Pular para o conteúdo principal

TRONCOS PIONEIROS - SOUSA DIAS

 

Por José Aluísio Botelho

Eduardo Rocha

Em 1756 um certo João de Sousa Dias mantinha um estabelecimento comercial no então arraial de São Luiz e Santana de Paracatu e era considerado um dos homens ricos da povoação. Certamente seu sobrenome perpetuou na região do vale do Paracatu, dando origem a outros troncos familiares, como os Sousa Mundim, pelo lado materno. É característico em Paracatu a dissipação rápida das “fortunas” amealhadas na época da mineração, como ocorreu com esta família pioneira; e para não fugir à regra, tornou-se pelas uniões subsequentes, totalmente miscigenada.

1 Tenente João de Sousa Dias, casado em 1.ª pcias com Tomásia Ribeiro. Em 1805, declara ter 45 anos, em estado de viúvo e exercia o ofício de ferreiro.

Filhos:

1.1 Antônio de Sousa Dias, 34 anos; falecido em 6/5/1848. Casado com Maria Rodrigues Ferreira.

Filhos:

1.1.1 Amâncio de Sousa Dias, 24 anos; casou-se com Maria do Espírito
Santo (Inhá), irmã de Fernando Caetano de Sousa.

Filhos descobertos:

1.1.1.1 Antônio de Sousa Dias; casou em 29/6/1912 com Francisca Caetano de Sousa, filha de Fernando Caetano de Sousa e Joana Neto Siqueira;

1.1.1.2 Pedro de Sousa Dias, falecido em 20/1/1924; casou duas vezes: primeira vez com Caetana Gonçalves de Carvalho, falecida em 21/4/1910. Segunda vez casou em 8/6/1912 com Olegária Monteiro dos Santos, filha legítima de Antônio Monteiro dos Santos e Patrocínia Pinto Rabelo. 

Bens de raiz: uma casa na rua do Sacramento; partes nas fazendas Capão do Iphan e Leitão.

Filhos do 1.º leito:

1.1.1.2.1 Oscar de Sousa Dias, 22 anos;
1.1.1.2.2 Genésia de Sousa Dias, 18 anos;
1.1.1.2.3 Joel de Sousa Dias, 16 anos.

Filhos do segundo leito:

1.1.1.2.4 Daniel de Sousa Dias, 9 anos;
1.1.1.2.5 José de Sousa Dias, 7 anos; foi casado com Nilda Canedo;
1.1.1.2.6 Raul de Sousa Dias, 4 anos;
1.1.1.2.7 Júlia de Sousa Dias, 2 anos;
1.1.1.3 João de Sousa Dias, nascido em 18/4/1886;
1.1.2 Luíza de Sousa Dias, 22 anos; casada em 15/11/1855 com Jerônimo Gonçalves de Carvalho, filho legítimo de Severino Gonçalves de Carvalho e Ana de Sousa Tavares;

1.1.3 Cristina de Sousa Dias, 18 anos;

1.2 Bernarda de Sousa Dias, falecida, com descendência;
1.3 José de Sousa Dias, 30 anos;
1.4 Rosa de Sousa Dias, 28 anos;
1.5 Tereza de Sousa Dias, 25 anos; foi casada com Francisco Martins;
1.6 Maria de Sousa Dias, 23 anos; foi casada com Antônio Rodrigues;

Casado em 2.ª núpcias com Isabel Batista da Silva.

Filhos:

1.7 Joaquina de Sousa Dias casada com Antônio Martins;

1.8 Lúcia de Sousa Dias casada com Mathias Lourenço Mundim, falecido em 

8/12/1834; filho legítimo de Joaquim Lourenço Mundim e Perpetua Leocádia Pereira de 

Barros.

Filhos:

1.8.1 Maria, 7 anos;

1.8.2 Elias de Sousa Mundim, 5 anos; casou duas vezes:

1.º matrimônio em 29/4/1855 com Maria Leocádia da Conceição, filha natural de Francisca Pereira Cidade.

