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ARRAIAL DE SÃO LUIZ E SANTANA DAS MINAS DO PARACATU - SÉRIE TRONCOS PIONEIROS 4




Por José Aluísio Botelho


COSTA PINHEIRO – PINHEIRO DA COSTA

Dois portugueses, Mathias da Costa Pinheiro e Custódio da
Pinheiro da Costa, naturais da cidade do Porto, vieram para o Brasil colônia na primeira metade do século dezoito. Desembarcaram na Bahia e rumaram para a vila de São Bartolomeu de Maragogipe, aonde inicialmente se fixaram. Nesta freguesia, o Alferes Mathias da Costa Pinheiro casou com Margarida da Silva de Jesus, e lá tiveram os filhos. Custódio permaneceu solteiro. Posteriormente, com a notícia dos novos descobertos do ouro nas Minas do Paracatu, seguiram o caminho da Bahia e aportaram na nascente povoação mineradora. No arraial de São Luiz e Santana, enriqueceram. Na lista secreta dos homens mais abastados do arraial, de 1756, lá estavam eles. Também no dito arraial, Custódio Pinheiro da Costa casou e constituiu família. Deixaram numerosa descendência, entroncadas nas principais famílias de Paracatu. Não descobrimos o parentesco entre os dois portugueses.
1 – Alferes Mathias da Costa Pinheiro, natural do Porto, casado com Margarida da Silva de Jesus, natural da freguesia de São Bartolomeu de Maragogipe, Bispado da Bahia; filhos descobertos:
1.1 – Albano da Costa Pinheiro, nascido na freguesia de São Bartolomeu de Maragogipe; casado com Maria de Oliveira Caldeira, falecida em 1774, natural das Minas do Paracatu, filha de Antonio de Oliveira Caldeira, natural da vila de Santos, e de Josefa Nunes da Costa, natural de Cotia; Dona Maria de Oliveira Caldeira foi irmã inteira de Dona Ana de Oliveira Caldeira, matriarca dos Melo Franco; filhos:
1.1.1 – Maria, batizada em 30/08/1772;
1.1.2 – José, nascido em 27/03/1774;
1.2 – Joana de São João Batista, natural de São Bartolomeu de Maragogipe, Bahia, casada com Ambrósio Martins Ferreira, natural da ilha de Angra do Heroísmo, Açores; descendência na família Martins Ferreira, neste blog;
2 – Custódio Pinheiro da Costa, casado com Tereza Soares Paes; filhos descobertos:
2.1 – Ignácia Pinheiro da Costa, batizada em 23/04/1758; casada com José Alves Pereira Chaves, filho de Antonio Alves Pereira Chaves e de Ana Maria Pereira; filho descoberto:
2.1.1 – Ana, batizada em 02/11/1775;
2.2 – Helena Soares Paes, casada com Teodósio Rodrigues Fróes, filho de João Martins Bonilha, natural de Mogi das Cruzes, São Paulo e de Quitéria de Sousa, natural da Bahia; filhos descobertos:
2.2.1 – Ana, batizada em 19/03/1775;
2.2.2 – João, nascido em 04/04/1777;
2.3 – Custódio Pinheiro da Costa, sem mais notícias;
2.4 - Antonio Pinheiro da Costa, casado em 1788 com Rita Pessoa de Vasconcelos, com descendência;


MARQUES JORDÃO

Manoel Marques Jordão natural de Valongo, região portuária do Porto, filho legítimo de Manoel Marques Jordão e de Maria Marques, casou no arraial de São Luiz e Santana com Ana Maria da Silva, parda forra, filha Bibiana Maria do Sacramento, natural da Bahia; descobrimos três filhos do casal:
1 – Ana Maria;
2 – José, nascido em 1765;
3 – Severino, nascido em 08/11/1777.

Continua...

