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OS PIMENTÉIS BARBOSA DE PARACATU

Por José Aluísio Botelho
BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE A LINHAGEM
A família Pimentel é uma das mais antigas e nobres de Portugal e da Espanha. De origem controversa, atingiu ao longo dos séculos os mais altos títulos da nobreza nesses respectivos países.
Segundo o historiador português Bernardo Vasconcelos e Sousa “os Pimentéis configuravam-se como um caso exemplar de uma linhagem em movimento e em mutação sociológica, com origem numa pequena nobreza de contornos inicialmente mal definidos, mas que conheceria, em termos globais, uma trajetória social ascendente que a levou até ao círculo restrito da aristocracia com fortes ligações à corte de D. Fernando (Rei de Portugal) e que, pouco tempo depois, lhe abriu as portas para o auspicioso e bem sucedido ingresso na nobreza titulada do reino de Castela” (1). Isso se deu com a passagem de João Afonso Pimentel à Castela, já no final do século XIV, “com o título de Conde de Benavente, consumando, assim, o processo de ascensão social da linhagem, levando o seu mais destacado e representativo elemento até o cume da hierarquia nobiliárquica. Membros da nobreza titulada de Castela, os Pimentéis veriam, no alvorecer da era moderna, ser-lhes concedido novo título (duques de Benavente) e a dignidade de Grandes de Espanha”(1).
Essa movimentação da linhagem acima descrita se dá entre o início do século XIII, até o final do XIV, período de consolidação do sobrenome da família. Continua o historiador: “A afirmação da linhagem se dá, por um lado, com a aquisição e acumulação de patrimônio de base territorial que, no entanto, não deixou de conhecer fortes contrariedades; por outro, a construção e disseminação de influências, através da angariação de prestígio pela ocupação de lugares do serviço régio ou de chefia em ordens religioso-militares. Em simultâneo, as alianças firmadas com outras famílias, através do casamento, permitiram ir tecendo claras redes de solidariedade, no quadro de uma eficaz estratégia de promoção no seio da nobreza” (1).
Nesse contexto, dois casamentos iriam selar o destino dos Pimentéis. O primeiro deles ocorrido por volta de 1360, entre João Afonso Pimentel e Joana Teles de Menezes, meia- irmã da rainha Leonor Teles, foi decisivo para que a família se inserisse na alta nobreza de Portugal, e posteriormente de Espanha. O segundo casamento, no início do século XV, se deu por volta de 1401, entre Dom Afonso, 1º duque de Bragança, filho ilegítimo de D. João I, rei de Portugal, com Dona Beatriz Pereira Alvim, filha do condestável de Portugal, D. Nuno Álvares Pereira, bisneto de Urraca Vasques Pimentel. Surge desse casamento a Casa de Bragança, e posteriormente a Dinastia de Bragança, a quarta e última em Portugal, por ocasião da restauração do trono português em 1640, até então ocupado pelos reis de Espanha (dinastia filipina). São, pois, os Pimentéis, pela linha materna, ascendentes diretos da última casa real portuguesa e consequentemente da família imperial brasileira.
Por outro lado, na movimentação de socialização dos Pimentéis, não poderia deixar de haver a formação, em sua grande maioria, de troncos familiares paralelos à alta nobreza, inseridos em classes sociais com títulos de fidalguia. Foram senhores de morgado e proprietários rurais abastados (quintas e quintãs) ou não, bem como prestadores de serviços na burocracia do estado português, e na chefia de ordens religioso-militares, como por exemplo, as ordens dos Hospitalários e de Avis. É nesse último contexto, que estariam inseridos os Pimentéis Barbosa de Paracatu.
Assim, diante do exposto acima, e de acordo com as premissas do Antropólogo Robin Fox, quais sejam: “Quantos de nós serão capazes de resistir ao poder de sedução por antepassados famosos ou ilustres? Quantos de nós não deixamos de sentir uma ponta de orgulho ao constatarmos que um nosso antepassado foi alguém no seu tempo?”, bem assim, sendo a genealogia um instrumento de memória familiar que assume a feição de um meio privilegiado de exaltação e de consagração pessoal, familiar ou de grupos sociais, podemos afirmar, por serem originários de um casal ancestral comum, que os Pimentéis Barbosa de Paracatu são parentes colaterais dos membros da casa imperial brasileira. Contudo, ensina o professor Bernardo Vasconcelos, devemos distinguir as pessoas não pelo nome que tem, mas, por aquilo que são.