2.º matrimônio em 15/1/1870 com Maria Emília de Carvalho, filha legítima de Eustáquio Joaquim de Carvalho e Luíza Francisco Pires.

1.8.3 Joaquim, 4 anos;

1.8.4 Bento, 10 meses; Bento de Sousa Mundim ou Bento Pereira Mundim, casado em 5/10/1854 com Claudiana Pereira da Silva, filha natural de Francisca Pereira Cidade.

Filha descoberta:

1.8.4.1 Júlia Pereira Mundim, casada em 5/1871 com Anacleto Pereira de Lacerda, 21 anos, sapateiro, filho legítimo de Francisco Pereira Lacerda e Maria da Cunha Parente.

Lúcia de Sousa Dias no estado de viúva, teve os filhos descobertos:

1.8.5 Modesto de Sousa Dias, nascido em 1839 e falecido em 1881, afogado no rio Santa Izabel; foi casado com Cristina de Sousa Dias; filho descoberto:

1.8.5.1 Bernardo de Sousa Dias, casado em 24/6/1897 com Tomásia de Aquino e Moura, filha de Tomás de Aquino e Moura e de Jacinta Joaquina de Moura;

1.8.6 Bernardo de Sousa Dias, nascido em 1843;

1.9 Joana de Sousa Dias casada com Benedito de Castro Guimarães;

1.10 Bento de Sousa Dias, 13 anos;

1.11 Cassimiro, 12 anos, nascido em 4/3/1814;

1.11 Cipriana de Sousa Dias, 10 anos; casou em 8/10/1854 com José Mathias ou Martins, filho de Antônio Mathias ou Martins e de Ricarda da Cruz; filho descoberto:

1.11.1 Hilário Martins Ferreira, casado em 2/9/1870 com Maria das Neves Silva, filha natural de Antônia Francisca da Silva;

1.12 Joana de Sousa Dias, 6 anos;

1.13 Dionísia de Sousa Dias, 5 anos.

Sousa Dias urucuianos (Morrinhos, atual Arinos, MG)

1 João de Sousa Dias, falecido em 4/1835; senhor e possuidor da fazenda Santa Cruz, arraial de Nossa Senhora da Conceição dos Morrinhos. Foi casado com Antônia Maria da Paixão.

Filhos:

1.1 Thomaz de Sousa Dias, 39 anos casado. Natural da Vila de São Romão, nascido em 1800, pouco menos, e falecido em 11/1866; proprietário da fazenda Tabocas, distrito de Morrinhos. Em concubinato com Quirina Ribeiro da Silva. 

Filhos:

1.1.1 Mathias, faleceu antes do testador;

1.1.2 Sancha de Sousa Dias, 16 anos;

1.1.3 Joana de Sousa Dias, 14 anos;

1.2 Escolástica de Sousa Dias, 30 anos, casada com Joaquim José de Almeida; filhos em 1837:

1.2.1 Sebastião José, 12 anos;

1.2.2 Antônio José, 9 anos;

1.2.3 Umbelina, 8 anos;

1.2.4 N José, 4 anos;

1.2.5 Luceta(?), 2 anos;

1.2.6 Joaquim, 1 ano;

1.3 José de Sousa Dias, 25 anos; foi casado com Maximiana Ribeiro de Paiva; filhos em 

1839:

1.3.1 Paulina Ribeiro de Paiva, 8 anos;;

1.3.2 Ângelo de Sousa Dias, 6 anos;

1.3.3 Grisoquino de Sousa Dias, 4 anos;

1.3.4 Carolina Sousa Dias, 2 anos;

1.3.5 Ezequiel de Sousa Dias, 1 ano;

1.4 Romualdo de Sousa Dias, 22 anos;

1.5 Honória de Sousa Dias, 18 anos, casada com Domingos Pereira Soares;

1.6 Adrião de Sousa Dias, 15 anos;

1.7 Felisberto de Sousa Dias, 12 anos;

1.8 Jeronimo de Sousa Dias, falecido em 2/1828; foi casado com Ana Maria dos Prazeres, 34 anos em 1839; moradores na fazenda Gameleira.

