Por José Aluísio Botelho Eduardo Rocha Mauro Albernaz Neiva Família iniciada em Paracatu com a união do tenente Joaquim José de Santana e Dona Maria Peixoto. Não descobrimos se eram casados, em que data se deu o possível enlace, ou se viveram em concubinato. Joaquim José de Santana, possivelmente era natural de Barbacena; Maria Peixoto, nascida na Ribeira do Januário, região rural de Paracatu. Filho descoberto: 1 Capitão João José de Santana, nascido por volta de 1814, pouco mais ou menos, exposto em casa de Antônio de Brito Freire; foi criado e educado com esmero por Dona Florência Maria de Santana, esposa de Antônio; tornou-se um rico capitalista, comerciante na Rua do Calvário e fazendeiro; foi vereador do município; falecido em 4 de abril de 1895 em idade provecta. Esparramado genearca, casou três vezes, deixando 14 filhos dos três leitos. Com Luíza de Jesus de Afonseca Costa, nascida em 21/06/1816 e falecida em 9/6/1873, filha de Antônio Joaquim da Costa, falecido em...
Tive o privilégio de gravar uma entrevista da Jornalista Nàgela Caldas com o Dr Rui Caldas.
ResponderExcluirFiquei impressionado com a humildade e simplicidade dele.
Era uma entrevista com temas variados, mas lembro bem da fala dele sobre sobre os produtos transgênicos. Muito interessante!
Ele me sanou muitas dúvidas a respeito.
Um gigante em Viçosa
ResponderExcluirTanto eu como minha mulher somos muito detalhistas e exigentes em relação a serviços, certamente ela é mais do que eu. Há algum tempo solicitamos um serviço a uma empresa. Não gostamos de forma alguma do resultado final. Entrei em contato com o dono da empresa. Ele mandou outra pessoas para refazer todo o serviço. Ficou ótimo. Posso definir o rapaz que resolveu o problema como uma pessoa que tem a humildade de quem sabe o que está fazendo. Foi aí que me lembrei de uma passagem ocorrida há muitos anos. Estava em Viçosa, na Universidade Federal. Trabalhava no Conselho de Pesquisa, naquela época com o professor Pedro Henrique Monerat, presidente daquele Conselho. Uma pessoa interessantíssima, um especialista em nutrição mineral de plantas. Mas, não é dele que quero falar, dele vou tratar de outra feita que ele merece. Voltando a narrativa, um dia o prof. Monnerat virou-se para mim e disse, “Humberto, virá amanhã a tarde um rapaz da FINEP, as 14 horas, para uma reunião. Quero que você participe”. Como sempre tive o hábito de chegar cedo a meus compromissos: coisa que aprendi com meu pai, cheguei no dia seguinte pouco antes das 14 ao Conselho de Pesquisa e foi direto para a sala de reuniões. A secretária do Monnerat era a Marlídia, pessoa que também merece uma crônica. Perguntei para ela “já chegou alguém para a reunião”? “Só um moço que está aí esperando por vocês”. Entro na sala, tinha de fato um moço bem magro assentado com os pés cruzados e uma caderneta na mão. Com um paletó bordo, escrevia copiosamente alguma coisa, ou melhor, um monte de coisas, avidamente. Típico que quem não gosta de perder tempo. Muito magro, moreno, tenho quase certeza que tinha um topetinho numa cabeleira desleixada e uma certa elegância desalinhada. Bem, parecia simpático o “rapaz”. Por que será que a gente tem o hábito de examinar as pessoas antes de conhecer? “Boa tarde”! “Boa tarde, respondeu-me ele com simpatia. E continuou concentrado em suas nervosas anotações. Converso muito, mas, sua concentração era tanta que não o quis interromper. Aos poucos as pessoas foram chegando e de repente, como acontece nestas ocasiões, a sala se encheu com os devidos “boas tardes” que a educação recomenda. Mas, é bom lembrar que era uma sala bem pequena. Encheu, mas de poucas pessoas. Monnerat toma a palavra e faz o preambulo. Explica os propósitos, confesso que não me lembro mais qual era o tema. Aliás, fique confabulando comigo, o Pedro poderia bem ter me explicado melhor o tema da reunião e quem iria participar. Mas, sabe como é, né? Quando se é muito jovem não se presta muita atenção a estas coisas. Em seguida ele solicita ao moço da FINEP, pelo menos foi o que pensei na época que ele tinha comentado, que falasse para os presentes suas considerações sobre o tema. “Ruy, explique para o pessoal ai .......... (não me lembro de maneira algumas qual era o tema), sei que estava ligado ao Programa de Biotecnologia da Universidade. Ai, aquele mocinho assume a palavra. E fala, fala, fala. Fala com a autoridade e humildade típica de quem domina com propriedade o que está falando. Encanta, comove, envolve. Foi aí que medi o tamanho do moço. Era muito grande. Um gigante de pouco mais de um metro e setenta, pelo menos era o que me parecia. Talvez um dos mais brilhantes cientistas que já conheci em toda minha vida. E olha que conheço cientistas! Uma figura simplesmente fantástica e fascinante. Com meus trinta e poucos anos de idade aprendi muitas lições naquele momento. Lições sobre biotecnologia, sobre estratégia científica, mas a maior lição foi sobre a natureza humana. O quanto somos discriminadores. Fiquei ali ao lado daquele homem impressionante, sem ter lhe dado a devida atenção até que abriu a boca e jorrou conhecimento aos borbotões e só aí entendi o que é a humildade de quem esparrama conhecimento. Foi ali que conheci Ruy Caldas. Tive o privilégio de conviver com ele por algum tempo e lamentei não ter convivido mais. Que aprendizado. Ruy de Araújo Caldas, ufeviano de escol, a doce simpatia de um sábio.