O PRIMEIRO DO SOBRENOME

Descendem os Pimenteis Barbosa, em linha direta, ora pela linha agnatícia (masculina), ora pela linha cognata (feminina), de Dom Martin Fernandes Pimentel, o primeiro a usar o apelido, como o prova documentalmente, o citado historiador Bernardo Vasconcelos e Sousa, e que viveu entre o último quartel do século XII até meados do século XIII. A ascendência desse cavaleiro medieval ainda não foi suficientemente esclarecida pelos genealogistas portugueses de antanho e atuais. Sabe-se ser ele oriundo de Macinhata da Seixa, uma freguesia do Concelho de Oliveira de Azeméis, região do Porto, que era denominada de extremo sul da Terra de Santa Maria, que migrou mais para o norte, região do Entre Douro e Minho, estabelecendo-se em Novaes, as margens do rio Ave. Há evidências ser ele descendente de um ramo secundário da família de Marnel, uma das mais antigas de Portugal. Em Novaes, Martim Fernandes Pimentel colocou-se a serviço de Sancha Martins Riba de Vizela, uma rica-dona pertencente a uma das mais prestigiadas famílias do lugar, os Riba de Vizela, que por sua vez descendia da nobre família dos da Maia, uma das cinco famílias formadoras da nobreza portuguesa. Essa senhora a despeito de ser casada com Gonçalo Rodrigues de Nomães, manteve um relacionamento adúltero com seu subalterno, e dele teve o primeiro filho, ainda em vida do marido, que na idade adulta viria consolidar o sobrenome e a ascensão social da família. Enviuvando-se Dona Sancha Martins, celebra-se a união do casal, pelo casamento. A partir de então, Martim Fernandes Pimentel passa a gerenciar o patrimônio familiar e a se beneficiar da condição social da mulher para promover a apropriação e acumulação de patrimônio, tornando-se um grande proprietário de terras na região, o que asseguraria uma rápida ascensão social da família, notadamente através de seu filho primogênito Vasco Pimentel, adiante.

A CONSOLIDAÇÃO DO SOBRENOME

Dom Vasco Martins Pimentel, nascido por volta de 1220, ao herdar o patrimônio dos pais, já estava sem contestação, inserido na pequena nobreza rural da região do Entre Douro e Minho. Com o progressivo acúmulo de propriedades, tanto por usurpação ou por aquisição, ele consolida as bases de socialização da família rumo ao seio da alta nobreza ao longo das centúrias seguintes.
Sobre Vasco Martins Pimentel, escreveu Cristóvão Alão de Morais, em sua Pedatura Lusitana, “foi tido por ilegítimo porque seu pai o teve em D. Sancha Martins, sendo vivo seu primeiro marido D. Gonçalo Rodrigues de Nomães, e morrendo ele, a recebeu legitimamente. Porém o Conde D. Pedro afirma que fez exata inquirição, e achou que o casamento fizera em segredo por ser somente sete meses depois de ela estar viúva, e lei inviolável naquele tempo não casar a viúva antes do ano”(3). Ele seria reabilitado no século XIV, quando o livro de Linhagens do Conde Dom Pedro sofreria correções após a morte deste. Era de interesse, principalmente da importante família Pereira, já naquela altura aliada dos Pimentéis através de laços de casamentos, fazer uma limpeza de “sangue” da família, reescrevendo a origem da família Pimentel, removendo assim obstáculos aos seus objetivos de poder e de manutenção social no seio da nobreza. As correções feitas por iniciativa dos Pereiras, cujo objetivo não era fácil, pois tratava-se de rever e reverter a imagem negativa dos Pimentéis, ou seja, a bastardia de Vasco Pimentel, que era a grande nódoa na história da estirpe, logrou algum êxito. Primeiramente se resolveu o problema do nascimento, com o “casamento dos pais”, fazendo com que ele tenha nascido após o evento nupcial. Em segundo lugar a apologia ao caráter explosivo de Dom Vasco que sempre reagia às calúnias referentes a sua ilegitimidade com violência. Por último, as narrativas sobre as batalhas épicas travadas pelo cavaleiro, que se retirou para o reino de Castela, após se indispor com o rei D. Dinis, com um exército de duzentos e cinqüenta cavaleiros a serviço de Dom Afonso X, o Sábio. É nesse serviço que viria morrer, por volta de 1283, durante a batalha de Córdova. Desta maneira se pretendeu fazer uma biografia apologética que culmina com sua grandeza e seu poder.
Apesar de ilegítimo, Vasco Martins Pimentel, através de casamentos com mulheres de famílias nobres, bem como sua aproximação com o monarca português, ao se tornar meirinho-mor do reino de Portugal, torna-se um dos homens mais importantes de seu tempo na esfera de poder então dominante na época, notadamente nos reinados de Dom Afonso III, o Bolonhês, e de Dom Dinis. Seus filhos, através de casamentos no seio da nobreza, muitos de natureza endogâmica, geração a geração, mantiveram a família no topo da hierarquia nobiliárquica portuguesa e espanhola, e que iria atravessar as barreiras seculares.

