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TEXTOS INÉDITOS DE OLYMPIO GONZAGA - PRIMEIRA PARTE

Por José Aluísio Botelho

Olympio Gonzaga e o Mimeógrafo (lembram-se dele?, ancestral das impressoras modernas)

Olympio Gonzaga foi professor primário por longos anos, coletor federal, jornalista, fotógrafo, escritor, e por último comerciante: foi proprietário de um Armazém de secos e molhados (como se dizia à época) em Paracatu: no seu estabelecimento comercial vendia-se de tudo, desde um simples urinol até, eventualmente, automóveis.
Lá instalou seu mimeógrafo, com o qual prestava serviços à comunidade a preços módicos, inclusive cópias de seus escritos.

Fonte: Afonso Arinos na intimidade, Biblioteca Nacional do Brasil, divisão de manuscritos.

A seguir, alguns destes textos:

1) Reclame.



2) Biografia do Dr. Afrânio de Melo Franco, seu protetor político, a quem professava profunda admiração. 

Fonte: Biblioteca Nacional do Brasil, manuscritos.

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SÉRIE - PIONEIROS DO ARRAIAL DO OURO 18 - NETTO SIQUEIRA

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A família Netto de Siqueira iniciada nos primórdios do arraial de Paracatu, derivam pela linha materna dos Netto Carneiro Leão, e que exemplifica o caldeamento racial na Paracatu colonial, ou seja, a união entre o branco europeu e o negro africano. Como dito acima, são aparentados dos Netto Carneiro Leão, descendentes do português Antonio Netto Carneiro Leão, que teve a filha natural Maria Netto Carneiro Leão com uma ex-escrava, alforriada por ele, como veremos adiante (imagem de batismo de Antonia), que, por dedução, de acordo com a idades dos filhos, deve ter nascido nas primeiras décadas da povoação, por volta de 1755, pouco mais ou menos, e portanto antes do casamento legítimo do capitão Antonio Netto Carneiro Leão com Ana Maria Lemes.
                      O CASAL TRONCO E SUA DESCENDÊNCIA
1. Maurício Tavares de Siqueira, filho natural de Joaquim Tavares de Siqueira e de Joana da Costa, preta mina, nascido na fazenda dos Quirinos, ribeira do Ri…

LENDAS DO BRASIL CENTRAL 1 - CRÔNICAS INÉDITAS DE OLYMPIO GONZAGA

Por José Aluísio Botelho



Resgatamos, após minuciosas pesquisas, alguns escritos de Olympio Gonzaga que se encontravam desaparecidos, dentre eles, crônicas que escreveu para seu livro não editado, Lendas do Brasil Central, transcritas na grafia original, tal como ele as concebeu, sem correções ortográficas e gramaticais, para que nossos leitores avaliem a qualidade dos textos e sua importância para a história de Paracatu.
Sobre o autor: Olympio Gonzaga foi um homem inquieto, preocupado em resgatar a história de Paracatu, através de texto históricos, crônicas, narrativas de acontecimentos verídicos (como o caso dos jagunços do vale do Urucuia em 1926), seja através de registros fotográficos. Autodidata no campo da história, com formação escolar deficiente, tinha enorme dificuldade na interpretação de textos, as vezes se confundindo com as informações obtidas, falta de didatização em seus textos, bem como apresentava dificuldades no manejo da língua portuguesa. Mas, isto não importa, até …

PIONEIROS DO ARRAIAL DO OURO 21 - BARBOSA DE BRITO

POR JOSÉ ALUÍSIO BOTELHO
EDUARDO ROCHA


Fato relevante: localizamos o testamento do capitão José Barbosa de Brito no Arquivo Municipal de Paracatu - ele testou aos 27 dias do mês (ilegível) de 1771. Na ocasião sua mulher já era falecida: "missa pela alma de minha mulher Agostinha da Costa Silva."Abaixo faremos algumas correções e acréscimos que achamos necessários à luz do novo documento.


José Barbosa de Brito. Em um documento datado de 1763, por nós compulsado, em que ele aparece como testemunha, está descrito: “José Barbosa de Brito, homem branco, casado, morador neste arraial de Paracatu, que vive de suas minas, natural da cidade de Braga, com idade de 60 anos, pouco mais, pouco menos.” Portanto, nascido por volta de 1703, em Braga, norte de Portugal. No seu testamento, ele declara ser natural da freguesia de São Vítor, Campo de Santana, cidade de Braga, filho legítimo de Manoel Barbosa e de Jerônima de Brito. Localizamos seu assento de batismo realizado aos 07/10/1703, vide …

HISTÓRIA A CONTA-GOTAS - JOSEFA MARIA COURÁ

PELA TRANSCRIÇÃO JOSÉ ALUÍSIO BOTELHO

DE ESCRAVAS À SINHÁS - JOSEFA MARIA E ROSA: NA ROTA DO DIVINO Texto de LUIZ MOTT, Antropólogo, professor da Universidade Federal da Bahia.
JOSEFA MARIA ficou na história através de um sumário de culpas que localizei na Torre do Tombo intitulado: “Para se proceder contra as feiticeiras”. Esta negra fora acusada de ser a líder e a proprietária de uma casa de cultos nas Minas de Paracatu (hoje a 200 quilômetros de Brasília), onde se realizava a Dança de Tunda, também chamada Acotundá, um ritual de louvor ao Deus da nação Courá. Segundo depoimento de algumas testemunhas que participaram de tais cerimônias, o ídolo venerado era representado “por um boneco de barro com cabeça e nariz à imitação do Diabo, espetado em uma ponta de ferro, com uma capa de pano branco, colocado no meio da casa em um tapete, com umas frigideiras em roda, e dentro delas, umas ervas cozidas e cruas, búzios, dinheiro da Costa, uma galinha morta, uma panela com feijão, moringas de á…

GENEALOGIA A CONTA-GOTAS - PIRES DE ALMEIDA LARA

Por Eduardo Rocha José Aluísio Botelho
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Filhos:

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