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O PODER POLÍTICO NA VILA DE PARACATU DO PRÍNCIPE (1799 -1840)


POR JOSÉ ALUÍSIO BOTELHO




NO PERÍODO COLONIAL, QUE SE ESTENDERIA ATÉ 1822, ANO EM QUE O BRASIL TORNA-SE INDEPENDENTE DE PORTUGAL, O PODER ERA COMPARTILHADO PELO JUDICIÁRIO, REPRESENTADO PELOS JUÍZES DE FORA (BACHARÉIS) E ORDINÁRIOS (ESCOLHIDO ENTRE OS PODEROSOS DO LUGAR), E PELAS CÂMARAS DE VEREADORES, QUE IMPOSSIBILITADA DE LEGISLAR, OCUPAVA DA ADMINISTRAÇÃO DA VILA E DE SEUS TERMOS E ARRAIAIS. AS ELEIÇÕES ERAM REALIZADAS DE TRÊS EM TRÊS ANOS, OCASIÃO EM QUE ERAM ELEITOS OS JUÍZES ORDINÁRIOS, BEM COMO, NOVE VEREADORES PARA O TRIÊNIO. NO FIM DE CADA ANO, ERA REALIZADO O SORTEIO DE TRÊS NOMES QUE SERIAM OS VEREADORES TITULARES NO ANO SEGUINTE. PRESIDIA A CÂMARA O JUIZ DE FORA, E NA FALTA DELE O JUIZ ORDINÁRIO, E POR FIM O VEREADOR MAIS VELHO. EM DEZEMBRO DE 1799, O CRIADOR DA VILA, OUVIDOR DA COMARCA DO RIO DAS VELHAS, E JUIZ DE FORA DA RECÉM CRIADA VILA DE PARACATU DO PRÍNCIPE DR. JOSÉ GREGÓRIO DE MORAES NAVARRO, ASSUME A PRESIDÊNCIA DAS SESSÕES DE VEREANÇA DA CÂMARA, APÓS A ELEIÇÕES DOS MEMBROS DA MESMA, FUNÇÃO QUE O LEVAVA A SER, INDIRETAMENTE, O CHEFE DOS TRÊS PODERES DO LUGAR. IMPORTANTE, TAMBÉM, PARA A BOA ADMINISTRAÇÃO, ERAM OS JUÍZES ALMOTACÉS, ELEITOS A CADA TRÊS MESES, E QUE FUNCIONAVAM COMO LINHA AUXILIAR DOS VEREADORES, ATUANDO COMO SE FOSSEM “FISCAIS” NO CUMPRIMENTO DAS REGRAS E LEIS VIGENTES, FISCALIZANDO, POR EXEMPLO, OS PESOS E MEDIDAS DAS MERCADORIAS, DA BOA CONSERVAÇÃO DAS RUAS E CALÇADAS ETC.

DIGRESSÃO: com o desaparecimento dos velhos pioneiros de 1744, a partir do final do século dezoito e início do dezenove, surgem novas lideranças políticas capitaneadas pelas famílias mais poderosas economicamente, como a família Pimentel Barbosa, cujo representante máximo seria o capitão Domingos José Pimentel Barbosa, aliada as famílias Costa Pinto, representada pelo poderoso coronel Antonio da Costa Pinto (cujo filho do mesmo nome seria Presidente da Província de Minas Gerais e Ministro do Superior Tribunal de Justiça, do Império), Roquete Franco, Soares de Sousa, e mais adiante os Carneiro de Mendonça. Em oposição, surgiria, ainda que timidamente, os descendentes do velho pioneiro João de Melo Franco, representados inicialmente pelos seus genros Luiz José de Barros, Manoel da Costa Cardoso, e Manoel Joaquim da Silveira Bueno. Mais adiante, a partir de 1809, seu filho caçula, Joaquim de Melo Franco, ordenado padre em 1805, assume o comando da igreja católica na vila e seus termos, e passa a ter influência preponderante nos destinos da vila, sempre representado pelos seus prepostos, notadamente seus sobrinhos Antonio Francisco de Assis, e Joaquim de Melo Franco Bueno, influência esta que se estenderia até sua morte em 1842.


