Pular para o conteúdo principal

PROFESSOR ANTONIO LOUREIRO GOMES junior



Filho de Antônio Loureiro Gomes e Zenóbia Pimentel Barbosa nasceu em Paracatu a 27 de março de 1865.
Estudou humanidades no colégio Ateneu Fluminense, dirigido pelo Dr. Augusto dos Reis (casado com Laura Pimentel de Ulhôa, tia de vô Juca), passando depois para Barbacena, Ouro Preto e Caraça, nos quais concluiu os preparatórios para o curso superior. Abandonou os estudos, retornando à Paracatu, onde em 1888 foi nomeado, por concurso, professor de matemática do externato (Escola de Agrimensura) da Escola Normal, bem como de aritmética e escrituração mercantil da Escola Normal, cargo que ocupou até a extinção da mesma escola, da qual foi diretor durante quatro anos. Colaborou em diversos jornais de Paracatu e do Triângulo Mineiro. Vereador municipal por uma legislatura foi um dos propugnadores da construção do mercado municipal em Paracatu.
Com a supressão da escola Normal, foi nomeado inspetor técnico do ensino do estado, tendo servido nas circunscrições do Triângulo Mineiro e de Paracatu.
Promoveu em Paracatu a criação, instalação e organização do Grupo Escolar por ordem do governo.
Como professor e bom orador que foi, soube incutir na mocidade o gérmen do dever, do civismo e do amor à pátria (sic).
Antonio Loureiro Gomes foi um dos grandes mestres da educação em Paracatu.

Transcrito do livro “Memória Histórica de Paracatu”, de Olímpio Gonzaga, 1910.

O Professor Antônio Loureiro Gomes foi um dos grandes mestres da educação em Paracatu, incansável na luta em prol do ensino de qualidade no Município. Sua participação na cerimônia em homenagem póstuma a Afonso Arinos de Melo Franco em 1916, foi a última notícia que possuímos do velho mestre. Radicou-se em Belo Horizonte na velhice, onde faleceu a 21 de novembro de 1936, aos 72 anos.
  
                                     Casamento e descendência  
                      
Foi casado com Ana Deolinda Vieira Loureiro, natural de Curvelo, Minas Gerais, falecida em 1903 em Paracatu, de complicações do parto. Filhos:

1 – Antônio Arnaldo Loureiro – Moleque, nascido em 1886 em Paracatu, e falecido em 1983 em Brasília, DF. Foi sepultado em Paracatu; casado com sua prima Maria Lima Botelho, filha do capitão José Jacinto da Silva Botelho e de Idalina Cândida Loureiro Lima.
Filhos:
1.1 -Lucas Botelho Loureiro, casado com descendência;

1.2 - Maria de Lourdes Loureiro dos Santos (Dodó), casada com Francisco Jorge dos Santos; 
Filhos:
1.2.1 - Luís Arnaldo Loureiro dos Santos;
1.2.2 - Ana Maria Loureiro dos Santos;
1.2.3 - José Eduardo Loureiro dos Santos;
1.2.4 - Franz Loureiro dos Santos;

1.3 - Luci Loureiro Dias, sem descendência; 
2 – Maria Loureiro Gomes, nascida em 1891 em Paracatu; faleceu solteira em Belo Horizonte em 18/06/1953;
3 – Ana Leonor Loureiro Gomes, nascida em 1902 em Paracatu; faleceu solteira em 24/11/1973 em Belo Horizonte, Minas Gerais;
4 – Mercedes Loureiro Gomes (Baninha);
5 - Geni Loureiro Gomes;
 6 – Manuel Loureiro Gomes, nascido em Paracatu em 1903 e falecido em 20/11/ 1977 em Belo Horizonte, Minas Gerais; foi casado com Maria da Piedade Bacelete Loureiro, falecida em 1979; foi funcionário da Secretaria de Segurança Pública de Minas, onde aposentou-se.
Filhos:
6.1 - Carlos Loureiro Bacelete, já falecido;
6.2 - Maria Lydia Loureiro Gomes;
6.3 - Cláudio Bacelete Loureiro, já falecido;
6.4 - Glória Loureiro Salomão.

