Pular para o conteúdo principal

ARRAIAL DE SÃO LUIZ E SANTANA DAS MINAS DO PARACATU - SÉRIE TRONCOS PIONEIROS 15



Por José Aluísio Botelho


 MASCARENHAS

O alferes Pedro Mascarenhas de Aragão e Rosa de Sousa da Conceição, preta mina, solteiros, tiveram filhos consensuais, nascidos em Vila Boa de Goiás, e que viveram nas Minas do Paracatu, aonde deixaram descendência. Descobrimos duas filhas do casal:
1 – Ana Maria Mascarenhas, casada com José Antonio da Costa, com descendência;
2 – Joana Mascarenhas, nascida por volta de 1740, natural e batizada em Vila Boa de Goiás, bispado do Rio de Janeiro, ao casar em 1758 no arraial de São Luiz e Santana das Minas do Paracatu, com Manoel José Soares, natural de São Martinho dos Mancelos, Amarante, distrito do Porto, filho de Manoel Soares de Amorim e de Sebastiana Teixeira, naturais do mesmo lugar, dá início a família Soares Mascarenhas, caldeada. Filhos descobertos:
2.1 - Mateus Soares Mascarenhas, nascido em 1761 e falecido em 12/03/1820; exerceu a carpintaria; casado com Lourença Ribeiro Pimentel; filho descoberto:
2.1.1 - Benedito, nascido em 02/06/1805.
2.2 – José Soares Mascarenhas, nascido em 15/09/1765;
2.3 – João Soares Mascarenhas, batizado em 11/02/1771;
2.4 - Licenciado Antonio Soares Mascarenhas, nascido em 15/02/1776;
MOTA BASTOS

Com Eduardo Rocha

O casal tronco desta família foram o português Manoel da Mota Bastos, natural de Bastos, distrito de Braga, e Ana Martins Viana, mulher parda, natural da Vila do Príncipe, termo do Serro Frio, filha natural do português Manoel Martins Viana. Filhos descobertos, alguns nascidos na Vila do Príncipe, e outros nascidos na freguesia da Manga de Paracatu:
1 - Manoel da Mota Bastos Júnior, casado com Faustina Martins Viana, natural da cidade da Bahia, filha de Manoel Martins Viana e Ana Martins Viana; filho descoberto:
1.1 - Narciso, nascido em 28/10/1775; 
 2 – João da Mota Bastos, casado com Ana da Costa e Silva, filha de Agostinha da Costa e Silva; filho descoberto:
2.1 – João, batizado em 06/01/1777.
3 – José da Mota Bastos, sem mais notícias;
4 - Josefa Martins da Mota, natural da Vila do Príncipe, Bispado de Mariana, casada com José Martins Ferreira, natural de São Mamede de Negrelos, Arcebispado de Braga, filho de Serafim Martins e de Mariana Francisca; filho descoberto:
4.1 - Manoel, batizado em 16/12/1773;
5 - Luiz da Mota Bastos, batizado em 07/07/1758;
6 – Plácido da Mota Bastos, batizado em 05/10/1765 e falecido por volta de 1848; casou em *1789 com Tomásia Maria do Espírito Santo. Possuidores das fazendas Mingau e Cachoeira.
*Provisão de casamento emitida em 15/09/1789 pelo cartório eclesiástico da matriz de Santo Antonio do arraial de Paracatu.
Inventário: 2ªVara cx. 1856.
Batismo de Plácido
Filhos descobertos:

6.1 - Maria da Mota Bastos, batizada em 30/08/1793; casou duas vezes: 
1ªvez com Manoel Marques Jordão, falecido em 1831.
Inventário: 2ªVara cx. 1830/1832. Filhos:
6.1.1 Joaquim, falecido;
6.1.2 Ana, 15 anos; casada com Manoel Fernandes;

2ªVez casada em 03/09/1831 com Francisco Fernandes, filho de Joaquim Fernandes e Ana Dias de Sousa. Filha descoberta:
6.1.3 Mariana Fernandes do Nascimento; casa-se em 24/07/1850 com Antonio da Mota Bastos, viúvo de Ambrosina Pinto Brandão, falecido em 13/01/1864, filho de Mamede da Mota Bastos e de Justina Gomes Caldas. Inventário: 2ªVara cx. 1864-A. 

