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SÉRIE - PIONEIROS DO ARRAIAL DO OURO 2: OS RODRIGUES BARBOSA



JOSÉ ALUÍSIO BOTELHO
EDUARDO ROCHA
Família iniciada com o estabelecimento do Alferes José Rodrigues Barbosa, na fazenda Bom Jardim de sua propriedade, localizada no distrito do Rio Preto, atual Unaí, juntamente com sua mulher Clara Clisanta Dario, no último quartel do século dezoito. Nesta fazenda tiveram e criaram os filhos e herdeiros, com vasta descendência que remonta aos dias atuais. José Rodrigues Barbosa era natural do arraial de Santa Luzia, capitania de Goiás, Bispado do Rio de Janeiro, onde nasceu em 15/12/1767, filho legítimo de Antônio Rodrigues Barbosa e de Maria Teresa de Jesus; neto pela parte paterna de José Rodrigues Barbosa, natural da cidade de Braga, Portugal e de Maria Bicudo, natural de Guaratinguetá; neto materno de José Ribeiro de Vasconcelos, português e de Maria do Sacramento, natural de Pindamonhangaba, SP; faleceu em 02/11/1815. Sobre dona Clara Clisanta, nada sabemos.
Batismo de José Rodrigues Barbosa - Matriz de Santa Luzia
Filhos:
1 – Maria Januária Rodrigues Barbosa, com 27 anos de idade em 1815 (1788), casada com Thomé Moreira de Godói;
2 – Antônia Marcelina Rodrigues Barbosa, com 25 anos de idade em 1815 (1790), casada com Sebastião José Lopes; filhos descobertos:
2.1 – Delfina, nascida em 08/08/1814, na Ribeira do Rio Preto, onde foi batizada;
2.2 – Antônio, nascido em 02/06/1816, na Ribeira do Rio Preto, onde foi batizado;
2.3 - Ana Lopes da Conceição, nascida em 1823; casada em 25/07/1841 na capela do Rio Preto com Aleixo da Silva Neto;
                                                                             
 3 – Cesário Rodrigues Barbosa, com 23 anos de idade em 1815 (1792) e falecido aos 09/01/1856; casado em 1817 com Ana Maria Alves Ribeiro e Vasconcelos, já falecida em 1839, filha de Luiz Alves Fontes e de Ana Ribeiro e Vasconcelos. Filhos descobertos:
3.1 - Felizardo Rodrigues Barbosa, com 19 anos, pouco mais, pouco menos em 1839;
3.2 - Francisca Rodrigues Barbosa, com 13 anos, pouco mais, pouco menos em 1839. Foi casada com Joaquim de Sousa Soares;
Casou-se segunda vez com Angélica Maria Souto, com os filhos:
3.3 Tertuliana;
3.4 Belizário;
3.5 Carolina;
3.6 Severino;
3.7 Galdino;
3.8 Roberta;
3.9 Augusta;
3.10 Cesária. 
4 – Luíza de França Rodrigues Barbosa, com 22 anos de idade em 1815 (1793), casada com José Lauriano Souto. 
Filho descoberto:
4.1 -Maria José Souto;
Luíza de França Rodrigues Barbosa se casou 2ª vez em 15/09/1841 com Francisco Antônio de Sousa, também viúvo, com 70 anos; 
5 – Rosa Rodrigues Barbosa, casada com Thomé José de Carvalho Lima; filho descoberto:
5.1 - Manoel, nascido em 16/09/1816, e batizado na capela da Ribeira do São Pedro;
6 – Manoel Rodrigues Barbosa, com 19 anos de idade em 1815 (1796);  adiante;
7 – Caetana Maria da Conceição Rodrigues Barbosa, com 17 anos de idade em 1815 (1798);
8 – Ana Joaquina Rodrigues Barbosa, com 15 anos de idade em 1815 (1800);
9 – Sancha Vicência Rodrigues Barbosa, com 13 anos de idade em 1815 (1802); casada com Antônio Francisco de Freitas; filho descoberto:
9.1 - Sancha Vicência de Freitas, nascida em 1827;
6 – Capitão Manoel Rodrigues Barbosa, nascido em 1796 e falecido em 02/02/1845 na fazenda Jardim e Taquaril de sua propriedade, casado que foi com Joana de Araújo Ferreira.
