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TRONCOS PARACATUENSES: SOARES DE SOUSA

POR JOSÉ ALUÍSIO BOTELHO
COLABOROU EDUARDO ROCHA

                                           

 NOTAS GENEALÓGICAS

Família iniciada no arraial de São Luiz e Santana das Minas do Paracatu na década de 1770 com o casamento entre Francisco Manoel Soares Viana e Dona Romana Antonia Francisca de Moura, ele, português, natural da freguesia de Santa Maria Maior da Vila de Viana, Viana do Castelo, norte de Portugal, nascido em 09/03/1741 e batizado em 25 do dito mês e ano, filho legítimo do capitão Manoel Soares Viana e de Josefa Maria Rosa de Sousa; neto pela parte paterna de Manoel Soares e de Maria Gonçalves Viana, moradores da dita vila de Viana; neto pela parte materna de Sebastião Mendes da Costa e de Francisca Coelho de Sousa, também naturais dali. Ela, brasileira, natural do arraial das Minas do Paracatu, nascida por volta de 1760, filha legítima do Sargento-Mor João Jorge Portela, português de São Mamede de Valongo, bispado do Porto e de Josefa Bárbara de Moura e Almeida, natural de Brejo Salgado, capitania de Minas Gerais. Nota: Dona Romana de Moura ainda vivia em 1830. Francisco Manoel Soares de Sousa ocupou os cargos de escrivão da Intendência do Ouro no arraial, e em 1796, foi nomeado Guarda-Mor das Minas do Paracatu, que exerceu até sua morte, ocorrida em 16/11/1809. Proprietário rural, foi senhor e possuidor da fazenda Córrego Rico. Inventariado em 1819.  Imagem do assento de batismo do Guarda mor:
Igreja Santiago Maior - Vila de Viana



Abaixo fac-símiles de documentos de provanças de naturalidade e idade do Guarda mor Francisco Manoel Soares Viana e de sua mulher Dona Romana Francisca de Moura:


Fonte: Processo de habilitação sacerdotal de Manoel Caetano de Moraes - 1800


Filhos:

A – Dr. José Antonio Soares de Sousa, ilustre paracatuense, formado em medicina em Paris.