Batismo de Maria da Mota Bastos:" AOS TRINTA DO MES DE AGOSTO DE MIL SETECENTOS E NOVENTA E TRES NESTAMATRIZ DE SANTO ANTONIO DA MANGADO ARRAYAL DO PARACATU, FREQUEZIA DA MANGA, BISPADO DE PERNAMBUCO, BATPTIZEI E PUS OS SANTOS OLEOS A MARIA, MENOR FILHA LEGITIMA DE PLACIDO DA MOTA BASTOS E DE SUA MULHER THOMAZIA MARIA DO ESPIRITO SANTO, AMBOS NATURAIS DESTA FREQUESIA, NASCEO A QUINZE DE MAIO DO MESMO ANNO, SENDO PADRINHOS JOSE MARTINS E CATTARINA FERREIRA BRAGA, E PARA CONSTAR MANDEI FAZER ESTE ASSENTO QUE
ASSIGNO."


6.2 Mamede da Mota Bastos, 60 anos no inventário do pai; Morador na fazenda Boa Vista; casou duas vezes: 1ªvez com com Justina Gomes Caldas. Mamede faleceu em 12/04/1867. Inventário: 2Vara cx. 1872-B.Filhos:
6.2.1 Antonio da Mota Bastos, casado com Ambrozina da Conceição Pinto Brandão; filhos:
6.2.1.1José da Mota Bastos, 18 anos, demente;
6.2.1.2 Lourença da Mota Bastos, 14 anos, mentecapta; 
6.2.2 Luzia da Mota Bastos, casada com Antonio de Sousa; moradores na Bagagem;
Casou 2ªvez com Maria Tereza Monteiro, sem descendência;
Com Domingas Rodrigues Galvão, mulher solteira, teve os filhos naturais:
6.2.3 Manoela, 6 anos;
6.2.4 Maria, 4 anos;

6.3 José da Mota Bastos, falecido por volta de 1840. Morador na fazenda Mingau.
Inventário: 2ªVara cx. 1841/1842.
Casou duas vezes: 1ªvez com Luíza Firmino de Melo, filha de Antonio Oliveira Costa; filha:

6.3.1 Maria, 12 anos;

 Casou 2ªvez com Maria José de Oliveira; filhos:

6.3.2 Maria, 4 anos;
6.3.3 Rosa, 2 anos; 

6.4 Valentim da Mota Bastos, falecido aos 50 anos em abril de 1856; casado que foi com Caetana Lopes Ferreira. Inventário: 2ªVara cx.1856.

Filhos:

6.4.1 Clemência da Mota Bastos, casada em 16/02/1847 com Antonio Fernandes do Nascimento, filho de Francisco Fernandes do Nascimento e de Maria da Mota Bastos. filhas descobertas:
6.4.1.1 Cândida, 7 anos;
6.4.1.2 Emília, 4 anos;

6.4.2 Francisca da Mota Bastos, casada com Joaquim de Oliveira Melo;
6.4.3 Thomaz da Mota Bastos, 20 anos, solteiro;
6.4.4 Henriqueta da Mota Bastos, casada com Bernardo José de Sales;

6.5 Manoel da Mota Bastos, 45 anos;
6.6 Antonio da Mota Bastos, já falecido; filha:
6.6.1 Antonia da Mota Bastos, casada com Manoel Pereira;
 
7 Ana Maria da Mota, natural da Vila do Príncipe, termo do Serro Frio, bispado de Mariana, casada com José de Oliveira Costa, natural da freguesia de Nossa Senhora da Purificação, Patriarcado de Lisboa;

8 Maria Madalena Martins Viana, casada com Tomé Gonçalves da Silva; filha descoberta:

8.1 Maria, batizada em 22/07/1776. 

Longevidade na família: Ana da Mota Bastos, viúva, falecida aos cem anos de idade em 22/02/1882; desentroncada. 


