Pular para o conteúdo principal

ARRAIAL DE SÃO LUIZ E SANTANA DAS MINAS DO PARACATU - SÉRIE TRONCOS PIONEIROS 14



 Por José Aluísio Botelho
Eduardo Rocha


FERREIRA LUSTOSA – NOGUEIRA - PINTO RABELO

O português Manuel Luís Ferreira, natural e batizado na freguesia de São Tiago de Lustosa, município de Lousada, distrito do Porto, veio para as partes do Brasil colônia, estabelecendo no Arraial de Traíras, hoje em ruínas, localizado no sertão de Goiás, comarca de Vila Boa de Goiás, bispado do Rio de Janeiro, rico em ouro. Lá, casou com Ângela de Sousa Gomes, natural e batizada no dito Arraial de Traíras. Aqui no Brasil, como era comum na época, acrescentou ao nome, o sobrenome Lustosa, tomado do lugar de origem em Portugal, e que passou aos descendentes. Nas Minas do Paracatu, descobrimos dois filhos deste casal que lá viveram, deixando descendência, a saber:
1 – Senhorinha Ferreira Lustosa, natural e batizada no Arraial de Traíras, Goiás; casou em 31/05/1762 no Arraial das Minas do Paracatu com José Nogueira de Azevedo Sobreira (adotado do lugar de sua naturalidade), filho legítimo de Antonio Nogueira e de Maria de Azevedo, todos naturais e batizados na freguesia de São Pedro de Sobreira, município de Paredes, distrito do Porto. Filhos descobertos:

1.1 – Joaquim, nascido em 05/03/1775 no arraial de São Luiz e Santana das Minas do Paracatu, onde foi batizado na Matriz da Manga em 14/03/1776;

1.2 – Padre Domingos Ferreira Lustosa, nascido em 15/09/1776, no arraial de São Luiz e Santana, onde foi batizado na matriz em 22/09/1776; ordenado sacerdote em 1808 na Cúria Episcopal de São Paulo; faleceu em 1815;

1.3 - Joana Batista Ferreira Lustosa, casada com o Porta Estandarte Pedro Gonçalves dos Santos, falecido em abril de 1820, filho que foi do capitão Manoel Gonçalves dos Santos e de sua primeira mulher Custódia Teixeira de Oliveira; foram moradores na sesmaria/latifúndio de São Jerônimo.
Inventário: 2ªVara cx. 1819/1820.

Filhos:

1.3.1 - Pedro Gonçalves dos Santos, com 19 anos em 1821;
1.3.2 - Francisco Gonçalves dos Santos, com 16 anos;
1.3.3 - Matias Gonçalves dos Santos, com 14 anos; já falecido em 1856; casado com sua parente Maria Gonçalves dos Santos, teve os filhos, órfãos em 1856:
1.3.3.1 - Virgílio;
1.3.3.2 - Manoel;

1.3.4 - João Gonçalves dos Santos, com 12 anos;
1.3.5 - Honorato Gonçalves dos Santos, com 10 anos;
1.3.6 - Eugênia Gonçalves dos Santos, com 8 anos; falecida em 28/10/1851; foi casada com seu primo Cristino Nogueira Lustosa, moradores na fazenda Gameleira, distrito de Santana dos Alegres (João Pinheiro).
Inventário: 2ªVara cx.1860-A.

Filho descoberto:

1.3.6.1 - Domingos Nogueira Lustosa, com 10 anos informado no inventário;

1.3.7 - Bernardo Gonçalves dos Santos, com 5 anos informado no inventário;
 1.3.8 - Senhorinha Ferreira Lustosa, com 2 meses informado no inventário; foi casada com seu primo José Nogueira Lustosa, já falecido em 1856; moradores no latifúndio São Jerônimo, Santana dos Alegres (atual João Pinheiro);

1.4 - Felisberta Ferreira Lustosa, casada com Joaquim Gonçalves dos Santos, falecido por volta de 1838, filho legítimo do capitão Manoel Gonçalves dos santos e de sua primeira mulher Custódia Teixeira de Oliveira; moradores na fazenda Saco da Tapera, distrito de Santana dos Alegres (atual João Pinheiro).
Inventário: 2ªVara cx. 1838/1839.

