Pular para o conteúdo principal

O CAPITÃO MANOEL PINTO BROCHADO E SEUS DESCENDENTES (Para Paulo Brochado - in memorian)


                                                                         
 JOSÉ ALUÍSIO BOTELHO e                                                                
EDUARDO ROCHA                   
                                                                      
O DISTRITO DE RIO PRETO
A povoação do Rio Preto era antiga. Denominada de Ribeira do

Rio Preto, situada em torno da capela do Boqueirão, onde os
padres vindos do arraial e depois vila de Paracatu em desobriga, realizavam os batismos e casamentos dos moradores da região. A
concessão de sesmarias na região do Rio Preto iniciou-se certamente mais ao norte, na confluência do dito rio com seu caudatário, o Rio Paracatu e deste até a sua foz no Rio São Francisco, cujos sesmeiros oriundos do julgado de São Romão e da Bahia, lá se estabeleceram com a criação de gado de forma extensiva. Há notícias nos registros paroquiais de Paracatu, datados de 1765, de fazendas com denominações de Rio Preto: Santo Antonio do Rio Preto, Tapera do Rio Preto, Brejo do Rio Preto etc; há também referência a um sítio do Capim Branco, em um assento de batismo de escravo, datado de 1765, nascido no dito lugar, ribeira do Rio Preto. Exemplos de grandes fazendas já edificadas, focada na criação de gado, situada mais ao norte, como já foi dito acima, cita-se a fazenda “Gado Bravo” que em 1780 foi à praça pública, sendo arrematada com 1000 cabeças de gado e ficava situada na hoje região de Arinos. Além dela, encontramos nos registros paroquiais duas outras grandes sesmarias, a fazenda Tamboril e São Vicente do Urucuia.
Clique na imagem abaixo para adquirir o livro na Amazon.com








Comentários

Postagens mais visitadas

FRAGMENTOS DE GENEALOGIAS

Por José Aluísio Botelho Diante da falta quase completa de documentos primários, reunimos indivíduos que viveram nos tempos do arraial e da vila, e que carregavam os sobrenomes transmitidos a descendência, abaixo assinalados: OS LOPES DE OLIVEIRA Nos tempos de arraial Inicia-se a família Lopes de Oliveira, com a presença de Manoel Lopes de Oliveira, já miscigenad a, com a união de Manoel Lopes de Oliveira com Catarina, negra mina; o casal teve um filho nascido nas Minas do Paracatu, que descobrimos: Antônio Lopes de Oliveira, que com Marcelina Ribeira, filha de Francisco Vaz Salgado, natural do Porto, Portugal e de Maria Ribeira, negra mina, continuaram o processo de caldeamento da família com o nascimento de seus filhos; Descobrimos dois filhos nos assentos de batismos do arraial: 1 Tereza, nascida em 18/6/1774 e batizada aos 26 do dito mês e ano; Tereza Lopes de Oliveira, casada ca. 1787 com Custódio Pinto Brandão, com registro de provisão de casamento no Ca...

FAMÍLIA CASADO DE LIMA

Por José Aluísio Botelho APORTES AO LIVRO “DESBRAVADORES DA CAPITANIA DE PERNAMBUCO, SEUS DESCENDENTES, SUAS SESMARIAS”, DE ZILDA FONSECA, CAPÍTULO IX – FRANCISCO CASADO DA FONSECA A pesquisadora Zilda Fonseca, em seu livro acima nomeado, faz um profundo estudo de tradicionais famílias pernambucanas, a partir de sua ascendência paterna e materna, desde o início do povoamento da capitania de Pernambuco, e retrocedendo aos seus ancestrais portugueses. Nosso estudo está baseado em algumas lacunas e dúvidas deixadas por ela em trabalho de mais de 50 anos de pesquisas, sobre o parentesco de pessoas relacionadas direta e indiretamente na cadeia genealógica de descendentes. O que vem demonstrar as enormes dificuldades dos pesquisadores em história e genealogia, principalmente no tocante as fontes primárias, seja pelo sumiço de documentos, sejam pelo mal estado de conservação dos mesmos, notadamente dos livros paroquiais. Este artigo pretende contribuir com algumas des...

