Pular para o conteúdo principal

CAPITÃO JOSÉ GONÇALVES DE OLIVEIRA VILELA

Por José Aluísio Botelho

José Gonçalves de Oliveira Vilela Júnior nasceu em Pimenta, oeste de Minas, e veio para Paracatu por volta de 1860. Aí casou com Adelina Pimentel de Ulhoa, filha do abastado fazendeiro e chefe político local, o tenente-coronel Domingos Pimentel de Ulhoa, a 30 de novembro de 1861. Desse consórcio houve os filhos:
1 – Cândida casada com Franklin José da Silva Botelho;
2 – Luís Vilela;
3 – Estefânia casada com o Dr. Sérgio Ulhoa, filho do capitão Romualdo Gonçalves de Andrade e de Franscelina Pimentel de Ulhoa (1836-1909);
4 – Augusta casada com Estanislau Loureiro Gomes; foram os pais da poetisa Zenóbia Vilela Loureiro;
5 – Arthur casado com Luísa Loureiro Gomes.

Comerciante de tecidos acompanhou o sogro na política, tendo sido vereador municipal por duas legislaturas entre os anos de 1873 e 1880. Capitão da 7ª companhia da Guarda Nacional sediada na cidade, foi um dos fundadores do Partido Republicano local em 1889, sendo eleito seu primeiro presidente. Durante a transição entre a queda do regime monárquico e a consolidação da república, foi nomeado o primeiro Intendente Municipal, cargo que substituía o poder executivo e legislativo locais até a proclamação das constituintes estaduais, com a instituição de eleições gerais. Exerceu o magistério, tendo sido lente de inglês e francês na Escola Normal de Paracatu, na década de 1880. Ainda vivia em 1909. O capitão José Gonçalves de Oliveira Vilela, era descendente direto do Mestre de Campo Antônio Ambrósio Caldeira Brant, batizado na paróquia de N. Sra. da Conceição, Lisboa Ocidental a 13 de junho de 1669, e pai dos irmãos Caldeira, que viveram em Paracatu, como veremos adiante.
                        Genealogia
1 - O Capitão José Gonçalves de Oliveira Vilela Junior nasceu na fazenda da Capetinga a 23/08/1841, e foi batizado a 10/09 do mesmo ano, na Ermida de Santo Antonio da Capetinga, termo de Piumhí. Foi filho legítimo do tenente coronel José Gonçalves de Oliveira Vilela (1909 - ?) e de Maria Antônia de Jesus batizada em 1806, em Queluz, filha legítima do capitão José Rodrigues da Cunha, falecido em Piumhi em 15/09/1816, e de Ana Cecília de Santa Maria, a D. Sizílis, citada por Hildebrando Pontes, falecida em Pimenta em 1853.
Maria Antônia de Jesus foi casada 1ª vez em 1823 com o capitão Antônio Luiz Teixeira Alves, e deste casamento não houve filhos. Faleceu em 1842, devido a complicações do parto do segundo filho, também falecido;
2 – Neto paterno de Alexandre Gonçalves de Oliveira, nascido por volta de 1771, e materno de Páscoa Maria Angélica Vilela, nascida em Santana do Jacaré por volta de 1782. Outros filhos deste casal:
A – Alexandre, batizado em Santana do Jacaré em 1802;
B – Antônio, batizado em Santana do Jacaré em 1805;
C - Maria, batizada em 1807 na capela de Santana do Jacaré;
D – Felicidade, batizada na capela de Santana do Jacaré em 15/02/1816; casou em Formiga em 1837, com José Joaquim da Costa.
                         Ascendência dos avós
3 – A ascendência de Alexandre G. de Oliveira ainda é por nós ignorada;
4 – Páscoa Maria Angélica foi filha legítima do tenente coronel Antonio Vilela Frazão, falecido em 1813 aos 88 anos, e de Dona Eufrásia de Jesus Maria, natural de Congonhas do Campo, batizada em 19/12/1743, filha legítima do sargento-mor Manoel Pires Ribeiro, natural de Viana do Castelo, Portugal, e de Jacinta Maria da Assunção, falecida em 1766 em Congonhas do Campo. Jacinta Maria foi filha do Mestre de Campo Ambrósio Caldeira Brant, nascido em 21/12/1673 na freguesia de Conceição Nova, Lisboa, Portugal, e de Josefa de Souza e Silva nascida em São Paulo capital e batizada em Jundiaí, SP, e irmã, portanto, do célebre contratador de diamantes Felisberto Caldeira Brant, que também residiu em Paracatu à época dos descobertos do ouro, onde amealhou fortuna, juntamente com seus irmãos Joaquim, Conrado e Sebastião;
5 – Antonio Vilela Frazão nasceu na aldeia do Carvalho da freguesia de São Martinho de Frazão, Concelho de Paços de Ferreira, distrito do Porto, a 30 de Outubro de 1725, e batizado a 04 de Novembro do dito ano, filho legítimo de Antonio Velho (*1689+1771), e de Maria João (*1696+1771), cujo casamento ocorreu em 28 de janeiro de 1719, na mesma paróquia. Antonio Velho foi filho de outro do mesmo nome e de Catarina Dias; Maria João foi filha de Manoel Antonio e de Antônia Francisca, estes casados em 13 de setembro de 1694. Ainda pelo lado materno, Manoel Antonio foi filho de Domingos Antonio e de Catarina João; Antônia Francisca (*1673+1660) foi filha de Gonçalo Francisco e de Águeda Vilela falecida em 1706, todos da aldeia do Carvalho, freguesia de São Martinho de Frazão.
Nota: Impressiona a longevidade de membros dessa família, considerando a época em que viveram.
Fontes - Registros paroquiais:
1 – etmbo.com >Porto>Paços de Ferreira>Frazão;
2 – familysearch.org>Caribbean, Central and South America>Brazil, Catholic Church Records> Minas Gerais>Congonhas do Campo, Campo Belo, Pimenta, Pimhuí; 