GENEALOGIA

Martim Fernandes Pimentel (1), Senhor da Honra de Novais, teve de D. Sancha Martins Riba de Vizela, os filhos descobertos:
1 - Vasco Martins Pimentel (1220-1283), que segue;
1 - Pêro Martins Pimentel;
1 – Sancha Martins Pimentel;
1 – N, que foi freira no Convento de Arouca.
N1 – Dom Vasco Martins Pimentel (2), Senhor de Santo Adrião da Vizela, casou duas vezes. Primeira vez com Maria Eanes de Fornelo, e dela teve:
2– Martim Vasques Pimentel I, senhor de Resende, ramo dos Resendes;
2– Afonso Vasques Pimentel;
2– Urraca Vasques Pimentel casou com D. Gonçalo Pereira, casal tronco dos duques de Bragança, da dinastia de Bragança e da Família Imperial Brasileira (5);
Segunda vez casou D. Vasco Martins com D. Maria Gonçalves de Portocarreiro, de família antiga e nobre de Portugal. Era irmã de D. Gonçalo Fernandes, arcebispo de Braga e filhos de Gonçalo Viegas de Portocarreiro e de D. Sancha Pires. Este Gonçalo Viegas era irmão de D. João Viegas de Portocarreiro, arcebispo de Braga e instituidor do Morgado de Semelhe e Gondizalve e de outros bens, como consta de seu testamento feito em Valladolid no ano de 1253, pelo que passou a esta linhagem (Pimentel) o dito morgado. Dela teve os filhos:
2– Martim Vasques Pimentel II, cônego do Porto e abade de Serzedelo;
2– Fernão Vasques Pimentel;
2– Rui Vasques Pimentel, tronco dos Pimentéis Barbosa, que segue;
2– Estevão Vasques Pimentel, o célebre prior da Ordem Militar do Hospital;
2 - Afonso Vasques Pimentel, tronco dos Condes-duques de Benavente, que se tornariam Grandes de Espanha (7);
2- Aldara Vasques Pimentel;
2– Sancha Vasques Pimentel;
2– Aldonça Vasques Pimentel;
N2 – Rui Vasques Pimentel nasceu por volta de 1260 e viveu ao tempo do Rei de Portugal D. Dinis. Foi administrador do Morgado de Semelhe, havido de seu tio-avô D. João Viegas de Portocarreiro. Já não vivia em 1318, ano do inventário de seu pai. Casou-se com D. Teresa Rodrigues, filha de Rui Paes Bugalho, privado do dito rei e de sua mulher D. Urraca de Santarém. Tiveram os filhos:
3 – João Rodrigues Pimentel, que segue;
3 – Inez Rodrigues Pimentel;
3 – Maria Rodriguez Pimentel;
N3 – João Rodrigues Pimentel nasceu por volta de 1290 e foi senhor do Morgado de Semelhe. Viveu no tempo do rei de Portugal D. Afonso IV, com quem se achou na batalha de Salado e depois de viúvo foi mestre da Ordem de Avis. Casou-se com Estevainha Gonçalves Pereira, irmã do arcebispo de Braga D. Gonçalo Pereira (avô do condestável D. Nuno Álvares Pereira, sogro do 1º duque de Bragança) e filha de D. Gonçalo Pereira e de sua mulher D. Inês Lourenço Alcoforado. Esse ramo dos Pimentéis se estabeleceu em Torres Novas, onde D. Estevainha Gonçalves instituiu uma capela na igreja de São Pedro de Torres Novas, por testamento feito a 14 de maio de 1337. Foram abastados proprietários fundiários na região, e mantinham grande influência local. Na igreja de São Pedro de Torres Novas se encontra até os dias atuais, o túmulo do casal. Foram pais de:
4 – Gonçalo Eanes Pimentel, que segue;
4 – Leonor Rodrigues;
4 – Maria Rodrigues;
N4 – Gonçalo Eanes Pimentel nasceu por volta de 1320 e como primogênito do casal anterior, herdou todo o patrimônio da capela de Torres Novas e foi senhor do Morgado de Semelhe. Viveu no tempo dos reis de Portugal D. Pedro I e D. Fernando, e deste recebeu mercê do Reguengo de Monsaraz em 1372. Casou-se com D. Constança Afonso de Aragão e Silva, filha de D. Afonso de Aragão e de D. Maria Nunes Cogominho; era neta paterna de D. Pedro de Aragão (filho bastardo do Rei de Aragão, D. Pedro III), que foi para Portugal acompanhando sua irmã a rainha santa Dona Isabel, mulher do rei D. Dinis. Foram os pais de:
5 – Álvaro Gonçalves Pimentel;
5 – João Rodrigues Pimentel II, que segue;
5 – Leonor Pimentel;
N5 – João Rodrigues Pimentel II nasceu por volta de 1350. Casou com N, e dela teve:
