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SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DE PARACATU - O COMEÇO DE UMA BELA HISTÓRIA

Por José Aluísio Botelho                                                 OS DESCOBERTOS DAS MINAS DE PARACATU                    “FOI DEUS SERVIDO MOSTRAR – ME AS GRANDES RIQUEZAS DE UM COPIOSO CÓRREGO, A QUE PÔS O NOME DE SÃO LUÍS, E SANT’ANA AO QUAL DEPOIS O POVO POR ANTONOMÁSIA CHAMOU CORGO RICO.” PALAVRAS DO DESCOBRIDOR. É OBJETO DE CONTROVÉRSIAS ENTRE NOSSOS DOUTOS HISTORIADORES COMO SE DEU A DESCOBERTA DAS MINAS DE OURO NA REGIÃO DE PARACATU, OU SEJA, QUEM DESCOBRIU, QUANDO FOI,E QUAL A LOCALIZAÇÃO DAS PRIMEIRAS JAZIDAS DESCOBERTAS. QUEM DESCOBRIU OURO EM PARACATU A PARTIR DO CÓRREGO RICO? JOSÉ RODRIGUES FRÓES OU FELISBERTO CALDEIRA BRANT? TAL PROEZA FOI OBJETO DE DUAS GRANDES BANDEIRAS OU DE UM HOMEM SÓ? MUITO SE ESCREVEU SOBRE O TEMA, NOTADAMENTE OS HISTORIADORES ANTIGOS. NÃO ENCONTRAMOS NA HISTORIOGRAFIA MAIS RECENTE NENHUMA NOVIDADE QUE PUDESSE MODIFICAR AS HIPÓTESES LEVANTADAS ANTERIORMENTE. OLÍMPIO GONZAGA EM SEU LIVRO “MEMÓRIA HISTÓRICA DE PARACATU
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CONTRIBUTO À GENEALOGIA MINEIRA: OS CERQUEIRA BRANDÃO DA CARINHANHA

 POR JOSÉ ALUÍSIO BOTELHO Mestre de Campo Atanásio de Cerqueira Brandão, senhor dos C urrais da Bahia, natural de Santa Marinha do Arcozelo, Ponte de Lima, Viana do Castelo, Portugal, filho legítimo de Luís Cerqueira de Araújo e de Maria Correia Pinto, casados em Arcozelo em 24/02/1666; Não encontramos seu assento de batismo, e parece ter falecido em 04/1734 na vila da Carinhanha, Bahia, que fundou e se tornou um potentado local.     Casou por volta de janeiro de 1701, pouco menos, com Catarina de Siqueira e Mendonça, paulista. Fez testamento em 1731, segundo boletim informativo da Santa Casa de Misericórdia de Ponte de Lima (2013, nº25), beneficiária do potentado. Nota: em um documento de Receitas e Despesas, existente na Torre do Tombo, podemos defini-lo como um homem que controlava seus negócios minuciosamente. Nele ele anotava todas as dívidas e haveres desde o ano de 1710 até o ano de1733. Foi um hábil comerciante e nas entrelinhas nos mostra seu poderio econômico. Também é inter

pot-pourri GENEALÓGICO

  Por José Aluísio Botelho 1 Tomé Alves de Araújo, natural de Fermentões, termo de Guimarães, Portugal, filho de João Alves e de Custódia de Araújo; nascido em 21/12/1721 foi batizado em 23 do dito mês e ano; ainda vivia em 1798. Foi abastado e parece ter falecido com dificuldades financeiras. Não descobrimos descendência. 2 Antônio Manoel Granja, natural São Martinho de Mondim e Panque, Barcelos, Braga; nasceu em 17/01/1722, filho de Manoel Gonçalves e de Marta ou Maria Gonçalves, todos do lugar de GRANJA. Mercador com loja no arraial de São Luiz e Santana das Minas de Paracatu, desde seus primórdios. Em 1756 fez parte de uma lista dos homens abastados do arraial. Embora tenha deixado descendência em Paracatu, não localizamos seus herdeiros. 3 Antônio Ferreira de Meireles, natural de Santa Maria, Felgueiras, Guimarães, Portugal, onde nasceu em 30/07/1722, filho legítimo de Antônio Nunes e de Senhorinha Ferreira; veio para as Minas do Paracatu por volta de 1750, pouco mais, pouco me

PROFESSOR DOUTOR RUY DE ARAÚJO CALDAS - NOTÁVEL PARACATUENSE

 VIDA E OBRA DO PROFESSOR RUY DE ARAÚJO CALDAS  - Aluno que fui do professor Rui na Universidade de Brasília, além de conterrâneo, não poderia deixar de homenageá-lo divulgando o livreto que narra sua trajetória de vida e a outorga do título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Mato Grosso do Sul. Boa leitura. José Aluísio Botelho.      Link:    https://www.ufms.br/wp-conte nt/uploads/2019/11/Livreto-Ruy-Caldas-para-

