Pular para o conteúdo principal

ARRAIAL DE SÃO LUIZ E SANTANA DAS MINAS DO PARACATU - SÉRIE TRONCOS PIONEIROS 13



Por José Aluísio Botelho


PEREIRA DE BARROS 

O capitão José Pereira de Barros, natural de Braga cidade, filho de Manoel Antonio Pereira de Barros e de Antonia da Costa, natural de Crespos, Braga, veio para estas minas na década de 1760, onde amealhou patrimônio com a busca do ouro. Casou com Maria de Sousa, filha de Quitéria de Sousa, negra da Costa da Mina, África, e de avô incógnito; filhos descobertos:
1 – Ana Pereira de Barros, nascida em 01/03/1766;
2 – Agostinho Pereira de Barros, batizado em 12/09/1767;
3 - Apolônia Pereira de Barros, 23/04/1772;

Com Maria Antunes Claro, teve:

4 - Perpétua Leocádia Pereira de Barros, casada com Joaquim Lourenço Mundim, casal tronco dos Pereira Mundim, da ribeira do São Pedro;  filhos descobertos:
4-1 Ana Pereira Mundim, casada com José Gonçalves Torres;
4-2 Francisco Pereira Mundim;
4-3 Maria Antunes Pereira Mundim, casada com Luiz Pereira Furtado;
4-4 Maria Pereira Lourença Mundim;

5 – Isidoro, batizado em 16/01/1777. Padre coadjutor Isidoro Manoel Pereira de Barros.

CUNHA ARANHA

Outra família paulista que veio para as minas logo após a notícia dos descobertos terem se propagado, e se miscigenou já na formação do tronco familiar.
Ignácio da Cunha Aranha, natural da vila de Santos, bispado de São Paulo, filho de Jorge da Cunha e de Vitória Aranha, casou nas minas com Ana Maria de Távora, filha de Bernardino de Távora e de Joana Martins, preta forra, ambos solteiros; filhos descobertos, dentre outros:
1 – Ana, nascida em 1764;
2 – João, nascido em 1766.
É descendente deste tronco, certamente neto do casal inicial, o padre Ignácio da Cunha Aranha, que paroquiou em Paracatu.

Continua...

Postagens mais visitadas

DONA BEJA E O TESTAMENTO DO PADRE

Por José Aluísio Botelho

O vigário Francisco José da Silva foi um padre típico do sertão mineiro: fazendeiro abastado, político influente, e mulherengo, como quase todos os padres de seu tempo. Teve participação decisiva na evolução político-administrativo e social da Araxá na época em que lá viveu, entre 1815 e 1845, ano de seu falecimento. Participou, mesmo que discretamente, da Revolução Liberal em Araxá, apoiando seus sobrinhos liberais, liderados pelo coronel Fortunato José da Silva Botelho, no embate político que se travava em Minas nos anos de 1842. Legitimou em cartório em 1831, três filhos, a saber: Pedro Amado de São Paulo, Placidina Maria de Jesus, e Teresa Thomásia de Jesus. Antes, em Dezembro de 1826, ele dita seu testamento escrito pelo advogado paracatuense João de Pina e Vasconcelos, onde declara não ter herdeiros descendentes (sic) e/ou ascendentes por serem falecidos seus pais, e que nomeava como seus herdeiros Antonio Machado de Morais, Pedro Amado de São Paulo, e Te…

OS MELO FRANCO

Por José Aluísio Botelho
Família de origem portuguesa, cujo fundador no Brasil, João de Melo Franco, que veio para o Brasil aos 30 anos de idade, partindo de Lisboa, onde aprendeu o ofício de Fundidor de cobre, rumo ao Rio de Janeiro; em 1755 já estava no arraial de São Luiz e Santana das Minas do Paracatu. Era natural da freguesia de Nossa Senhora da Purificação, lugar de Bucelas, patriarcado de Lisboa, filho legítimo de José da Costa Franco e de sua mulher Paula Maria de Oliveira. Nasceu a 7 de outubro de 1721, e faleceu em Paracatu em 1796. Casou aí, com Ana de Oliveira Caldeira, natural de Cotia, São Paulo, onde nasceu a 5 de abril de 1739, filha legítima de Antonio de Oliveira Caldeira, nascido a 24 de setembro de 1708 em Santos e de Josefa Nunes da Costa, nascida a 26 de fevereiro de 1722 em Cotia. 
Curiosidade: segundo Afonso Arinos de Melo Franco, João de Melo Franco ditou seu testamento ao seu escravo Serafim de Melo Franco, que o redigiu. Abaixo o assento de batismo de Serafi…

