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MULHERES PARACATUENSES

ANA DE CASTRO BELISÁRIO SOARES DE SOUSA PEÇANHA

Neta de um paracatuense ilustre, Dr. Bernardo Belizário Soares de Sousa, nascido em 1798, Desembargador e Conselheiro do Império, e que passou à história como Anita Peçanha, ao casar-se em 08 de dezembro de 1895, no Rio de Janeiro, com o Dr. Nilo Peçanha, na verdade nasceu em Campos dos Goitacazes, filha do Dr. João Belizário Soares de Sousa e de Ana Rachel Ribeiro de Castro. Seu avô Bernardo era irmão do Dr. José Antônio Soares de Sousa, Médico formado em Paris em 1809 e tio do Visconde do Uruguai. Especificamente em Paracatu, era primo em primeiro grau do Comendador Joaquim Pimentel Barbosa, tronco de diversas famílias paracatuenses. Pela parte materna era neta do Visconde de Santa Rita, Comendador José Ribeiro de Castro.
Era, portanto, rebento da mais orgulhosa aristocracia Campista fluminense. Entroncava também com os Álvares de Azevedo e Macedo Soares, das melhores linhagens brasileiras e descendente de velhos troncos de Paracatu.
Tornou-se primeira Dama do Brasil, com a posse de Nilo Peçanha na Presidência da República, em 1909.
Faleceu no Rio de Janeiro, em 09 de abril de 1960.

FIRMINA SANTANA

Filha de Pedro Santana e de Júlia Miranda Santana, nasceu em Paracatu, Minas Gerais em 1 de fevereiro de 1909 e faleceu precocemente em 30/07/1954, decorrente de uma Obstrução Intestinal, seguido de Infarto Agudo do Miocárdio no George Washington Hospital em Washington, EUA. Seu corpo foi transladado para o Brasil, sendo sepultado no Cemitério do Bonfim em Belo Horizonte no dia 05/08/1954.
O primeiro centro latino-americano de formação em Nutrição foi criado na Argentina na década de 1930, pelo médico e humanista Dr. Pedro Escudero. Nos anos de 1940, esteve no Brasil e levou para a sua escola duas enfermeiras da escola de enfermagem Ana Nery da então Universidade do Brasil (hoje UFRJ), Lieselotte Hoeshl Ornelas e Firmina Santana, para se especializarem na área de nutrição, tornando-as as primeiras nutricionistas brasileiras, tendo tal formação visado habilitá-las a ensinar aspectos de nutrição aos futuros enfermeiros. Foram três (3) anos de curso entre 1940 e 43. Firmina Santana foi uma das fundadoras da Associação Brasileira de Nutricionistas, bem como foi pioneira na luta sindical da classe. Foi funcionária da ONU, na FAO.

DONA FRANCISCA DA COSTA PINTO

Filha do coronel Antonio da Costa Pinto, teve o privilégio de ter sido alfabetizada, já que as mulheres daquele tempo, mesmo as de famílias abastadas, eram na sua quase totalidade, analfabetas. Foi talvez. a primeira professora de primeiras letras( como se chamava o primário na época) de Paracatu, em meados do século XIX. Sua escola era voltada exclusivamente para as meninas das famílias do lugar e era de cunho particular, daí o registro de sua existência.

NOBILIARQUIA

MARIA HENRIQUETA NETTO CARNEIRO LEÃO

Nascida em Paracatu, a 11 de janeiro de 1809, filha do Capitão João Netto Carneiro Leão e de Maria Fonseca Pires. Casou com seu primo Honório Hermeto Carneiro Leão em 22 de maio de 1826 no Rio de Janeiro, um dos mais notáveis políticos do Segundo Reinado do Império, tendo sido agraciado pelo Imperador Dom Pedro II com o título de Marques de Paraná, em 1854, com honras de grandeza. À Maria Henriqueta, também foi concedido o título de Marquesa de Paraná pelo casamento e se tornou a primeira mulher paracatuense a pertencer à Nobiliarquia Brasileira, que passou aos seus descendentes.

ANA LUÍSA CARNEIRO DE MENDONÇA

Nascida em Paracatu em 1809, filha de João José Carneiro de Mendonça, nascido em 1776  na vila de São José (hoje Tiradentes), e falecido no Rio de Janeiro em 1853, e de Josefa Batista Roquete Franco de Sá e Benevides, nascida em Paracatu em 1880, e falecida em 1855 no Rio de Janeiro. Recebeu o título nobiliárquico por via de casamento, tornando – se Viscondessa de Abaeté com honras de grandeza em 1854. Foi esposa de Paulino Limpo de Abreu, português de |Lisboa, Visconde de Abaeté, que foi Ouvidor em Paracatu entre 1822 e 1826, e um dos mais importantes políticos e magistrado do Império, no segundo reinado. Ana Luísa faleceu no Rio de Janeiro em 1873, deixando numerosa descendência.

Escrito por José Aluísio Botelho. Atualizado em dezembro de 2013.

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