JUÍZES DE FORA NOMEADOS PARA EXERCEREM NA VILA DE PARACATU DO PRÍNCIPE:
NOTA: SUAS FUNÇÕES ERA PRESIDIR A CÂMARA MUNICIPAL, ADMINISTRAR O MUNICÍPIO, E SENTENCIAR PENDÊNCIAS JUDICIAIS.

1 – DR. JOSÉ GREGÓRIO DE MORAES NAVARRO, CRIADOR DA VILA, NO PERÍODO DE 1799 A 1808;
2 – DR. FIRMINO ANTÔNIO DA SILVA GERALDES, NOMEADO EM ABRIL DE 1804, NÃO TOMOU POSSE DO CARGO;
3 – DR. JOÃO EVANGELISTA DE FARIA LOBATO, ENTRE 1808 E 1814;
4 – DR. ANTÔNIO JOSÉ VICENTE DA FONSECA, ENTRE 1815 E 1819;

OUVIDORES QUE EXERCERAM MANDATOS NA VILA:

1 – DR. LÚCIO SORES TEIXEIRA DE GOUVEIA, 1819 – 1822;
2 – DR. ANTÔNIO PAULINO LIMPO DE ABREU, NOMEADO EM 1823, EXERCEU O MANDATO ATÉ 1826;
3 – DR. FRANCISCO GARCIA ADJUTO, NOMEADO EM 12 DE OUTUBRO DE 1826, E DESTITUÍDO DO CARGO PELO PRESIDENTE DA PROVÍNCIA EM 1831;

4 – OUVIDORES NOMEADOS QUE NÃO TOMARAM POSSE:

4.1 – DR. PEDRO DE ARAÚJO LIMA – OPTOU PELO CARGO DE DEPUTADO DE PERNAMBUCO JUNTO AS CORTES DE LISBOA; TORNOU-SE UM DOS GRANDES POLÍTICOS DO SEGUNDO REINADO, REGENTE NA MENORIDADE DE DOM PEDRO II, SENADOR, MINISTRO DE VÁRIAS PASTAS; MARQUÊS DE OLINDA;
4.2 – DR. JOÃO CRISÓSTOMO PINTO DA FONSECA, NOMEADO EM 1831 – NÃO FOI EMPOSSADO DEVIDO AS REFORMAS DO PODER JUDICIÁRIO, QUE EXTINGUIU AS OUVIDORIAS, CRIANDO O CARGO DE JUIZ DE DIREITO.

OUVIDORES INTERINOS, NA AUSÊNCIA DO TITULAR:

1 – CORONEL ANTÔNIO DA COSTA PINTO, ENTRE 1822 E 1824;
2 – CAPITÃO MOR DOMINGOS JOSÉ PIMENTEL BARBOSA, ENTRE 1824 E 1825
3 – MIGUEL ALVES DE SOUSA, ENTRE 1825 E 1826;


EIS A LISTA DE VEREADORES NO PERÍODO:

1800 – ELEITOS EM 18/12/1799, NA PRESIDÊNCIA DO DR. JOSÉ GREGÓRIO DE MORAES NAVARRO.

TITULARES:

>CAPITÃO JOSÉ DA SILVA PARANHOS, VEREADOR MAIS VELHO
>FRANCISCO DIAS DUARTE
>MANOEL JOSÉ DE OLIVEIRA GUIMARÃES.
PROCURADOR: LICENCIADO LUIZ JOSÉ DE CARVALHO.
ESCRIVÃO: MANOEL DA COSTA CARDOSO/JOSÉ GUEDES DA SILVA PORTO, A PARTIR DE OUTUBRO DO MESMO ANO DE 1800.