Memória: Moleque
(Para aqueles que o conheceram e com ele conviveu)

Apelido de infância que o acompanhou por toda a vida. O inusitado era que todos se dirigiam a ele e o chamavam respeitosamente de Senhor, Sô Moleque, como se nome próprio fosse.
O nosso saudoso Moleque no longínquo 1910 fazia parte da diretoria do “Grêmio Dramático Pedro Salazar”, ocupando o cargo de 2º procurador. Sessenta anos depois, vamos encontrá-lo em escaramuças com Maria Preta na hora do almoço e jantar, em sua casa na Rua do Córrego. Faleceu em idade provecta aos 97 anos. 

Para saber mais: leia nesse blog o artigo - Velhos Troncos Paracatuenses: Loureiro Gomes

Nota – esse artigo por se tratar de notas genealógicas, está sujeito a correções e acréscimos.
Aluísio Botelho, dezembro de 2013. Atualizado em fevereiro de 2016.

Postagens mais visitadas

DONA BEJA E O TESTAMENTO DO PADRE

Por José Aluísio Botelho

O vigário Francisco José da Silva foi um padre típico do sertão mineiro: fazendeiro abastado, político influente, e mulherengo, como quase todos os padres de seu tempo. Teve participação decisiva na evolução político-administrativo e social da Araxá na época em que lá viveu, entre 1815 e 1845, ano de seu falecimento. Participou, mesmo que discretamente, da Revolução Liberal em Araxá, apoiando seus sobrinhos liberais, liderados pelo coronel Fortunato José da Silva Botelho, no embate político que se travava em Minas nos anos de 1842. Legitimou em cartório em 1831, três filhos, a saber: Pedro Amado de São Paulo, Placidina Maria de Jesus, e Teresa Thomásia de Jesus. Antes, em Dezembro de 1826, ele dita seu testamento escrito pelo advogado paracatuense João de Pina e Vasconcelos, onde declara não ter herdeiros descendentes (sic) e/ou ascendentes por serem falecidos seus pais, e que nomeava como seus herdeiros Antonio Machado de Morais, Pedro Amado de São Paulo, e Te…

OS MELO FRANCO

Por José Aluísio Botelho
Família de origem portuguesa, cujo fundador no Brasil, João de Melo Franco, que veio para o Brasil aos 30 anos de idade, partindo de Lisboa, onde aprendeu o ofício de Fundidor de cobre, rumo ao Rio de Janeiro; em 1755 já estava no arraial de São Luiz e Santana das Minas do Paracatu. Era natural da freguesia de Nossa Senhora da Purificação, lugar de Bucelas, patriarcado de Lisboa, filho legítimo de José da Costa Franco e de sua mulher Paula Maria de Oliveira. Nasceu a 7 de outubro de 1721, e faleceu em Paracatu em 1796. Casou aí, com Ana de Oliveira Caldeira, natural de Cotia, São Paulo, onde nasceu a 5 de abril de 1739, filha legítima de Antonio de Oliveira Caldeira, nascido a 24 de setembro de 1708 em Santos e de Josefa Nunes da Costa, nascida a 26 de fevereiro de 1722 em Cotia. 
Curiosidade: segundo Afonso Arinos de Melo Franco, João de Melo Franco ditou seu testamento ao seu escravo Serafim de Melo Franco, que o redigiu. Abaixo o assento de batismo de Serafi…

FAMÍLIA GONZAGA

GENEALOGIA DA FAMÍLIA GONZAGA – TRONCO DE PARACATU Essa família iniciou-se em 1790, pelo casamento do Capitão Luiz José Gonzaga de Azevedo Portugal e Castro, fiscal da fundição do ouro em Sabará – MG, em 1798, no Rio de Janeiro, com Anna Joaquina Rodrigues da Silva, natural do mesmo Rio de Janeiro, e tiveram oito filhos, listados abaixo: F1 – Euzébio de Azevedo Gonzaga de Portugal e Castro; F2 – Platão de Azevedo Gonzaga de P. e Castro; F3 – Virgínia Gonzaga; F4 – Florêncio José Gonzaga; F5 – VALERIANO JOSÉ GONZAGA; F6 – Luiz Cândido Gonzaga; F7 – José Caetano Gonzaga; F8 – Rita Augusta Gonzaga.