BIOGRAFIA E DESCENDÊNCIA:
Nasceu, portanto, o Dr. José Antonio em Paracatu do Príncipe, em Minas Gerais, já quase nos confins de Goiás, no dia 17 de abril de 1777, sendo batizado em 27/04 do mesmo ano (Matriz de Santo Antonio da Manga das Minas de Paracatu, batismos, 1774 - 1777). 
Batismo dr. José Antonio - Matriz da Manga
   Devia ser ainda Paracatu, como o descreveu oito anos antes o ilustre governador de Mato Grosso, Luís de Albuquerque de Melo e Cáceres, um arraial de 5000 almas, com lindos campos na vizinhança.
José Antonio deixou o arraial nos últimos anos do século XVIII. É bem provável que não assistisse às festas da ereção do arraial em vila. Viajou, primeiramente para o Rio de Janeiro, e, de lá, velejou para Portugal. Esteve em Coimbra, mas, não se soube, no entanto, por que não fez o seu curso de medicina na universidade daquela cidade. Em 1804, possivelmente, já iniciara o seu curso médico na Universidade de Paris. “Sendo minguado o pecúlio que trouxera de sua pátria, teve, para manter-se e continuar os estudos, de ensinar latinidade, aprendida em Paracatu, e belas artes, no que era exímio”. Casou em outubro de 1806, com Antoinette Gabrielle Magdeilene Gibert nascida em Paris a 22 de abril de 1785, filha de Jean Baptiste Gibert, natural de Langres, e de sua mulher Marie Geneviève Raison, natural de La Brie. Jean Baptiste, livreiro na Rua Soufflot, morreu guilhotinado, por ocasião da Revolução Francesa, anos atrás. Um ano justo, depois de casado, nasceu, o primeiro filho do casal, no dia 4 de outubro de 1807, de nome Paulin Joseph.
Formou em medicina em 1809, com defesa de tese em 25 de agosto do dito ano. O diploma do Dr. José Antonio, de médico pela Universidade de Paris, tem data de 5 de setembro de 1809, é passado em nome de Napoleão I, Imperador dos Franceses, Rei da Itália e protetor da Confederação de Reno. Traz o selo da Universidade, com a águia imperial, e é assinado pelo Grão Mestre Fontaines, Conde do Império, e pelo Reitor da Academia Jussieu, o célebre botânico.
Uma vez formado, clinicou em Paris, tendo servido por algum tempo, como médico, no exército de Napoleão, aonde chegou a cirurgião-mor. Caetano Lopes de Moura, condiscípulo e amigo, encontrou-o, no interior da França, tratando de oficiais portugueses.
Com a queda de Napoleão Bonaparte, em 1814, deixou o Dr. José Antonio a França, seguindo para Portugal. Neste país, não bastava a sua carta da Universidade de Paris para clinicar. Era essencial que comprovasse, perante junta médica, a sua habilidade profissional, submetendo, então ao exame de suficiência teórico-prático em fevereiro de 1815, sendo aprovado com louvor.
Formara-se, portanto, José Antonio na Universidade de Paris, que era, então, o centro mundial da medicina. Pinel foi seu professor de patologia médica e sofrera a influência de Broussais. Estivera presente, justamente, no momento em que se iniciava uma transformação profunda na arte de curar, e no lugar exato em que se processava esta transformação.
Trabalhou durante quatro anos em Lisboa, já que em fins de 1818 ou nos primeiro meses de 1819, partiu com a família acrescida de dois filhos: Clotilde, nascida em Paris, e Hipólito, nascido em Portugal, para o Maranhão, fixando-se em São Luís, ocupando o cargo de médico do Hospital Militar. Em São Luís, prosperou com sua clínica particular, acumulando numerosa clientela. Os seus negócios prosperavam, possibilitando que ele amealhasse um patrimônio considerável.
Na capital da Província do Maranhão, ocupou cumulativamente, vários cargos, tais como, Delegado do Físico-Mor, Guarda-Mor da Saúde, Inspetor da Vacina, primeiro médico e diretor do Hospital Militar, médico do Partido da Câmara e diretor da Tipografia. Esse acúmulo de cargos granjeou desconfianças e animosidades, e até o presidente da província, achou que eram muitos para uma só pessoa, sendo afastado do cargo de médico da Câmara, e de outros. O Dr. José Antonio interpôs recurso perante o governo imperial, sendo reconduzido aos cargos.
 Em 1828, aos 48 anos, em outra carta dirigida ao filho, ele já se mostrava velho e alquebrado. Uma série de problemas e fatalidades familiares, como a morte da filha Clotilde em 1834, e a saúde abalada da mulher, que viajara para a França com a filha caçula, parecia prenunciar o fim da jornada do Dr. José Antonio. Em 1837, escreve ao filho Paulino, demonstrando o desejo de ir viver junto a ele no Rio de janeiro. Mas, a fatalidade impediu seu intento: em 22 de setembro de 1838, morre em São Luís do Maranhão o Dr. José Antonio aos 58 anos de idade, de inflamação interior, decorrente de uma queda do cavalo de montaria, quando retornava de uma consulta médica nos arredores de São Luís. Dona Antoinette Gabrielle Madeleine Gibert faleceu no Rio de Janeiro aos 18 de março de 1854.

Para saber mais:

Ler o Artigo – “A QUEDA DE ROSAS”, in Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, ano 1964, volume 264, pags.39, escrito original de autoria de José Antonio soares de Sousa, trineto do biografado.

Filhos:

1- Paulino José Soares de Sousa (Paulin Joseph), natural de Paris, nascido em 4 de outubro de 1807. Bacharel em direito pela Faculdade de direito do Largo de São Francisco em 1831. Notável político e Jurisconsulto brasileiro, ministro de várias pastas no II Reinado, titulado Visconde do Uruguai com Grandeza em 1854. Com descendência de seu casamento com Ana Maria de Macedo Álvares de Azevedo; faleceu em 1866;
2 – Clotilde Soares de Sousa faleceu em 1834, em São Luís, Maranhão;
3 – Dr. Hipólito José Soares de Sousa, natural de Lisboa, bacharel em direito pela faculdade de direito do Largo de São Francisco em 1842. Radicado em São Paulo, foi deputado provincial entre 1848 e 1856, e presidente da província de São Paulo entre 19 de maio e 13 de setembro de 1852. Foi casado com Esméria Augusta de Lima, natural de São Paulo; pais, dentre outros, de:
3.1 - Paulino José Soares de Sousa, casado com Ana Cândida Alves Alvim, filha do Dr. Manoel Alves Alvim e de Maria da Conceição Magalhães;
4 – Valentina Soares de Sousa, natural de São Luís, Maranhão, nascida em 31 de julho de 1825 e falecida em 25 de julho de 1880, no Rio de Janeiro. Segunda Baronesa de Maruim com honras pelo casamento com o Barão de Maruim, João Gomes de Melo.

