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DR. BARBOSA LIMA SOBRINHO

  Por José Aluísio Botelho
                                
                                  ESBOÇO GENEALÓGICO

Foi um ilustre brasileiro. Advogado, escritor, historiador, ensaísta, político, sobretudo jornalista. Descrever sua biografia nos parece desnecessária, por ser bastante conhecida e facilmente encontrada tanto na internet, como em livros que retratam sua vida e sua obra. Natural de Recife, onde nasceu em 22 de janeiro de 1897, batizado na Matriz de Santo Antônio da Boa Vista, sendo padrinho o tio materno e homônimo Dr. Alexandre José Barbosa Lima. Faleceu em 16 de julho de 2000, no Rio de Janeiro.
Os pais:
Filho legítimo do tabelião Francisco Cintra Lima e de Dona Joana de Jesus Cintra Barbosa Lima, parentes em segundo grau, com tronco genealógico comum.
Francisco Cintra Lima nasceu no Bairro da Boa Vista, Recife em 1868, e faleceu no Rio de Janeiro em 14 de outubro de 1925. Dona Joana de Jesus Cintra Lima nasceu no Bairro da Boa Vista, Recife, em 23 de dezembro de 1871. Faleceu em 07 de fevereiro de 1936 no Rio de Janeiro.
Os irmãos:
1.1 – Maria Clarice Cintra do Amaral;
1.2 – Letícia Cintra Carneiro Leão;
1.3 – Maria José Cintra Lima;
1.4 – Fabíola Cintra Lima;
1.5 – Maria Rita Cintra Lima;
1.6 – Francisco Cintra Lima Junior;
1.7 – José Paulo Cintra Lima;
1.8 – Ana Maria Cintra Lima;
 Avôs Paternos:
1 - João Luiz Pereira Lima e Dona Úrsula Cordeiro Coelho Cintra, ele natural da Paraíba, comerciante de algodão; ela natural de Recife, onde casaram na Matriz de Santo Antônio da Boa Vista em 1853. Outros filhos desse casal:
1.1 – Joaquim Cintra Lima, nascido em 21/10/1854;
1.2 – Maria Cintra Lima, nascida em 10/05/1856;
1.3 – Frederico Cintra Lima, nascido em 1859;
1.4 – Maria do Carmo Cintra Lima;
1.5 – Roberto Cintra Lima, nascido em 1864;
1.6 – Maria Cintra dos Passos;
Avôs Maternos:
2 - Desembargador Joaquim Barbosa Lima, natural do Ceará, e de Dona Rita de Cássia Pitaluga Coelho Cintra, natural de Recife, onde se casaram na matriz de Santo Antônio da Boa Vista em 09 de maio de 1861; faleceu o Dr. Joaquim Barbosa Lima no Rio de Janeiro em 10 de fevereiro de 1895. Dona Rita de Cássia faleceu também no Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1927;
Outros filhos:
2.1 – Alexandre José Barbosa Lima (*1862 – +1931), general de exército, engenheiro militar, governador de Pernambuco;
2.2 – Dr. João Paulo Barbosa Lima, advogado, Ministro do STM;
2.3 – Dr. Manuel Barbosa Lima, médico;
2.4 – Santa Barbosa Lima;
2.5 – Dr. Geraldo Barbosa Lima, médico;
2.6 – Evangelina Barbosa Lima;
BIOGRAFIA DO DESEMBARGADOR
Nascido em Aracati, Ceará, em 22 de dezembro de 1834, filho do Major, advogado, e deputado provincial Geraldo Correia Lima, falecido em 1895 aos 106 anos em Fortaleza, e de Joana Batista Barbosa Lima, da família Gurgel do Ceará.
Bacharel em Direito pela faculdade de Recife em 1859. Ainda quando estudante fundou em recife, o Imperial Instituto do Bom Conselho, educandário com larga aceitação entre as famílias recifenses,
Magistrado. Foi Juiz Municipal em Aracati (Ceará), Rio Preto (MG) e Belém do Pará, e Juiz de Direito em Boa Vista do Tocantins (GO), Imperatriz das Alagoas, nas comarcas de Sapucaí e Paraibuna, e Juiz de Fora (MG) e em Fortaleza. Concluiu a carreira como desembargador da relação do Mato Grosso.
Por onde passou deixou assinalados sulcos de sua atividade, desde a catequese dos índios Apinagés em Goiás até a campanha abolicionista. Em Juiz de Fora promoveu a construção do Fórum e da Câmara Municipal, cuja inauguração contou com a presença do Imperador D. Pedro II, e da Escola Municipal, além de outras iniciativas.
Tinha o hábito de Cristo e o oficialato da Ordem da Rosa.
Faleceu subitamente, em trânsito, na estação ferroviária de Vitória no Espírito Santo, aos 60 anos. Em julho de 1900, seus restos mortais foram trasladados para o cemitério São João Batista no Rio de Janeiro.
Nota: o Dr. Joaquim Barbosa Lima foi casado uma primeira vez com Joana Batista Barbosa Lima, com quem teve dois filhos: José, batizado em 12/04/1857, e Francisco, batizado em 03/11/1859. Ignoramos o paradeiro deles.
Bisavôs Paternos:
1 – José Luiz Pereira Lima e de Dona Antônia Leocádia do Nascimento, naturais da Paraíba. Senhor do engenho da Graça, nos subúrbios da cidade de Paraíba do Norte (atual João Pessoa), negociante abastado; Outros filhos:
1.1 – José Luiz Pereira Lima Junior (1826 – 1866);
1.2 – Manoel Luiz Pereira Lima;
1.3 - Joaquim Luiz Pereira Lima;
2 – Joaquim Coelho Cintra e Dona Ana Gertrudes Cordeiro, nascida em 1812 e falecida em 27/07/1862 no Recife; Outros filhos:
1.1 – Desembargador Guilherme Cordeiro Coelho Cintra, nascido em 15 de junho de 1835 no Recife, e falecido no Rio de Janeiro em 24 de novembro de 1910. Foi Presidente da Província de Santa Catarina;
