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ULHOA - ESBOÇO GENEALÓGICO

FAMÍLIA ULHOA, DO VALE DO ULLA NA GALÍCIA ATÉ PARACATU EM  MINAS GERAIS

Pesquisas e Texto José Aluísio Botelho

Para saber mais, leia neste blogCoronel Sancho Lopes de Ulhoa e seus descendentes

A) - Origem do apelido: do rio ULLA, na Galícia, que passou a ser Ulló (olho), depois Ulloa e hoje Ulhoa. Também provêm do hebraico hurscha (floresta) e/ou de uxna, forma adaptada ou corrompida de Yehoshua.

1) - Dom Férnan Sanches de Ulló, o primeiro Ulhoa de que se tem notícia e que viveu pelos anos de 756, visigodo, dono das terras no vale do rio Ulla;

2) - Dom Lopo Ruiz de Ulló (1120);

                                       Vale do Rio Ulla by Isidro Cea


3) - Dom Fernão Lopes de Ulló (1212), casado com Maria Martinez;

4) - Dom Lopo Sanches de Ulló, casado com Mayor Gomes de Trastamara;

5) - Dom Sancho Lopes de Ulloa, rico homem galego, primeiro Senhor de Vilamayor de Ulloa (barão), casado com Urraca Perez de Sotomayor;

6) - Dom Sancho Sanches de Ulloa, segundo Senhor de Vilamayor, casado com Mór Rodrigues de Molina, filha de Don Rui Gomes de Molina e Maria Lopes;
7) - Dom Lopo Sanches de Ulloa, terceiro Senhor de Vilamayor de Ulla-1333, casado com Maria Ozores de Orceton;

8) - Dom Vasco Lopes de Ulloa, quarto Senhor de Vilamayor (1350), casado com Izabel Gonçalves de Meyra;

9) - Dom Gonçalo Zores de Ulloa, quinto Senhor de Ulhoa, casado com Maria Alvarez de Sotomayor;

10) - Dom Lopes Sanches de Ulhoa, casado com Inês de Castro;

11) - Dom Sancho Sanches de Ulhoa, falecido em Zamora em 1510, sétimo Senhor de Ulhoa e I Conde de Monterrey, casado com Izabel Manrique ( 2º casamento), filha de Don Juan Manrique, Conde de Castañeda;
Nota: há controvérsias quanto a este casamento.

12) - Dom Antonio de Ulloa Manrique (?);

13) - Afonso Lopes de Ulhoa (?);

14) - Dom Manoel Lopes de Ulhoa, casado com Guiomar de Ulhoa, naturais da Galícia; filho:

15) - Dom Tomé Lopes de Ulhoa, natural da Galícia, casado com Clara Diaz; filho:

16) - Dom Diogo Lopes de Ulhoa, nascido (ca) 1590, pouco mais, natural da vila de Alter do Chão, Portugal (um morgado), Fidalgo da Casa Real, com brasão de armas, como ficou provado por ANTONIO CONSTANTINO DE ULHOA, quando em 1780 requereu o posto de cadete, juntando uma pública forma de carta de brasão de armas e certidão de linhagem dos ULHOA, passadas em 1620 em favor do dito Diogo Lopes de Ulhoa (há controvérsias sobre a veracidade do brasão de armas); embaixador na Holanda; foi casado com Maria Duarte, e tiveram o filho, dentre outros:

17) - Capitão Dom Antônio Lopes de Ulhoa, natural de Lisboa, Fidalgo da Casa Real, Cavaleiro da Ordem de Santiago, nascido por volta de 1615, casado com Leonor da Mota; foi Provedor Mor da Fazenda dos Estados do Brasil por muitos anos; em 1681 solicita autorização para ir tratar da saúde em Caldas da Rainha, e pede aposentadoria de Provedor. A partir desse tempo não se tem mais notícia dele; o casal teve cerca de dez filhos, homens e mulheres, dentre eles:
18) - Branca Maria de Ulhoa, falecida em 1642;
18) - José Lopes de Ulhoa. Fidalgo da Casa Real, nascido em 1649;
18) - Antonio Lopes de Ulhoa. Fidalgo da Casa Real;
18) - Francisco da Mota Ulhoa. Fidalgo da Casa Real; 18) - Diogo Lopes de Ulhoa, nascido (ca) 1645, Fidalgo da Casa Real, casado com Florência Maria de Oliveira, naturais de Salvador, Bahia; filhos que descobri:

19) - Antonio Lopes de Ulhoa, natural e batizado na freguesia de Iguape, Bahia; faleceu solteiro em 1770, na cidade de Vila Rica (Ouro Preto);

