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REZENDE COSTA: TRONCO PARACATUENSE

O tronco dos Rezende Costa iniciou em Paracatu, a partir do casamento realizdo na Matriz de Santo Antonio da Manga de Paracatu em 05/08/1834, entre o Major José de Rezende Costa, natural de Araxá, e sua prima dona Josefa Emília Carneiro de Rezende, natural de Paracatu, filha de Manoel Carneiro de Mendonça e de D. Victória Baptista Roquete Franco. O major José de Rezende Costa era filho de Antonio da Costa Pereira, natural do arraial da Lage, termo da Vila de São José, hoje Tiradentes, e de Anna Luisa de Jesus, natural de São José Del Rei, hoje Tiradentes. *Neto paterno de José de Rezende Costa, inconfidente (essa ascendência não é fidedigna, à falta de documentos probatórios e conflitos de datas, e pode ser um blefe genealógico), e trineto (sic) de outro José de Rezende Costa, natural de Prados, Mg, também inconfidente, e de Anna Alves Preto, natural dos Açores(* obs: esta ascendência foi transcrita da obra do genealogista Arthur Vieira de Rezende - Genealogia Mineira). Neto materno de Bento Carneiro de Mendonça e de Úrsula Maria da Cunha, naturais de São José, Bispado de Mariana, e moradores na Vila de São Domingos de Araxá. 
Nota: na lista nominativa do Censo de 1831/1832 da Vila de Araxá encontramos o casal Antonio da Costa Pereira e Anna Luiza de Jesus, moradores no fogo/casa 201, em que se declara ele ser branco, lavrador e negociante, com a idade de 56 anos; e ela, branca, 44 anos, do lar. À época, vivia com o casal os filhos menores, irmãos inteiros do Major José de Rezende Costa:
1 - Pedro, de 14 anos de idade;
2 - Maria, com 11 anos de idade;
3 - Antonio, com 10 anos de idade;
4 - Manoel, com 6 anos de idade; viveu em Paracatu algum tempo, radicando-se definitivamente em Estrela do Sul, MG; casado com Ana Porfíria de Rezende.
 
 
   Casamento do Major José de Resende Costa



ASCENDÊNCIA PATERNA DO MAJOR JO DE REZENDE COSTA (Atualização em 04/06/2016)



Acreditamos em tese, ser esta a verdadeira ascendência do major José de Rezende Costa, pelo seu pai Antonio da Costa Pereira (vide assento de casamento acima):


Antonio da Costa Pereira, nasceu no arraial da Lage, hoje Rezende Costa, em 1776; foi batizado no mesmo ano, em 28/02/1776.
Transcrição: São José Del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos – aos 28-02-1776 Lage, Antonio, f.l. Antonio da Costa Pereira e Ana Joaquina de Rezende, padrinhos: Antonio Nunes de Rezende e Ana Luíza de Mesquita mulher de João da Costa. Ascendência de Antonio da Costa Pereira:
Filho portanto de outro Antonio da Costa Pereira, natural da vila de São José, atual Tiradentes; neto de João da Costa Pereira natural de São Salvador de Cabreiro, Termo de Arcos Arcebispado de Braga, Portugal, e sua primeira mulher Antonia Pereira de Alvarenga; neto paterno de Pedro da Costa e Feliciana da Costa; neto materno de Pedro Xavier e Luzia Bicuda de Alvarenga.
E de Ana Joaquina de Rezende, nascida no arraial de Lage e batizada na capela do mesmo lugar: São José Del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 09-10-1758 Lage, Ana, filha de Antonio Nunes de Resende e Maria Pedrosa, padrinhos: Joseph Antonio da Silva, da freguesia dos Prados e Ana Alvares, mulher de Joseph de Resende Costa.
Transcrição - casamento:
São José Del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, Livro Suplementos,  em Fevereiro do ano de 1774 capela da Lage, Antonio da Costa Pereira, filho João da Costa Pereira e Antonia Pereira de Alvarenga = cc Ana Joaquina de Rezende, filha do Capitão Antonio Nunes de Rezende e D. Maria Pedrosa de Moraes; testemunhas: Cel. Severino Ribeiro, o Capitão José Antonio da Silva, Ana Felipa, Dom,.na Ana Maria Bernardes. Vila de S. José 11-11-1803.
Ascendência de Ana Joaquina de Rezende:
Ana joaquina de Rezende, portanto, era filha de Antonio Nunes de Rezende, nascido na Lagoa Dourada, termo de Prados: Prados, MG Igreja N Sra da Conceição batismos - aos 13-11-1731 na capela  da Lagoa Dourada, filial desta matriz batizei a Antonio, filho de João de Rezende e Elena Maria. Foi padrinho Antonio Moreira da vila de S. José; e de Maria Pedrosa de Moraes, filha de João Alves Preto e de Maria Pedrosa de Moraes.
Por fim, o major José de Rezende Costa foi descendente direto e legítimo do açoriano João de Rezende Costa, natural da ilha de Santa Maria, e de Helena Maria de Jesus, uma das três  ilhoas, natural da ilha açoriana do Faial.
Nota: João de Rezende Costa faleceu na sua fazenda da Lagoa Dourada em 08/05/1758; sua mulher Helena Maria de Jesus, faleceu com testamento no mesmo lugar em 27/03/1772.
Fonte: texto adaptado do Projeto Compartilhar de genealogia.
Para saber mais: Família João de Rezende Costa