Filhos:
6.1 - Antonio Rodrigues Barbosa, casado, com 26 anos de idade em 1845;
6.2 – Bernardo Rodrigues Barbosa, com 23 anos em 1845; foi casado com Camila Pinto Brochado, filha de Manoel Pinto Brochado e de Maria Pinheiro da Costa; filho descoberto:
6.2.1 – Cecílio Rodrigues Barbosa, casado com Otília Pimentel Barbosa.
Filhos:
 6.2.1.1 – Leão Rodrigues Barbosa, casado com sua prima Adalgisa Rodrigues Barbosa, pais de: Celuta, Rute, Zilá e Pedro;
6.2.1.2 – Bernardo Rodrigues Barbosa;
6.2.1.3 – Camila Rodrigues Barbosa;
6.2.1.4 – Clarina Rodrigues Barbosa;
6.2.1.5 – Cícero Rodrigues Barbosa, casado com sua prima Camila Rodrigues Barbosa;
6.2.1.6 – Matilde Rodrigues Barbosa, casada com Domingos Martins Ferreira, com sucessão;
6.2.1.7 – Desinha Rodrigues Barbosa, casada com Júlio Martins Ferreira;
6.3 – Caetano Rodrigues Barbosa, com 21 anos em 1845; terceiro marido de Izidora Martins Ferreira, filha natural de Augusta Batista; sem filhos;
6.4 – Francisca Rodrigues Barbosa, com 18 anos em 1845; casada em 25/07/1841com Francisco José Rocha, filho do padre Ricardo José da Rocha e de Maria José de Oliveira;
6.5 – Cândida Rodrigues Barbosa, com 16 anos em 1845, foi casada com Antônio Alves Ribeiro, filho de Manoel Alves Ribeiro e de Joaquina Romana de Ulhoa.
6.6 – Joana Rodrigues Barbosa, com14 anos em 1845;
6.7 – Camilo Rodrigues Barbosa, com 12 anos em 1845;
6.8 – Maximiano Rodrigues Barbosa, com 9 (?) anos em 1845, adiante;
6.9 – Roberta Rodrigues Barbosa, com 7 anos em 1845; faleceu em 14/10/1883; foi casada com Maximiano Rodrigues Cordeiro.
Filhos:
6.9.1 – Cândido Rodrigues Cordeiro, sem sucessão;
6.9.2 – Olívia Rodrigues Cordeiro. Casou duas vezes: 1ª vez com Augusto Alves de Sousa; 2ª vez com José Porfírio de Almeida e Silva, com sucessão dos dois leitos;
6.9.3 – Francisca Rodrigues Cordeiro, casada com sucessão;
6.9.4 – Francisco Rodrigues Cordeiro, casado (vide 6.8.2.1);
6.10 – Januário Rodrigues Barbosa com 4 anos em 1845;
6.11 – Rita Rodrigues Barbosa, com 18 meses em 1845.                      
6.8 – Coronel Maximiano Rodrigues Barbosa, nascido em 1833 e falecido em 09/12/1899; boticário e professor da Escola Normal, senhor das Fazendas Jambeiro e Teixeira. Foi casado com Ana Rodrigues Cordeiro Barbosa, nascida em 1838 e falecida em 18/10/1896, filha legítima de Pedro Rodrigues Cordeiro e de Ana de Afonseca e Silva, esta filha do português João de Afonseca e Silva e de Maria da Costa Braga.
Filhos:
6.8.1 – Tenente coronel José Rodrigues Barbosa (1857 - 24/03/1939), músico amador, fundador do Instituto Nacional de Música em 1890 no Rio de Janeiro, e professor honorário do mesmo Instituto. O mais importante e respeitado crítico musical carioca do seu tempo e autor consagrado, de tendência progressista; em 1895 fez campanha em prol da música sacra; crítico musical vinculado ao Jornal do Comércio do RJ escreveu inúmeros trabalhos para o jornal sempre em defesa e do aprimoramento da música brasileira, bem como da música erudita e sacra. Publicou em setembro de 1922 no jornal “O Estado de São Paulo” o importante – Um Século da Música Brasileira. Em 1896, por ocasião da morte da mãe, estava casado com Leonor Teixeira Moreira de São Pedro, nascida em 1858 e falecida em 07/04/1838, filha de Carlos Augusto Moreira de São Pedro e de Florência Teixeira. 