Comentários

  1. Alexandre goncalves oliveira e filho de giraldo goncalves oliveira e rosa maria perpetua.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas

DONA BEJA E AS DUAS MORTES DE MANOEL FERNANDES DE SAMPAIO

Por José Aluísio Botelho A história que contaremos é baseada em fatos, extraídos de um documento oficial relativo a um processo criminal que trata de um assassinato ocorrido na vila de Araxá em 1836. O crime repercutiu no parlamento do império no Rio de Janeiro, provocando debates acalorados entre os opositores do deputado e ex-ministro da justiça, cunhado do acusado, como se verá adiante. Muitos podem perguntar porque um blog especializado em genealogia paracatuense, está a publicar uma crônica fora do contexto? A publicação deste texto no blog se dá por dois motivos relevantes: primeiro, pela importância do documento, ora localizado, para a história de Araxá como contraponto a uma colossal obra de ficção sobre a personagem e o mito Dona Beja, que ultrapassou suas fronteiras se tornando de conhecimento nacional. Em segundo lugar, porque um dos protagonistas de toda a trama na vida real era natural de Paracatu, e, portanto, de interesse para a genealogia paracatuense, membr...

NETOS DE DONA BEJA - BATISMOS

Por José Aluísio Botelho Disponibilizamos as imagens de assentos de batismos de três netos de Dona Beja, acrescidos dos outros netos, bem como parte da descendência, de acordo com os documentos localizados, filhos de Joana de Deus de São José e do coronel Clementino Martins Borges. Nota: nada se sabe acerca da ascendência de Clementino Martins Borges, embora seu sobrenome é largamente difundido na região do triangulo mineiro e alto paranaíba. Sabe-se que ele faleceu em Estrela do Sul em novembro de 1910 em avançada idade. Alguém tem alguma pista? Batismo de Joana de Deus: "Aos 14 dias domes de Julho de 1838 o Rdo. Pe. José Ferreira Estrella Baptizou solenemente aingnocente Joanna, fa. natural de Anna Jacinta de Sam Jose forão P.P. o coronel João Jose Carneiro de Mendonça e o Alferes Joaquim Ribeiro da Silva epara constar mandei fazer este acento eque assigno. Araxa era supra".  Fonte: Revista O Trem da História, edição 49. Nota: os outros netos de Beja, filhos de Tereza T...