N6 - Gonçalo Eanes Pimentel, nascido por volta de 1380, viveu em Torres Novas, onde foi enterrado. Com sua mulher, cujo nome é ainda ignorado, teve pelo menos o filho:
N7 – Diogo Gonçalves Pimentel nasceu por volta de 1410. Sobre ele escreveu Felgueras Gayo que era menor de idade em 1417 e que, de uma sentença sobre o Morgado de Semelhe havida em 1545, mostrou-se que “retirou-se Diogo Gonçalves para Castela com o conde de Benavente por seguir as partes daquela Coroa contra o rei de Portugal D. João I, e sendo por morte de seu pai o filho legítimo e mais velho a quem pertencia o morgado, o deixou ao cabido de Braga”. Casou-se com D. Briolanja Leitão, filha de Estevão Gonçalves Leitão. Tiveram os filhos:
8 – João Rodrigues Pimentel, que segue;
8 – Rodrigo Pimentel;
8 – Vasco Pimentel;
N8 – João Rodrigues Pimentel III nasceu por volta de 1455 e foi senhor do Morgado de Semelhe, após demanda com o cabido de Braga. Fez testamento a 03 de Julho de 1525 em Braga. Casou-se por volta de 1502, com D. Joana da Rocha, filha de D. Gomes da Rocha e de sua mulher D. Inês de Menezes. Foram pais dentre outros de:
9 – Pedro da Rocha Pimentel, tronco dos Barros Pimentel de Pernambuco;
9 – Inês da Rocha Pimentel, que segue;
N9 - Inês da Rocha Pimentel nasceu por volta de 1516. Casou-se com Sebastião Gonçalves de Araújo, que era da Casa de Tora, Arcos de Valdevez. Tiveram os filhos, dentre outros:
N10 – Pedro da Rocha Pimentel, tronco dos Rocha Pimentel de São Paulo;
N10 - Sebastião da Rocha Pimentel, nascido por volta de 1540 em Semelhe. Em 1602 já era falecido, por ocasião do casamento de sua filha Martinha. Casou - se na Igreja de Santiago de Prisco, freguesia de Braga, aos 11 de julho de 1565, com Maria da Costa, batizada aos 06 de maio de 1646 na dita igreja, filha de Martim Lopes Escudeiro, e de Ana Martins, senhores da Quinta da Torre em Prisco; D. Maria da Costa faleceu em 05/03/1612, na Vila do Prado, aonde foram moradores, e batizaram seus filhos:
N11 - Manoel da Rocha Pimentel, clérigo em Atouguia, Concelho de Ourém, distrito de Santarém;
N11 - Maria da Rocha Pimentel, falecida a12/03/1621 em Braga. Casou-se na capela de São Miguel-o-anjo, em Maximinos, freguesia de Braga, aos 24/06/1582 com Gaspar de Medeiros, escrivão de órfãos em Braga, falecido a 25/10/1631, com descendência;
N11 - Catarina Pimentel, falecida em 14/08/1605; foi casada com Manoel Lopes;
N11 - Sebastião da Rocha Pimentel, casado em 03/11/1596, na Vila do Prado com Maria Rebelo, irmã de seu cunhado Pedro Lopes Rebelo; faleceu em 06/11/1630 em Prado;
N11 - Francisco da Rocha Pimentel, Fidalgo da Casa Real; casou a 11/04/1601 com Genebra de Lemos na igreja de Santa Maria Maior  de Viana do Castelo aonde viveu. Com descendência;
N11 - Martinha ou Marinha da Rocha Pimentel, falecida a 31/10/1643 em Prado. Casou em 09/10/1602 com João Dias, filho do Padre Belchior Dias, Abade de Póvoa de Lindoso, falecido em 1602; com descendência;
N11 - Ana da Rocha Pimentel, falecida em Geme aos 06/02/1654. Casou-se aos 30/10/1596 na igreja de Santa Maria da Vila de Prado com Pedro Lopes Rebelo, que faleceu na mesma Vila em 24/01/1610. Pedro Lopes Rebelo foi filho de Manoel Lopes Cerqueira, Fidalgo da Casa Real, escrivão de órfãos em Prado, falecido aos 25/01/1604 na dita Vila, e de Maria Rabelo. A família dos Rebelo/Rabelo, descendem de Vasco Afonso, alcunhado de "o belo", que se corrompeu em Rabelo. Foram senhores da Quinta do Faial em Prado. Filhos descobertos:
11- Manuel da Rocha Cerqueira, batizado em 14/02/1598 na igreja de Santa Maria da Vila de Prado; faleceu aos 09/06/1638; foi casado com Maria Machado, com descendência;
11 - Um filho, batizado em 1603, na mesma igreja;
11 - Abade Francisco da Rocha Pimentel, batizado em 25/02/1607 na igreja de Santa Maria da Vila de Prado, e falecido em Geme aos 17/04/1688;
11- Ambrósio da Rocha Pimentel, batizado em11/12/1609 na igreja de Santa Maria da Vila de Prado, e falecido aos 20/02/1696 em Geme, que segue;