F5 - Valeriano José Gonzaga, natural de Curvelo,Mg, nascido em 21.07.1816 e falecido em 1868 em Paracatu, casou em 21.07.1836, com Felisberta da Cunha Dias, nascida em 15.08.1821 e falecida em 10.08.1910, natural de Curvelo; foi nomeado Tabelião de Paracatu, tendo mudado para o lugar em 1845, aonde tiveram os filhos: N1 - Eusébio Michael Gonzaga, natural de Curvelo, nascido em 21.07.1842 e falecido em 04…

FAZENDAS ANTIGAS DE PARACATU E SEUS PRIMITIVOS DONOS

1 - SÍTIO DO ESCURO - Sesmaria concedida em 1759 ao Português João Jorge Portela e sua mulher Josefa Barbosa de Moura e Almeida. Desse casal, descendem pelo ramo materno, os Pimentéis Barbosa e Soares de Sousa;

2 - FAZENDA DO FUNDÃO - Sesmaria adquirida por João de Melo Franco em 1762, distante cerca de dez léguas de Paracatu, na chapada do São Marcos. Em 1819, segundo Pohl, se encontrava em ruínas. Passou à descendência;

3 - FAZENDA CÓRREGO RICO - Foi seu primitivo dono Joaquim de Melo Albuquerque( Seu Melo), falecido em 1880. Era filho do pernambucano Joaquim de Albuquerque e de Ana de Melo Franco;

4 - FAZENDA CAETANO - Pertenceu ao casal Manoel Caetano de Moraes e Joana Maria de Moura e anos mais tarde ao Dr. Sérgio Ulhôa;

5 - FAZENDA MOURA - Foi seu primitivo dono Romão de Moura, que se mudou para o Vão do Paranã, em Goiás, onde deixou numerosa descendência. Posteriormente, passou a ser propriedade do Coronel Fortunato Jacinto da Silva Botelho e seus descendentes;

6 - FAZENDA BROCOTÓ …

ULHOA - ESBOÇO GENEALÓGICO

FAMÍLIA ULHOA, DO VALE DO ULLA NA GALÍCIA ATÉ PARACATU EM  MINAS GERAIS

Pesquisas e Texto José Aluísio Botelho

Para saber mais, leia neste blog: Coronel Sancho Lopes de Ulhoa e seus descendentes

A) - Origem do apelido: do rio ULLA, na Galícia, que passou a ser Ulló (olho), depois Ulloa e hoje Ulhoa. Também provêm do hebraico hurscha (floresta) e/ou de uxna, forma adaptada ou corrompida de Yehoshua.

1) - Dom Férnan Sanches de Ulló, o primeiro Ulhoa de que se tem notícia e que viveu pelos anos de 756, visigodo, dono das terras no vale do rio Ulla;

2) - Dom Lopo Ruiz de Ulló (1120);

                                       Vale do Rio Ulla by Isidro Cea

3) - Dom Fernão Lopes de Ulló (1212), casado com Maria Martinez;

4) - Dom Lopo Sanches de Ulló, casado com Mayor Gomes de Trastamara;

5) - Dom Sancho Lopes de Ulloa, rico homem galego, primeiro Senhor de Vilamayor de Ulloa (barão), casado com Urraca Perez de Sotomayor;

6) - Dom Sancho Sanches de Ulloa, segundo Senhor de Vilamayor, casado com Mór Rod…

O CAPITÃO MANOEL PINTO BROCHADO E SEUS DESCENDENTES (Para Paulo Brochado - in memorian)

JOSÉ ALUÍSIO BOTELHO e                                                                 EDUARDO ROCHA                   
O DISTRITO DE RIO PRETO
A povoação do Rio Preto era antiga. Denominada de Ribeira do