20) - Teresa Maria de Ulhoa, segundo seu necrológio, nasceu no Rio de Janeiro. Foi casada, porém faleceu sem descendência em 1880, em Vila Rica, atual Ouro Preto; Foi herdeiro o Dr. Duarte Lopes de Ulhoa, seu irmão;

21) - Na dúvida, Bárbara Maria de Ulhoa. Viveu em Vila Rica;

22) -  Duarte Lopes de Ulhoa, nascido por volta de 1700, pouco menos, em Salvador, Bahia, e falecido a 24 de janeiro de 1784 em Ouro Preto. Doutor em Leis pela Universidade de Coimbra, aonde matriculou-se  em 01/10/1718, bacharelou em 1722, formando em 1723; ainda moço radicou-se em Vila Rica, capital da capitania de Minas Gerais (em 1736 ele é testemunha de casamento). Casou duas vezes: primeira vez com Dona Florência do Bonsucesso Gião, falecida a 9 de janeiro de 1751; desse casamento não encontramos filhos; segunda vez casou a 14 de novembro de 1751, com Dona Rosa Joaquina de Figueiredo Feyo, natural da freguesia de São Jorge, patriarcado de Lisboa, batizada aos 24 de Agosto de 1732, e falecida aos 16 dias de Maio de 1763 em Ouro Preto, provavelmente devido às complicações do parto e do puerpério. Nota: Dona Rosa Joaquina sabia ler e escrever, incomum entre as mulheres no tempo em que viveu. Imagens:
                                                                                               Casamento do Dr. Duarte
                                           
             
                                                                                                                    Batismo de Rosa Joaquina



                                         Óbito Rosa Joaquina
                                                                                        
                                                                                         
                                                                                                         Óbito Dr. Duarte

 Filhos descobertos:

A) - Joaquim de Ulhoa, batizado a 17 de setembro de 1752; ainda vivia em 1769; Imagem:


B)- Cadete Antonio Constantino de Ulhoa, batizado a 01 de janeiro de 1754, e falecido por volta de 1792, quando foi inventariado, tendo como inventariante seu cunhado Manoel Ferreira Cintra, o que consta no índice de inventários e testamentos do cartório do 1º ofício de Ouro Preto;  foi casado (?) com Antônia Maria de Oliveira. Seus descendentes adotaram o sobrenome Oliveira.  Imagem:




Deles descobrimos dois filhos: 
 1 - Coronel Antonio Constantino de Oliveira, casado em Ouro Preto a 09/10/1810 com  Maria Malta do Sacramento. Filhos encontrados:
1.1 - Antônia, batizada em 25/01/1813, Ouro Preto;
1.2 - Sebastião, nascido em 20/01/1814, batizado em 05/02/1814, Ouro Preto;
1.3 - Francisco, batizado em 08/05/1820, em São João Del Rei;
1.4 - Luciano, batizado em 02/05/1821 em São João Del Rei;
Nota: no assento de casamento do coronel Antonio Constantino de Oliveira, consta ser ele filho natural. Em 1830 recebe a medalha de Oficial da Ordem Imperial do Cruzeiro, e em 1837  é reformado no posto de Brigadeiro. Falece a 17/05/1843 em São João Del Rei;
2 - Francisca  Maria Constância;

C) - Ana de Ulhoa, batizada a 20 de março de 1755, sem mais notícias; imagem:

D) - Tenente coronel Sancho Lopes de Ulhoa, batizado aos 23 de Abril de 1758, e falecido em junho de 1827 em Paracatu. Nas últimas décadas do século XVIII estabeleceu-se no vale do Rio Preto, então distrito de Paracatu, tornando um abastado latifundiário da região, proprietário das fazendas Barreiros, Boqueirão e Lages. Imagem de batismo:
                                                                                                                       Sancho

 Foi casado com Dona Mariana Vicência de Brito, falecida em 1843; filhos descobertos:

1 - Joaquina Romana Lopes de Ulhoa, nascida em 1792 e falecida em Paracatu em 05/06/1852; casada em 1807 com Manoel Alves Ribeiro e Vasconcelos, falecido em 1853; tronco dos Alves Ribeiro de Paracatu e Unaí;

2 - Mariana Constantina Lopes de Ulhoa, falecida em 1834; foi casada com o coronel Manoel Gonçalves dos Santos, natural dos Alegres, falecido em 1855;

