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VELHOS TRONCOS PARACATUENSES: LOUREIRO GOMES

  Por José Aluísio Botelho Assento de casamento constante da folha 60, do livro de 1852 a 1859, matriz de Santo Antônio da Manga de Paracatu - TRANSCRIÇÃO : “Aos dezesseis de Novembro de mil oitocentos e cinquenta e quatro, feitas as diligências do estillo , depois de confessados e preparados com o Sacramento da Eucaristia, em casa do Senhor Doutor Joaquim Pedro de Melo, o Reverendíssimo Senhor provisor em presença das testemunhas José Thomaz Pimentel Barbosa e Augusto Pimentel Barbosa, juntou em matrimônio por palavras de presente aos Nubentes Antonio Loureiro Gomes e Dona Zenóbia Pimentel Barbosa, o nubente filho legítimo do Sargento-mor Alexandre Loureiro Gomes já falecido e de Dona Ana Santiago Loureiro e nascido e batizado na Freguezia de São José do Norte, Bispado de Goyaz , e a nubente filha legítima do Commendador Joaquim Pimentel Barbosa já falecido e de Dona Anna Maria de Mello Pimentel, e nascida e batizada nesta freguesia de Santo An...

VELHOS TRONCOS PARACATUENSES: CARNEIRO LEÃO

Por José Aluísio Botelho (Atualização, com correções e acréscimos em 15/12/2019)  Família de origem portuguesa, da região do Porto, freguesia de Santiago da Carvalhosa, município de Paços de Ferreira. Alguns membros da família imigraram para o Brasil no século dezoito, principalmente para Pernambuco, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Para Pernambuco Manoel Carneiro Leão e seu sobrinho Manoel Netto Carneiro Leão, para o Rio de Janeiro Brás Carneiro Leão e para Minas Gerais veio Antônio Netto Carneiro Leão, que adquiriu datas de terras minerais no então Arraial de São Luiz e Santana de Paracatu, e na exploração de ouro amealhou cabedais, sem enriquecer: foi proprietário do “Sítio do Neto”, banhado por um ribeirão denominado "Ribeirão do Neto", que perpetuou um de seus sobrenomes até os dias atuais; em 1769 era proprietário com os demais sócios de 16 datas minerais e 22 escravos. Pelos seus descendentes, doou seu sangue à nobiliarquia brasileira, com marquês e marquesa,...

A VILA DE PARACATU NA VISÃO DE UM VIAJANTE ESTRANGEIRO

 Por José Aluísio Botelho Aproveitando o ensejo por ocasião do aniversário de Paracatu neste mês de outubro, estabelecido oficialmente a partir da data de sua elevação à vila em 1799, através de Alvará de Rainha Dona Maria I, de Portugal, veremos como era a vila nas primeiras décadas do século dezenove, sob o olhar arguto de um observador estrangeiro daquele tempo. Auguste de Saint – Hilaire (1799 – 1853) notável naturalista e botânico francês que viajou pelo Brasil entre 1816 e 1822, reuniu durante suas viagens um riquíssimo acervo de dados referentes à História Natural, realizando inúmeras pesquisas de interesse para a Geografia, a História e a Etnografia. Esteve na Vila de Paracatu do Príncipe em maio de 1819, onde permaneceu por cerca de duas semanas. Observador arguto que era não deixou de fazer suas anotações sobre a vila e que transcrevemos alguns trechos ilustrativos sobre suas peculiaridades à época de sua estada no lugar. Diz ele “A cidade de Paracatu ocupa apena...

O MISTERIOSO DR. PARACATU - PARTE II

Por José Aluísio Botelho No artigo “Almanaque Paracatuense”, escrito e enviado em abril deste ano (vide em arquivos), fizemos um resumo da história do misterioso Dr. Paracatu e a morte do Dr. Cláudio Manoel da Costa encontrado enforcado no dia 4 de junho de 1789, na prisão a que fora recolhido, como partícipe da Inconfidência Mineira. Na ocasião ele fora examinado por dois cirurgiões, Caetano José Cardoso e Manoel Fernandes Santiago, e, sabia-se que um deles tinha o apelido de Dr. Paracatu, e que, justamente este, confidenciara a um amigo a notícia de que o Dr. Cláudio fora assassinado e não suicidara como rezava o auto de corpo de delito. Perguntávamos à época qual deles seria o Dr. Paracatu e qual a relação que teria com o então Arraial de São Luiz e Santana de Paracatu. Pois bem, fomos encontrar a resposta nos “Anais da Biblioteca Nacional, ano1943, vol. 65, págs.183 e seguintes, em artigo sobre a Inconfidência mineira”. Lá, constatamos que o Dr. Paracatu era na verdade o ciru...