SUPLENTES:

>SARGENTO MOR ALBERTO DUARTE FERREIRA, SARGENTO MOR
>MANOEL GONÇALVES BRAGANÇA
>CAPITÃO JOSÉ PINTO DE QUEIRÓS.


1801

>MANOEL JOSÉ DE OLIVEIRA GUIMARÃES
>CAPITÃO DOMINGOS JOSÉ PIMENTEL BARBOSA
>LICENCIADO ALEXANDRE JOSÉ PEREIRA DE CASTRO
PROCURADO DE BARRETE: ALFERES ANTÔNIO DA COSTA PINTO
ESCRIVÃO: JOSÉ GUEDES DA SILVA PORTO

1802

>FRANCISCO DIAS DUARTE
>CAPITÃO ANTÔNIO JOSÉ PEREIRA
>CAPITÃO ESTEVÃO JOSÉ GOMES CAMACHO
PROCURADOR DE BARRETE: CAPITÃO ANTÔNIO DA COSTA CARLOS
ESCRIVÃO: JOSÉ GUEDES DA SILVA PORTO

1803

>CAPITÃO JOSÉ DA SILVA PARANHOS, VEREADOR MAIS VELHO
>TENENTE JOSÉ BATISTA FRANCO
>TENENTE FRANCISCO JOSÉ DE SAMPAIO SILVA GUIMARÃES
PROCURADOR DE BARRETE: MANOEL RODRIGUES ALVES
ESCRIVÃO: JOSÉ GUEDES DA SILVA PORTO

1804

>SARGENTO MOR ALBERTO DUARTE FERREIRA
> CAPITÃO JOSÉ PINTO DE QUEIRÓS
>TENENTE ANTÔNIO MARTINS FERREIRA DE SOUSA
PROCURADOR DE BARRETE: ALFERES MANOEL BATISTA FRANCO
ESCRIVÃO: ANTÔNIO CARLOS SOARES DE SOUSA

1805

>FRANCISCO XAVIER DA MOTA
>LICENCIADO ALEXANDRE JOSÉ PEREIRA DE CASTRO
>CAPITÃO DOMINGOS JOSÉ PIMENTEL BARBOSA
PROCURADOR: CAPITÃO ANTÔNIO JOSÉ PEREIRA
ESCRIVÃO: JERÔNIMO MOREIRA DE GODÓI

1806

>FRANCISCO XAVIER DA MOTA
>LICENCIADO ALEXANDRE JOSÉ PEREIRA DE CASTRO
>CAPITÃO DOMINGOS JOSÉ PIMENTEL BARBOSA
PROCURADOR DA CÂMARA: QUARTEL MESTRE JOSÉ PEREIRA DE MELO
ESCRIVÃO: MIGUEL LEITE DE FARIA

1807

>CAPITÃO ANTÔNIO JOSÉ PEREIRA
>MANOEL PIRES BRAGANÇA
>CAPITÃO DOMINGOS JOSÉ PIMENTEL BARBOSA
PROCURADOR DA CÂMARA: CUSTÓDIO JOSÉ COIMBRA
ESCRIVÃO: BERNARDO LUIZ DE SOUSA NOGUEIRA

1808

>LICENCIADO ALEXANDRE JOSÉ PEREIRA DE CASTRO
>CAPITÃO MANOEL BATISTA FRANCO
>CAPITÃO MANOEL PINTO BROCHADO
PROCURADOR DA CÂMARA: JOSÉ DA COSTA COIMBRA
ESCRIVÃO: BERNARDO LUIZ DE SOUSA NOGUEIRA

1809 – É EMPOSSADO O SEGUNDO JUIZ DE FORA DA VILA, O DOUTOR JOÃO EVANGELISTA DE FARIA LOBATO EM SUBSTITUIÇÃO AO CRIADOR DA VILA DR. JOSÉ GREGÓRIO DE MORAES NAVARRO, NOMEADO OUVIDOR DA COMARCA DO RIO DAS MORTES COM SEDE EM SÃO JOÃO DEL-REI. ELE PASSA A PRESIDIR A CÂMARA DE VEREADORES.