Filhos:

1.8.1 Diogo, 11 anos;

1.8.2 Maria, 9 anos;

Sousa Dias, negros:

Vitorino de Sousa Dias, crioulo forro, falecido em 06/10/1816. Natural da freguesia de Santo Antônio da Manga Vila do Paracatu Bispado de Pernambuco, filho natural de Ana de Sousa Dias e pai encoberto. Casado em primeiras núpcias com Plácida de Matos Lima, filha legítima de Ramiro de Matos Lima e de Mônica Dias de Resende. Filha deste matrimônio:

1 Eufemia de Sousa Dias, com 8 anos em 1816.

Casou segunda vez com Jerônima de Sousa Dias, crioula forra, sem filhos.

Fontes:

1 Arquivo Público de Paracatu

Inventário: 2ª vara caixa 1826/1827.

Inventario: 2.ª vara 1850.

Inventário 1.ª vara I-35:

inventário 2.ª vara caixa 1826/1827.

Inventário: 2.ª vara 1835/1836.

Inventário: 2.ª vara caixa 1866.

Inventário 2.ª vara caixa 1836/1836.

Inventário: 2.ª vara caixa 1815/1816.

2 Arquivo Público Mineiro

Lista nominativa do censo de Morrinhos e Buritis (1837/39).












Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas

DONA BEJA E AS DUAS MORTES DE MANOEL FERNANDES DE SAMPAIO

Por José Aluísio Botelho A história que contaremos é baseada em fatos, extraídos de um documento oficial relativo a um processo criminal que trata de um assassinato ocorrido na vila de Araxá em 1836. O crime repercutiu no parlamento do império no Rio de Janeiro, provocando debates acalorados entre os opositores do deputado e ex-ministro da justiça, cunhado do acusado, como se verá adiante. Muitos podem perguntar porque um blog especializado em genealogia paracatuense, está a publicar uma crônica fora do contexto? A publicação deste texto no blog se dá por dois motivos relevantes: primeiro, pela importância do documento, ora localizado, para a história de Araxá como contraponto a uma colossal obra de ficção sobre a personagem e o mito Dona Beja, que ultrapassou suas fronteiras se tornando de conhecimento nacional. Em segundo lugar, porque um dos protagonistas de toda a trama na vida real era natural de Paracatu, e, portanto, de interesse para a genealogia paracatuense, membr...

NETOS DE DONA BEJA - BATISMOS

Por José Aluísio Botelho Disponibilizamos as imagens de assentos de batismos de três netos de Dona Beja, acrescidos dos outros netos, bem como parte da descendência, de acordo com os documentos localizados, filhos de Joana de Deus de São José e do coronel Clementino Martins Borges. Nota: nada se sabe acerca da ascendência de Clementino Martins Borges, embora seu sobrenome é largamente difundido na região do triangulo mineiro e alto paranaíba. Sabe-se que ele faleceu em Estrela do Sul em novembro de 1910 em avançada idade. Alguém tem alguma pista? Batismo de Joana de Deus: "Aos 14 dias domes de Julho de 1838 o Rdo. Pe. José Ferreira Estrella Baptizou solenemente aingnocente Joanna, fa. natural de Anna Jacinta de Sam Jose forão P.P. o coronel João Jose Carneiro de Mendonça e o Alferes Joaquim Ribeiro da Silva epara constar mandei fazer este acento eque assigno. Araxa era supra".  Fonte: Revista O Trem da História, edição 49. Nota: os outros netos de Beja, filhos de Tereza T...

