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SÉRIE - PIONEIROS DO ARRAIAL DO OURO 9: CORONEL SANCHO LOPES DE ULHOA E SEUS DESCENDENTES



José Aluísio Botelho
Colaboração Eduardo Rocha


Os Ulhoa são oriundos do vale do Rio Ulla, província da Galícia, noroeste da Espanha, dividindo ao sul com Portugal. De origem judaica, com o advento da Inquisição se espalharam por toda a península Ibérica, bem como para outros países europeus, notadamente, Portugal, Holanda, Bélgica e Alemanha, que abrigavam grande contingente de famílias judias dispersas, desde a grande diáspora do povo judeu do Oriente Médio. Essencialmente comerciantes e mercadores, em Portugal dominavam o comércio do sal de Setúbal no século XV. Na segunda metade do século XIV, muitos deles vieram para o Brasil colônia, estabelecendo-se no Recôncavo baiano e na cidade da Bahia (Salvador). Comercialmente, se dedicaram a plantação da cana e no fabrico do açúcar, que exportavam para Portugal e outros entrepostos europeus; mercadores possuíam sua frota própria de navios, e comerciava, além do açúcar, o Pau Brasil, de larga aceitação na Europa. De família de cristãos-novos, Diogo Lopes de Ulhoa além da administração dos engenhos da família no Recôncavo baiano, dedicou-se à política, com grande influência em alguns governos gerais do Brasil, sediado na Bahia. Retornou ao reino em 1651, e devido a sua experiência na política colonial, foi escolhido para ser um dos interlocutores junto ao governo Holandês nas negociações para reaver o Nordeste, ocupado desde invasão de 1624 iniciadas na Bahia. Com prole numerosa, alguns dos seus filhos permaneceram na Bahia.
Um deles, Antonio Lopes de Ulhoa, além de usineiro, se imiscuiu nos negócios do estado português, e foi durante longos anos, Provedor mor da fazenda real na Bahia. Dele descende, O Dr. Duarte Lopes de Ulhoa, nascido por volta de 1700, em Salvador, filho de Dom Diogo Lopes de Ulhoa, fidalgo da Casa Real, e de Florência Maria de Oliveira. Estudou direito na Universidade de Coimbra, e ao retornar ao Brasil, tomou o rumo das Minas Gerais, lugar propício para o exercício da profissão. Fixou residência em Vila Rica, aonde exerceu a livre advocacia, bem como ocupou cargos no judiciário local, com por ex. Juiz de Sesmarias. Casou duas vezes: primeira vez com Florência do Bonsucesso Gião, sem descendência; segunda vez com a jovem Rosa Joaquina Tardim de Figueiredo Feio, natural de Lisboa, nascida em 1732 e falecida em 16/05/1763, filha do Dr. Jacinto da Silva Siqueira, e de Maria Clara Tardim de Figueiredo, ambos de origem judia. O Dr. Duarte faleceu em Vila Rica aos 24/11/1784. Dentre os filhos do casal, destacamos Sancho Lopes de Ulhoa, objeto deste estudo.

Sancho Lopes de Ulhoa nasceu em 1758 em Vila Rica, aonde foi batizado em 27 de abril do mesmo ano. Vide imagem:                                                                                                      
Batismo Sancho - matriz de Antonio Dias, Ouro Preto

 Optou pela carreira militar, ingressando em um dos regimentos de milícias pagas da capitania de Minas Gerais, sediado em Vila Rica. Nas últimas décadas do século dezoito, transfere–se para o Batalhão de Caçadores do Regimento de Infantaria do Continente de Paracatu, como se dizia na época; Em 1801, obtém a patente de Tenente, e em 1809, a de Capitão (Patentes – APM*); No império, com a extinção do Regimento de Infantaria, é confirmado no posto de coronel do 30º Batalhão de Caçadores de Paracatu. Paralelamente à carreira militar desenvolve atividades rurais: em 1795, arremata em hasta pública, promovida pela Real Fazenda, Vara de Paracatu, no Juízo de Fora, as fazendas Boqueirão e Forquilha Grande, com 700 cabeças de gado, 25 escravos e mais ferramentas, pela quantia de 4:109$900 contos de réis, a pagamento de 15$000r (quinze mil réis) por ano, fazendas essas que pertenceram ao devedor José Ribeiro de Vasconcelos. Situadas na região do Rio Preto, lá, o coronel se estabeleceu com a esposa Mariana Vicência de Brito, tiveram e criaram os filhos, abaixo nomeados. O casamento dos dois se deu em 1783, conforme provisão emitida em 16/05/1783 pelo cartório eclesiástico da matriz de Santo Antonio da Manga do arraial de Paracatu. O coronel Sancho Lopes de Ulhoa faleceu em 1827; sua esposa Mariana em 1843.
Provisão de casamento
 *APM – Arquivo Público Mineiro.
Filhos:
1 – Joaquina Romana Lopes de Ulhoa, adiante;
2 – Antonio Constantino Lopes de Ulhoa, adiante;
3 – Maria Bárbara Lopes de Ulhoa, adiante;
4 – Mariana Constantina Lopes de Ulhoa, adiante;