>CAPITÃO JOSÉ PINTO DE QUEIRÓS
> JOÃO VIEIRA ALVES DA CUNHA/ANTÔNIO DA COSTA PINTO
>QUARTEL MESTRE JOSÉ PEREIRA DE MELO
PROCURADOR DA CÂMARA: LUIZ JOSÉ DE BARROS
ESCRIVÃO: MANOEL JOAQUIM DA SILVEIRA BUENO

1810
>CAPITÃO JOSÉ GUEDES DA SILVA PORTO
>CAPITÃO ANTÔNIO DA COSTA CARLOS
>JOAQUIM MARTINS FERREIRA
PROCURADOR DA CÂMARA: JOAQUIM PIMENTEL BARBOSA
ESCRIVÃO: MANOEL JOAQUIM DA SILVEIRA BUENO

1811

>CAPITÃO JOSÉ BATISTA FRANCO
>CAPITÃO SANCHO LOPES DE ULHOA
>TENENTE ANTÔNIO MARTINS FERREIRA DE SOUSA
PROCURADORES: TEODÓSIO CAETANO DE MORAES/JOAQUIM PIMENTEL BARBOSA
ESCRIVÃO: MANOEL JOAQUIM DA SILVEIRA BUENO

1812

>LUÍS GOMES CALDAS
>JOÃO DIAS DE SOUSA DE AFONSECA
>TENENTE FRANCISCO JOSÉ DE SAMPAIO DA SILVA GUIMARÃES (+VELHO)
PROCURADOR: JÚLIO ANTÔNIO ROQUETE FRANCO
ESCRIVÃO: JOÃO JOSÉ CARNEIRO DE MENDONÇA/JOAQUIM PIMENTEL BARBOSA

1813

>CAPITÃO DOMINGOS JOSÉ PIMENTEL BARBOSA
>FRANCISCO BATISTA FRANCO
>QUARTEL MESTRE JOSÉ PEREIRA DE MELO
PROCURADOR: ANTÔNIO LOPES DE OLIVEIRA
ESCRIVÃO: JOAQUIM PIMENTEL BARBOSA

1814 – O DR. JOÃO EVANGELISTA DE FARIA LOBATO LOBATO DEIXA AO CARGO DE JUIZ DE FORA, SENDO SUBSTITUÍDO PELO DR. ANTÔNIO JOSÉ VICENTE DA FONSECA, QUE PASSA A PRESIDIR A CÂMARA.

VEREADORES

>SARGENTO MOR ALEXANDRE JOSÉ PEREIRA DE CASTRO
>FRANCISCO BATISTA FRANCO/ANTÔNIO DA COSTA PINTO
>CAPITÃO MANOEL PINTO BROCHADO/QUARTEL MESTRE JOSÉ PEREIRA DE MELO
PROCURADOR: ANTÔNIO LOPES DE OLIVEIRA
ESCRIVÃO: JOAQUIM PIMENTEL BARBOSA

1815 – COM O ALVARÁ RÉGIO DE 17 DE MAIO DE 1815 É CRIADA A COMARCA DO RIO PARACATU, A MAIS EXTENSA DA CAPITANIA DE MINAS GERAIS. A VILA DE PARACATU DO PRÍNCIPE SE TORNA SEDE E CABEÇA DA COMARCA, COMPOSTA POR QUATRO JULGADOS: SÃO ROMÃO E SALGADO PELO NORTE. E SÃO DOMINGOS DO ARAXÁ E DESEMBOQUE AO SUL. SIMULTANEAMENTE CRIA-SE A OUVIDORIA DA COMARCA, PORÉM A MESMA DEVIDO A ENORME BUROCRACIA À ÉPOCA, NÃO É INSTALADA DE IMEDIATO, O QUE SÓ IRIA SE CONCRETIZAR EM 1819, CONFORME SE VÊ ADIANTE. O DOUTOR ANTÔNIO JOSÉ VICENTE DA FONSECA CONTINUA SERVINDO COMO JUIZ DE FORA ATÉ 1819.

