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pot-pourri GENEALÓGICO

 

Por José Aluísio Botelho


1 Tomé Alves de Araújo, natural de Fermentões, termo de Guimarães, Portugal, filho de João Alves e de Custódia de Araújo; nascido em 21/12/1721 foi batizado em 23 do dito mês e ano; ainda vivia em 1798. Foi abastado e parece ter falecido com dificuldades financeiras. Não descobrimos descendência.

2 Antônio Manoel Granja, natural São Martinho de Mondim e Panque, Barcelos, Braga; nasceu em 17/01/1722, filho de Manoel Gonçalves e de Marta ou Maria Gonçalves, todos do lugar de Granja. Mercador com loja no arraial de São Luiz e Santana das Minas de Paracatu, desde seus primórdios. Em 1756 fez parte de uma lista dos homens abastados do arraial. Embora tenha deixado descendência em Paracatu, não localizamos seus herdeiros.

3 Antônio Ferreira de Meireles, natural de Santa Maria, Felgueiras, Guimarães, Portugal, onde nasceu em 30/07/1722, filho legítimo de Antônio Nunes e de Senhorinha Ferreira; veio para as Minas do Paracatu por volta de 1750, pouco mais, pouco menos; não amealhou fortuna durante sua trajetória em terras mineiras, deixando poucos bens aos herdeiros. Testou em 1791, e no testamento declara ser solteiro sem descendentes naturais. Como à época seus pais e irmãos já eram falecidos, legou seus bens para parentes colaterais, residentes em Portugal, abaixo nomeados:

Irmãos:

1 Manoel Ferreira Mata, sem descendência;

2 Senhorinha Ferreira, sem descendência.

Como era costume, alforriou em testamento, escravos domésticos a saber:

1 Raimundo;

2 João Cubinje (sic) angola;

3 Manoel Angola;

4 Antônio, negro velho.

5 Rosa e seus filhos Francisco, Antônio e Joaquim;

5.1 Francisco Ferreira de Meireles casado com Maria Madalena. Filho:

5.1.1 Antônia, nascida em 13/07/1815;

5.2 Antônio Ferreira Meireles casado com Antônia de Araújo Mascarenhas, batizou os filhos que descobri:

5.2.1 Apolinário, nascido em 02/08/1813;

5.2.2 Brígida, nascida em 15/01/1816;

5.3 Joaquim Ferreira de Meireles casado com Ana Rodrigues; filho descoberto:

5.3.1 Estevão, nascido em 05/12/1815;

6 Joana e seus filhos Quitéria, José, Cosme e Damião (gêmeos), Maria.

Alforriou a mulatinha Caetana, exposta em sua casa e criada por ele, com dote de 500 mil réis.

Nota: estes escravos alforriados perpetuaram seu sobrenome em Paracatu.

4 Caetano Pinto de Faria, nascido em 29/06/1718 na freguesia de Santa Maria do Couto de Leça e falecido no arraial de Paracatu em 1768, no estado de solteiro, sem descendentes. Foi filho legítimo do alferes Manoel Pinto e de Inácia Farinha, moradores no lugar de Ponte da Pedra, da mesma freguesia de Leça. Não deixou descendentes diretos em Paracatu. Seu legado patrimonial foi reivindicado por parentes portugueses, em longo processo judicial após anulação de seu testamento.

5 Francisco Xavier da Mota, falecido em 1806; nascido em março de 1735, batizado aos sete dias do mesmo mês, na freguesia de São Lourenço de Calvos, filho legítimo de Francisco de Castro Ribeiro e de Mariana Leite da Mota.

Homem abastado do arraial de São Luiz e Santana das Minas do Paracatu e nos primórdios da vila de Paracatu do Príncipe. Comerciante e mercador, mantinha lojas tanto em Paracatu, como em São Romão e Sabará. Sem descendentes, nomeou como seus herdeiros universais, parentes colaterais em Portugal.

6 Padre Leonel de Abreu e Lima, natural do arraial de Paracatu, onde nasceu em 1/12/1779, exposto em casa do capitão José de Sousa Lisboa; segundo declaração do padre em seu processo de ordenação sacerdotal de 1812, ele foi levado com 18 meses para Mariana pelo seu pai o Tenente Coronel Maximiano de Oliveira Leite, que o reconheceu como filho não oficialmente e o criou.

Ele não é relacionado no inventário do pai, morto em 1830. Por ocasião de sua ordenação era morador em Cotia.

Nota: o Tenente Coronel Maximiano de Oliveira Leite, quando jovem oficial das Milícias Mineiras, serviu no destacamento de Paracatu na década de 1770.

Fontes:

1) Arquivo Público Municipal Olímpio Michael Gonzaga – Paracatu, MG;

2) Torre do tombo – verbete Paracatu – reclamações de herança;

3) Cúria Metropolitana de São Paulo – habilitações sacerdotais.










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