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SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DE PARACATU - O COMEÇO DE UMA BELA HISTÓRIA

Por José Aluísio Botelho
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DONA BEJA E AS DUAS MORTES DE MANOEL FERNANDES DE SAMPAIO

Por José Aluísio Botelho
A história que contaremos é baseada em fatos, extraídos de um documento oficial relativo a um processo criminal que trata de um assassinato ocorrido na vila de Araxá em 1836. O crime repercutiu no parlamento do império no Rio de Janeiro, provocando debates acalorados entre os opositores do deputado e ex-ministro da justiça, cunhado do acusado, como se verá adiante. Muitos podem perguntar porque um blog especializado em genealogia paracatuense, está a publicar uma crônica fora do contexto? A publicação deste texto no blog se dá por dois motivos relevantes: primeiro, pela importância do documento, ora localizado, para a história de Araxá como contraponto a uma colossal obra de ficção sobre a personagem e o mito Dona Beja, que ultrapassou suas fronteiras se tornando de conhecimento nacional. Em segundo lugar, porque um dos protagonistas de toda a trama na vida real era natural de Paracatu, e, portanto, de interesse para a genealogia paracatuense, membro que foi de t…

CRISTALINA (GOIÁS) EM 1915

Por José Aluísio Botelho
Cristalina é uma pequena e próspera cidade situada no leste goiano, distante cerca de  13o quilômetros de Brasília. 
Em 1915, ainda com a denominação de São Sebastião dos Cristais (que três anos depois passaria a ser denominada de Cristalina), sede do distrito do mesmo nome, subordinado a comarca de Santa Luzia (atual Luziânia), era apenas uma diminuta povoação ou arruado, como se denominava na época. O núcleo inicial da povoação tinha apenas cinco ruas, uma travessa e a praça central em volta da capela de São Sebastião, mais tarde igreja matriz, que com o passar do tempo, o povo apelidou de “Cristalina Velha”, hoje o bairro mais antigo da cidade. Pois bem, através de decreto emitido pela Intendência Municipal de Santa Luzia, assinado pelo vice-intendente em exercício Gabriel Machado de Araújo, fez-se nova demarcação e denominação das ruas  descritas topograficamente de maneira rudimentar:
RUA DO COMÉRCIO, começa na casa do sr. Salustiano Pereira da Silva e term…

SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DE PARACATU 2 - UM MAPA DE 1737

Por José Aluísio Botelho

Na busca incansável por documentos que possam demonstrar a data provável do início da povoação de São Luiz e Santana das Minas do Paracatu, foi localizado nos arquivos da Torre do Tombo, o arquivo nacional português, mais um para somar aos já disponíveis, que dá subsídios ao tema em questão. Trata-se de um relatório enviado ao então governador da capitania de Minas Gerais, Dom Martinho de Mendonça de Pina e Proença, nas quais são relatados a inexistência de postos militares e seus comandantes, bem como as condições de cobranças dos impostos sobre escravos nas povoações e fazendas existentes no sertão do São Francisco, datadas de 1737. O relatório em questão foi elaborado pelo burocrata Domingos Antônio Barroso, à época, comissário da capitação de impostos, mandado a região para averiguar as condições em que estavam tais cobranças; a criação de postos militares e seus prováveis comandantes - neste tópico, ele faz a indicação de nomes para exercer ambas as funçõ…

FRAGMENTOS DE GENEALOGIAS

Por José Aluísio Botelho

Diante da falta quase completa de documentos primários, reunimos indivíduos que viveram nos tempos do arraial e da vila, e que carregavam os sobrenomes transmitidos a descendência, abaixo assinalados:
OS LOPES DE OLIVEIRA
Nos tempos de arraial
Inicia-se a família Lopes de Oliveira, com a presença de Manoel Lopes de Oliveira,miscigenada, com a união de Manoel Lopes de Oliveira com Catarina, negra mina; o casal teve um filho nascido nas Minas do Paracatu, que descobrimos: Antônio Lopes de Oliveira, que com Marcelina Ribeira, filha de Francisco Vaz Salgado, natural do Porto, Portugal e de Maria Ribeira, negra mina, continuaram o processo de caldeamento da família com o nascimento de seus filhos; Descobrimos dois filhos nos assentos de batismos do arraial: 1 Tereza, nascida em 18/06/1774 e batizada aos 26 do dito mês e ano; casada com Custódio Pinto Brandão. Filha descoberta:
1.1 Vitória, nascida em 17/11/1812;
2 Agostinha, nascida em 1776, batizada aos 23/04/1776 na …