3 - Antonio Constantino Lopes de Ulhoa, o segundo do nome, nascido em 1794 e falecido em 1871; foi casado com Ana Pimentel Barbosa, tronco dos Pimentel de Ulhoa; filhos que descobri:
3.1 - Coronel Domingos Pimentel de Ulhoa*, nascido em 27 de março de 1815 e falecido em 25 de fevereiro de 1893; foi casado com Cândida de Melo Álvares, natural de Luziânia, estado de Goiás, nascida em1820 e falecida em 24 de novembro de 1908 em Paracatu; o coronel Domingos foi por longos anos uns dos mais prestigiosos chefes políticos de Paracatu, exercendo mandatos nos poderes executivo, legislativo e judiciário. Homem abastado, as vezes, financiava do próprio bolso, melhoramentos no município. Construiu o solar que atualmente abriga a Casa da Cultura de Paracatu, à rua do Ávila, sendo seu primeiro morador. Exerceu também o comando supremo da Guarda Nacional municipal.Tronco materno dos Botelho de Paracatu; 
*Transcrição do seu assento de batismo: "Aos dezoito dias do mez de maio nesta Matriz da freguezia de santo Antonio da villa de Paracatu do Príncipe Comarca ecleziastica da Manga, Bispado de Pernambuco, baptizei e puz os Santos Oleos a Domingos, inocente filho legítimo de Antonio Constantino de Ulhoa e de Dona Anna Pimentel Barbosa, o qual havia sido baptizado avinte e sete de março dia em que nasceu por estar em perigo por Manoel Alves Ribeiro cazado, natural e morador nesta freguezia. E para constar mandei fazer este assento que asignei. Vigário Joaquim de Melo Franco."

Filhos:
3.2.1 - Adelina Pimentel de Ulhoa casada que foi com o capitão José Gonçalves de Oliveira Vilela Junior;
3.2.2 - Laura Pimentel de Ulhoa casada que foi com o professor Augusto Ferreira dos Reis;
3.2.3 - Frederico Cícero Pimentel de Ulhoa, falecido solteiro, sem descendência;
3.2.4 - Dr. Thomaz Pimentel de Ulhoa, médico formado em 1873 no Rio de Janeiro;
3.2.5 - Cândida Pimentel de Ulhoa casada que foi com o coronel Fortunato Jacinto da Silva Botelho, tronco dos Botelhos de Paracatu;
3.2.6 - Ana Pimentel de Ulhoa casada com o Dr. Francisco Manoel Paraíso Cavalcante de Albuquerque de Aragão, descendente dos caramurus da Bahia, com descendência;
3.2.7 - Mariana Pimentel de Ulhoa, nascida em 14/07/1855 e falecida em 27/04/1875; primeira esposa do Dr. Francisco Manoel Paraíso, citado no item anterior, falecida sem descendência;
3.2.8 - Dr. Duarte Pimentel de Ulhoa, advogado formado na faculdade de Direito do Recife. Nomeado primeiro Juiz de São Pedro de Uberabinha (atual Uberlândia) em 1892, lá permaneceu até sua morte em 1928. Com descendência;
3.2 - Francisca Pimentel de Ulhoa, nascida em 26/05/1816;
3.3 - Ana Maria Pimentel de Ulhoa (Donana) casada com Francisco de Melo Franco;
3.4 - Antonio Pimentel de Ulhoa, nascido em 1827; casado em 11/04/1850 com Beatriz Santana e Brito, nascida em 1834 e falecida em 1855, devido a complicações do parto e puerpério;
3.5 - Mariana Pimentel de Ulhoa, nascida em 1818 e falecida em 1888; casou duas vezes: 1ª vez com Francisco de Melo Franco Bueno, falecido em 1844; 2ª vez em 24/4/1849 com o coronel Justino Batista Roquete Franco, nascido em 1823, filho do Guarda Mor Júlio Antonio Roquete Franco e de Clara Soares de Siqueira; com descendência;
3.6 - Professor Sancho Porfírio Lopes de Ulhoa, nascido em 1820; casado com em 1849 com Clara Batista Franco, filha de Honório Batista Franco, notável latinista e pintor bissexto; sem descendência;
3.7 - Manoel Pimentel de Ulhoa, nascido em 1826. Foi casado duas vezes. Primeira vez com N; filho:
 3.7.1 - Tenente coronel Christino Pimentel de Ulhoa, agente executivo de Paracatu entre 1900 e 1912;
 casado segunda vez com Francelina Tertulina Pimentel de Ulhoa, viúva que ficou do capitão Romualdo Gonçalves de Andrade, falecido em 30/12/1879; filha:
3.7.2 - Leonor Pimentel de Ulhoa, casada com o Dr. Gastão de Deus Victor Rodrigues, com descendência;

4 - Maria Bárbara de Ulhoa, nascida em 1795; foi casada com um Cintra, cujo prenome ignoramos;

Fontes:

1 - Arquivo do autor;
2 - Inventário de Sancho Lopes de Ulhoa, 1827, sob a guarda do Arquivo Público de Paracatu; 
3 - inventário do Tenente coronel Manoel Gonçalves dos Santos, sob a guarda do Arquivo Público de Paracatu;
4 - Inventário de Manoel Alves Ribeiro, 1896; 
5 - Livros paroquiais da matriz de Antonio Dias - Ouro Preto, disponíveis no site FamilySearch.