 B – Alferes Isidoro Manoel Soares de Sousa, nascido em 1779, pouco mais ou menos (declara 32 anos em 1809); foi casado com sua prima Maria Jacinta de Carvalho, batizada em 10/03/1776, filha de Luiz José de carvalho e de Arcângela Maria de Moura;


C – Antonio Carlos Soares de Sousa, tabelião e homem de governança na vila de Paracatu do Príncipe. Foi casado com Sebastiana Ferreira Lopes. Com Ludovina Clara dos Santos, teve o filho natural, criado e educado por ele:
C1 - Dr. Teodósio Manoel Soares de Sousa, nascido em 1803; bacharel em direito pela Faculdade do Largo de São Francisco, em São Paulo em 1835. exerceu o cargo de Juiz de direiro em Paracatu várias vezes ao longo dos anos. Faleceu em 1857 no exercício do cargo. Casado em 29/09/1833 com sua prima Francisca Pimentel Soares de Sousa, com descendência; abastado latifundiário, proprietário das fazendas Gado Bravo, no distrito de Rio Preto (hoje, Unaí), e da fazenda Landim, "aquém do Ribeirão Santa Izabel", que mais tarde pertenceu ao coronel Domingos Pimentel de Ulhoa;

D – Josefa Maria Rosa Soares de Sousa, nascida em 1783 (informa ter 26 anos em 1809), e falecida em 1815; casada com seu primo Comendador Joaquim Pimentel Barbosa, com descendência;

 E - Maria Francisca Soares de Sousa, com 21 anos em 1809; casada com Antonio Manço da Cunha; filhos descobertos:

E1 - José, nascido em 18/05/1805;
E2 - Antonio, nascido em 08/12/1817; 

F – Padre Carlos Manoel Soares de Sousa, nascido em 22/01/1789; vigário no Urucuia;

G – Francisca Soares de Sousa, com 19 anos em 1809; casada com seu primo coronel Teodósio Caetano de Moraes, primitivos donos da fazenda "Brocotó".
H – Dr. Bernardo Belisário Soares de Sousa, nascido em 1795 e falecido em 1861 no Rio de Janeiro. Ilustre paracatuense, bacharelou-se em Direito pela Universidade de Coimbra em 1825. De volta ao seu país natal, foi nomeado Juiz de Fora de Campanha da Princesa em Minas Gerais; Desembargador do Paço Imperial; na política, elege-se inicialmente deputado geral por Minas Gerais em 1830, e posteriormente, reelege-se continuamente, tanto por Minas Gerais, como pela Província do Rio de Janeiro, até 1860. Casado com Mariana de Macedo Álvares de Azevedo, da aristocracia rural fluminense, e dessa união, dentre outros, foi o pai do Conselheiro do Império Francisco Belisário Soares de Sousa; entre seus netos, destaca-se a esposa do Presidente Nilo Procópio Peçanha.  Pertenceu ao poderoso grupo político conhecido como “ SAQUAREMAS”, que dominou a política fluminense no período imperial, durante longos anos;

G – Francisco Manoel Soares de Sousa Júnior, com 13 anos em 1809; homem de governança, foi escrivão da câmara; faleceu em 1840; casado com sua prima Margarida Pimentel Babrosa Barbosa.

Filhos:

G1 – Maria Clementina Soares de Sousa, casada com Domingos José Pimentel Barbosa, filho do Comendador Joaquim Pimentel Barbosa e de sua primeira esposa Josefa Maria Rosa Soares de Sousa (item D), o terceiro do nome;
G2 – Francisca Emília Soares de Sousa, casada com o Dr. Teodósio Manoel Soares de Sousa (item C);
G3 – Bernardo Belo Soares de Sousa, o célere capitão Belo;

G4 - Romana Alexandrina Soares de Sousa, nascida em 05/02/18255; casada em 26/09/1842 com Narciso Caetano de Moraes, nascido em 05/09/1814, filho de pais incógnitos.
*Nota: os filhos do casal tronco adotaram o sobrenome dos avós paternos.
Fontes:
1 – Arquivo do autor;
2 – Site: www.tombo.pt – Arquivos paroquiais da freguesia de santa Maria maior, Viana do castelo;
3 - Inventário: 2ªVara cx. 1819/1820.
 Escrito originalmente em agosto de 2014
Atualizado em outubro de 2016

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