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ARRAIAL DE SÃO LUIZ E SANTANA DAS MINAS DO PARACATU - SÉRIE TRONCOS PONEIROS 5 - CUNHA PEREIRA



Por José Aluísio Botelho 
Colaboração Eduardo Rocha

SIMÃO DA CUNHA PEREIRA - A vida e andanças do Capitão de Dragões da milícia colonial sediada em Vila Rica, Simão da Cunha Pereira, já foi


sobejamente retratada em diversas genealogias. Registramos o nascimento de dois netos dele nascidos nas Minas do Paracatu, bem assim a presença do irmão padre que lá viveu, Reverendo Doutor Dom Brás da Cunha Pereira, clérigo de São Bento de França, natural da freguesia de São Tiago de Infesta, Concelho de Coura, distrito de Viana do Castelo, e falecido no arraial do ouro entre 28/06/1780 (data em que o testamento foi redigido) e 16/07/1780 (data da abertura de seu testamento). Irmãos germanos, filhos legítimos de José da Cunha Pereira e de Maria da Cunha Dantas.

Nota inusitada: Dom Braz instituiu sua Alma como sua universal herdeira.

1 - Simão da Cunha Pereira (1700-1774), falecido no Rio de Janeiro (informado no inventário do padre), casado com Ignácia Mendes Ramos (1737-1819); filhos em Paracatu:

1.1 – Ana Fortunata da Cunha Pereira, natural do arraial do Tijuco, freguesia de Nossa Senhora da Vila do Príncipe, casada com Manoel Rodrigues Teixeira, natural da freguesia de Nossa Senhora do Pilar de Congonhas do Campo, filho de Antonio Rodrigues Teixeira Franco e de Brígida Gomes da Silva; filha descoberta:
1.1.1 – Brígida, nascida em 27/07/1765; foi padrinho o Reverendo Doutor Dom Braz da Cunha Pereira, tio (?) da batizada e dona Agostinha da Silva Albuquerque, mulher do Doutor Luiz Lopes de Carvalho Frazão; imagem ilustrativa do assento de batismo:
Matriz de Santo Antonio da Manga das Minas do Paracatu      
                                                                      

1.2 – Mariana da Cunha Pereira, natural de Vila Rica, casada com Francisco Antonio da Silveira, natural da freguesia da Vila Nova de São Roque, ilha do Pico, Açores, filho do capitão Antonio da Silveira e de Maria do Rosário, também naturais da ilha do Pico.
Filho descoberto:
1.2.1 – Capitão de Milícia Simão da Cunha Pereira, batizado em 04/07/1774 e falecido em 1843.
Batismo Simão - Matriz da Manga - Paracatu
Fontes:
1 - Inventário de Dom Braz da Cunha Pereira, sob a guarda do Arquivo Público Municipal de Paracatu;
2 - Livro paroquial da matriz de santo Antônio da Manga do arraial de Paracatu (fragmento).

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NOTAS GENEALÓGICAS - FAMÍLIA LABOISSIÈRE (LA BOISSIÈRE)

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1- Leon Laboissière, natural de Blois, cidade e capital do departamento central de Loir-Et-Cer, França; emigrou na metade do século dezenove para Paracatu, aonde constituiu família e faleceu por volta de 1928; casado com Rita de Moura Barbosa (solt.) ou Rita de Moura Laboissière (cas.), falecida em 16/05/1895. Inventários: 1ª Vara I-90; 1ª Vara I-15.
Filhos:
1-1 Gustavo Laboissière, nascido em 1869 e falecido em 27/08/1944; foi casado com Julieta Roriz Meireles, com descendência na página dos Paula Sousa, queira ver;
1-2 Tenente Júlio Laboissière, falecido em 27/08/1944; casado com Ermelinda Rabelo de Sousa, falecida em 18/11/1920; fazendas Santa Rosa, Ambrósio, Boa Esperança, Cabo, Bom Sucesso, Buriti, Piripiri. Inventário: 2ª Vara 1945; Inventário: 2ª Vara 1923;
Filhos:
(Obs.: idades fornecidas no inventário da mãe).
1-2-1 Dygdis Laboissière, 24 anos; falecida em 12/1947; casada com Job Vieira Diniz, falecido em 01/11/1946.
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DONA BEJA E OS BOTELHOS DE PARACATU

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Muito se tem falado no âmbito familiar e fora dele, acerca de possível parentesco consanguíneo ou por afinidade entre Dona Beja e a família Botelho de Paracatu, ao longo de décadas. Essa dúvida, real ou proposital trazida pelos mais velhos, receosos da veracidade do parentesco com a mitológica personagem da história de Araxá, e que levou um dos nossos velhos tios, já falecido, a dizer peremptoriamente certa vez: “Eu não sou parente de uma cortesã”, persiste até os dias atuais.
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1.Dona Beja é a madrinha da neta:


2.                                                                                      Haidé a neta predileta   

3.                                                Amazílis


Edmundo

Fonte: Family Search - livros paroquiais de Estrela do Sul (batismos)

FAZENDAS ANTIGAS DE PARACATU E SEUS PRIMITIVOS DONOS

1 - SÍTIO DO ESCURO - Sesmaria concedida em 1759 ao Português João Jorge Portela e sua mulher Josefa Barbosa de Moura e Almeida. Desse casal, descendem pelo ramo materno, os Pimentéis Barbosa e Soares de Sousa;

2 - FAZENDA DO FUNDÃO - Sesmaria adquirida por João de Melo Franco em 1762, distante cerca de dez léguas de Paracatu, na chapada do São Marcos. Em 1819, segundo Pohl, se encontrava em ruínas. Passou à descendência;

3 - FAZENDA CÓRREGO RICO - Foi seu primitivo dono Joaquim de Melo Albuquerque( Seu Melo), falecido em 1880. Era filho do pernambucano Joaquim de Albuquerque e de Ana de Melo Franco;

4 - FAZENDA CAETANO - Pertenceu ao casal Manoel Caetano de Moraes e Joana Maria de Moura e anos mais tarde ao Dr. Sérgio Ulhôa;

5 - FAZENDA MOURA - Foi seu primitivo dono Romão de Moura, que se mudou para o Vão do Paranã, em Goiás, onde deixou numerosa descendência. Posteriormente, passou a ser propriedade do Coronel Fortunato Jacinto da Silva Botelho e seus descendentes;

6 - FAZENDA BROCOTÓ …

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