Filhos:

1.4.1 - Joaquim Gonçalves dos Santos;
1.4.2 - Raquel Gonçalves dos Santos, casada com Júlio César (Segera?) Souto; 

2 – Emélia/Amélia ou Emília Isidora Ferreira Lustosa, natural e batizada no arraial de Traíras, Goiás; adiante;

PINTO RABELO

Sobrenome originário da freguesia de Ribas, Celorico de Basto, região de Braga. Encontramos dois irmãos pioneiros nas minas de Paracatu: Manoel e Vitorino Pinto Rabelo, filhos legítimos de Antônio Ferreira e de Madalena Rodrigues Pinto, naturais dali.

1- Manoel Pinto Rabelo, foi casado com Emélia/Amélia ou Emília Isidora Ferreira Lustosa, referida em (2) acima.
datas minerais - 1769
 Filhos descobertos:

1.1 – Joaquim Pinto Rabelo, nascido em 06/10/1775; casado com Ana Luíza Gonçalves da Cruz; filhos:
1.1.1 - Ana Pinto Rabelo, falecida em 18/10/1859; foi casada com Joaquim Gonçalves da Cruz, sem descendência;
Inventário: 2ªVara cx. 1860 - A.
1.1.2 - Manoel Pinto Rabelo, viúvo com 54 anos, residente na fazenda Lamarão (dados informados no inventário);
1.1.3 - José Pinto Rabelo, com 56 anos, casado, residente na fazenda Lamarão (dados do inventário);
1.1.4 - Domingos Pinto Rabelo, casado residente no arraial de São Sebastião;
1.1.5 - Maria Pinto Rabelo, casada com Manoel Teixeira;
1.1.6 - Simeão Pinto Rabelo, casado com Sebastiana de Brito, residentes no arraial de São Sebastião; filhos:
1.1.6.1 - Manoel Pinto Rabelo, com *14 anos;
1.1.6.2 - Francisco Pinto Rabelo. com *11 anos;
1.1.6.3 - Teodora Pinto Rabelo, com *9 anos;
1.1.6.4 - Luíza Pinto Rabelo, com *7 anos;
*Dados do inventário.
1.1.6.5 - Joaquina Pinto Rabelo, casada com Manoel Ferreira de Moura, falecido em 06/03/1860; residentes no arraial de São Sebastião.
Inventário:2ªVara cx. 1860.
Filhos: 
1.1.6.5.1 - Maria, com 8 anos;
1.1.6.5.2 - Eugênia, com 6 anos;
1.1.6.5.3 - João. com 4 anos;
1.1.6.5.4 - Pedro, com 1 ano;

1.2 - Na dúvida,Vitoriano Pinto Rabelo, falecido em 10/04/1824, quando foi inventariado; casado com Maria Dias Duarte; moradores no sítio do Carneiro.
Inventário: 2ªVara cx. 1824/1825.

Filhos:

2.1 - Maria, com 16 anos; casada com João de Oliveira Paes.
Inventário: 2ªVara cx. 1852/1853.

Filhos:

2.1.1 - Joaquim, 15 anos;
2.1.2 - Eleutério, 14 anos;
2.1.3 - Felisberto, 11 anos;
2.1.4 - Balbina, 10 anos;
2.1.5 - Clara, 8 anos;
2.1.6 - José, 6 anos;

2.2 - Nazária, 12 anos;
2.3 - Dionísio, 10 anos; falecido solteiro em 10/06/1850, sem descendentes.
Inventário: 2ªVara cx. 1852/1853.
2.4 - Paula ou Paulina, 8 anos; falecida em 17/04/1879;
2.5 - Cecília, 7 anos.

2 - Vitorino Pinto Rabelo, sem mais notícias.

Fonte:
Arquivo Público de Paracatu - inventários no corpo do texto.

"Esta é uma obra de genealogia, estando sujeita a correções e acréscimos".





 






Postagens mais visitadas

NOTAS GENEALÓGICAS - PEREIRA MUNDIM

Por Eduardo Rocha
Família originária de Mondim de Bastos, Vila Real, norte de Portugal.

1- Joaquim Lourenço Mundim, casado com Perpetua Leocádia Pereira de Barros, filha legítima do capitão José Pereira de barros, natural da cidade de Braga, Portugal e de Maria Antunes Claro; neta paterna de Manoel Antônio Pereira de Barros e de Antônia da Costa. Família miscigenada na origem em Paracatu.