VEREADORES

>CAPITÃO MANOEL BATISTA FRANCO
>CIPRIANO DA SILVA MASCARENHAS
>TENENTE JOSÉ DA SILVA BRAGA
PROCURADOR: DOMINGOS ALVES DE SOUSA
ESCRIVÃO: JOAQUIM PIMENTEL BARBOSA

1816

>TENENTE CORONEL ANTÔNIO DA COSTA PINTO
>CAPITÃO MANOEL PINTO BROCHADO
>MANOEL RIBEIRO DOS SANTOS
PROCURADOR: FRANCISCO ANTÔNIO DE ASSIS
ESCRIVÃO: JOAQUIM PIMENTEL BARBOSA

1817

>CAPITÃO ANTÔNIO DA COSTA CARLOS
> TENENTE JOAQUIM MARTINS FERREIRA
>ANTÔNIO CARLOS SOARES DE SOUSA
PROCURADOR: PEDRO ANTÔNIO ROQUETE FRANCO
ESCRIVÃO: FRANCISCO MANOEL SOARES DE SOUSA

1818

>CAPITÃO MOR DOMINGOS JOSÉ PIMENTEL BARBOSA
>GUARDA MOR JÚLIO ANTÔNIO ROQUETE FRANCO
>TENENTE ANTÔNIO MARTINS FERREIRA DE SOUSA
PROCURADOR: JOAQUIM MANOEL DA SILVA E OLIVEIRA
ESCRIVÃO: FRANCISCO MANOEL SOARES DE SOUSA

1819

>SARGENTO MOR ALEXANDRE JOSÉ PEREIRA DE CASTRO
>CORONEL MANOEL BATISTA FRANCO
>TEODÓSIO CAETANO DE MORAES
PROCURADOR: TENENTE MIGUEL LEITE DE FARIA
ESCRIVÃO: FRANCISCO MANOEL SOARES DE SOUSA

1820 – INICIA-SE A FASE DE OUVIDORIA COM A NOMEAÇÃO DO DR. LÚCIO SOARES TEIXEIRA GOUVEIA, QUE TOMOU POSSE EM 13/01/1820, POR CARTA RÉGIA DE 21/06/1819. TAMBÉM SE DECLARA SUPRIMIDO O LUGAR DE JUIZ DE FORA DA VILA NA FORMA DO ALVARÁ DE 17/05/1815.
O JUIZ ORDINÁRIO MAIS VOTADO, ERA EM NÚMERO DE DOIS (TITULAR E SUPLENTE), PRESIDE A CÂMARA E AS SESSÕES DE VEREANÇA, BEM COMO ATUA COMO AGENTE EXECUTIVO (PREFEITO).

JUIZ ORDINÁRIO PRESIDENTE – CAPITÃO ANTÔNIO DA COSTA CARLOS

VEREADORES:

>TENENTE MIGUEL LEITE DE FARIA – FALECEU NO EXERCÍCIO DO MANDATO, SENDO SUBSTITUÍDO PELO VEREADOR ISIDORO MANOEL SOARES DE SOUSA
>CAPITÃO JOÃO JOSÉ CARNEIRO DE MENDONÇA
> DOMINGOS ALVES DE SOUSA
PROCURADOR: ANASTÁCIO CORREIRA BARBOSA
ESCRIVÃO: JOSÉ BENTO DA SILVA

