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O MISTERIOSO DR. PARACATU - PARTE II

No artigo “Almanaque Paracatuense”, escrito e enviado em abril deste ano (vide em arquivos), fizemos um resumo da história do misterioso Dr. Paracatu e a morte do Dr. Cláudio Manoel da Costa, ao ser encontrado enforcado, a 4 de junho de 1789 na prisão a que fora recolhido, como partícipe da Inconfidência Mineira. Na ocasião ele fora examinado por dois cirurgiões, Caetano José Cardoso e Manoel Fernandes Santiago, e sabia-se que um deles tinha o apelido de Paracatu, e que, justamente este, confidenciara a um amigo a notícia de que o Dr. Cláudio fora assassinado e não suicidara, como rezava o auto de corpo de delito. Perguntávamos à época, qual deles seria o Dr. Paracatu e qual a relação que teria com o então Arraial de São Luiz e Santana de Paracatu. Pois bem, fomos encontrar a resposta nos “Anais da Biblioteca Nacional, ano1943, vol. 65, págs.183 e seguintes, em artigo sobre a Inconfidência mineira”.

Lá, constatamos que o Dr. Paracatu era na verdade o cirurgião Caetano José Cardoso, de acordo com uma petição de um preso recolhido à cadeia de Paracatu, instruída com um atestado firmado com sua assinatura. Ele foi pelo menos em 1778, médico em Paracatu e daí o apelido. Transcrevemos o atestado na integra, respeitada a grafia da época, como prova material de sua atuação no arraial: “Certifico eu Caetano Joze Cardozo, Cirurgião Anatomico aprovado que Izidoro da Cunha Lira, prezo na enxovia da cadeia do aRaial. Seaxa gravemte. Molesto, com varias xagas plo. Corpo, tendo hua em hu testi colo que car esse acordir Selhe comtodo ocuidado, e pa. mais verdade passei esta, que sendo neser.° afirmo de baixo do juramto. De ma. Arte. Paracatu hoje 25 de Abril de 1778. (a) Caeto. Je. Card°.Está, portanto, desvendado o mistério do Dr. Paracatu.

Texto elaborado por José Aluísio Botelho. Brasília, outubro de 2007.

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Texto José Aluísio Botelho
Pesquisas Eduardo Rocha 
Colaboração Mauro César da Silva Neiva


Família iniciada em Paracatu com o casamento do tenente Joaquim José de Santana e Dona Maria Peixoto. Não descobrimos a data em que se deu o enlace, bem como não sabemos a naturalidade e ascendência do casal. Filho descoberto:
1 – Capitão João José de Santana, nascido por volta de 1814, pouco mais ou menos, criado e educado com esmero pela tia paterna Dona Florência Maria de Santana, tornou-se um rico capitalista, comerciante na Rua do Calvário e fazendeiro; foi vereador do município; falecido em abril de 1895. Esparramado genearca, casou três vezes, deixando 14 filhos dos três leitos.
Com Luiza de Jesus de Afonseca Costa, nascida em 21/06/1816, filha de Antonio Joaquim da Costa, falecido em Araxá aos 31/12/1839, e de Caetana de Afonseca e Silva, 

  teve os filhos:

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