Filhos descobertos:

1-1 Mathias Lourenço Mundim, falecido em 08/12/1834; casado com Lúcia de Sousa Dias.
Inventário: 2ª Vara 1835/1836.

Filhos:

1-1-1 Maria de Sousa Mundim, 7 anos;

1-1-2 Elias de Sousa Mundim, nascido em 1829 e falecido em 26/09/1879; casado duas vezes: 1ªvez com Maria Leocádia da Conceição em 29/04/1855:
"Aos vinte e nove de abril de mil oitocentos e cincoenta e cinco feitas as diligencias do estillo na igreja matriz desta freguesia de Santo Antonio da Manga Bispado de Pernambuco, o reverendissimo senhor provissor em presença das testemunhas Vicente Jose Chispiniano e João Caetan…

DONA BEJA E O TESTAMENTO DO PADRE

O vigário Francisco José da Silva foi um padre típico do sertão mineiro: fazendeiro abastado, político influente, e mulherengo, como quase todos os padres de seu tempo. Teve participação decisiva na evolução político-administrativo e social da Araxá na época em que lá viveu, entre 1815 e 1845, ano de seu falecimento. Participou, mesmo que discretamente, da Revolução Liberal em Araxá, apoiando seus sobrinhos liberais, liderados pelo coronel Fortunato José da Silva Botelho, no embate político que se travava em Minas nos anos de 1842. Legitimou em cartório em 1831, três filhos, a saber: Pedro Amado de São Paulo, Placidina Maria de Jesus, e Teresa Thomásia de Jesus. Antes, em Dezembro de 1826, ele dita seu testamento escrito pelo advogado paracatuense João de Pina e Vasconcelos, onde declara não ter herdeiros descendentes (sic) e/ou ascendentes por serem falecidos seus pais, e que nomeava como seus herdeiros Antonio Machado de Morais, Pedro Amado de São Paulo, e Teresa Thomásia de Jesus, …

CONEXÃO PARACATU/ARAXÁ: ENTRELAÇAMENTO DAS FAMÍLIAS BOTELHO – JOSÉ DA SILVA – AFONSO DE ALMEIDA - MACHADO DE MORAES E CASTRO - PACHECO DE CARVALHO

Por José Aluísio Botelho
A LONGA JORNADA
O Tenente Gregório José da Silva e Dona Tereza Tomásia de Jesus Botelho, se encontraram em 

OS SANTANA DE PARACATU - MG

Texto José Aluísio Botelho
Pesquisas Eduardo Rocha e Mauro César da Silva Neiva
Família iniciada em Paracatu com o casamento do tenente Joaquim José de Santana e Dona Maria Peixoto.

MARECHAL PEDRO DE ALCANTARA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE

Nascido em 26 de novembro de 1883 em Salvador, Bahia. Filho do Desembargador Francisco Manoel Paraíso Cavalcante de Albuquerque e Aragão, dos Caramurus da Bahia, também natural de Salvador, e de Dona Ana Pimentel de Ulhoa, natural de Paracatu, Minas Gerais. Fez o curso primário, a começo em Salvador, depois na capital de Goiás, novamente em Salvador, e, por fim, em Uberaba, no estado de Minas Gerais. A razão explicativa desse ciclo do seu curso primário está em que, Desembargador da Relação da Bahia, foi seu pai em 1887 removido para a Relação de Goiás, donde retornou a da Bahia em 1889, aposentando-se em seguida e indo residir em Uberaba, onde faleceu em 1899. Justiça una no tempo do Império, os magistrados ficavam sujeitos a tais remoções, enfrentando os maiores sacrifícios dadas às distâncias a vencer, sem meios rápidos de locomoção. Vale salientar que seu pai fez-se acompanhar de sua mãe e seus filhos nessas longas viagens. Terminados os estudos primários em Uberaba, com 11 anos de …

O CAPITÃO MANOEL PINTO BROCHADO E SEUS DESCENDENTES (Para Paulo Brochado - in memorian)

JOSÉ ALUÍSIO BOTELHO e                                                                 EDUARDO ROCHA                   
O DISTRITO DE RIO PRETO
A povoação do Rio Preto era antiga. Denominada de Ribeira do