Pular para o conteúdo principal

OS MELO ÁLVARES



OS MELO ÁLVARES, DOS ACORES À LUZIÂNIA, GOIÁS ATÉ PARACATU, MINAS GERAIS

Por José Aluísio Botelho
Colaboração Eduardo Rocha

O açoriano Lázaro de Melo Álvares*, natural e batizado na freguesia de Nossa Senhora da Estrela, Vila de Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, passou para as partes do Brasil, como se dizia à época, por volta de 1760, pouco mais, pouco menos. Aqui aportando, percorreu o imenso e hostil sertão das gerais, até o Planalto Central do Brasil, fixando-se no arraial de Santa Luzia, hoje Luziânia, em Goiás. Segundo um seu neto, esteve nas minas de Paracatu, antes de se fixar definitivamente em Santa Luzia.  Aí, em sociedade com o conterrâneo Antonio Pacheco, prosperou com a exploração de datas minerais na mina de ouro do Cubango. Não descobrimos a data de sua morte. Casou com Tereza Maria de Jesus, filha de Francisco de Costa Barros e de Inácia de Sousa, todos naturais da freguesia da Candelária, Bispado do Rio de Janeiro; foi casal tronco de antigas e tradicionais famílias de Luziânia e Paracatu, em Minas Gerais.
*Ascendência in fine.

 Filhos:

Nota de atualização (em 08/05/2017):  localizamos os assentos de batismos de quatro filhos do casal:

1 - Maria, nascida em 28/12/1766 e batizada em 15/01/1767; sem mais notícias;

2 - Antonio de Melo Álvares, nascido em 20/09/1768 e batizado em 22 do dito mês e ano; faleceu em 15/06/1825; foi escrivão eclesiástico; casou com Ana Júlia Máxima Umbelina de Melo, deixando os filhos:
      2.1 – Vigário Pedro Nolasco de Melo, nascido em 31/01/1811 e falecido em 29/11/1863;
      2.2 – Maria de Melo Álvares, nascida em 07/02/1815, sem mais notícias;

3 - Sebastião, nascido em 20/01/1772 e batizado a 29 do dito mês e ano; sem mais notícias;

4– Sargento mor Joaquim de Melo Álvares, nascido em 20/02/1773 e batizado em 09/02/1773 em Luziânia, e falecido em 26/08/1853 em Paracatu, Minas Gerais, aonde fixara residência na década de 1820; está enterrado no lado esquerdo perto do altar mor da igreja matriz de Santo Antonio; foi casado com Cândida Peregrina de Almeida e Melo nascida em 06/02/1786 em Traíras, Goiás (hoje em ruínas), filha do tenente Manoel Thomas de Almeida e de Francisca de Mendonça; faleceu em 21/12/1884 em Paracatu; filhos descobertos:
4.1 - Tenente coronel Modesto de Melo Álvares, adiante;
4.2 – Cândida de Melo Álvares, tronco paracatuense, adiante;
4.3 – Joana Cândida de Melo Álvares, tronco paracatuense, adiante;

5– Rita de Melo Álvares, nascida em Luziânia em 1776 e falecida em 10/01/1830, casada que foi com João José Alves Lagoa Viana; filhos descobertos:
5.1 – Joaquim, nascido em 27/12/1812, sem mais notícias;
2.2 - José, sem mais notícias;

6 – Maria de Melo Álvares, nascida em 07/12/1777 em Luziânia; foi casada com Manoel Joaquim de Araújo Leite; filhos descobertos:
6.1 - Eulália Joaquim de Araújo;
6.2 – Lázaro de Melo Álvares Neto, nascido em 1797 em Luziânia; dele se cabe que foi o primeiro chefe do poder executivo de Formosa, em Goiás, em 1844; Aí deixou descendência;
6.3 – Ana Joaquim de Araújo;
6.4 – Antonio Joaquim de Araújo Melo;
6.5 – Manoel Joaquim de Araújo.
Descendência de Joaquim de Melo Álvares
 