CAPÍTULO I – ALVES RIBEIRO

Essa família vicejou no distrito de Rio Preto, atual Unaí – MG.
1 – Joaquina Romana Lopes de Ulhoa, nascida em 1792 e falecida em 05/06/1852; casada com Manoel Alves Ribeiro de Vasconcelos, natural do arraial de São Luiz e Santana, nascido por volta de 1780 e falecido em 1853, filho de José Ribeiro de Vasconcelos; filhos:
1.1 – Antonio Alves Ribeiro, nascido em 1813 e falecido em 1871; casado com Cândida Rodrigues Barbosa; filhos:
1.1.1 – Antonio Alves Ribeiro, nascido em 1853;
1.1.2 – Maria Alves Ribeiro, nascida em 1856;
1.1.3 – Domingos Alves Ribeiro, nascido em 1858 e falecido em 01/08/1919 (inventário: 2ªVara cx. 1919); casado com Georgina Pimentel de Ulhoa, filha de João Pimentel de Ulhoa e de Aurora Nepomuceno de Ulhoa; filhos:
1.1.3.1 - Natalina Alves Ribeiro, com 6 anos em 1919;
1.1.3.2 - Zenon Alves Ribeiro, com 4 anos em 1919; casado com sua parenta Norita Victor Rodrigues - descendência no item 2.7.1.1.5;
1.1.3.3 - Gelcisa Alves Ribeiro em 1919;
Filho natural:
1.1.3.4 - Cândido Alves Ribeiro, falecido em 05/04/1916; foi casado com Maria Madalena de Sousa; filho:
1.1.3.4.1 - Milton Alves Ribeiro;
1.1.4 – Joana Alves Ribeiro, nascida em 1861; casada com Miguel Pereira dos Santos;
1.1.5 – Joaquim Alves Ribeiro, nascido em 1865; sem mais notícias;
2 – Maria Lupércia Alves Ribeiro, nascida em 1815, e falecida antes de 1851.
                                                                                            Batismo de Maria Lupércia
                                                                                                      Foi casada com o capitão João Batista da Costa Pinto, nascido em 1810 e falecido em 1881, filho do coronel Antonio da Costa Pinto e de Francisca Maria Pereira de Castro; filhos:
2.1 – João Carlos da Costa Pinto, casado com Josefina de Carvalho, filha de José Luiz de Carvalho e de Henriqueta Afonseca Costa; com geração;
2.2 – Adelaide da Costa Pinto, nascida em 1833; casada em 09/01/1851 com Luiz Rodrigues de Oliveira Filho, nascido em 1823, filho de Luiz Rodrigues de Oliveira e de Ana Alexandrina de Melo Franco; filhos
2.2.1 – Hermínia Rodrigues de Oliveira, nascida em 08/12/1851; casada com Ovídio Evaristo Batista Franco; com geração nos Batista Franco;
2.2.2 – Maria Rodrigues de Oliveira, nascida em 16/12/1853; casada com Teotônio Vitorino Siqueira Torres; filho descoberto:
2.2.2.1 - Leôncio de Siqueira Torres;
2.2.3 – Adelaide Rodrigues de Oliveira, casado com seu primo Luiz Valentim Godlip, natural de Paracatu, filho de Ernesto Godlip Valentim Wagenzink, natural de Arnstadt, Turíngia, Alemanha, e de Carolina Rodrigues de Oliveira, natural de Paracatu; filhos:
2.2.3.1 – Luiz Sérvulo Godlip, casado com Joanita Sóter Gonzaga, com geração;
2.2.3.2 – Mariana Godlip Lisboa, segunda esposa de Antíssimo José Lisboa;
Nota: o sobrenome Godlip sofreu corrupção ao longo da descendência.
3 – Carlota Alves Ribeiro, nascida 1817, foi a segunda esposa do capitão João da Costa Pinto, cujo em enlace se deu em 14/09/1851 na matriz de Santo Antonio da Manga de Paracatu; filho:
3.1 – Joaquim da Costa Pinto;

4 – João Alves Ribeiro, falecido em 1884; casado com Joana Rodrigues Barbosa; filhos:
4.1 – Eudóxia Alves Ribeiro, casada com Ezequiel Caetano Ribeiro de Vasconcelos;
4.2 – Porfírio Alves Ribeiro, casado com N;
 Filhos:
4.2.1 – Ester Alves Ribeiro, nascida em 1878;
4.2.2 – Teobaldo Alves Ribeiro, nascido em 1880;
4.2.3 – Porfíria Alves Ribeiro, nascida em 1884;
4.3 – Maria Alves Ribeiro, casada com Cândido Alves Ribeiro;
4.4 – Carlos Alves Ribeiro, nascido em 1849; casado com Florência Rodrigues Barbosa; filha única:
4.4.1 – Itaquelina Alves Ribeiro;
4.5 – Cândida Alves Ribeiro, nascida em 1852; casada com Augusto Martins Ferreira, falecido em 24/04/1901; filhos:
4.5.1 – Eliza Martins Ferreira, casada com Ursulino Brochado;
4.5.2 – José Martins Ferreira, 27 anos;
4.5.3 – Odorilo Martins Ferreira, 23 anos;
4.5.4 – Júlio Martins Ferreira, 21 anos;
4.5.5 – Sérgio Martins Ferreira, 19;
4.5.6 – Domingos Martins Ferreira, 17;
4.5.7 – Maria José Martins Ferreira, 15;
4.5.8 – João Martins Ferreira, 11;
5 – Justino Alves Ribeiro, nascido em 1862;
6 – Antonio Alves Ribeiro, nascido em 1864;
7 – Getúlio Alves Ribeiro, nascido em 1866;
8 – Ana Alves Ribeiro, nascida em 1869;
9 – Francisco Alves Ribeiro, nascido em 1862;

