Pular para o conteúdo principal

POVOADORES DE PARACATU

Por José Aluísio Botelho

Entre 1736 e 1744, segundo documentos oficiais e alguns historiadores, o " Arraial de Sam Luiz e Sant'Anna das Minas do Paracatu" começou a florescer com a descoberta de jazidas de ouro de aluvião em seus ribeirões. Oficialmente o seu descobridor foi José Rodrigues Fróes, que em 1744, comunicou os descobertos de ouro ao governo colonial.
Listamos a seguir, alguns nomes e sobrenomes dos que lá chegaram nos primórdios do Arraial e são troncos de quase todas as famílias de Paracatu .
A) SESMARIAS (listagem parcial, pois é muito numerosa)
1727
Francisco Alves dos Santos - obteve sesmaria nas cabeceiras do Rio Paracatu;
1728
Inácio de Oliveira - obteve sesmaria na barra do Rio Preto;
José dos Santos;
1737
Padre Francisco Palhano;
1741
José Vieira de Melo e André Martins Neto;
1745
Pedro Gomes Santiago, Manoel Martins Viana, Clara Correia de Carvalho, Antônio Rodrigues Paiva, Padre João Cardoso (faz. Canabrava), José Dionísio de Almeida, José Manoel de Moraes, Manoel Coelho Dias, Padre Manoel Barbosa Leal, Antônio de Morais Távira e Dom Braz da Cunha;
1746  
João Duarte de Pinho;
1747
Antônio Correia de Carvalho, Antônio Dassa Castelo Branco e Manoel Ferreira de Almeida;
1748
Francisco Machado da Silva, Antônio Carvalho da Cunha, Sargento - mor Bento José, Antônio Lourenço Mundim;
1749
Antônio Mendes e Francisco Dias, Capitão Manoel da Silva Fonseca;
1758
Sargento mor João Jorge Portela (tronco dos Moura Portela, Pimentel Barbosa e Soares de Souza), Sítio no rio Escuro;
1761
Padre Antônio Mendes Santiago(o lendário padre Santiago);
1762
João de Melo Franco (tronco dos Melo Franco).
Nomes e Sobrenomes de Povoadores:
- Caldeiras; Rodrigues Fróes; Affonseca e Silva (João, José e Manoel); Neto Carneiro Leão (tronco do Marquês do Paraná); Soares de Souza (tronco do Visconde do Uruguai); Roquette Franco; Carvalho (Luiz José de Carvalho); Pimentel Barbosa; Simões da Cunha (Clemente Simões da Cunha e seu filho Padre Domingos Simões da Cunha); Moraes (Manoel Caetano de Moraes); João Pinto de Queiroz; Antônio Caldeira Lopes; Sgt.-mor José de Oliveira Guimarães; Nicolau Rodrigues Fróes; João Alves dos Reis; Manoel de Araújo Caldas; Leonel e Alexandre Avelino Pereira de Castro; Vitorino e Manoel Pinto Rabelo; Joaquim Martins Ferreira; Joaquim, Luiz e Zeferino Pereira da Cunha; Coronel Antônio da Costa Pinto (Pai do Dr. Antônio da Costa Pinto - Ministro do STJ do Império); Pinto Brochado, Lopes de Ulhoa.
Cabe ainda citar os Pachecos Gattos, Almeidas Laras, Prados e Pires, de São Paulo.
Algumas famílias que migraram já no século XIX:
  Carneiro de Mendonça (berço da família no Brasil); Costa; Garcia Adjuto; Silva Neiva; Loureiro Gomes (Goiás); Cordeiro; Gonzaga; Silva Botelho (origem - Araxá); Fonseca Lima (origem - Pernambuco) ; Vilela, e Santiago (Goiás).
Fontes:
1- Dicionário Histórico - Geográfico das Minas Gerais, Waldemar de Almeida Barbosa, Ed. Itatiaia;
2- Folhas Antigas, Gastão Salazar Pessoa, RJ, 1970;
3- Memória Histórica de Paracatu, Olímpio M. Gonzaga, Uberaba, 1910.

Comentários

Postagens mais visitadas

DONA BEJA E AS DUAS MORTES DE MANOEL FERNANDES DE SAMPAIO

Por José Aluísio Botelho A história que contaremos é baseada em fatos, extraídos de um documento oficial relativo a um processo criminal que trata de um assassinato ocorrido na vila de Araxá em 1836. O crime repercutiu no parlamento do império no Rio de Janeiro, provocando debates acalorados entre os opositores do deputado e ex-ministro da justiça, cunhado do acusado, como se verá adiante. Muitos podem perguntar porque um blog especializado em genealogia paracatuense, está a publicar uma crônica fora do contexto? A publicação deste texto no blog se dá por dois motivos relevantes: primeiro, pela importância do documento, ora localizado, para a história de Araxá como contraponto a uma colossal obra de ficção sobre a personagem e o mito Dona Beja, que ultrapassou suas fronteiras se tornando de conhecimento nacional. Em segundo lugar, porque um dos protagonistas de toda a trama na vida real era natural de Paracatu, e, portanto, de interesse para a genealogia paracatuense, membr...