4.1 – Tenente coronel Modesto de Melo Álvares, nascido em 1813, e falecido em 28/07/1855; casou em 16/02/1836 com Antonia Eufrosina Siqueira de Melo, com quem teve os filhos:
2.1.1 – Coronel José de Melo Álvares, nascido em 19/03/1837, e falecido em 06/07/1912;
Biografia: Eminente Luzianense. Segundo notícia de jornal faleceu vitimado por uma meningite. Estudou humanidades em colégio particular, e autodidata, passou a estudar consigo mesmo, o que lhe permitiu sua fenomenal inteligência. Muito dado aos livros, iniciou na infância, a organizar sua biblioteca particular, aquela que seria com o passar dos anos, a maior e melhor biblioteca do estado de Goiás à época. Órfão de pai tornou-se arrimo da família, função desempenhada com honra e correção. Sobre seu autodidatismo, assim o descreveu Paulo Bertram: "Joseph de Mello Álvares – o Zé de Mello, que a gente antiga de Luziânia achava ser auxiliado pelo Romãozinho, o Diabo, o Capeta, pela sua versatilidade como político, farmacêutico, médico, advogado, fazendeiro e escritor – foi o grande autodidata do Planalto em fins do século XIX, seu primeiro pesquisador científico, a grande árvore sob a qual Gelmires Reis e Evangelino Meirelles tiveram guarida.”
Na vida pública, foi eleito deputado provincial duas vezes, e apesar de estar sempre em oposição ao governo, conseguiu grandes benefícios em prol de sua terra natal, entre os quais a de elevação da Vila de Santa Luzia à categoria de cidade. Exerceu quase todos os cargos locais de eleição e de confiança dos altos poderes públicos.
Fundou e dirigiu a “Colônia Orfanológica Blasiana”, destinada a beneficiar crianças desamparadas, bem assim manteve  por longo tempo, um hospital, igualmente destinado ao atendimento da população pobre do município.
Negociante e fazendeiro. Farmacêutico e médico prático, atendeu com esmero aos anseios e angústias dos que o procuravam. Advogado rábula angariou respeito entre seus pares. Sócio de diversas sociedades científicas e literárias do país e do exterior. Como escritor deixou diversas obras para a posteridade, tais como diversos trabalhos jurídicos, relativos às inúmeras causas que patrocinou, bem como diversas descrições do município, e por fim, os “Anais de Santa Luzia”.
Casou com Dona Carolina Rodrigues Barbosa de Melo Álvares, falecida em26/12/1912, ou seja, apenas seis meses após a perda do marido.

Filhos:
4.1.1.1 – Antonia Eufrosina de Melo Álvares, casada que foi com José Francisco de Araújo;
4.1.1.2 – Modesto de Melo Álvares, casado que foi com Elvina de Sousa Vila Real;
4.1.1.3 – Eufrosina de Melo Álvares, casada que foi com José camelo de Mendonça;
4.1.1.4 – Adelaide de Melo Álvares, casada que foi com José Francisco de Melo;
4.1.1.5 – José de Melo Álvares Filho, viúvo em 1912;
4.1.1.6 – Jacinta de Melo Álvares, casada que foi com Abílio de Campos Meireles;
4.1.1.7 – Benedita de Melo Álvares, casada que foi com Urias Pereira do Couto;
4.1.1.8 – Maria Lica de Melo Álvares, solteira em 1912;