PIMENTÉIS BARBOSA GEME, VILA VERDE, DISTRITO DE BRAGA (6)

Família de Tabeliães da Vila de Pico de Regalados, bem como de lavradores na freguesia de Geme, hoje subordinadas ao Concelho de Vila Verde, distrito da cidade de Braga, norte de Portugal. Tiveram como propriedade principal e casa mãe da família a Quinta de Sá.
N11 – Ambrósio da Rocha Pimentel. Em 19/08/1637 casou-se com D. Izabel Barbosa Tinoco, falecida aos 06/10/1671, da quinta de Geme, filha de Miguel Barbosa de Lomba, falecido aos16/05/1655, e de Catarina Gomes Tinoco, falecida aos 31/01/1652. Tiveram os filhos batizados em Geme:
12 - Escolástica Gomes Pimentel, batizada aos 19/07/1638 e falecida aos 18/11/1694 em Geme,que segue;
12 - Miguel Pimentel, batizado aos 30/07/1740 e falecido solteiro aos 07/01/1660;
12 – Pedro Gomes Pimentel, batizado aos 27/10/1644; casou em Prado com sua prima Maria de Magalhães aos 21/03/1672; herdaram um tabelionato do sogro em Pico de Regalados;
12 – Catarina Gomes Pimentel, batizada aos 28/07/1646, e falecida aos 27/11/1726, solteira; legou às sobrinhas;
12 - Pascoal Pimentel Barbosa, batizado aos 08/04/1649; casou 1ª vez em Esqueiros aos 05/11/1685 com Mariana Correia de Azevedo; 2ª vez com Izabel de Barros; sem geração;
12 – Izabel Pimentel, batizada aos 10/07/1651, e falecida solteira aos 21/07/1696;
N12 - Ambrósio da Rocha Pimentel, batizado aos 23/03/1654, e falecido em Geme a 30/04/1708; casou em Valbreu aos13/04/1693 com Úrsula da Costa Barbosa; foi tabelião em São Miguel do Prado, conselho de Pico de Regalados, sucedendo seu pai; filhos:
13 - Serafina Pimentel Barbosa, batizada a25/09/1699 em Geme;
13 - Ambrósio Pimentel Barbosa II, batizado a 25/01/1699; casou em São Miguel do Prado a 02/08/1723 com Joana de Araújo, e teve, dentre outros filhos:
14 - Ambrósio Pimentel Barbosa III, nascido aos11/07/1724 em São Miguel do Prado, aonde casou em 24/11/1745 com Mariana Rodrigues Nogueira, com descendência; sucedeu o pai no tabelionato de São Miguel do Prado;
14 - Francisco, nascido em 12/08/1726;
14 - Joana, nascida em 23/06/1730;
13 - Padre Jerônimo Pimentel Barbosa, batizado a 04/06/1702 e falecido em 1780 em São Miguel do Prado;
13 - Andreza Maria Barbosa Pimentel, batizada a 07/12/1705; casou aos 12/06/1724 com seu parente Antonio Barbosa de Sousa, com descendência;
Nota: Ambrósio Pimentel Barbosa, o primeiro do nome, teve um filho natural com Domingas Simões, mulher solteira, de nome Manoel José Pimentel Barbosa, que casou na igreja de São Cristóvão de Pico de Regalados a 18/07/1709 com Águeda Tereza de Araújo;
12 – Catarina Gomes Pimentel, falecida solteira aos 27//11/1726;
12 – Ana da Rocha Pimentel, batizada aos 23/08/1657; a 05/03/1729 em Pico de Regalados; casou em 1698 em Geme, com Silvestre Peixoto de Azevedo, batizado aos 06/01/1674 em Caminha, Viana do Castelo. Sem geração. Nota: no estado de viúvo, ordenou-se padre em 1730. Faleceu aos 11/08/1735 em Pico de Regalados
N12 – Escolástica Gomes Pimentel casou com Manoel da Silva Azevedo por volta de 1674. Tiveram duas filhas:
13- Angélica Pimentel de Azevedo, batizada aos 30/04/1679, e falecida a 24/09/1729 na vila de Pico de Regalados; casada em Geme a 31 de Janeiro de 1706, com Constantino Pereira e Araújo, nascido a 25 de Abril de 1683, e falecido aos 87 anos a 08/02/1770 na vila de Picos de Regalados; filhos:
14 - Serafina Pimentel Barbosa, batizada a 03/03/1706 em Geme;
14 - Angélica Pimentel Barbosa, batizada aos 06/11/1708 na vila de Pico de Regalados; casou aos 19/08/1728 com Jacinto Vieira;
14 - Constantino Pimentel Barbosa, batizado a 09/12/1711 em Picos de Regalados;
14 - Francisca Seráfica Pimentel Barbosa, casada a 15/05/1735, na vila de Picos de Regalados, com Braz Duarte da Cunha;
14 - Maria Tereza Pimentel Barbosa, sem mais notícias;
Nota - Constantino Pereira foi casado 2ª vez com Izabel de Sousa, falecida em 1774;
13 - Mariana de Azevedo Pimentel nasceu na quinta de Sá de Cima, Geme, a 15 de Dezembro de 1675, e faleceu a 16 de Maio de 1753. Casou-se a 26 de Dezembro de 1701 com o Capitão Teotônio Pereira de Araújo, nascido em Paços, Geme, a 28 de Outubro de 1674, e falecido a 10 de Abril de 1764, aos 90 anos; filhos:
14– Leonardo Pimentel Barbosa, nascido em Geme a 11 de Junho de 1702; casou a 20/06/1734 em Prozelo, Amares com Cipriana de Abreu Lima;
14 - Américo Pimentel Barbosa, nascido em Geme a 24 de Abril de 1704;
14 – Jacinta Pimentel Barbosa, nascida em Geme a 15 de Novembro de 1705;
14 - Antonio José Pimentel Barbosa, padre, nascido em Geme a 05 de Fevereiro de 1708 e falecido em geme a 22 de Maio de 1789;
14 – Teresa Maria Pimentel Barbosa, nascida em Geme a 26 de Setembro de 1710, e falecida a 06 de Julho de 1723;
N14 - Bento Luís Pimentel, nasceu em Sá de Cima, Geme, a 10 de Outubro de 1712, e falecido viúvo, em Geme, a 04 de Outubro de 1791, que segue:
N15 - Bento Luís Pimentel, lavrador, casou a 20 de Julho de 1744, em Geme, com Luísa Veloso, filha de Belchior Ribeiro de Sousa, lavrador, e de Isabel Francisca Veloso; filhos:
16 – José Pereira Pimentel, nascido em Geme a 13 de Novembro de 1744(?), e falecido em Geme, casado, a 17 de Setembro de 1812;
16 – Domingos Pereira Pimentel , nascido em Paços, Geme, a 26 de Março de 1746, e falecido solteiro aos 03/03/1726 em Geme;
16 – Antonio José  Pereira Pimentel, nascido a 05 de Maio de 1748; sem mais notícias;
16 – Manuel José Pereira Pimentel, nascido em Geme a 20 de Agosto de 1750, e falecido no mesmo lugar a 09 de Agosto de 1830, com descendência em Geme;
16 – Maria Teresa Pereira Pimentel, nascida em Geme a 26 de Setembro de 1753, e falecida, solteira a 12 de Junho de 1826;