1.2 – Dr. Joaquim Cordeiro Coelho Cintra, nascido em 1837 no Recife, e falecido em 03 de dezembro de 1913; Foi Juiz de Direito;
1.3 – Maria Izabel Cordeiro Coelho Cintra;
1.4 – Rita Cordeiro Coelho Cintra, nascida em 1845, Recife; faleceu em 01/01/1925, no bairro de Tejipió, Recife;
1.5 – Sebastião Cordeiro Coelho Cintra, Nascido em 1847, Recife;
1.6 – Tereza Cordeiro Coelho Cintra, nascida me 1850, Recife;
1.7 – Sofia Cordeiro Coelho Cintra, nascida em 1853, Recife;
1.8 – André Coelho Cintra;
1.9 – Francisco Cordeiro Coelho Cintra;
Bisavôs Maternos
1 - Major Geraldo Correia Lima, natural de Cascavel, Ceará, onde nasceu em 1789, filho de José Correia Lima e de Helena Barbosa (Trisavôs), e de Joana Batista Gurgel do Amaral;
2 - Manoel Coelho Cintra, nascido em 1807 e falecido em 08 de junho de 1880 no Recife, tenente da Marinha, e Dona Mafalda Augusta Pitaluga, natural de Lisboa, filha de Alexandre José Pitaluga, de ascendência italiana e de Dona Ana Rosa de Abreu Guimarães; casaram em 08 de maio de 1833 em Lisboa; outros filhos do casal:
1 – Dr. Manoel Coelho Cintra Júnior, advogado, juiz de direito;
2 – Dr. Amaro Rui Pitaluga Coelho Cintra, médico;                                                                                  3 – Pascoal Coelho Cintra;
4 – Dr. José Cupertino Coelho Cintra, nascido em Recife em 18 de setembro de 1843, e falecido no Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1939. Notável engenheiro brasileiro, com perfil biográfico largamente encontrado na internet;
5 – General Luiz Augusto Coelho Cintra, herói da Guerra do Paraguai, falecido em 1902 no Recife, solteiro;
Trisavós:
Tanto Dona Úrsula como Dona Rita de Cássia eram netas de Elias Coelho Cintra, natural do lugar do Carrascal, termo de Sintra, distrito de Lisboa, onde nasceu em 20 de julho de 1775, filho legítimo de Manoel Coelho Cintra, também natural dali, batizado em 15 de novembro de 1744, e de Dona Maria Rosa da Encarnação, natural de Milharado, termo de Mafra, distrito de Lisboa; esse casal se recebeu em casamento na igreja de Santo Isidoro, Mafra, distrito de Lisboa;
Manoel Coelho Cintra era filho de José Coelho Freire, natural de São João das Covas, arcebispado de Braga, Portugal, e de Francisca Teresa de Jesus, natural do lugar de Ceifeira Pequena, termo de São Miguel do Milharado, Mafra, distrito de Lisboa. No Arquivo Ultramarino existe um curioso processo de solicitação de passaporte, datado de maio de 1812, onde Manoel solicita permissão para viajar à Pernambuco, juntamente com a esposa, para ter com o filho Elias Coelho Cintra, estabelecido no lugar como comerciante. Após uma devassa fiscal na vida do solicitante, ele obteve o passaporte para viajar ao Brasil, porém não sabemos se empreendeu viagem. Na ocasião declarou ter 68 anos de idade.
Elias Coelho Cintra casou no Recife, por volta de 1805, com Úrsula Maria das Virgens, da família Sousa Leão, nascida em 1779 e falecida em 23/04/1850; tiveram pelo menos outros dois filhos descobertos:
1 – Dr. Elias Coelho Cintra Filho, bacharel pela Academia de Direito de Olinda, turma de 1834; suplente de deputado faleceu no exercício do mandato de deputado substituto, no Rio de Janeiro em 26 de agosto de 1841;
2 – Mariana Alexandrina Coelho Cintra, casada em 1827 com Arsênio Fortunato da Silva nascido no Recife em 1806 e falecido em 07/01/1854 no Recife, empresário, armador e inventor. Tiveram os filhos:
2.1 – Felisbela Ernestina Cintra da Silva, condessa de Wilson pelo seu casamento com Eduardo Pellew Wilson Júnior, conde de Wilson, rico homem de negócios;
2.2 – Arsênio Cintra da Silva, renomado pintor com formação europeia;
3.3 – Comendador Joaquim Arsênio Cintra da Silva, cônsul na Bolívia; 
3.4 – Etelvina Cintra da Silva;
3.5 – Neomísia Leovegilda Cintra da Silva;
3.6 - Mariana Cintra da Silva;
Sobre Elias Coelho Cintra – veio jovem para Recife, onde prosperou nos negócios, principalmente no comércio marítimo. Negociante de grosso trato, armador, dono de vários navios de porte médio para transportes de mercadorias, e notadamente, usados no tráfico de escravos da África para o Brasil, tornou-se um dos homens poderosos da capitania de Pernambuco na primeira metade do século dezenove. Consta que somente entre 1814 e 1830, ele traficou cerca de dez mil negros, trazidos do continente africano. Participou ativamente da conjuração pernambucana de 1817, sempre defendendo os interesses portugueses na colônia. Teve que fugir da capitania para não ser deportado para Portugal, na ocasião da independência do Brasil. Faleceu no Recife em 02/12/1851.
Fontes:
1 - Livros paroquiais da igreja do Santíssimo Sacramento da Boa vista, Recife;
2- Jornais de época: séculos XIX e XX;
3 - Revolução Pernambucana 1817: trechos de livros referentes a Elias Coelho Cintra;
4 – Arquivo Ultramarino.