4.1.2 - Libania de Melo Álvares que foi casada com Antonio Francisco de Araújo Melo, com numerosa descendência;
4.1.3 - Maria da Soledade e Melo que foi casada com Delfino Machado de Araújo, com descendência;
4.1.4 – Modesto de Melo Álvares, casado que foi com Januária Tereza do Amor Divino, com descendência;
4.2 – Cândida de Melo Álvares, nascida em 16/02/1820 em Luziânia, e falecida em 24/11/1908 em Paracatu; casou em 15/11/1840 em Paracatu com o coronel Domingos Pimentel de Ulhoa, natural dali, aonde nasceu em 27/04/ 1815 e faleceu em 24/02/1893, com quem teve os filhos:
4.2.1 – Adelina Pimentel de Ulhoa, nascida em 1841 e falecida em 1908; foi casada com o Capitão José Gonçalves de Oliveira Vilela em 1860; com descendência;
4.2.2 – Laura Pimentel de Ulhoa, nascida em 1844, e falecida em 1876 no Rio de Janeiro; casada que foi com o Professor Augusto Ferreira dos Reis, nascido em 1840 e falecido em Uberaba em 1900; com descendência no Rio de Janeiro;
4.2.3 – Frederico Cícero Pimentel de Ulhoa, nascido em 1846 e falecido solteiro em 1907;
4.2.4 – Dr. Thomaz Pimentel de Ulhoa, nascido em 1848 e falecido em 1922 no Rio de Janeiro. Foi casado com Luisa Etelvina de Castro, filha de Antonio Jacinto da Silva Botelho, irmão do coronel Fortunato Jacinto Botelho, seu cunhado, e de Ubaldina de Castro Pinheiro, com descendência;
Breve nota biográfica: Após fazer os estudos primários em Paracatu, matriculou-se no seminário de Mariana em 1862, aonde fez grande parte de seus preparatórios, terminando-os no famoso Colégio Vitória no Rio de Janeiro. Completada esta fase, matriculou-se na Faculdade de Medicina da capital em 1867, na qual fez com distinção seu curso médico, formando-se em 1873, defendendo tese sobre Epilepsia.
Após a formatura, retornou para a sua terra natal, aonde permaneceu por espaço de dois anos. Em 1875, resolve transferir para a pujante Uberaba, no Triângulo Mineiro, e lá, viveu grande parte de sua vida. Nesta cidade, exerceu com vigor sua profissão médica, e paralelamente a ela, teve papel preponderante no meio social e político locais, ocupando vários cargos públicos, tais como vereador, delegado de polícia e de higiene etc.; colaborou como jornalista nos jornais locais durante muito tempo; na política, desde o antigo regime monárquico, sempre militou entre os liberais.
 O Dr. Thomaz foi um dos principais colaboradores médicos da Santa Casa de Misericórdia de Uberaba, com sua atenção sempre voltada para as camadas mais pobres da população. Em 1912, com a saúde dando sinais de abalos, muda-se para o Rio de Janeiro, e lá permanece até sua morte. Deixou dois filhos, com descendência.
4.2.5 – Cândida Pimentel de Ulhoa, nascida em 1850 e falecida em 1909; foi casada com o coronel Fortunato Jacinto da Silva Botelho; filhos:
4.2.5.1 – Georgina Ulhoa Botelho, nascida em Araxá em 1873 e falecida em Paracatu em 1888;
4.2.5.2 – Coronel Osório Jacinto da Silva Botelho, com descendência;
4.2.5.3 – Capitão Anísio Jacinto da Silva Botelho, com descendência;
4.2.5.4 – Capitão José Jacinto da Silva Botelho, com descendência;
4.2.5.5 – Anísio Jacinto da Silva Botelho, com descendência;
4.2.5.6 – Coronel Francisco Jacinto da Silva Botelho, com descendência;
4.2.5.7 – Mariana Ulhoa Botelho, com descendência;
4.2.5.8 – Raul Jacinto da Silva Botelho, com descendência;
4.2.5.9 – Maria Ulhoa Botelho, com descendência;
4.2.5.10 – Mário do Nascimento Botelho, com descendência;
4.2.5.11 – Domingos Jacinto Botelho, falecido na infância, 1901;


4.2.6 – Ana Pimentel de Ulhoa, nascida em 1852 e falecida em Uberaba em 1944; foi a segunda esposa do Desembargador Dr. Francisco Manoel Paraíso Cavalcante de Albuquerque, natural de Salvador Bahia, nascido em 1837 e falecido em Uberaba em 1899; com descendência;
4.2.7– Mariana Pimentel de Ulhoa, nascida em 1854 e falecida em 1875, provavelmente de complicações do parto, no Antigo Capão Redondo, sem descendência;
4.2.8– Dr. Duarte Pimentel de Ulhoa, nascido em 1858 e falecido em Uberlândia em 1928, aonde casou com Francisca Dantas Barbosa, natural dali, com descendência; criou e instalou o poder judiciário da então vila de São Pedro de Uberabinha, em 1892, sendo o primeiro Juiz do lugar, permanecendo no cargo até sua morte;
4.3 – Joana de Melo Álvares, falecida em Paracatu em 1896; foi casada com o Alferes Francisco Alves Meireles, nascido em 1807, e já falecido em 1853, natural de Luziânia, filho de Domingos Alves da Costa e de Brígida Alves Meireles; filhos havidos em Paracatu:
4.3.1 – Maria Cândida Alves Meireles, falecida em 11/03/1900. Casou por volta de 1870, com o alagoano de Água Branca, coronel Luiz Viera de Siqueira Torres, filho de Antonio Vieira de Lima e de Gertrudes Senhorinha de Siqueira Torres, também naturais de Água Branca, Alagoas; falecido na sua Fazenda Bolívia, situada no distrito de Rio Preto (atual Unaí) em 19/03/1906; Era sobrinho pelo lado materno, do Barão de Água Branca Joaquim Antonio de Siqueira Torres;
Nota: O coronel Luiz Vieira de Siqueira Torres e seu irmão coronel Antonio de Siqueira Torres, foram herdeiros de seu tio o conego Miguel Arcanjo de Siqueira Torres, vigário geral da freguesia de Santo Antonio da Manga de Paracatu, durante quarenta anos, morto em 1889.