PIMENTÉIS BARBOSA DE PARACATU (6)

 DOMINGOS JOSÉ PIMENTEL BARBOSA*, natural da freguesia de São Miguel do Prado, município de Vila Verde, distrito de Braga, nascido por volta de 1765, pouco mais ou menos. Não encontramos seu assento de batismo, porém, em um documento de aplicação sacerdotal, datado de 1805, em que ele comparece como testemunha do habilitando, declara ser branco, solteiro, natural de São Miguel do Prado, de idade de 40 anos, pouco mais ou menos. Vide imagem:

 Imigrou para o Brasil na década de 1770, se fixando no Arraial de São Luiz e Sant’Ana das Minas do Paracatu, depois Vila de Paracatu do Príncipe, e finalmente Paracatu, em Minas Gerais. Na mineração, ele enriqueceu,  tornando - se um dos mais abastados homens do lugar. Capitão de milícias(1798), capitão-mor de ordenanças(1814), cavaleiro da Ordem de Cristo, vereador municipal, juiz ordinário, juiz municipal e de órfãos, foi um dos principais da Paracatu de seu tempo. Construiu com recursos próprios a igreja Nossa Senhora da Abadia, hoje demolida. Faleceu em idade provecta, no ano de 1844. Infelizmente, nada existe na cidade que faz lembrar essa opulenta e importante família, com origem na nobreza medieval portuguesa, e que foi tronco de inúmeras outras famílias ainda existentes na região. É de se estranhar que o poder público em Paracatu tenha se esquecido de homenagear o homem público da importância do velho capitão-mor desde os tempos do arraial até a elevação da então vila à cidade em 1840. O sobrenome Pimentel Barbosa praticamente desapareceu de Paracatu, certamente devido ao elevado número de mulheres na descendência, entroncadas em outras famílias paracatuenses, bem como a saída dos filhos varões para outras regiões do país. É importante observar que os Pimentéis Barbosa se aliaram preponderantemente com as famílias Roquette Franco e Soares de Sousa. Com Mariana Bárbara de Moura, filha do português o Guarda Mor João Jorge Portela, natural de São Mamede de Valongo, distrito do Porto, e de Josefa Bárbara de Moura e Almeida, natural de São Caetano do Japoré (atual cidade de Manga, MG), falecida em Paracatu por volta de 1770; o Capitão Domingos teve os filhos legitimados, porque nunca se casou:

17 – Maria Pimentel Barbosa §1;
17 – Margarida Pimentel Barbosa §2;
17 – Ana Pimentel Barbosa §3;
17 – Comendador Joaquim Pimentel Barbosa §4;
17 – Domingos José Pimentel Barbosa Júnior, padre, falecido em 1880;

                                                          §1 

F17 – Maria Pimentel Barbosa foi casada com João Batista Roquette Franco, nascido em 1813 e falecido em 13/1/1882, filho de Júlio Batista Roquete Franco e de Clara de Siqueira;
                                                         §2

F17 – Margarida Pimentel Barbosa, casou em 1815 com seu primo Francisco Manoel Soares de Sousa. Filhos descobertos:

N18 – Maria Clementina Soares de Sousa, nascida em 18/10/1816; casou em 16/09/1833 com seu primo Domingos José Pimentel Barbosa III; este casal foram moradores na vila de Bagagem na década de 1850;
Filhos descobertos: 
BN1 - Mariana Pimentel Soares de Sousa;
BN1 - Bernardo Luiz Soares de Sousa;
BN1 - Júlia, nascida em 21/07/1853 na Bagagem, atual Estrela do Sul;
N18 – Francisca Emília Soares de Sousa, casada em 29/09/1833 com o Dr. Teodósio Manuel Soares de Sousa, seu primo, que faleceu ocupando o cargo de Juiz de Direito em Paracatu, em 1857; filho:
BN1- Antonio Soares de Sousa, nascido em 22/04/1852;
N18 – Bernardo Belizário Soares de Sousa, o famoso Capitão Belo, nascido em 1822;
N18 - Romana Alexandrina Soares de Sousa, nascida em 05/02/1825, casada em 26/09/1842 com Narciso Caetano de Moraes, nascido em 05/09/1814, filho de pais incógnitos;
N18 - Belisária Virgínia Soares de Sousa;
N18 - Virgínia Margarida Soares de Sousa, nascida em 1838; casada em 1852 com  Vicente Martinez Hespanhol (sic), de 33 anos, natural de Cádiz, Espanha, filho de Dom Valentim Martinez e de Josefa Duarte; este casal foram moradores na vila de Bagagem; filho descoberto:
BN1 - Frederico, nascido em 19/06/1856 e batizado em 08/03/1857 em Estrela do Sul;

                                                        §3

F17 – Ana Pimentel Barbosa, falecida em 1887, foi casada com Antônio Constantino Lopes de Ulhoa,nascido em 1794 e falecido em 1871,filho do coronel Sancho Lopes de Ulhoa (1758-1827) e de Mariana Vicência de Brito, falecida em 1843, casal tronco dos Pimentéis de Ulhoa; filhos descobertos:

N18 – Tenente Coronel Domingos Pimentel de Ulhoa, nascido em 27/03/1815 e falecido em 25/02/1893. Dele deriva as famílias Botelho e Ulhoa Vilela;
N18 - Francisca Pimentel de Ulhoa, nascida em 26/05/1816; foi a segunda esposa do coronel Manoel Gonçalves dos Santos, viúvo que ficou de Mariana Constantino Lopes de Ulhoa;
N18 – Manoel Pimentel de Ulhôa, nascido em 1826; pai do coronel Cristino Pimentel de Ulhoa, agente executivo de Paracatu entre 1900 e 1912; casou 2ª vez em 1880 com sua parenta Francelina Tertulina Gonçalves de Ulhoa, viúva que ficou do capital Romualdo Gonçalves de Andrade; filha deste casamento: Leonor Pimentel de Ulhoa, casada com o D. Gastão de deus Víctor Rodrigues, natural de Catalão, Goiás;

N18 – Mariana Pimentel de Ulhoa, nascida em 1819; casou duas vezes: 1ª vez com Francisco de Melo Franco Bueno, falecido em 1844; casou2ª vez com o coronel Justino Batista Roquette Franco, nascido em 1823, filho de Júlio Batista Roquete Franco e de Clara Soares de Siqueira, c.g.;
N18 – Ana (Donana) Maria Pimentel de Ulhoa casada com o Dr. Francisco de Melo Franco, c.g.;
N18 – Sancho Porfírio Lopes de Ulhoa, nascido em 1820, casado com Clara Batista Franco, s.g.;
N18 - Antonio Pimentel de Ulhoa, nascido em 1827; casado em 11/04/1850, com Beatriz de Sant'Ana, c.g.;


                                                        §4

F17 – Comendador Joaquim Pimentel Barbosa, nascido em1788, pouco mais ou menos, e falecido em 1853, no Rio de Janeiro, vítima de febre amarela. Vereador municipal, chefe executivo, e deputado provincial. Foi também Juiz Ordinário e de Órfãos, coronel da Guarda Nacional, bem como cavaleiro da Ordem de Cristo e Comendador da Imperial Ordem da Rosa. Liderou o partido Conservador em Paracatu. Casou três vezes: 1ª vez em 1807 com sua prima Josefa Maria Rosa Soares de Sousa, filha do Guarda Mor Francisco Manoel Soares Viana e de Francisca Antonia Romana de Moura, falecida em 17/06/1815; 2ª vez em 1816 com Francisca Inocência Roquette Franco, filha do Capitão José Batista Franco e de Caetana Maria Roquete; 3ª vez em 26/04/1842 com Ana Maria de Melo Franco, nascida em 1804, filha de Manoel da Costa Cardoso, e de Bárbara de Melo Franco, ambos naturais do arraial de São Luiz e Santana das Minas do Paracatu. Obs.: este casamento se deu após o nascimento dos filhos, o que indica que o casal vivia em concubinato.


Filhos do primeiro leito:

N18 – Maria Pimentel Barbosa, nascida em 1808; casada com Eduardo Antônio Roquette Franco, com descendência;
N18 – Francisca Pimentel Barbosa, nascida em 1810; casada com Joaquim Antônio Roquette Franco, com descendência;
N18 – Domingos José Pimentel Barbosa III, nascido em 1814; casado com sua prima Maria Clementina Soares de Sousa, com descendência;

Filhos do segundo leito:

N18 – Joaquim Pimentel Barbosa Júnior, nascido em 27/06/1817, e falecido em 07/09/1883. Dele descendem os Pimentéis Barbosa remanescentes em Paracatu, que ainda preservam o sobrenome; geração em Pimentel Barbosa - Um tronco;
N18 – Bernardo Belo Pimentel Barbosa, casou em São João Del Rei com Carolina Cândida da Fonseca em 03/10/1846; filhos:
BN18 - Leopoldo Belo Pimentel Barbosa, nascido em 11/09/1847 em Paracatu;
BN18 -Adolfo Pimentel Barbosa, nascido em 1849 e falecido em 1857, em São João Del Rei;
BN18 -João Crisóstomo Pimentel Barbosa, nascido em 14/04/1851 em São João Del Rei;
BN18 -José Thomaz Pimentel Barbosa Sobrinho;
N18 – José Tomás Pimentel Barbosa, nascido em 1820. Viveu em Estrela do Sul. Dele descendem os Pimentéis de Luziânia, Goiás. Dois casamentos
1ªvez com Francisca Augusta de Artiaga; filho conhecido:
BN18 - Benedito Pimentel Barbosa, nascido em 1862; casado em Luziânia em 1890 com Franklina Augusta de Melo, com vasta descendência em Luziânia;
2ªvez com Maria Jacinta Pimentel; filha descoberta:
BN18 - Clarinda, nascida em Romaria em 12/12/1873;
N18 – Augusto Herculano Pimentel Barbosa (1822-1905), casado em 23/04/1846 com sua sobrinha Alzira Roquette Franco; pais de:
 BN18 -Ambrosina e Gabriela, gêmeas, nascidas em 08/07/1848, sem mais notícias;
BN18 - Eduardo Augusto Pimentel Barbosa (1850-1904) que foi professor na velha Escola Normal, deputado estadual e federal, no alvorecer da República;
BN18 -Amélia Pimentel Barbosa;
BN18 -Augusta Pimentel Barbosa, casada com Fernando Gonçalves de Ulhoa; 
BN18 - Joaquim Pimentel Barbosa, nascido em 24/01/1853;