5 – Manoel Alves Ribeiro, nascido em 1825 e falecido em 11/06/1896; casado em 09/07/1848 com Flora Pereira Leitão, nascida em 1832, filha de Domingos Pereira Leitão e de Francisca de Paula Teixeira; filhos:
5.1- Alexandre Alves Ribeiro, casado com sua prima Maria Alves Gama;
5.1.1 - Antonia Alves Ribeiro, casada com Justino Alves Ribeiro;
5.1.2 - Rômulo Alves Ribeiro, com 12 anos em 1896; 
5.1.3 - Romana Alves Ribeiro, com 12 anos em 1896, gêmea de Rômulo;
5.1.4 - Agripina Alves Ribeiro, com 10 anos em 1896;
5.1.5 - Alexandre Alves Ribeiro Filho, com 7 anos em 1896;
5.1.6 - Corinto Alves Ribeiro, com 4 anos em 1896; 

5.2 – Josefina Alves Ribeiro, casada com seu primo Antonio Alves Gama;
5.3 – Cândido Alves Ribeiro, nascido em 1862; casado com Maria Alves Ribeiro;
5.4 – Virgílio Alves Ribeiro, nascido em 1864; casado com Emília Pereira Guimarães;
5.5 – Antonia Alves Ribeiro, casada com João Gonçalves de Ulhoa;
5.6 – Miguel Alves Ribeiro, casado com Maria Alves Ribeiro;
5.7 – Adelina Alves Ribeiro, casada com Francisco de Paula Sousa Filho;

5.8 – Cândida Alves Ribeiro, casada com seu cunhado Leôncio Batista de Oliveira, viúvo que ficou de Francisca da Paixão Alves Ribeiro;
5.9 – Laurinda Alves Ribeiro, casada com Antonio Aprígio Alves Ribeiro;
5.10 – Maria Alves Ribeiro, nascida em 1862;
5.11 – Francisca da Paixão Alves Ribeiro, nascida em 1879; casada com Leôncio Batista de Oliveira; filhos:
5.11.1 – Estelita Batista de Oliveira;
5.11.2 – Afrânio Batista de Oliveira;

6 – José Alves Ribeiro, nascido em 1823, casado com Maria da Piedade da Gama;

7 – Joana Alves Ribeiro, nascida em 1824; casada em 14/09/1851 com Thomaz Marinho da Gama, filho de Antonio Feliciano da Gama e de Josefa Duarte Ferreira, nascido em 1810; filhos:
7.1 – Maria Alves da Gama, nascida em 05/08/1852; casada com Alexandre Alves Ribeiro;
7.2 – Manoel Alves Gama;
7.3 – Antonio Alves da Gama;
7.4 – Ana Feliciano da Gama, casada com Salvador Rodrigues Fróes.


CAPÍTULO II – PIMENTEL DE ULHOA

2 - Antonio Constantino Lopes de Ulhoa, o segundo do nome, nascido por volta de 1787 (ele declara a idade de 60 anos na lista de eleitores de 1847) e falecido em 22/04/1871; foi casado com Ana Pimentel Barbosa, falecida em 1887; filhos:
2.1 - Coronel Domingos Pimentel de Ulhoa*, nascido em 27/03/ 1815 e falecido em 25/02/1893; foi casado com Cândida de Melo Álvares, natural de Luziânia, estado de Goiás, nascida em16/02/1820 e falecida em 24/11/1908 em Paracatu; o coronel Domingos foi por longos anos uns dos mais prestigiosos chefes políticos de Paracatu, exercendo mandatos nos poderes executivo, legislativo e judiciário. Homem abastado, às vezes, financiava do próprio bolso, melhoramentos no município. Construiu o solar que atualmente abriga a Casa da Cultura de Paracatu, à Rua do Ávila, sendo seu primeiro morador. Exerceu também o comando supremo da Guarda Nacional no município.


  *Transcrição do  assento de batismo: "Aos dezoito dias do mez de maio nesta Matriz da freguezia de santo Antonio da villa de Paracatu do Príncipe Comarca ecleziastica da Manga, Bispado de Pernambuco, baptizei e puz os Santos Oleos a Domingos, inocente filho legítimo de Antonio Constantino de Ulhoa e de Dona Anna Pimentel Barbosa, o qual havia sido baptizado avinte e sete de março dia em que nasceu por estar em perigo por Manoel Alves Ribeiro cazado, natural e morador nesta freguezia. E para constar mandei fazer este assento que asignei. Vigário Joaquim de Melo Franco."

Filhos:
2.1.1 - Adelina Pimentel de Ulhoa, nascida em 19/12/1841; já era falecida em 1908; casada em 30/11/1861 com o capitão José Gonçalves de Oliveira Vilela Junior, nascido em 1841 em Pimenta, Minas Gerais; filhos:
2.1.1.1 – Maria Cândida Ulhoa Vilela, nascida em 19/04/1864 e falecida em 1914; casada com o Dr. Franklin José da Silva Botelho, com geração;
2.1.1.2 – Luís Ulhoa Vilela, nascido em 21/06/1866, sem mais notícias;
2.1.1.3 – Estefânia Ulhoa Vilela, nascida em 18/12/1867; casada com o médico Dr. Sérgio Gonçalves de Ulhoa, nascido em 09/09/1866; com geração;
2.1.1.4 – Augusta Ulhoa Vilela, nascida em 12/09/1869; casada com Estanislau Loureiro Gomes, nascido em 1858 e falecido em 07/02/1915; com geração;
2.1.1.5 – Arthur Ulhoa Vilela, nascido em 22/01/1871; casado com Luísa Loureiro Gomes, com geração;
2.1.2 - Laura Pimentel de Ulhoa, nascida em 15/02/1844 e falecida em 04/03/1886 no Rio de Janeiro; casada que foi com o professor Augusto Ferreira dos Reis, falecido em 05/04/1900 em Uberaba; filhos:
2.1.2.1 – Emanuel Ulhoa Reis, nascido em 18/02/1875 e falecido em 09/11/1918 no Rio de Janeiro;
2.1.2.2 – Otoniel Ulhoa Reis, nascido em 21/08/1876 e falecido em 1953 no Rio de Janeiro; casado com Clotilde Augusta dos Reis, falecida em 31/05/1945 no Rio de Janeiro;
2.1.3 - Frederico Cícero Pimentel de Ulhoa, nascido em 13/02/1846, e falecido solteiro em 01/02/1907, sem descendência;
2.1.4 - Dr. Thomaz Pimentel de Ulhoa, nascido em 07/03/1848; médico formado em 1873 no Rio de Janeiro. Em 1875 fixou-se em Uberaba, onde teve uma atividade médica profícua e benemérita, sendo considerado o "médico dos pobres” pela população local; em 1912 mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde faleceu em 05/10/1922. Casado em 24/05/1885 com Luísa Etelvina de Castro, nascida em Uberaba em 01/05/1866 e falecida no Rio de Janeiro em 28/05/1946, filha de Antonio Jacinto da Silva Botelho (irmão do coronel Fortunato Botelho de Paracatu) e de Ubaldina de Castro Pinheiro; 
                                                      