E) - Ana Izabel de Ulhoa (no assento de casamento de seu filho João, ela é nominada como Anna Izabel Brazida de Ulhoa Figueiredo Feia), batizada a 11 de Março de 1762; em 14 de Outubro de 1785 casou com Manoel Ferreira da Silva Cintra, tornado-se o casal tronco da família Ulhoa Cintra. Imagem do assento de batismo:
                                                                                                       Batismo Ana Izabel

                                                                                                    Casamento Ana Izabel de Ulhoa



Filhos:

1) - Maria Clara, nascida a 14/08/1785, e batizada a 18/10/1785 (Nota:  nascida antes do casamento dos pais, e seu batismo se deu logo após o dito casamento, salvo erro de datas); faleceu a 12/12/1857 aos 72 anos; casou em 18/8/1823 com o coronel Manoel José Pinto (1772 - 1839), sem geração; imagem de batismo:
                                                                                                     Batismo Maria Clara

2) - Jacinta Umbelina, nascida a 16/09/1786, e falecida em 11/10/1844;
3) - Rosa, nascida a 02/06/1788, e batizada a 15/06/1788;
4) - Joana, nascida a 11/07/1789, e batizada a 26/07/1789;
5) - João. João Ferreira de Ulhoa Cintra, nascido a 05/12/1790; casou 1ª vez em Mariana, com Francisca Guilhermina de Assis em 1813; 2ª vez em Ouro Preto em  02/05/1835 com Ana Guilhermina Cândida de Carvalho; faleceu em 07/11/1845;
6) - Narcisa, nascida em 1791;
7) - Emerenciana Miquelina, nascida a 25/06/1793, e falecida a 18/12/1854;
8) Aniceta, falecida na infância - 1791;


F) - José Lopes de Ulhoa, sobreviveu ao parto, batizado a 15 de junho de 1763; sem mais notícias.



Fontes:

1 - Arquivos paroquiais de Ouro Preto, disponíveis no site www.familysearch.org;
2 - Jornais de época, Hemeroteca da Biblioteca Nacional do Brasil;

Fotografia - ttp://www.flickrhiver.com/places/Spain/Galicia/Puente-Ulla/.

 "Este artigo genealógico está em constante atualização com correções e acréscimos."

Atualizado em 20/05/2017.




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Filhos:
1-1 Gustavo Laboissière, nascido em 1869 e falecido em 27/08/1944; foi casado com Julieta Roriz Meireles, com descendência na página dos Paula Sousa, queira ver;
1-2 Tenente Júlio Laboissière, falecido em 27/08/1944; casado com Ermelinda Rabelo de Sousa, falecida em 18/11/1920; fazendas Santa Rosa, Ambrósio, Boa Esperança, Cabo, Bom Sucesso, Buriti, Piripiri. Inventário: 2ª Vara 1945; Inventário: 2ª Vara 1923;
Filhos:
(Obs.: idades fornecidas no inventário da mãe).
1-2-1 Dygdis Laboissière, 24 anos; falecida em 12/1947; casada com Job Vieira Diniz, falecido em 01/11/1946.
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1 - SÍTIO DO ESCURO - Sesmaria concedida em 1759 ao Português João Jorge Portela e sua mulher Josefa Barbosa de Moura e Almeida. Desse casal, descendem pelo ramo materno, os Pimentéis Barbosa e Soares de Sousa;

2 - FAZENDA DO FUNDÃO - Sesmaria adquirida por João de Melo Franco em 1762, distante cerca de dez léguas de Paracatu, na chapada do São Marcos. Em 1819, segundo Pohl, se encontrava em ruínas. Passou à descendência;

3 - FAZENDA CÓRREGO RICO - Foi seu primitivo dono Joaquim de Melo Albuquerque( Seu Melo), falecido em 1880. Era filho do pernambucano Joaquim de Albuquerque e de Ana de Melo Franco;

4 - FAZENDA CAETANO - Pertenceu ao casal Manoel Caetano de Moraes e Joana Maria de Moura e anos mais tarde ao Dr. Sérgio Ulhôa;

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