Filhos do terceiro leito:
N18 – Franceslina ou Franklina Laura Pimentel Barbosa, nascida em 1828, casada com o coronel João Crisóstomo Pinto da Fonseca em 1846: tronco dos Melo Franco de projeção nacional;
N18 – Flávia Augusta Pimentel Barbosa, nascida em 1828; casou em 20/01/1848 com seu sobrinho João Jaques Roquette Franco, em seu tempo conhecido como Janjão - o poeta; foram os pais de Carolina Francisca Roquette Franco, esposa de Francisco Batista;
N18 – Zenóbia Pimentel Barbosa, nascida em 1835; com descendência neste blog – Família Loureiro Gomes;
N18 – Capitão Nelson Dario Pimentel Barbosa, foi casado com sua prima Matilde de Melo Franco Albuquerque, falecida em Araguari aos 24/04/1909; com geração;

O comendador Joaquim Pimentel Barbosa, teve um filho natural, cujo nome da mãe é ignorado:

N18 – Dr. Joaquim Pedro de Melo, nascido a 1 de Janeiro de 1822 e falecido a 25 de Março de 1891. Estudou medicina no Rio de Janeiro, formando em 1846. Retornou a sua cidade natal, onde praticava uma medicina de caráter humanitário. Sobre ele, escreveu seu parente Gastão Salazar: “Médico humanitário, a memória venerável do Dr. Joaquim Pedro de Melo subsiste através do tempo. Para os que aportavam a Paracatu, sua casa foi sempre lar hospitaleiro: lá se hospedou o Dr. Pedro Salazar(pai do autor desta elegia); para os enfermos, hospital sempre pronto a recebê-los; para moças desvalidas, abrigo acolhedor, onde se educavam, e lá permaneciam, enquanto necessário. Benfazeja e benemérita,foi igualmente sua esposa, D. Josefa Roquette Franco. O Dr. Joaquim Pedro de Melo foi, por várias legislaturas, deputado provincial e geral do Império.Em seu túmulo, no cemitério Santa cruz, erigido por seus amigos (ele morreu pobre), há um belo epitáfio, em que se relembram os sentimentos nobres do benemérito cidadão que, em seu torrão natal, gozou a primazia do prestígio”.
Foi casado com sua sobrinha D. Josefa Pimentel Roquette Franco, senhores da Fazenda do “Motta”. Desconhecemos sua descendência. Em Paracatu, foi vereador e chefe do partido Conservador.

BREVES CONSIDERAÇÕES FINAIS

O percurso e o legado da família Pimentel em Paracatu pode e deve ser aprofundado no âmbito da história social local e da genealogia. Acredito que isso possa ser feito por alguém interessado no tema, em futuro próximo. As trajetórias de membros da família a partir do genearca português que lá chegou à época da mineração do ouro, na segunda metade do século XVIII, ainda precisam ser mais bem estudadas, pois acreditamos ser riquíssima, e que contribuiria sobremaneira para a história da cidade.

*Nota relevante: viveu em Paracatu por dilatados anos, Antonio Pimentel Barbosa, natural de São Miguel do Prado, Vila Verde, Braga. Acumulou vultosa fortuna nas minas de ouro do então arraial das Minas de Paracatu. Em 1805, ele declara ser branco, solteiro, com 67 anos de idade, pouco mais ou menos. Em 1821 ele ainda vivia na Vila de Paracatu do Príncipe. Não descobrimos o grau de parentesco entre ele e o capitão mor Domingos José Pimentel Barbosa, mas com fortes indícios de ser ele pai do dito capitão. Ver imagem abaixo:


Para saber mais:

1 – Vasconcelos e Sousa, Bernardo – Os Pimentéis, Percurso de uma Linhagem da Nobreza Medieval Portuguesa (séculos XIII – XIV), Coleção temas portugueses, edição Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 2000;
2 – Felgueras Gayo, Manoel José da Costa – Nobiliário de Famílias de Portugal, Braga, 1990. Disponível na internet;
3 – Alão de Moraes, Cristóvão – Pedatura Lusitana, Porto, 1946;
Outras fontes:
5 – Descendência de Urraca Vasques Pimentel: veja no site – http://fabpedigree.com/s053/f378745.htm;
6 – Arquivo Pessoal;
7 – Os Pimentéis espanhóis – www.grandesp.org.uk – clicar em Duques de Benavente;
8 - FamilySearch - arquivos paroquiais de Priscos (Braga), Geme e Vila de Prado (Vila Verde);
9 - Processo de Aplicação sacerdotal do padre João Gomes do Rego, 1803. Arquidiocese de São Paulo, parte A;
10 - Processo de Aplicação Sacerdotal do padre Domingos Nogueira Lustosa. Arquidiocese de São Paulo, Parte B.

Fevereiro de 2011. Atualizado em setembro de 2014. Atualizado em março de 2015. Atualizado em junho de 2016.

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Filhos descobertos:

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Inventário: 2ª Vara 1835/1836.

Filhos:

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