Casamento do Dr. Thomaz

Filhos:
2.1.4.1 – Carolina Pimentel de Ulhoa, nascida em 09/08/1886; casada com seu primo marechal Pedro de Alcântara Cavalcanti de Albuquerque; geração em 2.1.6.4, abaixo;
2.1.4.2 –Dr. Afonso Pimentel de Ulhoa, nascido em Uberaba em 11/04/1892 e falecido no Rio de Janeiro em 31/01/1943; casado em 10/03/1920 com Izabel Pinheiro Carvalhais;
2.1.5 - Cândida Pimentel de Ulhoa, nascida em03/03/1850 e falecida em 03/05/1909; casada que foi com o coronel Fortunato Jacinto da Silva Botelho, nascido em 1846 em Araxá e falecido em 07/1910 em Paracatu; filhos:
2.1.5.1 – Georgina Ulhoa Botelho, nascida em 15/02/1873 em Araxá e falecida em 15/05/1888 em Paracatu, solteira;
2.1.5.2 – Coronel Osório Jacinto da Silva Botelho, nascido em 18/03/1875 em Araxá e falecido em Paracatu; casado em julho de 1907 com Maria Carneiro Adjuto, filha do coronel Rodolfo Garcia Adjuto e de Joana Carneiro de Mendonça;
2.1.5.3 – Capitão Aníbal Jacinto da Silva Botelho, nascido em 25/04/1876 e falecido em 03/10/1936 em Paracatu; casado com sua prima Anita Vilela Botelho, filha do Dr. Franklin José da Silva Botelho e de Maria Cândida Vilela;
2.1.5.4 – Capitão José Jacinto da Silva Botelho, casado com Idalina Cândida Loureiro Lima, filha do Dr. Caetano Alberto da Fonseca Lima, natural de Recife, Pernambuco, e de Maria da Glória Pimentel Loureiro Gomes, de Paracatu;
2.1.5.5 – Anísio Jacinto da Silva Botelho, nascido em 11/04/1880 e falecido em 19/08/1941; casado em 1908 com Zélia Porto, nascida em 07/05/1887 em Ouro Preto, e falecida em 14/06/1967 em Paracatu;
2.1.5.6 – Coronel Francisco Jacinto da Silva Botelho, nascido em 11/03/1882 em Paracatu, e falecido em 01/01/1943 no Rio de Janeiro; casou em 1910 com Maria Antonia Loureiro Adjuto (Dondona), nascida em 1892 e falecida em 10/05/1977 em Brasília, DF, filha do capitão Francisco Garcia Adjuto e de Alexandrina Loureiro Gomes;
2.1.5.7 – Mariana Ulhoa Botelho, nascida em 06/05/1884 e falecida em 03/08/1955 em Belo Horizonte; casada com Antonio Brochado, nascido em 1876 e falecido em 04/01/1947 em Belo Horizonte;
2.1.5.8 – Raul Jacinto da Silva Botelho, nascido em 27/01/1886; casado com Augusta Carneiro Adjuto, filha do coronel Rodolfo Garcia Adjuto e de Joana Carneiro de Mendonça;
2.1.5.9 – Maria Ulhoa Botelho, nascida em 04/02/1888 e falecida em 08/02/1953; casada com o Dr. Joaquim de Moraes Brochado, nascido em 09/02/1882 e falecido em 19/10/1977;
2.1.5.10 – Mário do Nascimento da Silva Botelho, nascido em 25/02/1892 e falecido em 17/02/1970 em Belo Horizonte; casado com Lídia Loureiro Adjuto, filha do capitão Francisco Garcia Adjuto e de Alexandrina Loureiro Gomes;
2.1.5.11 – Domingos Jacinto da Silva Botelho, falecido na infância, cerca de 1900;
2.1.6 - Ana Pimentel de Ulhoa, nascida a 26/12/1852 e falecida em 21/06/1944 em Uberaba; casou em 25/12/1875 com o Dr. Francisco Manuel Paraíso Cavalcante de Albuquerque (biografia in fine); filhos:

2.1.6.1 - Maria Cândida Cavalcante de Albuquerque, nascida em Alcobaça, Bahia em 20/10/1876 e falecida em 02/01/1960 em Uberaba. Casou em Uberaba em 25/04/1895 com o médico Dr. José de Oliveira Ferreira, nascido em 13/08/1864, e falecido em 02/07/1951 em Uberaba, filho de José de Oliveira Ferreira e de Rosa Maria de Oliveira; filhos descobertos: 

