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JOÃO DE MELO FRANCO, FAMILIAR DO SANTO OFÍCIO NO ARRAIAL DE PARACATU

Por José Aluísio Botelho O português João de Melo Franco forjou uma das mais importantes famílias brasileiras, pela notabilidade de alguns de seus membros. Pois bem, em 1754 a partir do arraial de Paracatu, onde era morador, João de Melo Franco fez petição requerendo investidura para o cargo de Familiar do Santo Ofício da Inquisição. O que era ser familiar do Santo Ofício? Clique na imagem abaixo para adquirir o livro na Amazon.com Clique aqui para visualizar uma prévia do livro.

DONA BEJA E AS DUAS MORTES DE MANOEL FERNANDES DE SAMPAIO

Por José Aluísio Botelho A história que contaremos é baseada em fatos, extraídos de um documento oficial relativo a um processo criminal que trata de um assassinato ocorrido na vila de Araxá em 1836. O crime repercutiu no parlamento do império no Rio de Janeiro, provocando debates acalorados entre os opositores do deputado e ex-ministro da justiça, cunhado do acusado, como se verá adiante. Muitos podem perguntar porque um blog especializado em genealogia paracatuense, está a publicar uma crônica fora do contexto? A publicação deste texto no blog se dá por dois motivos relevantes: primeiro, pela importância do documento, ora localizado, para a história de Araxá como contraponto a uma colossal obra de ficção sobre a personagem e o mito Dona Beja, que ultrapassou suas fronteiras se tornando de conhecimento nacional. Em segundo lugar, porque um dos protagonistas de toda a trama na vida real era natural de Paracatu, e, portanto, de interesse para a genealogia paracatuense, membr...

SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DE PARACATU 2 - UM MAPA DE 1737

Por José Aluísio Botelho Na busca incansável por documentos que possam demonstrar a data provável do início da povoação de São Luiz e Santana das Minas do Paracatu, foi localizado nos arquivos da Torre do Tombo, o arquivo nacional português, mais um para somar aos já disponíveis, que dá subsídios ao tema em questão. Trata-se de um relatório enviado ao então governador da capitania de Minas Gerais, Dom Martinho de Mendonça de Pina e Proença, nas quais são relatados a inexistência de postos militares e seus comandantes, bem como as condições de cobranças dos impostos sobre escravos nas povoações e fazendas existentes no sertão do São Francisco, datadas de 1737. O relatório em questão foi elaborado pelo burocrata Domingos Antônio Barroso, à época, comissário da capitação de impostos, mandado a região para averiguar as condições em que estavam tais cobranças; a criação de postos militares e seus prováveis comandantes - neste tópico, ele faz a indicação de nomes para exercer ambas a...

FRAGMENTOS DE GENEALOGIAS

Por José Aluísio Botelho Diante da falta quase completa de documentos primários, reunimos indivíduos que viveram nos tempos do arraial e da vila, e que carregavam os sobrenomes transmitidos a descendência, abaixo assinalados: OS LOPES DE OLIVEIRA Nos tempos de arraial Inicia-se a família Lopes de Oliveira, com a presença de Manoel Lopes de Oliveira, já miscigenad a, com a união de Manoel Lopes de Oliveira com Catarina, negra mina; o casal teve um filho nascido nas Minas do Paracatu, que descobrimos: Antônio Lopes de Oliveira, que com Marcelina Ribeira, filha de Francisco Vaz Salgado, natural do Porto, Portugal e de Maria Ribeira, negra mina, continuaram o processo de caldeamento da família com o nascimento de seus filhos; Descobrimos dois filhos nos assentos de batismos do arraial: 1 Tereza, nascida em 18/6/1774 e batizada aos 26 do dito mês e ano; Tereza Lopes de Oliveira, casada ca. 1787 com Custódio Pinto Brandão, com registro de provisão de casamento no Ca...