filhos:

4.3.1.1 - Joana Augusta de Siqueira Torres, nascida em 1872; casada que foi com João Macedo; filhos:
4.3.1.1.1 - Raul Torres de Macedo, casado com sua prima Marieta Torres Macedo;
4.3.1.1.2 - Carlos Macedo Torres, casado com Maria Luíza;
4.3.1.1.3 - Elizeu Macedo Torres, casado com Maria de Melo Franco; 
4.3.1.1.4 - João Macedo Torres;
4.3.1.1.5 - José Torres Macedo, casado com Artemísia Macedo;
4.3.1.1.6 - Alexandre Torres Macedo;
4.3.1.1.7 - Luiz Torres Macedo, casado com Aurora Avelino;
4.3.1.1.8 - Jacy Torres Macedo, casado com Rita Roriz;
4.3.1.1.9 - América Torres de Macedo, falecida solteira;
4.3.1.1.10 - Glória Macedo Torres, casada com o major Jeferson Martins Ferreira;
4.3.1.1.11 - Augusta Macedo Torres, casada com Rosalvo Ribeiro;
4.3.1.1.12 - Conceição Macedo Torres, casada com Trajano Neiva;
4.3.1.1.13 - Dália Macedo Torres, casada com Afonso Machado;
4.3.1.1.14 - Agnaldo Macedo Torres, casado com Alvarina Torres;
4.3.1.2 – Pedro de Siqueira Torres, nascido em 1873; foi casado com Júlia Gaya, com quem teve os filhos:
4.3.1.2.1 - Maria Gaya Torres, nascida em 14/12/1917 e falecida em 30/04/2008; casada com José Gonçalves; professora e escritora, publicou livro contando a história da cidade de Unaí e suas famílias pioneiras;
4.3.1.2.2 - Antonieta Gaya Torres casada com Amador Torres; 
4.3.1.3 – Ermelinda de Siqueira Torres, nascida em 1875 e falecida em 24/08/1967; em 1900 casou com Francisco Alberto da Fonseca Lima, nascido em 1877 e falecido em 26/11/1914; filhos:
4.3.1.3.1 - Ester Torres Lima, nascida em 1901 e falecida em 15/11/1989;
4.3.1.3.2 - Celuta Torres Lima, nascida em 1902, casada com Delduque Adjuto Pinheiro;
4.3.1.3.3 - Antonio Torres Lima, nascido em 26/11/1904, casado com Diva Olivieri;
4.3.1.3.4 - Marieta Torres Lima, nascida em 1906, casada com seu primo Raul Torres Macedo;
4.3.1.3.5 - Caetano Torres Lima, nascido em 06/08/1907 e falecido em 20/04/1995, casado com Emília Ferreira Pires Amarante;
4.3.1.3.6 - Luiz Alberto da Fonseca Lima, nascido em 1909 e falecido em 1993, casado com sua prima Rute Lima Botelho, nascida em 1916 e falecida em 1999;
4.3.1.3.7 - Maria de Lourdes Torres Lima, nascida em 1910 e falecida em 2010; foi casada com Joaquim de Almeida, sem descendência;
4.3.1.3.8 - Dolores Torres Lima, nascida em 1912 e falecida em 2010; foi casada com Álvaro Caetano Drummond;
4.3.1.3.9 - Maria Dolores Torres Lima, falecida na infância;
4.3.1.3.10 - Zenih Torres Lima, falecida na infância;
4.3.1.3.11 - Helena Torres Lima, falecida na infância; 
4.3.1.4 – Belisa de Siqueira Torres, nascida em 1875 e falecida em 06/02/1892, solteira;