2.1.6.1.1 - Maria Diva, nascida em 21/05/1896;
2.1.6.1.2 - Maria Cecília, nascida em 05/06/1897;
2.1.6.1.3 - Maria Carmem, nascida em 30/09/1898;
2.1.6.1.4 - Mário, nascido em 1900. Batizado em 29/07/1900; Mário de Oliveira Ferreira, médico;
2.1.6.1.5 - Olavo, nascido em 1901;
2.1.6.1.6 - Alberto, nascido em 1902; Alberto de Oliveira Ferreira, engenheiro civil;
2.1.6.1.7 - Maria Célia, nascida em 1906;

2.1.6.2 - Domingos Anísio Paraíso Cavalcante, nasceu a 30/12/1877, na Paraíba. Formou-se em Medicina na Faculdade de Medicina da Bahia em 1899, radicando-se posteriormente em Uberaba - MG, onde exerceu a profissão (com especialização em pediatra, feita em Paris, França) até sua morte em 1933, aos 55 anos. Casou-se com Adelina Guaritá  em 1908, com quem teve filho único:
2.1.6.2.1 - Dr. Aloísio Paraíso Cavalcante de Albuquerque, nascido em 27/11/1914, também médico como o pai;
2.1.6.3 - Dr. Francisco Duarte Paraíso Cavalcante, nascido a 16/07/1880 em Salvador, Bahia. Médico formado pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1902. Radicou-se em Bebedouro - SP, com geração;

2.1.6.4 - Marechal Pedro Alcântara Cavalcante de Albuquerque, nascido a 26/11/1883 em Salvador, Bahia, e falecido em 18/05/1960 aos 75 anos de idade no Rio de Janeiro; Engenheiro militar, jornalista e professor; construtor da Escola Militar de Agulhas Negras. Casou em 20/10/1907 na cidade de Uberaba, com sua prima Carolina Pimentel de Ulhoa, filha de seu tio materno o médico Thomas Pimentel de Ulhoa e de Luísa Etelvina de Castro Ulhoa; filhos descobertos:

2.1.6.4.1 - Francisco, nascido em Uberaba em 1908; jornalista e professor da Escola Militar; falecido em 1960, no Rio de Janeiro;
2.1.6.4.2 - Maria Luísa, nascida em Uberaba em 1910;
2.1.6.4.3 - General Armando Cavalcante de Albuquerque, nascido em Pernambuco em 19/04/1914, e falecido no RJ em 1964; compositor da MPB nos anos 40 e 50 do século passado;
2.1.6.4.4 - Hélio Ulhoa Cavalcante, militar, casou em Juiz de Fora - MG, com Iracema Daldegand em 19/12/1942;

2.1.6.5 - José Eduardo Paraíso Cavalcante de Albuquerque, nascido em Mata de São João, Bahia, em 07/10/1881. Dentista em São Simão - SP, onde casou em 29/05/1909 com Amélia Bueno, filha de Joaquim Batista Bueno e de Maria Balbina de Jesus; filhos descobertos:

2.1.6.5.1 - Washington José, nascido em 07/11/1910;
2.1.6.5.2 - Orlando, nascido em 23/12/1911;
2.1.6.5.3 - Célio, nascido em 17/09/1912;

2.1.6.6 - General Eduardo Ulhoa Cavalcante de Albuquerque, nascido em 26/07/1885; engenheiro militar; foi casado com Dona Marieta Cavalcanti de Albuquerque, pais do major Roberto Ulhoa Cavalcante (1918-1951), e de Eduardo Ulhoa Cavalcante de Albuquerque, também militar.


Biografia - O Dr. Francisco Manoel Paraíso Cavalcante era natural de Salvador, Bahia, onde nasceu em 13/10/1837, filho de Antônio Bernardino Cavalcante de Albuquerque e Aragão e de D. Maria Lúcia da Cruz Paraíso. Formado em direito, foi o 1º Juiz de Capão Redondo (1874), e São Francisco, ambas em MG, e de Alcobaça na Bahia (1876); foi igualmente, Juiz na Paraíba, e em Laranjeiras, Sergipe. Em 1880 foi nomeado Chefe Geral de Polícia da Bahia. Desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia e de Goiás, sendo o primeiro presidente deste tribunal logo após a proclamação da república em 1890. Aposentou - se em 1894, ano em que se elegeu deputado federal pelo 11º distrito de Minas Gerais. Faleceu ele em 05/09/1899, aos 62 anos em Uberaba, Minas Gerais.
2.1.7 - Mariana Pimentel de Ulhoa, nascida em 14/07/1855 e falecida em 27/04/1875; primeira esposa do Dr. Francisco Manoel Paraíso Cavalcante de Albuquerque, falecida sem descendência;
2.1.8 - Dr. Duarte Pimentel de Ulhoa, nascido em 15/04/1858 e falecido em 01/01/1928 em Uberlândia; advogado formado na faculdade de Direito do Recife. Nomeado primeiro Juiz de São Pedro de Uberabinha (atual Uberlândia) em 1892, cargo que exerceu até sua morte em 1928. Casou com Francisca Dantas Barbosa, nascida em 16/11/1872 e falecida em 28/05/1946 em Uberlândia, filha de Francisco Dantas Barbosa, natural de Paracatu e de Teresa Maria de Jesus; Filhos:
2.1.8.1 – Adelina Pimentel de Ulhoa, falecida em 21/05/1980; casada com Wadih Maluf;
2.1.8.2 – Duartina Pimentel de Ulhoa, casada com William Palis;
2.1.8.3 – Benedita Pimentel de Ulhoa Rocha, nascida em13/07/1907; casada com Luiz Rocha, com geração;
2.1.8.4 –Dr. Domingos Pimentel de Ulhoa, nascido em 30/07/1908 em Paracatu; médico e professor; um dos fundadores da Faculdade de medicina de Uberlândia; faleceu solteiro em 14/04/1993, sem geração;
2.2 - Francisca Pimentel de Ulhoa, nascida em 26/05/1816; foi a terceira esposa do coronel Manoel Gonçalves dos Santos, viúvo de Ana Maria de Sousa e de sua tia Mariana Lopes de Ulhoa, cujo casamento se celebrou em 14/02/1834; geração adiante, capítulo III;
2.3 – Ana Maria Pimentel de Ulhoa (Donana), quando solteira, com o coronel Francisco de Melo Franco, falecido em abril de 1858 na Bagagem,  atual Estrela do Sul (vide imagem abaixo).  
               Notícia de jornal - 24 de abril de 1858 - Periódico "Brasil Comercial" do RJ
 