Postado em agosto de 2013.













Comentários

  1. Sou sobrinho neto de Barbosa Lima Sobrinho. Já havia descoberto uma parte das informações que você aí coloca. Mas muitas outras me eram desconhecidas pelo que lhe sou muito grato. Fica uma curiosidade. Por que se deu ao trabalho de ir tão fundo nas origens da família Cintra ( Barbosa Lima )? O episódio do tráfico supostamente feito por Elias Cintra gera controversias pois a maior parte de seus navios teriam sido afundados pelos ingleses por possíveis rivalidades comerciais.

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  2. Anônimo2:26 PM

    Prezado, Super feliz em encontrar esta página por acaso. Sou da família Corrêa Lima, meu trisavô era Geraldo Barbosa Lima casado com Maria Isabel
    De Barros Lima e sou pentaneta de Joana Batista Barbosa Lima( da família do Amaral Gurgel ou Gurgel do Amaral) casas com Geraldo Correia Lima. Tenho estudado bastante as famílias e estou em busca de maiores informações acerca dos meus pentavós, tetravós e trisavós. Meu e-mail: isabellaamorim2022@gmail.com Meu avô usava o Corrêa Lima sem o “i”. Tenho muitas informações acerca da parte da minha família. Eram do Exército. Parece q um deles era Tabelião e foi tomado na Revolução. Sabia que papai era primo do Barbosa Lima Sobrinho e do Presidente Castelo Branco pelos Correia Lima. Meu trisavô era o Geraldo Barbosa Lima cujo filho era o Augusto Correia Lima casado c Elisa Barbosa Fontenelle Bezerril, sobrinha do General José Freire Bezerril Fontenelle. Se puder me contactar adoraria saber mais acerca destas famílias.Abraços, Isabella

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  3. Anônimo3:52 AM

    É realmente curioso ler que Úrsula Maria das Virgens, esposa de Elias Coelho Cintra, pertence à família Souza Leão, quando absolutamente nada a ver com essa família tem Úrsula. Úrsula Maria das Virgens é filha de José Bezerra e de Mariana Ignacia. Portanto, pertence às famílias antigas pernambucanas. É mais do que sabido que os Bezerra chegaram a Pernambuco na mesma nau que chegou Duarte Coelho.
    Quanto a Elias Coelho Cintra, foi traficante de escravos importante em Pernambuco e foi senhor de muitos engenhos também, como o Engenho Pedreiras, na Comarca de Goiana. Qualquer historiador competente de engenhos irá mencionar o nome de Elias Coelho Cintra porque simplesmente ele foi proprietário de muitos engenhos em Pernambuco. Haveria alguma razao particular, para deixar Elias Coelho Cintra esquecido, quando ele teve tantos engenhos? Mas também foi proprietário do sitio do Curtume dos Coelhos, do sítio da Ponte de Uchôa, do palácio que, em 1841, ele resolveu arrendar para servir de Hospital São Pedro de Alcântara e aie, posteriormente, foi reformado e ainda hoje se o vê enorme e majestoso na cidade do Recife. A história da riqueza em Pernambuco certamente passa por Elias Coelho Cintra. Seria tal fato incontestável? Ele nao se casou em 1805. Casaou-se depois, já com filhos nascidos, todos de Úrsula Maria das Virgens, da família Bezerra.

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