4.3.1.5 – Genésia Otália de Siqueira Torres, nascida em 1877; casada que foi com Amador de Abreu Castelo Branco; filhos:
4.3.1.5.1 - Melchior Torres de Abreu casado com Inês dos Santos Abreu;
4.3.1.5.2 - Augusta Torres de Abreu casada com Almir Pinheiro Campos;
4.3.1.5.3 - José Torres de Abreu casado com Célia Lima de Abreu;
4.3.1.5.4 - Maria Torres de Abreu casada com Zoé Coutinho Soares;
4.3.1.5.5 - Luis Torres de Abreu casado com Celina Duarte;
4.3.1.5.6 - Marieta Torres de Abreu casada com Sebastião Ferreira de Assis;

 4.3.1.6 – Agenor Torres, nascido em 02/10/1878 e falecido em 1914; jornalista, poeta e fazendeiro; foi casado com Enólia Carneiro de Abreu, falecida em 1910; filha única:

3.1.6.1 - Maria José de Abreu; 

4.3.1.7 – Francisca de Siqueira Torres, nascida em 1881; casada que foi com José Elísio Alves de Sousa Camargo; filhos:
4.3.1.7.1 - Cloves Torres Camargo;
4.3.1.7.2 - Aleixo Torres Camargo casado com Dinorá Costa; deixou descendência em Cristalina, Goiás;
4.3.1.7.3 - Saul Torres Camargo;
4.3.1.7.4 - Alda Torres Camargo;
4.3.1.7.5 - Elza Torres Camargo;
4.3.1.7.6 - Maria José Torres Camargo casada com Antonio de Melo Pádua; deixou descendência em Passos, MG;
4.3.1.7.7 - Violeta Torres Camargo;

4.3.1.8 - Miguel de Siqueira Torres, nascido em 31/08/1883 e falecido quatro dias depois aos 04/09/1883;

4.3.1.8 - Augusta de Siqueira Torres, nascida em 1884; solteira em 1906;

4.3.1.9 – Luíza de Siqueira Torres, nascida em 1886; foi casada com Carlos Teixeira da Silva;
4.3.1.10 – Sócrates Cícero de Siqueira Torres, nascido em 1888; falecido solteiro;
4.3.2 – Francisca Cândida Alves Meireles, nascida em 24/01/1848 em Paracatu; casada com Manoel Ramiro de Melo Albuquerque, nascido em 14/09/1845, filho de Joaquim de Melo Franco e Albuquerque e de Manoela Pacheco de Carvalho, com descendência;
4.3.3 – Capitão Pedro Alves Meireles, nascido em 29/06/1850 em Paracatu; foi casado com Ana Pacheco Roquete Meireles; filhos:
4.3.3.1 - Arquimedes Cândido Meireles;
4.3.3.2 - Wolney Cândido Meireles;
4.3.3.3 - Capitão Jaime Cândido Meireles;
4.3.3.4 - Cândida Meireles;
4.3.3.5 - Artemísia Cândida Meireles.