 Filhos legitimados após o casamento:
2.3.1 – Teofânia de Melo Franco, nascida em 30/10/1848;
2.3.2 – Aníbal de Melo Franco;
2.3.3 – Isolina de Melo Franco;
2.3.4 – Iracema de Melo Franco;
2.3.5 – Getúlio de Melo Franco, nascido em 31/05/1847;
2.3.6 – Francisco de Melo Franco;
2.3.7 – Herculano de Melo Franco, nascido em 16/12/1849;
2.3.8 – Jesuína de Melo Franco, casada com Antonio José de Ulhoa, com ascendência desconhecida; filhos:
2.3.8.1 – Coronel João Batista de Ulhoa, nascido em 24/06/1868 e falecido em 12/02/1954; casado em Carmo da Bagagem (Monte Carmelo) Maria Augusta Rocha, nascida em 19/01/1878 e falecida em 06/04/1961 em Paracatu, filha do coronel Augusto Belizário da Rocha e de Ana Fernandes Mundim; filhos:
2.3.8.1.1 – Antonieta Ulhoa, casada com Joel Batista de Oliveira;
2.3.8.1.2 – Arlindo Ulhoa, casado com Stela de Melo Franco;
2.3.8.1.3 – Adriles Ulhoa; casado com Altina da Costa Roriz; geração nos Paula Sousa;
2.3..8.1.4 – Aclício Ulhoa, casado com Célia Lima Botelho, filha do capitão José Jacinto da Silva Botelho e de Idalina Cândida Loureiro Lima; geração no item;
2.3.8.1.5 – Acidália Ulhoa, casada com Romualdo Gonçalves de Ulhoa Tomba; geração nos Paula Sousa;
2.3.8.1.6 – Aclineu Ulhoa, casado com Joana Adjuto Botelho, filha de Raul Jacinto da Silva Botelho e de Augusta Carneiro Adjuto;
2.3.8.1.7 – Aldemar Ulhoa;
2.3.8.1.8 – Antonio Ulhoa;
2.3.8.1.9 – Antonia Ulhoa, sem mais notícias;
2.3.8.1.10 – Arcileta Ulhoa, sem mais notícias;
2.3.8.1.11 – Arcília Ulhoa, sem mais notícias;
2.3.8.1.12 – Antonia da Conceição Ulhoa, sem mais notícias;
2.3.8.1.13 – Aliceto Ulhoa, sem mais notícias;
2.3.8.1 – Plínio Ambrosino de Ulhoa, sem mais notícias;
2.3.8.3 – Maria José de Ulhoa;
2.4 - Antonio Pimentel de Ulhoa, nascido em 1827; casado em 11/04/1850 com Beatriz Santana e Brito nascida em 1834 e falecida em 1855, devido a complicações do parto e puerpério; filhos:
2.4.1 – João Pimentel de Ulhoa, casado com Aurora Nepomuceno de Ulhoa; geração em outra página deste blog;
2.4.2 – Ana Beatriz Pimentel de Ulhoa, casada com Teófilo Alves de Melo;
2.4 - Antonio Pimentel de Ulhoa, casou 2ªvez com sua sobrinha Joana Gonçalves dos Santos Ulhoa, filha do coronel Manoel Gonçalves dos Santos e de Francisca Pimentel de Ulhôa (vide 4.9, abaixo) ;  inventário: 2ªVara cx. 1894/1895.
Filhos:
2.4.3 - Tomásia Pimentel de Ulhoa, casada com Vitorino Pedro de Medeiros; moradores no distrito de Santana dos Alegres, atual João Pinheiro;
2.4.4 - Constantino Pimentel de Ulhoa, com 23 anos no inventário da mãe; casado com Regozina Raimunda de Queirós, moradores em Santana dos Alegres;
2.4.5 - Sancho Pimentel de Ulhoa, com 16 anos no inventário da mãe;
2.5 - Mariana Vitória Pimentel de Ulhoa, nascida em 1818 e falecida em dezembro de1888; casou duas vezes: 1ª vez com Francisco de Melo Franco Bueno, falecido em 1844; 2ª vez em 24/4/1849 com o coronel Justino Batista Roquete Franco, nascido em 1823, filho do Guarda Mor Júlio Antonio Roquete Franco e de Clara Soares de Siqueira; do primeiro casamento teve uma filha descoberta:
2.5.1 - Flávia Ulhoa de Melo Franco, casada com o capitão Porfírio Rodrigues Gaya; filhos:
2.5.1.1 Manoel Gaya, falecido em 1896;
2.5.1.2 João Gaya, casado com Luzia Alves de Sousa;
2.5.1.3 Mariana Gaya, casada 1ªvez com o coronel Pedro Brochado; 2ªvez com Filadelfo de Sousa Pinto; sem descendência de ambos os casamentos;
Filhos descobertos do segundo casamento:
2.5.2 – Professor Júlio Batista Roquete Franco, nascido em 1850;
2.5.3 – Francisca Roquete Franco, nascida em 30/05/1853;
2.6 - Professor Sancho Porfírio Lopes de Ulhoa, nascido em 1820; casou em 1849, com Clara Batista Franco, filha de Honório Batista Franco, notável latinista e pintor bissexto; sem descendência;
2.7 - Manoel Pimentel de Ulhoa, nascido em 1826; casou duas vezes. Primeira vez com N;
 filho:
 2.7.1 - Tenente coronel Christino Pimentel de Ulhoa, agente executivo de Paracatu entre 1900 e 1912;

