2 – Manoel Lourenço Tavares da Câmara, casado com Maria de Oliveira Soares, filha de Estevão Soares Mendes e de Paula de Oliveira; filho, dentre outros:
1.2.1 – Francisco, nascido em 05/06/1774;
1.2.2 – Miguel, nascido em 29/09/1775;
1.3 – Sargento mor Anacleto Tavares de Sampaio, casado, cujo nome da mulher se ignora, teve, dentre outros, a filha:
1.3.1 - Conrada Maria Antonia;
Com a escrava Germana, teve:
1.3.2 - Maria, batizada em 09/10/1764;
 1.4 – Ana Tavares de Sampaio, casada com Manoel Rodrigues Cordeiro, também natural da Ilha de São Miguel, ambos já falecidos em 1764; com descendência numerosa em Paracatu; filha descoberta documentalmente:
1.4.1 - Firmiana Rodrigues Cordeiro, casada com José Gonçalves Torres (queira ver);
1.4.2 - Manoel Rodrigues Cordeiro, casado com Vitória Correia de Sá; filho descoberto:
1.4.2.1 - Agostinho, batizado em 22/10/1758; 
1.4.2.2 - padre Manoel Rodrigues Cordeiro, ordenado em 1787;
1.5 – Jerônimo Tavares de Sampaio, casado com Teresa Dias da Costa; filhos descobertos, dentre outros:
1.5.1 – Izidora, batizada em 24/05/1774;
1.5.2 – Maria, batizada em 22/06/1776;
1.6 - Francisco Tavares de Sampaio.


Continua...

Postagens mais visitadas

ARRAIAL DE SÃO LUIZ E SANTANA DAS MINAS DO PARACATU - SÉRIE TRONCOS PIONEIROS 14

NOTAS GENEALÓGICAS - OS GAIA DE UNAÍ, MINAS GERAIS

POR JOSÉ ALUÍSIO BOTELHO
(Mandado por Geralda Gislene Torres Gonçalves), com adaptações e acréscimos.
Sobrenome toponímico originário de Vila Nova de Gaia, região metropolitana do Porto, Portugal. Por volta de 1845, na poeira do padre cônego Miguel Arcanjo Torres, nomeado vigário-geral da comarca de Paracatu, vieram Porfírio e Martinho Gaia, parentes, provavelmente oriundos de Santana de Ipanema, estado de Alagoas.
1 Capitão Porfírio Rodrigues Gaia, casado com Flávia de Melo Franco, filha de Francisco de Melo Franco Bueno, falecido em 1844 aos 33 anos, e de Mariana Pimentel de Ulhoa (primeiro casamento desta).

Filhos:
1.1 Manoel Rodrigues Gaia, falecido solteiro aos 27 anos de idade em 11/04/1896 na cidade de Palma, MG; normalista pela Escola Normal de Paracatu em fins de 1886, professor público, artista plástico por excelência;

1.2 João Gaia, casado com Luzia Alves de Souza, com quem teve a filha única:

1.2.1 Flávia Gaia Alves, casada com Djalma Torres, escrivão do crime por longos anos e…

DONA BEJA E O TESTAMENTO DO PADRE

O vigário Francisco José da Silva foi um padre típico do sertão mineiro: fazendeiro abastado, político influente, e mulherengo, como quase todos os padres de seu tempo. Teve participação decisiva na evolução político-administrativo e social da Araxá na época em que lá viveu, entre 1815 e 1845, ano de seu falecimento. Participou, mesmo que discretamente, da Revolução Liberal em Araxá, apoiando seus sobrinhos liberais, liderados pelo coronel Fortunato José da Silva Botelho, no embate político que se travava em Minas nos anos de 1842. Legitimou em cartório em 1831, três filhos, a saber: Pedro Amado de São Paulo, Placidina Maria de Jesus, e Teresa Thomásia de Jesus. Antes, em Dezembro de 1826, ele dita seu testamento escrito pelo advogado paracatuense João de Pina e Vasconcelos, onde declara não ter herdeiros descendentes (sic) e/ou ascendentes por serem falecidos seus pais, e que nomeava como seus herdeiros Antonio Machado de Morais, Pedro Amado de São Paulo, e Teresa Thomásia de Jesus, …

REIS CALÇADO - UMA FAMÍLIA JUDIA NA PARACATU DO SÉCULO XVIII

Por José Aluísio Botelho Eduardo Rocha
Mauro Cézar da Silva Neiva


Família de origem cristã nova pela linha agnata, originária do Ceará, miscigenada. Pois bem, para o arraial de São Luiz e Santana das Minas do Paracatu, provieram,  os irmãos Alexandre José dos Reis Calçado e Antonio Rodrigues dos Reis Calçado, naturais da freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Acaracu (atual Acaraú), termo de Aracati, Ceará, filhos naturais do capitão Gaspar Rodrigues dos Reis Calçado, natural do Recife, capitania de Pernambuco, e de Luzia Maria da Rocha, mulher solteira,escrava que foi do mesmo capitão Gaspar dos Reis Calçado, natural da freguesia de Acaracu (Acaraú); Alexandre José, objeto de nosso estudo, nascido em 1764, casou por volta de 1785, com Luzia Rodrigues de Oliveira, natural do arraial de Paracatu, falecida em 04/07/1837, filha de Antonio Rodrigues de Oliveira e de Ana Rodrigues de Araújo. Viveu do lucro de suas fazendas, notadamente da localizada nos limites da serra do Tombador, no d…

NOTAS GENEALÓGICAS - AQUINO E MOURA

Por José Aluísio Botelho e Eduardo Rocha
1 Alferes Thomaz de Aquino de Moura, nascido em 07/03/1827 e falecido em 05/07/1902 em Paracatu; exerceu o comércio e a profissão de ourives; Nota1: Thomaz de Aquino e Moura aparece em documentos por nós consultados referido como Thomaz de Aquino e Moura Brochado. Casou em 08/10/849 com Jacinta Joaquina de Santana, nascida em 1831 e falecida em 30/10/1897;

DONA BEJA E OS BOTELHOS DE PARACATU

Muito se tem falado no âmbito familiar e fora dele, acerca de possível parentesco consangüíneo ou por afinidade entre Dona Beja e a família Botelho de Paracatu, ao longo de décadas. Essa dúvida, real ou proposital trazida pelos mais velhos, receosos da veracidade do parentesco com a mitológica personagem da história de Araxá, e que levou um dos nossos velhos tios, já falecido, a dizer peremptoriamente certa vez: “Eu não sou parente de uma cortesã”, persiste até os dias atuais.
Ana Jacinta de São José, a mitológica Dona Beja, nasceu em Formiga, Minas Gerais, por volta de 1800, filha natural de Maria Bernarda dos Santos e de pai ignorado. Chegou ao então florescente julgado de São Domingos do Araxá ainda menina, acompanhando a mãe e o irmão Francisco Antônio Rodrigues, talvez à procura de melhores condições de vida, já em princípios deste século dezenove. Segundo alguns historiadores, ela tornou-se uma mulher bonita, de cabelos e olhos claros, que chamava a atenção dos homens do lugar, i…