                 Ascendência de Lázaro de Melo Álvares

*Assento de batismo de Lázaro de Melo Álvares:
Lázaro filho de Manoel Álvares Correia e de Josefa de Melo Machado, nasceu aos vinte e três dias do mês de outubro de mil setecentos e vinte e cinco e foi batizado aos trinta e hum dias do dito mês e era nesta Matriz da Sra. da Estrela donde seus pais são naturais e moradores e fregueses por mim Manoel Roiz de Souza cura desta Matriz e lhe pus os Santos Oleos. Foi padrinho Lázaro Roiz filho família do Dr. Manoel Pacheco de Aragão e de Dona Maria da Câmara, fregueses desta freguesia. Padre Manoel Roiz de Souza.”
1 - Filho de Manoel Álvares Correia, batizado na Matriz da Estrela aos 02/03/1687; aí falecido em 07/12/1744;
 Manoel Álvares Correia foi de filho de Antonio Correia e Maria Álvares, naturais da freguesia da Matriz da Estrela, Vila de Ribeira Grande, aonde casaram em 16/05/1685; Maria Álvares foi batizada na dita Matriz em 15/09/1659;
Linhagem Paterna:
Antonio Correia foi filho de Antonio de Paiva e Maria Correia; não conseguimos avançar nesta ascendência;
Linhagem materna:
Maria Álvares foi filha de Pedro Álvares, nascido em 11/05/1636, e de Maria Dias, nascida em 12/08/1640, na freguesia de Nossa senhora da Estrela da Vila de Ribeira Grande, aonde casaram em 07/12/1658;
Pedro Álvares foi filho de Manoel Pires Fagundes e de Guiomar Álvares, casados na dita Matriz em 09/02/1627;
Manoel Pires Fagundes foi filho de Manoel Pires e de Maria André, enquanto Guiomar Álvares foi filha de Miguel Luís e de Catarina Gomes;
Maria Dias foi filha de Manoel Rodrigues e de Ana George, casados na Matriz da Estrela em 07/01/1632;
Manoel Rodrigues foi filho de Pedro Rodrigues e de Jerônima Rodrigues, enquanto Ana George foi filha Domingos George e de Clara Dias, todos naturais da freguesia da matriz da Estrela.

**Assento de casamento de Manoel Álvares Correia e Josefa de Melo:
“Em os quinze dias do mês de julho de mil setecentos e vinte e dois ... manhã nesta Matriz de Sra. da Estrela, donde os contraentes são naturais e fregueses feitas as denunciações  sem descobrir impedimento algum na forma com o Sagrado Concílio Tridentino como me ... hum aval do corregedor Reverendo Dr. Luiz de Souza Estrela em presença de mim Manoel Roiz de Souza cura desta Matriz sendo também presentes o capitão José Tavares e o Padre Luiz da Costa com palavras de presente Manoel Álvares Correia viúvo de Maria Álvares de Souza sepultada no convento de São Francisco desta Vila Com Josefa de Melo Machada filha de Manoel Martins e de Maria Moreira todos moradores nesta freguesia de Senhora da Estrela donde foram batizados e desobrigados dos preceitos. .. quaresma da era de mil setecentos e vinte e dois e logo lhes dei as bênçãos conforme os ritos e cerimônias da Santa Madre Igreja e para constar etc. O Cura Manoel Roiz de Souza.”
Outros filhos do casal, irmãos de Lázaro de Melo Álvares:
1– Padre José Álvares de Melo, batizado em 18/08/1723 e falecido em Porto Formoso, Ribeira Grande em 12/06/1799;
2– Manoel Álvares de Melo, batizado em 18/01/1730 e falecido solteiro em 26/10/1794;
3 – Maria de Melo, batizada em 26/08/1733, sem mais notícias;
4 – Francisca do Rosário, batizada em 10/11/1736, ainda vivia em 1800;
5 – Clara de São José, batizada em 08/08/1740, ainda vivia em 1800;

2 - E de Josefa de Melo Machado, batizada aos 17 dias de outubro de 1698, na matriz da Estrela, vila de Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, Açores. Faleceu ela aos dezesseis dias do mês outubro de 1760.

Transcrição de seu batismo: “Aos dezassete dias do mês de Outubro de mil seiscentos e noventa e outo anos baptizei a Josepha fa­ de Manoel Martins e de sua mulher Maria Moreira foi padrinho João da Silva era ut supra O cura Mathias Nunes.”

Filha de Manoel Martins Machado e de Maria Moreira, ambos naturais da Matriz da Estrela de Ribeira Grande, casados aos 28 dias do mês de novembro de 1685, na dita Matriz da Estrela. Nasceu Manoel Martins em 26/02/1668 e faleceu aos 11/08/1731; nasceu Maria Moreira em 09/08/1670 e faleceu aos 14/07/1730;
Linhagem paterna:
Manoel Martins era filho de Gonçalo Fernandes e de Maria Martins, casados na Matriz da Estrela em 14/07/1658; neto paterno de Domingos Barreiros, natural de São Roque de Rosto do Cão, Ponta Delgada, e de Luisa Machado, da Vila de Ribeira Grande; neto materno de Manoel Martins Cabaço e de Luísa Gonçalves, naturais da vila de Ribeira Grande;
Linhagem materna:
Maria Moreira foi filha de Domingos Fernandes e de Bárbara Moreira, casados na Matriz da Estrela em 13/06/1668; neta paterna de Sebastião Fernandes e de Bárbara Fernandes; e materna de Manoel Dias e de Maria Álvares, todos naturais da dita freguesia da Matriz da Estrela da Vila de Ribeira Grande.
Fontes:

Primárias
1– Livros paroquiais da Matriz da Estrela, Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, disponíveis online no site Cultura Açores;
2 - Livros paroquiais da matriz de Santa Luzia, batismos, 17661 - 1775;
3 - Inventário do vigário Miguel Arcanjo de Siqueira Torres, 1889, sob a guarda do Arquivo Público de Paracatu;
4 - Inventário do coronel Luiz Vieira de Siqueira Torres, 1906, sob a guarda do Arquivo Público de Paracatu;
Secundárias
5 - Hemeroteca da Biblioteca Nacional do Brasil, jornal " Planalto"- 1910/1916, editado em Luziânia, Goiás;

6 - Bertram, Paulo – História da terra e do homem no Planalto Central, Brasília, editora Verano, 2000;
4 – Arquivo do autor.





Postagens mais visitadas

SÉRIE - PIONEIROS DO ARRAIAL DO OURO 18 - NETTO SIQUEIRA

Por José Aluísio Botelho Eduardo Rocha
A família Netto de Siqueira iniciada nos primórdios do arraial de Paracatu, derivam pela linha materna dos Netto Carneiro Leão, e que exemplifica o caldeamento racial na Paracatu colonial, ou seja, a união entre o branco europeu e o negro africano. Como dito acima, são aparentados dos Netto Carneiro Leão, descendentes do português Antonio Netto Carneiro Leão, que teve a filha natural Maria Netto Carneiro Leão com uma ex-escrava, alforriada por ele, como veremos adiante (imagem de batismo de Antonia), que, por dedução, de acordo com a idades dos filhos, deve ter nascido nas primeiras décadas da povoação, por volta de 1755, pouco mais ou menos, e portanto antes do casamento legítimo do capitão Antonio Netto Carneiro Leão com Ana Maria Lemes.
                      O CASAL TRONCO E SUA DESCENDÊNCIA
1. Maurício Tavares de Siqueira, filho natural de Joaquim Tavares de Siqueira e de Joana da Costa, preta mina, nascido na fazenda dos Quirinos, ribeira do Ri…

PIONEIROS DO ARRAIAL DO OURO 21 - BARBOSA DE BRITO

POR JOSÉ ALUÍSIO BOTELHO
EDUARDO ROCHA


Fato relevante: localizamos o testamento do capitão José Barbosa de Brito no Arquivo Municipal de Paracatu - ele testou aos 27 dias do mês (ilegível) de 1771. Na ocasião sua mulher já era falecida: "missa pela alma de minha mulher Agostinha da Costa Silva."Abaixo faremos algumas correções e acréscimos que achamos necessários à luz do novo documento.


José Barbosa de Brito. Em um documento datado de 1763, por nós compulsado, em que ele aparece como testemunha, está descrito: “José Barbosa de Brito, homem branco, casado, morador neste arraial de Paracatu, que vive de suas minas, natural da cidade de Braga, com idade de 60 anos, pouco mais, pouco menos.” Portanto, nascido por volta de 1703, em Braga, norte de Portugal. No seu testamento, ele declara ser natural da freguesia de São Vítor, Campo de Santana, cidade de Braga, filho legítimo de Manoel Barbosa e de Jerônima de Brito. Localizamos seu assento de batismo realizado aos 07/10/1703, vide …