FERREIRA BASTOS

Colaboração de Eduardo Rocha

O Português Bento Francisco Bastos, natural de Basto, bispado de Braga, filho de João Francisco e de Senhorinha de Freitas, veio para o Brasil, e sua primeira parada foi nas minas de Serro do Frio, aonde casou com Joana Martins Viana, filha natural de Manoel Martins Viana e de Josefa Martins, preta forra, natural dali. De Serro do Frio vieram para o sertão do Paracatu. Filhos do casal, alguns nascidos no Serro do Frio, e outros no arraial de Paracatu:
1 – Bárbara Martins, casada com Manoel Martins de Abreu, natural de São Pedro de Solis, Arcebispado de Braga, filho de João de Abreu e de Ana Martins de Feitas, naturais dali. Já era falecido em 1801.

Filhos descobertos:

1.1 – Manoel, nascido em 17/03/1775;
1.2 – Ana, batizada em 01/01/1777;
2 – Joana Martins Viana, casada com João Coelho da Costa, natural de São Tomé de Negrelos, bispado de Coimbra, filho de Veríssimo Coelho e de Maria da Costa, também dali. Filhos descobertos:
2.1 - Bento, batizado em 14/11/1773;
2.2 – Francisco, batizado em 26/05/1775;
2.3 – Maria, batizada em 03/01/1777;

3 -Maria Martins Viana, batizada em 17/05/1765;

4 - José de Bastos; 

5 - Eleutério Bastos, falecido em 1801;

6 - Ana, casada com Antônio Lopes da Silva Vale;

7 - Paula de Bastos;

8 - Francisco de Bastos;

Fonte: Inventário de Joana Martins Viana, sob a guarda da FECIGO - Fundação Educacional de Goiás - Arquivo Frei Simão Dorvi. 
Com Natália ou Natária de Sousa, Bento Francisco Bastos, teve a filha, nascida em Serro do Frio:
4 – Rosa Pereira Bastos, casada nas minas com Francisco Ferreira de Melo, natural do Serro do Frio, filho de José de Melo Guimarães e de Francisca Ferreira Borges, tronco dos Ferreira de Melo. Filho descoberto:
4-1Francisco, nascido em 10/09/1775.

RABELO DE SOUSA

O tronco desta importante família paracatuense inicia-se com Simão Rabelo de Sousa, natural da freguesia de São Gonçalo, bispado de Mariana, filho de Pedro Rabelo de Sousa, natural da vila das Fontes (Fonte Arcada), Bispado do Porto e de Maria Cardoso. Viveu no arraial da Lagoa, com sua mulher Domingas Fernandes, natural de Goiás. Filho descoberto:
1 – João, batizado na capela de Santo Antonio da Lagoa em 14/02/1772.
Na dúvida, outro filho de Pedro Rabelo: Manoel Cardoso de Matos, casado com Luiza Xavier Passos, com descendência.

Fontes:
Livros paroquiais da Matriz de Santo Antonio de Paracatu, Minas Gerais (incompletos e fragmentados), resgatados pelo pesquisador Eduardo Rocha.

Termina aqui a série TRONCOS PIONEIROS. Agradecemos os nossos seguidores e leitores pelo sucesso do blog.

Postagens mais visitadas

NOTAS GENEALÓGICAS - PEREIRA MUNDIM

Por Eduardo Rocha
Família originária de Mondim de Bastos, Vila Real, norte de Portugal.

1- Joaquim Lourenço Mundim, casado com Perpetua Leocádia Pereira de Barros, filha legítima do capitão José Pereira de barros, natural da cidade de Braga, Portugal e de Maria Antunes Claro; neta paterna de Manoel Antônio Pereira de Barros e de Antônia da Costa. Família miscigenada na origem em Paracatu.

Filhos descobertos:

1-1 Mathias Lourenço Mundim, falecido em 08/12/1834; casado com Lúcia de Sousa Dias.
Inventário: 2ª Vara 1835/1836.