Filhos:
6.8.1.1 Maximiano Rodrigues Barbosa Neto, batizado em 1881 e falecido em 1904 aos 28 anos de tuberculose pulmonar;
6.8.1.2 Dulce Rodrigues Barbosa, batizada em 21/12/1883.
6.8.1.3 José Rodrigues Barbosa Júnior, nascido em 29/03/1887 e falecido em 06/03/1941.
6.8.1.4 Aída Rodrigues Barbosa, nascida em 1890 e falecida em 1901.
6.8.1.5 Jandira Rodrigues Barbosa, batizada em 24/02/1893.
6.8.1.6 Moema Rodrigues Barbosa, nascida em 1896.
6.8.2 – Maria Tereza Rodrigues Barbosa, nascida em 1854 e falecida em 26/12/1883, professora da escola Normal, casada que foi com Odorico Pimentel Barbosa, falecido aos 36 anos em 02/02/1884, filho do capitão Joaquim Pimentel Barbosa Júnior e de Benedita da Costa Braga.
Filhos:
6.8.2.1 – Odorila Pimentel Barbosa, casada com seu primo Francisco Rodrigues Cordeiro, filho de Martiniano Rodrigues Cordeiro e de Roberta Rodrigues Barbosa;
6.8.2.2 – Adelaide Rodrigues Barbosa, com 18 anos em 1896; sem sucessão;
6.8.2.3 – Adalgisa Pimentel Barbosa, com 16 anos em 1896; casada com seu primo Leão Rodrigues Barbosa, filho de Cecílio Rodrigues Barbosa e de Otília Pimentel Barbosa;
6.8.2.4 – Genésio Pimentel Barbosa, com 15 anos em 1896; foi casado com Carolina Gonçalves de Ulhoa, com sucessão; engenheiro e indigenista do antigo SPI (Serviço de Proteção aos Índios). Participou de inúmeras expedições comandadas pelo Marechal Rondon, e em uma delas, foi trucidado pelos índios Xavantes em 06/11/1841; em sua homenagem, no local da tragédia, foi criada a reserva indígena Pimentel Barbosa, localizada no Mato grosso do Sul;
6.8.3 – Manoel Rodrigues Barbosa, músico, falecido em 10/02/1880 aos 24 anos de tuberculose; foi casado com Adelaide de Melo Franco, falecida em 17/04/1879 aos 22 anos, filha do Dr. Bernardo de Melo Franco e de Maria Cândida Mundim; filha única:
6.8.3.1 - Antonieta de Melo Barbosa, casada com o coronel João Crisóstomo da Silva Neiva, com descendência;
6.8.4 – Clara Rodrigues Barbosa, casada em 30/03/1895 com Alberto Laboissière, sem filhos; faleceram no mesmo ano do casamento, ela em 14/08/1895, ele em 07/1895;
6.8.5 – Izabel Rodrigues Barbosa, falecida em 26/07/1881 aos 19 anos, solteira, sem sucessão;
6.8.6 – Cândida da Paixão Rodrigues Barbosa, falecida em 18/08/1882 aos 14 anos, solteira, sem sucessão;
6.8.7 – Amália Rodrigues Barbosa, falecida solteira, sem sucessão;
6.8.8 – Cristiano Rodrigues Barbosa, com 18 anos em 1896; foi engenheiro no Rio de Janeiro.
Nota relevante: Por ser uma obra de genealogia, está sujeita a correções e acréscimos.
Fontes:
A - Acervo do Arquivo Público Municipal de Paracatu:
1 – Inventário do Alferes José Rodrigues de Barbosa, 1815;
2 – Inventário do capitão Manoel Rodrigues Barbosa, 1845;
3 - Inventário de Dona Ana Rodrigues Barbosa, 1896;
4 – Inventário do coronel Maximiano Rodrigues Barbosa, 1800;
B – Família Afonseca, de Olímpio Gonzaga, in Revista Genealógica Brasileira, ano VIII – nº15 e 16 - 1947.
C - Livros paroquiais do Rio de Janeiro, FamilySearch.org.
               


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