LENDAS DO BRASIL CENTRAL 1 - CRÔNICAS INÉDITAS DE OLYMPIO GONZAGA

Por José Aluísio Botelho



Resgatamos, após minuciosas pesquisas, alguns escritos de Olympio Gonzaga que se encontravam desaparecidos, dentre eles, crônicas que escreveu para seu livro não editado, Lendas do Brasil Central, transcritas na grafia original, tal como ele as concebeu, sem correções ortográficas e gramaticais, para que nossos leitores avaliem a qualidade dos textos e sua importância para a história de Paracatu.
Sobre o autor: Olympio Gonzaga foi um homem inquieto, preocupado em resgatar a história de Paracatu, através de texto históricos, crônicas, narrativas de acontecimentos verídicos (como o caso dos jagunços do vale do Urucuia em 1926), seja através de registros fotográficos. Autodidata no campo da história, com formação escolar deficiente, tinha enorme dificuldade na interpretação de textos, as vezes se confundindo com as informações obtidas, falta de didatização em seus textos, bem como apresentava dificuldades no manejo da língua portuguesa. Mas, isto não importa, até …

TEXTOS INÉDITOS DE OLYMPIO GONZAGA - PRIMEIRA PARTE

Por José Aluísio Botelho

Olympio Gonzaga e o Mimeógrafo (lembram-se dele?, ancestral das impressoras modernas)

Olympio Gonzaga foi professor primário por longos anos, coletor federal, jornalista, fotógrafo, escritor, e por último comerciante: foi proprietário de um Armazém de secos e molhados (como se dizia à época) em Paracatu: no seu estabelecimento comercial vendia-se de tudo, desde um simples urinol até, eventualmente, automóveis.
Lá instalou seu mimeógrafo, com o qual prestava serviços à comunidade a preços módicos, inclusive cópias de seus escritos.

Fonte: Afonso Arinos na intimidade, Biblioteca Nacional do Brasil, divisão de manuscritos.

A seguir, alguns destes textos:

1) Reclame.



2) Biografia do Dr. Afrânio de Melo Franco, seu protetor político, a quem professava profunda admiração. 

HISTÓRIA A CONTA-GOTAS - JOSEFA MARIA COURÁ

PELA TRANSCRIÇÃO JOSÉ ALUÍSIO BOTELHO

DE ESCRAVAS À SINHÁS - JOSEFA MARIA E ROSA: NA ROTA DO DIVINO Texto de LUIZ MOTT, Antropólogo, professor da Universidade Federal da Bahia.
JOSEFA MARIA ficou na história através de um sumário de culpas que localizei na Torre do Tombo intitulado: “Para se proceder contra as feiticeiras”. Esta negra fora acusada de ser a líder e a proprietária de uma casa de cultos nas Minas de Paracatu (hoje a 200 quilômetros de Brasília), onde se realizava a Dança de Tunda, também chamada Acotundá, um ritual de louvor ao Deus da nação Courá. Segundo depoimento de algumas testemunhas que participaram de tais cerimônias, o ídolo venerado era representado “por um boneco de barro com cabeça e nariz à imitação do Diabo, espetado em uma ponta de ferro, com uma capa de pano branco, colocado no meio da casa em um tapete, com umas frigideiras em roda, e dentro delas, umas ervas cozidas e cruas, búzios, dinheiro da Costa, uma galinha morta, uma panela com feijão, moringas de á…

GENEALOGIA A CONTA-GOTAS - PIRES DE ALMEIDA LARA

Por Eduardo Rocha José Aluísio Botelho
Os Pires Almeida Lara do arraial das Minas do Paracatu tem origem em São Paulo, que de lá acorreram em busca do ouro. Os Pires e Almeidas vieram de Portugal, enquanto os Lara tem origem em Diogo de Lara, vindo de Zamora, reino de Castela no início do século dezessete. Em Paracatu encontramos um tronco desta família, porém não foi possível estabelecer, por falta de documentos, a vinculação parental, assim como se legítimos ou bastardos. Família miscigenada, esse ramo dos Pires de Almeida Lara começa com: 1- Apolinário Pires de Almeida Lara, falecido em 01-01-1851; casado com Ana Soares Rodrigues, falecida em 03-08-1862. Residentes na Rua do Calvário.
Inventário: 2ª Vara cx. 1862.

Filhos:

1-1 Félix Pires de Almeida Lara, falecido por volta de 1895; casado com Joana Cardoso do Rego, falecida por volta de 1895.

Inventário: 2ª Vara cx. 1919.

" Aos vinte e sete de dezembro de mil oito centos e trinta e seis, nesta frequesia de Santo Antonio da Manga …