DONA BEJA E O TESTAMENTO DO PADRE

Por José Aluísio Botelho O vigário Francisco José da Silva foi um padre típico do sertão mineiro: fazendeiro abastado, político influente, e mulherengo, como quase todos os padres de seu tempo. Teve participação decisiva na evolução político-administrativo e social da Araxá na época em que lá viveu, entre 1815 e 1845, ano de seu falecimento. Participou, mesmo que discretamente, da Revolução Liberal em Araxá, apoiando seus sobrinhos liberais, liderados pelo coronel Fortunato José da Silva Botelho, no embate político que se travava em Minas nos anos de 1842.  Para saber mais: clique na imagem abaixo para adquirir o livro na Amazon.com Clique aqui para visualizar uma prévia do livro.

FILHA DE DONA BEJA - EDITAL DE PROCLAMAS

NOTÍCIA DE JORNAL PUBLICADO PELO JORNAL ASTRO DE MINAS, EDITADO EM SÃO JOÃO DEL REI -  24 de janeiro 1832, nº650 NOTAS EXPLICATIVAS: 1 - JOSÉ DA SILVA BOTELHO ERA IRMÃO DO VIGÁRIO FRANCISCO JOSÉ DA SILVA. PORTANTO, OS NOIVOS ERAM PRIMOS; 2 - A MÃE DA NOIVA, ANA JACINTA DE SÃO JOSÉ, ERA A LENDÁRIA DONA BEJA DE ARAXÁ; 3 -  JOSÉ DA SILVA BOTELHO FOI O AVÔ AVOENGO DOS BOTELHOS DE PARACATU; 4 - O COMENTÁRIO ABAIXO REFLETIA A OPINIÃO DO EDITOR DO JORNAL; FONTE: EXTRAÍDO DE IMAGEM DIGITALIZADA DO JORNAL DE PROPRIEDADE DA HEMEROTECA DIGITAL DA BIBLIOTECA NACIONAL DO BRASIL.

FRAGMENTOS DE GENEALOGIAS

Por José Aluísio Botelho Diante da falta quase completa de documentos primários, reunimos indivíduos que viveram nos tempos do arraial e da vila, e que carregavam os sobrenomes transmitidos a descendência, abaixo assinalados: OS LOPES DE OLIVEIRA Nos tempos de arraial Inicia-se a família Lopes de Oliveira, com a presença de Manoel Lopes de Oliveira, já miscigenad a, com a união de Manoel Lopes de Oliveira com Catarina, negra mina; o casal teve um filho nascido nas Minas do Paracatu, que descobrimos: Antônio Lopes de Oliveira, que com Marcelina Ribeira, filha de Francisco Vaz Salgado, natural do Porto, Portugal e de Maria Ribeira, negra mina, continuaram o processo de caldeamento da família com o nascimento de seus filhos; Descobrimos dois filhos nos assentos de batismos do arraial: 1 Tereza, nascida em 18/6/1774 e batizada aos 26 do dito mês e ano; Tereza Lopes de Oliveira, casada ca. 1787 com Custódio Pinto Brandão, com registro de provisão de casamento no Ca...

GUARDA-MOR JOSÉ RODRIGUES FRÓES

Por José Aluísio Botelho             INTRODUÇÃO  Esse vulto que tamanho destaque merece na história de Paracatu e de  Minas Gerais , ainda precisa ser mais bem estudado. O que se sabe é que habilitou de genere em 1747 (o processo de Aplicação Sacerdotal se encontra arquivado na Arquidiocese de São Paulo ), quando ainda era morador nas Minas do Paracatu, e embora fosse comum aos padres de seu tempo, aprece que não deixou descendentes*. Que ele foi o descobridor das minas do córrego Rico e fundador do primitivo arraial de São Luiz e Santana das Minas do Paracatu , não resta nenhuma dúvida. De suas narrativas deduz-se também, que decepcionado com a produtividade das datas minerais que ele escolheu, por direito, para explorar, abandonou sua criatura e acompanhou os irmãos Caldeira Brandt , que tinham assumido através de arrematação o 3º contrato de diamantes, rumo ao distrito diamantino . Documento de prova GENEALOGIA  Fróis/F...