1821

JUIZ ORDINÁRIO PRESIDENTE: JOAQUIM PIMENTEL BARBOSA
VEREADORES
>MANOEL RIBEIRO DOS SANTOS
>CORONEL MANOEL CARNEIRO DE MENDONÇA
>TENENTE JOAQUIM JOSÉ DE SANTANA
PROCURADOR: JOSÉ ALVES DE SOUSA
ESCRIVÃES NO PERÍODO: JOSÉ BENTO DA SILVA/EDUARDO ANTÔNIO ROQUETE FRANCO/LUÍS ANTÔNIO DE MOURA CARVALHO

1822

JUIZ ORDINÁRIO PRESIDENTE – CORONEL ANTÔNIO DA COSTA PINTO

VEREADORES:

>CIPRIANO DA SILVA MASCARENHAS
>ISIDORO MANOEL SOARES DE SOUSA
>ANTÔNIO MARTINS FERREIRA DE SOUSA
PROCURADOR: JOÃO TEIXEIRA DE SOUSA GUIMARÃES
ESCRIVÃO: LUÍS ANTÔNIO DE MOURA CARVALHO.

OUTROS VEREADORES ENTRE 1822 E 1823

>GUARDA MOR JÚLIO ANTÔNIO ROQUETE FRANCO
>ALFERES DOMINGOS ALVES DE SOUSA
>ANASTÁCIO CORREIA BARBOSA
>ANTÔNIO FELIZARDO DE OLIVEIRA.

EM 1824, PROMULGA-SE A PRIMEIRA CONSTITUIÇÃO DO IMPÉRIO. AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS PASSAM A SER REALIZADAS DE QUATRO EM QUATRO ANOS, O NÚMERO DE VEREADORES SÃO FIXADOS EM SETE PARA AS VILAS E NOVE PARA AS CIDADES, SENDO ELEITOS CONCOMITANTEMENTE, DOIS JUÍZES DE PAZ: O TITULAR (MAIS VOTADO) PRESIDE A CÂMARA NO QUATRIÊNIO SEGUINTE.
COM A CRIAÇÃO DOS PARTIDOS CONSERVADOR E LIBERAL,
AS FAMÍLIAS QUE DISPUTAVAM O PODER POLÍTICO NA VILA E SEUS TERMOS E ARRAIAIS FAZEM SUAS OPÇÕES POLÍTICAS DE ACORDO COM AS CONVENIÊNCIAS DE CADA UMA DELAS. OS PIMENTÉIS BARBOSA, COSTA PINTO, ROQUETE FRANCO, CARNEIRO DE MENDONÇA, VELHOS ALIADOS POR CASAMENTOS E/OU INTERESSES POLÍTICOS E ECONÔMICOS, E QUE REMONTAVA AO COMEÇO DO SÉCULO DEZENOVE, ADEREM AO PARTIDO CONSERVADOR, ENQUANTO OS MELO FRANCO E SEUS ALIADOS ADEREM AO PARTIDO LIBERAL, CONTINUANDO AS DISPUTAS POLÍTICAS, BEM COMO A ALTERNÂNCIA NO PODER.

LEGISLATURAS

1825 E 1829

>CORONEL INOCÊNCIO SOARES DE AGUIAR MONTALVÃO, VEREADOR MAIS VELHO E JUIZ ORDINÁRIO
>CAPITÃO ANTÔNIO LOPES DE OLIVEIRA
>ANASTÁCIO CORREIA BARBOSA
>ALFERES ISIDORO MANOEL SOARES DE SOUSA
>ANTÔNIO DE BRITO FREIRE

DE ACORDO COM A LEI ELEITORAL DE 1828, PRESIDE A CÂMARA O JUIZ DE PAZ MAIS VOTADO, ELEITO NA MESMA SESSÃO EM QUE ERAM ELEITOS OS VEREADORES PELOS ELEITORES PAROQUIAIS.