Descendência do major José de Rezende Costa e de sua mulher Josefa Emília Carneiro de Mendonça:

  1- José de Rezende Costa. Foi casado com sua parente Francisca Pimentel Roquete.  Moradores na Fazenda Fala Verdade, em Paracatu. Filhos:


F1 - Antonio de Rezende Costa, nascido em 21/04/1867 em Paracatu; falecido em Uberlândia em 1935; foi casado com a goiana Hidraulina Horbion; descendência:


N1 - Antonio de Rezende Costa Filho, natural de Uberaba; casado com sua parente Laura Dantas, com descendência em Uberlândia;
N2 - Lydia de Rezende Costa, casada com o Dr. Luiz da Rocha e Silva, que foi prefeito de Uberlândia; com descendência em Uberlândia;
N3 - Lysia de Rezende Costa, casada com Joaquim Carneiro, com descendência em Uberlândia; 
 
F2 - Adelaide de Rezende Costa, nascida em Paracatu e falecida em Campos do Jordão em 1929; foi casada com o português Antonio Maria Pereira de Rezende, falecido em Aveiro, Portugal, para onde havia se retirado após a viuvez; o casal teve um filho falecido de acidente aos 19 anos:

N4 -  Eça Pereira de Rezende;
 
F3 - Ambrosina de Rezende Costa, nascida em Paracatu; foi casada com Francisco Bernardes de Assis; viveu em Franca, São Paulo; Filhos descobertos:

N5 - Aristides Bernardes de Rezende, nascido na fazenda Fala Verdade, em Paracatu em 13/11/1894, e faleceu em Uberlândia em 28/07/1997 aos 103 anos; tornou-se importante comerciante e industrial em Uberlândia, aonde deixou descendência;
N6 - Alberto Bernardes de Assis;
N7 - Aristeu Bernardes de Assis;  

F4 - João de Rezende Costa, nascido na fazenda Fala Verdade em Paracatu, e falecido em Uberlândia; foi casado com Agripina Alves Ribeiro, natural de Paracatu, e falecida em Uberlândia; filhos do casal:
N8 - José de Rezende Costa, nascido em Paracatu em 19/08/1913; foi abastado comerciante e fazendeiro em Uberlândia, onde casou em novembro de 1935 com Aliria Rodrigues da Cunha, com descendência;
N9 - Maria de Rezende Costa, casada com Silvio Lopes de Santana, com descendência em Unaí, MG;
N10 - Geraldo de Rezende Costa, nasceu e viveu em Paracatu; casado com descendência;
N11 - Iracélia de Rezende Costa, casada com Maldonado Rocha, sem descendência;
N12 - Ana de Rezende Costa, falecida solteira, sem descendência;
N13 - Francisca de Rezende Costa, falecida solteira, sem descendência;
N14 - Iracema de Rezende Costa, ainda vive em São Paulo;
N15 - Manoela de Rezende Costa, ainda vive em São Paulo;     

 2 - Francelina de Rezende Costa casada com Adrião (Adriano) de Campos Cordeiro Valadares, nascido em 1834 e falecido em 08/04/1882, filho de Antonio de Campos Cordeiro Valadares; foi deputado provincial mineiro; com descendência;