PARACATU - PADRES DE ANTANHO: MANOEL DE ASSUMPÇÃO RIBEIRO

Por José Aluísio Botelho O padre Manoel de Assumpção Ribeiro foi um dos inúmeros padres paracatuenses afrodescendentes, oriundos da miscigenação com o branco europeu, ocorrida em Paracatu desde os descobertos. No seu assento de batismo, ele é referido como CABRA, denominação dada ao fruto da união entre um indivíduo negro e um mulato (o mulato era decorrente da união entre um indivíduo branco e um negro), o que significa que o padre teve um caldeamento entre dois terços de negro e um terço de branco. O Padre Manoel de Assumpção Ribeiro foi um prelado bastante popular e querido entre a população de Paracatu em seu tempo. Nascido em 07/05/1845, filho de mãe solteira, Joana da Cruz Rodrigues Teixeira, e pai ignorado, teve uma infância e adolescência pobre, e desde cedo, se dedicava aos exercícios da religião católica e apostólica romana. Em 1866 ingressou no Seminário colateral da diocese de Diamantina, ordenando-se padre em 1873. Dele ou sobre ele escreveu Olímpio Gonzaga, suci

PARACATU - PADRES DE ANTANHO: DR. ANTÔNIO JOAQUIM DE SOUSA CORREIA E MELO

Por José Aluísio Botelho Padre Antônio Joaquim de Sousa Correia e Melo. Natural da freguesia de São Pedro de Merelim do Couto de Tibães, cidade de Braga, Portugal, onde nasceu em 29/05/1742. Ordenou-se sacerdote, presbítero secular do hábito de São Pedro, em 1764, com carta demissória de 1768; veio para o arraial de São Luiz e Santana das Minas do Paracatu, na década de 1770 e lá viveu até sua morte em 22/09/1800, quando ocupava o cargo de vigário-geral e provisor da freguesia de Santo Antônio da Manga e capelas filiais; tronou-se conhecido após a célebre “ * Oração Gratulatória na Exaltação do Paracatu. À Villa do Paracatu do Príncipe”, por ocasião da elevação do arraial de São Luiz e Santana das Minas do Paracatu à condição de Vila, por decreto de Maria I, a louca, em 14 de dezembro de 1799. ( * Oração de Ação de graças). Batismo do padre Antônio Joaquim  O padre Antônio Joaquim em testamento solene, instituiu como herdeiros de seus bens na vila de Paracatu do Príncipe,

A RAPOSA DA CHAPADA: TRIBUTO A EDUARDO ROCHA

Homenagem ao notável pesquisador e colaborador deste blog, Eduardo Rocha. (Reprodução/YouTube)

NOTAS GENEALÓGICAS - RODRIGUES BIJOS

Por José Aluísio Botelho O sobrenome composto Rodrigues Bijos, de origem judaica provável, é originário do Alentejo, região central de Portugal, mais precisamente na vila de Castelo de Vide, distrito de Portalegre. Os Bijos, ao longo dos séculos, entrelaçaram com os Carrilho (Carrilho Bijos), Fernandes (Fernandes Bijos), Fernandes Sarzedas, Vaz (Vaz Bijos) e Dias (Dias Bijos), configurando uma vasta gama de parentesco entre eles. Outrossim, a maioria destes sobrenomes são oriundos da Espanha, que passaram a Portugal fugindo da perseguição implacável da inquisição espanhola contra os judeus, iniciada em fins do século quinze: o Édito de 1492 (expulsão ou o batismo de conversão dos judeus), promulgado pelos Reis Católicos, Fernando e Isabel, provocou uma fuga maciça de famílias judias para as regiões fronteiriças de Portugal, e Castelo de Vide era uma dessas regiões, em busca de sossego para cultuar seu credo em paz. Infelizmente, Portugal também criaria em seus domínios os Tribunais

SÉRIE BIOGRAFIAS: PADRE ZEFERINO BATISTA DO CARMO

21 de julho de 2015/em ESPAÇO MEMÓRIA / Homem culto e precursor da dramaturgia em Uberaba, Padre Zeferino Batista do Carmo, o Padre Zeferino, tem pouca coisa registrada de quando esteve no município. Porém, realizou ações importantes. Nascido em Paracatu, em 1791, Padre Zeferino foi ordenado sacerdote, e foi para o Desemboque em 1818, como escrivão interino do Juízo Eclesiástico da mesma comarca. Transferiu-se para Uberaba, como coadjutor do Vigário Antônio José da Silva, o Vigário Carlos, e estabeleceu-se na “Chácara do Comércio”, local onde esteve a Velha Estação da Companhia Mogiana. Historiadores registraram que, em 1827, padre Zeferino morava na praça da Matriz, em uma casa localizada na esquina da praça Rui Barbosa com a rua Artur Machado, do lado esquerdo de quem desce a rua Artur Machado. Padre Zeferino era um apaixonado horticultor e sua chácara era riquíssima em plantações das mais finas. Plantou a primeira vinha de Uberaba e foi o primeiro a fabricar vinho no município.