OS IMPOSTOS NA PARACATU COLONIAL

Por José Aluísio Botelho Ontem como hoje, a voracidade do estado para arrecadar cada vez mais com o objetivo de cobrir suas despesas perdulárias, tributando o setor produtivo e os cidadãos com uma parafernália de impostos e taxas, criando um modelo que nenhum governante brasileiro conseguiu ou não quis modificar, superalimentando o estado à custa de quem trabalha. No Brasil colônia, também a criatividade para arrecadar não furtava a regra. Na época já existiam as contribuições voluntárias, como por exemplo, para pagar o dote das princesas na ocasião de seus casamentos; o subsídio, dito literário, para remunerar os professores e o custeio do ensino público, que incidia sobre a carne e a aguardente. Essa arrecadação era precária, assim como o salário dos professores, que ficavam muito tempo sem receber e eram muito baixos; o dízimo, cuja taxação era de 10% sobre os bens das pessoas e também sobre a produção, e que era a maior fonte de renda da Coroa portuguesa. Também havia o quinto, que...

OUVIDOR FRANCISCO GARCIA ADJUTO

Por José Aluísio Botelho MAGISTRATURA E POLÍTICA O Dr. Francisco Garcia Adjuto, bacharel em Direito Canônico pela Universidade de Coimbra em 1808 (vide abaixo), habilitou-se para os Lugares de Letras, obrigatório para o exercício da Magistratura no Reino Português, em 14 de novembro de 1809 (1). A partir de então exerceu cargos no judiciário de Lisboa no decorrer da década de 1810. Não sabemos a data exata de sua vinda para o Brasil, mas, em 13 de maio de 1821 foi nomeado ouvidor geral de Vila Rica (Ouro Preto). Contudo, diante das incertezas políticas que antecederam a independência do Brasil, em 18 de novembro do mesmo ano de 1821, ele é suspenso do cargo com as justificativas de “não haver jurado a para saber mais: Clique na imagem abaixo para adquirir o livro na Amazon.com Clique aqui para visualizar uma prévia do livro.

FESTA DE ACLAMAÇÃO DE DOM JOÃO VI EM PARACATU ( 1817)

Por José Aluísio Botelho Ao analisarmos um ofício enviado pela câmara de vereadores de Paracatu ao Governador da Capitania Manuel de Portugal e Castro, comunicando as festividades ocorridas na Vila por ocasião da aclamação de D. João VI, como rei de Portugal, após a morte de sua mãe D. Maria I, em abril de 1817, deparamos com elementos preciosos para compreendermos a sociedade colonial local da época, através de suas manifestações culturais, religiosas e profanas. A notícia chegou à Vila em 20 de dezembro de 1816, porém os festejos só foram realizados entre os dias quatro e dezesseis de abril de 1817, pois as festas duraram doze dias ininterruptos. A boa nova foi anunciada “tão logo se patenteou o ofício”, “procedeu-se a publicar a faustíssima notícia da aclamação Régia de Nosso Augustíssimo e Amabilíssimo Soberano que se havia celebrar no dia designado”, por meio de um bando (aviso) lançado ao som de “caixas e instrumentos militares”. “Uma guarda Miliciana puxada por um Tenente, ...

GENERAL ARMANDO CAVALCANTI - COSTADOS PARACATUENSES

Por José Aluísio Botelho Um dos grandes da MPB Armando Cavalcanti de Albuquerque desde a infância mostrou interesse pela música, mas, talvez influenciado pelo pai, seguiu a carreira militar e foi reformado como General. Considerado um dos expoentes do grupo dos capitães da música popular brasileira, jovens oficiais do Exército nos anos de 1950 e 60 dedicados à MPB. Na década de 1940, começa sua carreira musical e em parceria com Klécius Caldas cria canções de grande sucesso na época e também nas décadas seguintes. A maioria de suas composições foi em parceria com Klécius Caldas, sendo que a primeira “O velho bar”, foi lançada por Francisco Alves e gravada por Helena de Lima. De sua vasta obra musical, seus maiores sucessos foram a canção “Feliz natal” e as marchas “Maria candelária”; “Maria escandalosa”; “A lua é dos namorados”; “A lua é camarada”; “Cigarro de paia”; “Boiadeiro”; “Máscara da face”; “Piada de salão” e “Somos dois”. Gravaram suas canções, dentre outros, Francisco Alv...