3- Dr. João Emílio de Rezende Costa, nascido em Paracatu a 1° de Abril de 1845; bacharel em direito pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, foi juiz municipal e de órfãos em Paracatu; juiz de direito em Montes Claros, Juiz de Fora e Paracatu(1877-1890); e finalmente Desembargador da Relação de Minas em 1891. Foi um homem prepotente, arbitrário, implacável com seus desafetos, e odiado por grande parte da população de Paracatu, inclusive parentes. Em uma notícia de jornal da época, consta ter ele ameaçado de morte o próprio sogro, sendo contido pelos presentes. Seu concunhado Trajano Antonio Roquette Franco, o acusou de ter ludibriado e seduzido uma moça órfã de nome Virgínia Jardim, após promessa de casamento (abaixo).
Foi casado duas vezes: 1ª vez com Anna Leonor Loureiro Gomes, falecida em 13/02/1880, 2ª vez com Urbana  Loureiro Gomes, filhas de Antonio Loureiro Gomes e Zenóbia Pimentel Barbosa. Nota: ainda segundo Trajano Roquette, o capitão Antonio Loureiro Gomes, após a morte da filha Ana Leonor, relutou por quatro anos em consentir com o casamento do desembargador com sua outra filha, Urbana, o que acabou ocorrendo. Ele faleceu em 24 de março de 1911, no Rio de Janeiro.

 Descendência:


Filhos naturais com Ana Jacinta da Cunha:

1 - Etelvina Luiza de Rezende, falecida em 1951;
2 - Francisco Miguel Arcanjo, nascido em 1864 e falecido em 1951;
Fonte: Ulhoa Filho, Adriles - Caixa Grande (Reminiscências), Belo Horizonte,2004.

Filhos naturais com Virgínia Deodata de Oliveira Jardim: 

 1 - João Jardim de Rezende;


 2 - Coronel da Guarda Nacional Emílio Jardim de Rezende, natural de Paracatu, onde nasceu a 22 de Janeiro de 1874; faleceu em 9 de Outubro de 1948 em Juiz de Fora. Iniciou seus estudos preparatórios na Escola Normal de Paracatu, indo depois para Ouro Preto terminar aqueles estudos. Prestou exames no Ginásio Mineiro e no antigo Ginásio Nacional em 1892 e 1894. Matriculou-se, em seguida, na Faculdade de Direito de Minas, tendo interrompido o curso para exercer o magistério primário em Viçosa. Em 1897 obteve, em concurso, provisão de advogado, e em 1915 veio completar o seu curso jurídico na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais de Belo Horizonte, onde se formou em 1919. Teve ingresso na política como vereador em Viçosa em 1907, pelo partido do Dr. Arthur Bernardes. Em 1911, foi eleito deputado ao Congresso Mineiro e reeleito para o quadriênio de 1915-1918. Veio para a Câmara Federal em 1919, eleito na vaga do Dr. Arthur Bernardes, chamado à presidência do estado de Minas Gerais, sendo reeleito em 1922, e lá permaneceu até 1930. Assim diz o necrológico de sua mãe, publicado em 1926 pelo Jornal de Viçosa: "repercutiu dolorosamente pela cidade a notícia do fallecimento da exma. sra. D. Virgínia de Oliveira Jardim, progenitora do deputado Emílio Jardim de Rezende, ocorrido nesta cidade à tardinha do dia 25 do corrente".



 Filhos legítimos:


Com Ana Leonor:

F1 - Josefa Leonor de Rezende Costa, nascida em Paracatu e falecida em 1898, provavelmente por complicações do parto, sendo sepultada no cemitério do Bonfim em Belo Horizonte;  foi casada com o Ministro de STF, Hermenegildo Rodrigues de Barros, natural de Januária, Minas Gerais. Por ser sob o ponto de vista antropológico mulato escuro, é considerado afrodescendente, e portanto, tido como o primeiro Ministro Negro do STF. Curiosidade histórica: consta que votou a favor da extradição de Olga Benário para a Alemanha nazista. Faleceu em 1955 no Rio de Janeiro. Filho único:
1 - Dr. Paulo de Rezende Barros, nascido em 1898 e falecido aos 104 anos em 21/08/2002; advogado, juiz de direito em várias comarcas mineiras, e por último, desembargador do TJMG; com descendência;