1829 E 1833

JUIZ DE PAZ PRESIDENTE – AJUDANTE JOAQUIM PIMENTEL BARBOSA

VEREADORES TITULARES E SUPLENTES

>FRANCISCO ANTÔNIO DE ASSIS
>ANTÔNIO CARLOS SOARES DE SOUSA
>CAPITÃO ANTÔNIO LOPES DE OLIVEIRA
>AJUDANTE JOAQUIM PIMENTEL BARBOSA
>CAPITÃO MIGUEL ALVES DE SOUSA
>SARGENTO MOR ALEXANDRE JOSÉ PEREIRA DE CASTRO
>INÁCIO DE OLIVEIRA CAMPOS
>FRANCISCO DE PAULA TEIXEIRA
>VIGÁRIO PROVISOR JOAQUIM DE MELO FRANCO
>CAPITÃO MOR DOMINGOS JOSÉ PIMENTEL BARBOSA
SECRETÁRIO: JOAQUIM DE MELO FRANCO BUENO

1833 – 1836

JUIZ DE PAZ PRESIDENTE – CAPITÃO ANTÔNIO LOPES DE OLIVEIRA

VEREADORES TITULARES E SUPLENTES

>REVERENDO PROVISOR JOAQUIM DE MELO FRANCO
>CAPITÃO JOAQUIM PIMENTEL BARBOSA
NOTA: EM 1835 O CORONEL JOAQUIM PIMENTEL BARBOSA, BEM COMO O DR. ANTÔNIO DA COSTA PINTO SÃO ELEITOS DEPUTADOS REPRESENTANTES DA COMARCA PARA A 1ª LEGISLATURA DA ASSEMBLEIA PROVINCIAL DE MINAS GERAIS.
>TEODÓSIO CAETANO DE MORAES
>CAPITÃO MOR DOMINGOS JOSÉ PIMENTEL BARBOSA
>FRANCISCO MANOEL SOARES DE SOUSA
>EDUARDO ANTÔNIO ROQUETE FRANCO
>GUARDA MOR JÚLIO ANTÔNIO ROQUETE FRANCO
>CAPITÃO MANOEL CARNEIRO DE MENDONÇA
>CAPITÃO MANOEL PACHECO DE CARVALHO
>LUIZ RODRIGUES DE OLIVEIRA


1837 – 1840

JUIZ DE PAZ PRESIDENTE – CAPITÃO ANTÔNIO LOPES DE OLIVEIRA, SUBSTITUÍDO PELO SEU SUPLENTE JOAQUIM DE MELO FRANCO BUENO.

VEREADORES TITULARES E SUPLENTES

>CORONEL JOAQUIM PIMENTEL BARBOSA (DEPUTADO PROVINCIAL)
>JOAQUIM DE MELO FRANCO BUENO
>VIGÁRIO CÔNEGO PROVISOR JOAQUIM DE MELO FRANCO
>CAPITÃO MOR DOMINGOS JOSÉ PIMENTEL BARBOSA
>MAJOR JOSÉ JANUÁRIO DE SOUSA OSÓRIO
>DR. TEODÓSIO MANOEL SOARES DE SOUSA
>LUIZ RODRIGUES E OLIVEIRA
>EDUARDO ANTÔNIO ROQUETE FRANCO
>TEODÓSIO CAETANO DE MORAES
>JOÃO DE SOUSA GONÇALVES
>LUIZ DE SOUSA MACHADO
>CORONEL JOSÉ CARNEIRO DE MENDONÇA
>FRANCISCO ANTÔNIO DE ASSIS
>JOÃO DE PINA E VASCONCELOS.

EM 1840, A VILA DE PARACATU DO PRÍNCIPE É ELEVADA À CIDADE COM O NOME DE PARACATU, ATRAVÉS DA LEI PROVINCIAL DE 19 DE MARÇO DO MESMO ANO, E A CÂMARA PASSA A TER NOVE VEREADORES.

FONTE:
ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO – CÂMARA MUNICIPAL DE PARACATU – DOCUMENTOS DIVERSOS.





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