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O vigário Francisco José da Silva foi um padre típico do sertão mineiro: fazendeiro abastado, político influente, e mulherengo, como quase todos os padres de seu tempo. Teve participação decisiva na evolução político-administrativo e social da Araxá na época em que lá viveu, entre 1815 e 1845, ano de seu falecimento. Participou, mesmo que discretamente, da Revolução Liberal em Araxá, apoiando seus sobrinhos liberais, liderados pelo coronel Fortunato José da Silva Botelho, no embate político que se travava em Minas nos anos de 1842. Legitimou em cartório em 1831, três filhos, a saber: Pedro Amado de São Paulo, Placidina Maria de Jesus, e Teresa Thomásia de Jesus. Antes, em Dezembro de 1826, ele dita seu testamento escrito pelo advogado paracatuense João de Pina e Vasconcelos, onde declara não ter herdeiros descendentes (sic) e/ou ascendentes por serem falecidos seus pais, e que nomeava como seus herdeiros Antonio Machado de Morais, Pedro Amado de São Paulo, e Teresa Thomásia de Jesus, …

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SÉRIE - PIONEIROS DO ARRAIAL DO OURO 9: CORONEL SANCHO LOPES DE ULHOA E SEUS DESCENDENTES

José Aluísio Botelho Colaboração Eduardo Rocha

Os Ulhoa são oriundos do vale do Rio Ulla, província da Galícia, noroeste da Espanha, dividindo ao sul com Portugal. De origem judaica, com o advento da Inquisição se espalharam por toda a península Ibérica, bem como para outros países europeus, notadamente, Portugal, Holanda, Bélgica e Alemanha, que abrigavam grande contingente de famílias judias dispersas, desde a grande diáspora do povo judeu do Oriente Médio. Essencialmente comerciantes e mercadores, em Portugal dominavam o comércio do sal de Setúbal no século XV. Na segunda metade do século XIV, muitos deles vieram para o Brasil colônia, estabelecendo-se no Recôncavo baiano e na cidade da Bahia (Salvador). Comercialmente, se dedicaram a plantação da cana e no fabrico do açúcar, que exportavam para Portugal e outros entrepostos europeus; mercadores possuíam sua frota própria de navios, e comerciava, além do açúcar, o Pau Brasil, de larga aceitação na Europa. De família de cristãos-novos…

FAMÍLIA GONZAGA

GENEALOGIA DA FAMÍLIA GONZAGA – TRONCO DE PARACATU Essa família iniciou-se em 1790, pelo casamento do Capitão Luiz José Gonzaga de Azevedo Portugal e Castro, fiscal da fundição do ouro em Sabará – MG, em 1798, no Rio de Janeiro, com Anna Joaquina Rodrigues da Silva, natural do mesmo Rio de Janeiro, e tiveram oito filhos, listados abaixo: F1 – Euzébio de Azevedo Gonzaga de Portugal e Castro; F2 – Platão de Azevedo Gonzaga de P. e Castro; F3 – Virgínia Gonzaga; F4 – Florêncio José Gonzaga; F5 – VALERIANO JOSÉ GONZAGA; F6 – Luiz Cândido Gonzaga; F7 – José Caetano Gonzaga; F8 – Rita Augusta Gonzaga.

F5 - Valeriano José Gonzaga, natural de Curvelo,Mg, nascido em 21.07.1816 e falecido em 1868 em Paracatu, casou em 21.07.1836, com Felisberta da Cunha Dias, nascida em 15.08.1821 e falecida em 10.08.1910, natural de Curvelo; foi nomeado Tabelião de Paracatu, tendo mudado para o lugar em 1845, aonde tiveram os filhos: N1 - Eusébio Michael Gonzaga, natural de Curvelo, nascido em 21.07.1842 e falecido em 04…

OS SANTANA DE PARACATU - MG

Texto José Aluísio Botelho
Pesquisas Eduardo Rocha 
Colaboração Mauro César da Silva Neiva


Família iniciada em Paracatu com o casamento do tenente Joaquim José de Santana e Dona Maria Peixoto. Não descobrimos a data em que se deu o enlace, bem como não sabemos a naturalidade e ascendência do casal. Filho descoberto:
1 – Capitão João José de Santana, nascido por volta de 1814, pouco mais ou menos, criado e educado com esmero pela tia paterna Dona Florência Maria de Santana, tornou-se um rico capitalista, comerciante na Rua do Calvário e fazendeiro; foi vereador do município; falecido em abril de 1895. Esparramado genearca, casou três vezes, deixando 14 filhos dos três leitos.
Com Luiza de Jesus de Afonseca Costa, nascida em 21/06/1816, filha de Antonio Joaquim da Costa, falecido em Araxá aos 31/12/1839, e de Caetana de Afonseca e Silva, 

  teve os filhos:

1.1 - Maria Luisa de Santana, falecida em 16/06/1920. Foi casada com Antonio Eugênio de Araújo, nascido em 01/10/1830 e falecido em 24/04/…