NETOS DE DONA BEJA - BATISMOS

Por José Aluísio Botelho Disponibilizamos as imagens de assentos de batismos de três netos de Dona Beja, acrescidos dos outros netos, bem como parte da descendência, de acordo com os documentos localizados, filhos de Joana de Deus de São José e do coronel Clementino Martins Borges. Nota: nada se sabe acerca da ascendência de Clementino Martins Borges, embora seu sobrenome é largamente difundido na região do triangulo mineiro e alto paranaíba. Sabe-se que ele faleceu em Estrela do Sul em novembro de 1910 em avançada idade. Alguém tem alguma pista? Batismo de Joana de Deus: "Aos 14 dias domes de Julho de 1838 o Rdo. Pe. José Ferreira Estrella Baptizou solenemente aingnocente Joanna, fa. natural de Anna Jacinta de Sam Jose forão P.P. o coronel João Jose Carneiro de Mendonça e o Alferes Joaquim Ribeiro da Silva epara constar mandei fazer este acento eque assigno. Araxa era supra".  Fonte: Revista O Trem da História, edição 49. Nota: os outros netos de Beja, filhos de Tereza T...

DONA BEJA E O TESTAMENTO DO PADRE

Por José Aluísio Botelho O vigário Francisco José da Silva foi um padre típico do sertão mineiro: fazendeiro abastado, político influente, e mulherengo, como quase todos os padres de seu tempo. Teve participação decisiva na evolução político-administrativo e social da Araxá na época em que lá viveu, entre 1815 e 1845, ano de seu falecimento. Participou, mesmo que discretamente, da Revolução Liberal em Araxá, apoiando seus sobrinhos liberais, liderados pelo coronel Fortunato José da Silva Botelho, no embate político que se travava em Minas nos anos de 1842.  Para saber mais: clique na imagem abaixo para adquirir o livro na Amazon.com Clique aqui para visualizar uma prévia do livro.

FILHA DE DONA BEJA - EDITAL DE PROCLAMAS

NOTÍCIA DE JORNAL PUBLICADO PELO JORNAL ASTRO DE MINAS, EDITADO EM SÃO JOÃO DEL REI -  24 de janeiro 1832, nº650 NOTAS EXPLICATIVAS: 1 - JOSÉ DA SILVA BOTELHO ERA IRMÃO DO VIGÁRIO FRANCISCO JOSÉ DA SILVA. PORTANTO, OS NOIVOS ERAM PRIMOS; 2 - A MÃE DA NOIVA, ANA JACINTA DE SÃO JOSÉ, ERA A LENDÁRIA DONA BEJA DE ARAXÁ; 3 -  JOSÉ DA SILVA BOTELHO FOI O AVÔ AVOENGO DOS BOTELHOS DE PARACATU; 4 - O COMENTÁRIO ABAIXO REFLETIA A OPINIÃO DO EDITOR DO JORNAL; FONTE: EXTRAÍDO DE IMAGEM DIGITALIZADA DO JORNAL DE PROPRIEDADE DA HEMEROTECA DIGITAL DA BIBLIOTECA NACIONAL DO BRASIL.

FRAGMENTOS DE GENEALOGIAS

Por José Aluísio Botelho Diante da falta quase completa de documentos primários, reunimos indivíduos que viveram nos tempos do arraial e da vila, e que carregavam os sobrenomes transmitidos a descendência, abaixo assinalados: OS LOPES DE OLIVEIRA Nos tempos de arraial Inicia-se a família Lopes de Oliveira, com a presença de Manoel Lopes de Oliveira, já miscigenad a, com a união de Manoel Lopes de Oliveira com Catarina, negra mina; o casal teve um filho nascido nas Minas do Paracatu, que descobrimos: Antônio Lopes de Oliveira, que com Marcelina Ribeira, filha de Francisco Vaz Salgado, natural do Porto, Portugal e de Maria Ribeira, negra mina, continuaram o processo de caldeamento da família com o nascimento de seus filhos; Descobrimos dois filhos nos assentos de batismos do arraial: 1 Tereza, nascida em 18/6/1774 e batizada aos 26 do dito mês e ano; Tereza Lopes de Oliveira, casada ca. 1787 com Custódio Pinto Brandão, com registro de provisão de casamento no Ca...

GUARDA-MOR JOSÉ RODRIGUES FRÓES

Por José Aluísio Botelho             INTRODUÇÃO  Esse vulto que tamanho destaque merece na história de Paracatu e de  Minas Gerais , ainda precisa ser mais bem estudado. O que se sabe é que habilitou de genere em 1747 (o processo de Aplicação Sacerdotal se encontra arquivado na Arquidiocese de São Paulo ), quando ainda era morador nas Minas do Paracatu, e embora fosse comum aos padres de seu tempo, aprece que não deixou descendentes*. Que ele foi o descobridor das minas do córrego Rico e fundador do primitivo arraial de São Luiz e Santana das Minas do Paracatu , não resta nenhuma dúvida. De suas narrativas deduz-se também, que decepcionado com a produtividade das datas minerais que ele escolheu, por direito, para explorar, abandonou sua criatura e acompanhou os irmãos Caldeira Brandt , que tinham assumido através de arrematação o 3º contrato de diamantes, rumo ao distrito diamantino . Documento de prova GENEALOGIA  Fróis/F...