 Casado segunda vez com Francelina Tertulina Pimentel de Ulhoa, viúva que ficou do capitão Romualdo Gonçalves de Andrade, falecido em 30/12/1879; ver capítulo V, item 2. Filha Única:
2.7.1.1 - Leonor Pimentel de Ulhoa, casada em 1907 com o Dr. Gastão de Deus Victor Rodrigues;
 filhos:
2.7.1.1.1 - Dilênia Pimentel de Ulhoa Victor Rodrigues, casada com Gastão Lepesqueur, nascido em 1898 e falecido em 1990, filho legítimo de Renée Lepesqueur e de Maria Amália Campos;
filhos:
2.7.1.1.1.1 - General de Exército Romero Lepesqueur, falecido em 1996; casado com descendência;
2.7.1.1.1.2 - Silvio Lepesqueur, casado com descendência;
2.7.1.1.1.3 -Teresinha Lepesqueur, casada com Jonas Botelho, com descendência;
2.7.1.1.1.4 - Maria Letícia Lepesqueur, casada com Wander Cordeiro, com descendência;
 2.7.1.1.2 -Manoel Pimentel de Ulhoa Victor Rodrigues;
2.7.1.1.3 -Alcir Pimentel de Ulhoa Victor Rodrigues;
2.7.1.1.4 -Donizete Pimentel de Ulhoa Victor Rodrigues, casado com Marieta Vilela Botelho, filha de Aníbal Jacinto da Silva Botelho e de Anita Vilela Botelho; filho único:
2.7.1.1.4.1 - Max Botelho Victor Rodrigues;
2.7.1.1.5 - Norita Pimentel de Ulhoa Victor Rodrigues, casada com Zenon Alves Ribeiro; filhos:
2.7.1.1.5.1 - Euler Victor Ribeiro, casado com descendência;
2.7.1.1.5.2 - Jairo Victor Ribeiro, casado com Sandra Botelho Ulhoa, com descendência;
2.7.1.1.5.3 - Jarbas Victor Ribeiro, gêmeo do precedente, casado com descendência;
2.7.1.1.5.4 - Cinara Victor Ribeiro;
2.7.1.1.5.5 - Zara Victor Ribeiro, casada com Sálvio Adjuto Botelho, com descendência;


CAPÍTULO III – ULHOA CINTRA DE PARACATU

3 - Maria Bárbara de Ulhoa, nascida em 1795; foi casada com N. Cintra;
 filho descoberto:
3.1 - Alferes Isidoro Lopes de Ulhoa Cintra, casado; 
filha descoberta:
3.1.1 – Júlia Lopes de Ulhoa, casada com o capitão Melchior Pimentel Barbosa, sem descendência; 

CAPÍTULO IV – GONÇALVES DOS SANTOS ULHOA

Essa família foi predominante no distrito de Santana dos Alegres, atual João Pinheiro – MG.
4 - Mariana Constantina Lopes de Ulhoa, falecida em 1833; segunda esposa do coronel Manoel Gonçalves dos Santos, nascido no distrito de Santana dos Alegres, atual João Pinheiro, e falecido em 1855, quando foi inventariado; filhos:
4.1 - Capitão Sancho Gonçalves dos Santos, com 29 anos em 1855; foi casado com Flávia da Cunha Gonçalves da Silveira; filhos:
4.1.1 - Maria da Silveira Ulhoa;
4.1.2 - Josefa da Silveira Ulhoa;
4.2-  Capitão Manoel Gonçalves dos Santos Ulhoa, com 26 anos em 1855 no estado de solteiro;
4.3 - Tenente Antonio Gonçalves dos Santos Ulhoa, com 24 anos em 1855 no estado de solteiro;
4.4 - Ana Gonçalves dos Santos Ulhoa, com 23 anos em 1855; foi casada com Francisco José da Mota;
4.5 - Mariana Gonçalves dos Santos Ulhoa que foi casada com Manoel da Motta;
4.6 - Duarte Gonçalves dos Santos Ulhoa, com 21 anos em 1855; 
Obs.: As idades acima informadas no inventário, não necessariamente refletem a idade real.
Tenente coronel Manoel Gonçalves dos Santos, casou 2ª vez em 1834, com Francisca Pimentel de Ulhoa (ver capítulo II, item 3), sobrinha de sua falecida mulher Mariana; filhos:
4.7- FrancelinaTertulina Gonçalves de Ulhoa, com 19 anos em 1855; foi casada em 23/02/1855 com David de Magalhães Coelho, filho de Antonio Magalhães Coelho e de Franklina Alves Godim;
4.8 - Angélica Gonçalves de Ulhoa, com 18 anos em 1855; foi casada com Antonio de Magalhães Coelho;
4.9 - Joana Gonçalves de Ulhoa, com 16 anos em 1855;
4.10 - Ana Gonçalves de Ulhoa, com 11 anos em 1855;
4.11 - Antonia Gonçalves de Ulhoa, nascida em 02/07/1846;
4.12 - Luísa Gonçalves de Ulhoa, com 7 anos em 1855;
4.13 - Januária Gonçalves de Ulhoa, com 4 anos em 1855; foi casada com Gustavo Carneiro de Mendonça;
4.14 - Mariana Gonçalves de Ulhoa, com 2 anos em 1855;
Obs.: as idades informadas no inventário, nem sempre refletem a idade real.