F2 - Arnoldo de Rezende Costa, fazendeiro;

F3 - Lídia de Rezende Costa, nascida em 1879 em Paracatu e falecida em Belo Horizonte em 20/06/1927; foi casada com José Dantas, Engenheiro, falecido em 1946. Filhos, dentre outros:
N1 - Nair Dantas Bahia;
N2 - Maria José Dantas casada com Carlos Coimbra da Luz (1ª mulher), político mineiro, que foi Presidente interino do Brasil na crise de 1954;
N3 - Justo de Rezende Dantas, com descendência;
N4 - José Dantas Filho, com descendência;
N5 - Jair de Rezende Dantas, com descendência;
N6 - Laura de Rezende Dantas, com descendência;
N7 - Dea de Rezende Dantas que foi casada com o Dr. Milton Campos, Governador de Minas; com descendência;

F4 - Argemiro de Rezende Costa, Deputado Estadual por várias legislaturas, nascido em 06/08/1878 em Paracatu e falecido em 17/11/1965 em Belo Horizonte; foi casado com Aida Lobo, nascida em 1899 e falecida em 27/4/1959; com descendência;

F5 - Ana Leonor de Rezende Costa, casada com o Dr. José Gonçalves Barbosa, engenheiro; com descendência.

Com Urbana:

F6 - Maria de Rezende Costa, professora, nascida em 21/02/1885 em Paracatu-MG e falecida em 12/06/1954 em Belo Horizonte; solteira sem descendentes;

F7 - Adelaide de Rezende Hermeto, nascida em 1886 em Paracatu e falecida em 09/02/1968 em Belo Horizonte. Foi casada com Honório Hermeto Corrêa da Costa, engenheiro; tiveram a filha dentre outros:

N - Elza Hermeto de Almeida Magalhães, casada com o advogado e político fluminense Dario de Almeida Magalhães. Filhos:

1 - Raphael de Almeida Magalhães,  ex - governador do Rio de Janeiro;

2 - Thereza de Almeida Magalhães;

F8 - Mariana de Rezende Costa, falecida em 05/09/1972 em Belo Horizonte. Foi casada com o Dr. José Moreira dos Santos Pena; com descendência;

F9 - João de Rezende Costa, construtor, nascido em 1889 em Paracatu, e falecido em 07/11/1972 em Belo Horizonte. Foi casado com Helena de Barros Pinheiro, filha do Presidente João Pinheiro; com descendência;

F10 - Mercedes de Rezende Costa, solteira, sem sucessão; nasceu em 1890 em Paracatu e faleceu em Belo Horizonte em 21/03/1965;

F11- José de Rezende Costa, advogado, nascido em 27/08/1891, Mariana -MG; faleceu em 06/06/ 1953 no Rio de Janeiro;

F12 - Urbano de Rezende Costa, advogado, nascido em 23/01/1893, Ouro Preto - MG; foi casado com Maria Bastos de Rezende Costa; faleceu no Rio de Janeiro em 03/02/1983;

F13 - Dr. João Batista de Rezende Costa, advogado, nascido em 1896 em Ouro Preto;  faleceu solteiro em 16/04/1968 em Belo Horizonte ;

F14 - Dolores de Rezende Costa, nascida em 21/11/1897 e falecida em 09/11/1993, Belo Horizonte. Foi casada com o engenheiro Aquiles Lobo; com descendência;

F15 - Abel de Rezende Costa, engenheiro e construtor, nascido em 05/04/1899, Belo Horizonte; faleceu em 18/03/1963 em Belo Horizonte;

F16 -  Josefa de Rezende Costa, nascida em 27/11/1900, Belo Horizonte, e falecida em 11/03/1986 no Rio de Janeiro; foi casada com Alvimar Carneiro de Rezende, engenheiro e industrial, falecido em 1943 aos 45 anos de idade;
4 - Manoel Carneiro de Resende, casado com descendência em Paracatu.

Para saber mais: leia nesse blog o artigo - Velhos Troncos Paracatuenses: Loureiro Gomes.


Fonte de pesquisa: 
"Genealogia Mineira", de Arthur Rezende, com adaptações e acréscimos
Family.Search.org.


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Fonte: Afonso Arinos na intimidade, Biblioteca Nacional do Brasil, divisão de manuscritos.

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