Filhos:

1-1-1 Maria de Sousa Mundim, 7 anos;

1-1-2 Elias de Sousa Mundim, nascido em 1829 e falecido em 26/09/1879; casado duas vezes: 1ªvez com Maria Leocádia da Conceição em 29/04/1855:
"Aos vinte e nove de abril de mil oitocentos e cincoenta e cinco feitas as diligencias do estillo na igreja matriz desta freguesia de Santo Antonio da Manga Bispado de Pernambuco, o reverendissimo senhor provissor em presença das testemunhas Vicente Jose Chispiniano e João Caetan…

DONA BEJA E O TESTAMENTO DO PADRE

O vigário Francisco José da Silva foi um padre típico do sertão mineiro: fazendeiro abastado, político influente, e mulherengo, como quase todos os padres de seu tempo. Teve participação decisiva na evolução político-administrativo e social da Araxá na época em que lá viveu, entre 1815 e 1845, ano de seu falecimento. Participou, mesmo que discretamente, da Revolução Liberal em Araxá, apoiando seus sobrinhos liberais, liderados pelo coronel Fortunato José da Silva Botelho, no embate político que se travava em Minas nos anos de 1842. Legitimou em cartório em 1831, três filhos, a saber: Pedro Amado de São Paulo, Placidina Maria de Jesus, e Teresa Thomásia de Jesus. Antes, em Dezembro de 1826, ele dita seu testamento escrito pelo advogado paracatuense João de Pina e Vasconcelos, onde declara não ter herdeiros descendentes (sic) e/ou ascendentes por serem falecidos seus pais, e que nomeava como seus herdeiros Antonio Machado de Morais, Pedro Amado de São Paulo, e Teresa Thomásia de Jesus, …

CONEXÃO PARACATU/ARAXÁ: ENTRELAÇAMENTO DAS FAMÍLIAS BOTELHO – JOSÉ DA SILVA – AFONSO DE ALMEIDA - MACHADO DE MORAES E CASTRO - PACHECO DE CARVALHO

Por José Aluísio Botelho
A LONGA JORNADA
O Tenente Gregório José da Silva e Dona Tereza Tomásia de Jesus Botelho, se encontraram em 

OS SANTANA DE PARACATU - MG

Texto José Aluísio Botelho
Pesquisas Eduardo Rocha e Mauro César da Silva Neiva
Família iniciada em Paracatu com o casamento do tenente Joaquim José de Santana e Dona Maria Peixoto.

MARECHAL PEDRO DE ALCANTARA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE

Nascido em 26 de novembro de 1883 em Salvador, Bahia. Filho do Desembargador Francisco Manoel Paraíso Cavalcante de Albuquerque e Aragão, dos Caramurus da Bahia, também natural de Salvador, e de Dona Ana Pimentel de Ulhoa, natural de Paracatu, Minas Gerais. Fez o curso primário, a começo em Salvador, depois na capital de Goiás, novamente em Salvador, e, por fim, em Uberaba, no estado de Minas Gerais. A razão explicativa desse ciclo do seu curso primário está em que, Desembargador da Relação da Bahia, foi seu pai em 1887 removido para a Relação de Goiás, donde retornou a da Bahia em 1889, aposentando-se em seguida e indo residir em Uberaba, onde faleceu em 1899. Justiça una no tempo do Império, os magistrados ficavam sujeitos a tais remoções, enfrentando os maiores sacrifícios dadas às distâncias a vencer, sem meios rápidos de locomoção. Vale salientar que seu pai fez-se acompanhar de sua mãe e seus filhos nessas longas viagens. Terminados os estudos primários em Uberaba, com 11 anos de …

O CAPITÃO MANOEL PINTO BROCHADO E SEUS DESCENDENTES (Para Paulo Brochado - in memorian)

JOSÉ ALUÍSIO BOTELHO e                                                                 EDUARDO ROCHA                   
O DISTRITO DE RIO PRETO
A povoação do Rio Preto era antiga. Denominada de Ribeira do