FAZENDAS ANTIGAS DE PARACATU E SEUS PRIMITIVOS DONOS

1 - SÍTIO DO ESCURO - Sesmaria concedida em 1759 ao Português João Jorge Portela e sua mulher Josefa Barbosa de Moura e Almeida. Desse casal, descendem pelo ramo materno, os Pimentéis Barbosa e Soares de Sousa;

2 - FAZENDA DO FUNDÃO - Sesmaria adquirida por João de Melo Franco em 1762, distante cerca de dez léguas de Paracatu, na chapada do São Marcos. Em 1819, segundo Pohl, se encontrava em ruínas. Passou à descendência;

3 - FAZENDA CÓRREGO RICO - Foi seu primitivo dono Joaquim de Melo Albuquerque( Seu Melo), falecido em 1880. Era filho do pernambucano Joaquim de Albuquerque e de Ana de Melo Franco;

4 - FAZENDA CAETANO - Pertenceu ao casal Manoel Caetano de Moraes e Joana Maria de Moura e anos mais tarde ao Dr. Sérgio Ulhôa;

5 - FAZENDA MOURA - Foi seu primitivo dono Romão de Moura, que se mudou para o Vão do Paranã, em Goiás, onde deixou numerosa descendência. Posteriormente, passou a ser propriedade do Coronel Fortunato Jacinto da Silva Botelho e seus descendentes;

6 - FAZENDA BROCOTÓ …

FAMÍLIA GONZAGA

GENEALOGIA DA FAMÍLIA GONZAGA – TRONCO DE PARACATU Essa família iniciou-se em 1790, pelo casamento do Capitão Luiz José Gonzaga de Azevedo Portugal e Castro, fiscal da fundição do ouro em Sabará – MG, em 1798, no Rio de Janeiro, com Anna Joaquina Rodrigues da Silva, natural do mesmo Rio de Janeiro, e tiveram oito filhos, listados abaixo: F1 – Euzébio de Azevedo Gonzaga de Portugal e Castro; F2 – Platão de Azevedo Gonzaga de P. e Castro; F3 – Virgínia Gonzaga; F4 – Florêncio José Gonzaga; F5 – VALERIANO JOSÉ GONZAGA; F6 – Luiz Cândido Gonzaga; F7 – José Caetano Gonzaga; F8 – Rita Augusta Gonzaga.

F5 - Valeriano José Gonzaga, natural de Curvelo,Mg, nascido em 21.07.1816 e falecido em 1868 em Paracatu, casou em 21.07.1836, com Felisberta da Cunha Dias, nascida em 15.08.1821 e falecida em 10.08.1910, natural de Curvelo; foi nomeado Tabelião de Paracatu, tendo mudado para o lugar em 1845, aonde tiveram os filhos: N1 - Eusébio Michael Gonzaga, natural de Curvelo, nascido em 21.07.1842 e falecido em 04…

ULHOA - ESBOÇO GENEALÓGICO

FAMÍLIA ULHOA, DO VALE DO ULLA NA GALÍCIA ATÉ PARACATU EM  MINAS GERAIS

Pesquisas e Texto José Aluísio Botelho

Para saber mais, leia neste blog: Coronel Sancho Lopes de Ulhoa e seus descendentes

A) - Origem do apelido: do rio ULLA, na Galícia, que passou a ser Ulló (olho), depois Ulloa e hoje Ulhoa. Também provêm do hebraico hurscha (floresta) e/ou de uxna, forma adaptada ou corrompida de Yehoshua.

1) - Dom Férnan Sanches de Ulló, o primeiro Ulhoa de que se tem notícia e que viveu pelos anos de 756, visigodo, dono das terras no vale do rio Ulla;

2) - Dom Lopo Ruiz de Ulló (1120);

                                       Vale do Rio Ulla by Isidro Cea

3) - Dom Fernão Lopes de Ulló (1212), casado com Maria Martinez;

4) - Dom Lopo Sanches de Ulló, casado com Mayor Gomes de Trastamara;

5) - Dom Sancho Lopes de Ulloa, rico homem galego, primeiro Senhor de Vilamayor de Ulloa (barão), casado com Urraca Perez de Sotomayor;

6) - Dom Sancho Sanches de Ulloa, segundo Senhor de Vilamayor, casado com Mór Rod…

SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DE PARACATU - O COMEÇO DE UMA BELA HISTÓRIA

Por José Aluísio Botelho