DONA BEJA E O TESTAMENTO DO PADRE

Por José Aluísio Botelho O vigário Francisco José da Silva foi um padre típico do sertão mineiro: fazendeiro abastado, político influente, e mulherengo, como quase todos os padres de seu tempo. Teve participação decisiva na evolução político-administrativo e social da Araxá na época em que lá viveu, entre 1815 e 1845, ano de seu falecimento. Participou, mesmo que discretamente, da Revolução Liberal em Araxá, apoiando seus sobrinhos liberais, liderados pelo coronel Fortunato José da Silva Botelho, no embate político que se travava em Minas nos anos de 1842.  Para saber mais: clique na imagem abaixo para adquirir o livro na Amazon.com Clique aqui para visualizar uma prévia do livro.

FILHA DE DONA BEJA - EDITAL DE PROCLAMAS

NOTÍCIA DE JORNAL PUBLICADO PELO JORNAL ASTRO DE MINAS, EDITADO EM SÃO JOÃO DEL REI -  24 de janeiro 1832, nº650 NOTAS EXPLICATIVAS: 1 - JOSÉ DA SILVA BOTELHO ERA IRMÃO DO VIGÁRIO FRANCISCO JOSÉ DA SILVA. PORTANTO, OS NOIVOS ERAM PRIMOS; 2 - A MÃE DA NOIVA, ANA JACINTA DE SÃO JOSÉ, ERA A LENDÁRIA DONA BEJA DE ARAXÁ; 3 -  JOSÉ DA SILVA BOTELHO FOI O AVÔ AVOENGO DOS BOTELHOS DE PARACATU; 4 - O COMENTÁRIO ABAIXO REFLETIA A OPINIÃO DO EDITOR DO JORNAL; FONTE: EXTRAÍDO DE IMAGEM DIGITALIZADA DO JORNAL DE PROPRIEDADE DA HEMEROTECA DIGITAL DA BIBLIOTECA NACIONAL DO BRASIL.

O CORONEL MANOEL FERREIRA ALBERNAZ E SEUS DESCENDENTES

Por Eduardo Rocha Mauro Cézar da Silva Neiva Colaborou José Aluísio Botelho (Última atualização em 23/09/2024: 1 A família inicial 2 Outros Albernazes, in fine). Família iniciada em Paracatu na era de 1830, quando lá se estabeleceu o alferes/capitão Manoel Ferreira Albernaz, vindo da região de Aiuruoca, sul de Minas, com esposa e filhos, adquirindo a fazenda da Capetinga. Manoel Ferreira Albernaz, o velho (vamos chamá-lo assim), era natural de Taubaté, São Paulo, onde nasceu em 1780, pouco mais (declarou 49 anos em 1832, branco, negociante em processo matrimonial no Porto do Turvo, onde era morador). Tem ascendência ainda ignorada, embora se possa afirmar ser ele descendente do mestre de campo Sebastião Ferreira Albernaz. Casou na capela de Santana do Garambéu, termo de Barbacena, porém ligado ao Turvo (30 km), com Mariana Victória de Jesus, por volta de 1810. Mariana Vitória de Jesus, nascida e batizada na capela de Santana do Garambéu,  filha de Vitoriano Moreira de Castil...

SÉRIE - PIONEIROS DO ARRAIAL DO OURO 5 - FAMÍLIA SILVA NEIVA

Por José Aluísio Botelho Mauro César da Silva Neiva e Eduardo Rocha No lusco - fusco do arraial de São Luiz e Santana das Minas do  P aracatu, final do século dezoito, que em breve iria administrativamente  se transformar em Vila, passando a se chamar Vila do Paracatu do  Príncipe, dois irmãos, cuja procedência não se sabe, lá se estabeleceram. À época, a mineração se encontrava em franca decadência, e a alternativa era a agropecuária rudimentar, baseada em latifúndios. Portanto, os irmãos em questão, João Lourenço e Lourenço da Silva Neiva, adquiriram terras na fértil região do Pouso Alegre , onde edificaram fazendas de criação de gado, casaram e criaram os filhos, gerando troncos da importante e tradicional família Silva Neiva, que se espalhou pelos arredores e alhures. A naturalidade deles  é desconhecida, porém, tudo leva a crer serem de origem portuguesa. Casaram-se com duas irmãs, com descendência adiante: A – João Lourenço da Silva Neiva , falecido ao...