GUARDA-MOR JOSÉ RODRIGUES FRÓES

Por José Aluísio Botelho             INTRODUÇÃO  Esse vulto que tamanho destaque merece na história de Paracatu e de  Minas Gerais , ainda precisa ser mais bem estudado. O que se sabe é que habilitou de genere em 1747 (o processo de Aplicação Sacerdotal se encontra arquivado na Arquidiocese de São Paulo ), quando ainda era morador nas Minas do Paracatu, e embora fosse comum aos padres de seu tempo, aprece que não deixou descendentes*. Que ele foi o descobridor das minas do córrego Rico e fundador do primitivo arraial de São Luiz e Santana das Minas do Paracatu , não resta nenhuma dúvida. De suas narrativas deduz-se também, que decepcionado com a produtividade das datas minerais que ele escolheu, por direito, para explorar, abandonou sua criatura e acompanhou os irmãos Caldeira Brandt , que tinham assumido através de arrematação o 3º contrato de diamantes, rumo ao distrito diamantino . Documento de prova GENEALOGIA  Fróis/F...

ÍNDICE DA SÉRIE 1811 - VILA DE PARACATU DO PRÍNCIPE

Por José Aluísio Botelho Índice da Série: Os Antigos Moradores de Paracatu – Arruamento Completo de 1811 Bem-vindo(a) à série completa do Arruamento da Vila de Paracatu do Príncipe , transcrito diretamente do documento original de 1º de abril de 1811 , preservado no Arquivo Público Municipal de Paracatu. Aqui você encontra todas as ruas, largos, becos, travessas, chácaras e arraiais da vila com os nomes dos moradores, proprietários e valores dos imóveis da época. São mais de 400 registros que ajudam a reconstruir a Paracatu colonial. Você, caro leitor, certamente irá encontrar seus antepassados que lá viveram há duzentos anos. Clique nos títulos abaixo para acessar cada página: Post 1 -  Os Antigos Moradores de Paracatu: Arruamento Completo das Ruas em 1811: RUA DIREITA (Série - Post 1) A rua principal da vila colonial e sua lista completa de moradores. Post 2 –  Os Antigos Moradores de Paracatu: Arruamento Completo das Ruas em 1811: RUA DAS FLORES (Série – Post 2) Origem do ...

ACHEGAS AS "MEMÓRIAS GENEALÓGICAS E HISTÓRICAS DA FAMÍLIA CALDEIRA BRANT"

Por José Aluísio Botelho Pedro Caldeira Brant, conde de Iguaçu (leia sobre ele in fine), escreveu na segunda metade do século XIX, obra manuscrita até hoje não publicada, intitulada “Memórias Genealógicas e Históricas da Família Caldeira Brant e Outras Transcripcõens e Originaes”, em que descreve a genealogia e a história da família desde sua origem na Bélgica no século XIV, passando por Portugal até chegar no Brasil em fins do século dezessete, início do dezoito. O conde linhagista em seu códice, teve o cuidado de fazer transparecer a verdade genealógica em s uas pesquisas: discorre sobre a origem dos Van Brant em Anvers (francês) = Antuérpia, baseada em fontes secundárias, faz conjecturas acerca do nome Van Brant em analogia aos duques de Brabant e a possível origem bastarda, ilegítima dos Brant . Com breves referências sobre o tronco português, passa ao Brasil, aonde aprofunda as investig ações de seu ramo genealógico paterno , bem com o dá ênfase à s suas orig...

SÉRIE - PIONEIROS DO ARRAIAL DO OURO 3: OS SILVA CANEDO

JOSÉ ALUÍSIO BOTELHO EDUARDO ROCHA MAURO CÉSAR DA SILVA NEIVA                                Originários da freguesia de Canedo, Concelho de Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro, região Metropolitana do Porto.  Família iniciada em Paracatu com o casamento do hábil advogado português, Capitão José da Silva Canedo e dona Angélica Neto Carneiro Leão ou Angélica Neto da Silva, nascida em Paracatu, filha do pioneiro Antonio Neto Carneiro Leão e de dona Ana Maria Leme. Não sabemos precisar a data do enlace matrimonial, que acreditamos ter se dado por volta de 1780/81.  Provisão de casamento - 1781   V ários descendentes da família alcançaram projeção no império e na república; uns foram agraciados com títulos de nobreza, outros fizeram carreira no poder judiciário, exercendo cargos de juízes e desembargadores, outros na política tanto local, quanto nacional. O Capitão Jo...