              DESENTRONCADOS

CAPÍTULO V – GONÇALVES DE ULHOA

Não foi possível estabelecer o elo de ligação entre este importante tronco dos Ulhoa na descendência do coronel Sancho Lopes de Ulhoa, embora pelos sobrenomes que ela apresenta, sugere o vínculo parental.
1- Francelina Tertulina Gonçalves de Ulhoa ou Francelina Pimentel de Ulhoa, como ela é referida no frontispício da monografia de formatura de seu filho Dr. Sérgio Gonçalves de Ulhoa; nascida em 1836 e falecida em 04/11/1909; casada com o Capitão Romualdo Gonçalves de Andrade, nascido em 1794 em Minas Novas do Fanado, vale do Jequitinhonha, filho legítimo de Sancho Gonçalves de Andrade e de Maria Gonçalves da Costa, e falecido em 30/12/1879 em Paracatu. O capitão Romualdo casou duas vezes, sendo o segundo matrimônio, o objetivo deste estudo.
Pois bem, casou ele pela 2ª vez já na avançada idade de 62 anos, por volta de 1856, e a esposa bem mais jovem, pois nascida em 1836, com cerca de 20 anos. Em tese, acreditamos ser esta Francelina Tertulina de Ulhoa a mesma relacionada em nos itens 2.7 e 4.7(queira ver). Filhos:
1.1 – Fernando Gonçalves de Ulhoa, nascido em 1857, pouco mais; casado com a professora normalista Dona Augusta Pimentel Barbosa, filha do coronel Augusto Pimentel Barbosa e de Alzira Roquete Franco; exerceu cargo de vereança, tendo sido agente executivo de Paracatu entre 1895 e 1900. Desconhecemos sua descendência;
1.2 – Antonio Gonçalves de Ulhoa, batizado em 28/06/1862 na Vila da Bagagem, atual Estrela do Sul; casou duas vezes. 1ª vez com Maria Francisca de Melo Franco, falecida em 27/07/1887 aos 25 anos; 2ª vez em novembro de 1888, com Paulina de Sousa Roriz, nascida em 1868 e falecida em 16 de agosto de 1961 em Belo Horizonte; 
                                                      Matriz de N.Sra. Mãe dos Homens  -  Batismo de Antonio Gonçalves de Ulhoa



Para saber mais – leia Os Paula Sousa, neste blog.
Filhos:
1º leito:
1.2.1 – Antonia, falecida aos nove meses em 1883;
2º leito:
1.2.2 – Demócrito Gonçalves de Ulhoa;
1.2.3 – José Gonçalves de Ulhoa;
1.2.4 – Floriano Gonçalves de Ulhoa;
1.2.5 – Genésio Gonçalves de Ulhoa;
1.2.6 – Francisco Gonçalves de Ulhoa;
1.2.7 – Romualdo Gonçalves de Ulhoa Tomba;
1.2.8 – Paulo Gonçalves de Ulhoa;
1.2.9 – Joanita Gonçalves de Ulhoa;
1.2.10 – Antonio Gonçalves de Ulhoa, industrial em São Paulo, casado com Aurora Soares Pinheiro, com descendência;
1.3 – João Gonçalves de Ulhoa, nascido em 1863 e falecido em 20/09/1936 em Paracatu; foi casado com Antonia Alves Ribeiro; filha descoberta:
1.3.1 – Blandina Ulhoa Pinheiro, nascida em 1888 e falecida em 11/12/1974 em Belo Horizonte; foi casada com Alderico Adjuto Pinheiro, filho de Augusto Pinheiro e de Gabriela Garcia Adjuto; filho descoberto:
1.3.1.1 - Maria da Conceição Pinheiro, casada com Francisco Cambraia Campos, o coronel chichico, chefe político e fazendeiro em Oliveira, Minas Gerais, com descendência;
1.4 – Dr. Sérgio Gonçalves de Ulhoa, nascido em 09/09/1866; formado em medicina no Rio de Janeiro, exerceu sua profissão com proficiência durante longos anos em sua terra natal; exerceu a arte da política, sendo chefe político respeitado em todo o estado de Minas Gerais; casou com sua parenta Estefânia Ulhoa Vilela, filha do major José Gonçalves de Oliveira Vilela e de Dona Adelina Pimentel de Ulhoa; filhos:
1.4.1 – José, falecido na infância;
1.4.2 – Sara, falecida na infância;
1.4.3 – Cândido Gonçalves de Ulhoa, nascido em 1900; médico, deputado estadual mineiro, secretário de governo;
1.4.4 – Adília Gonçalves de Ulhoa, falecida em 1924; casada com Luiz José de Santana Júnior, com vasta descendência;

2 - Dona Francelina Pimentel de Ulhoa casou segunda vez com seu parente (tio?) Manoel Pimentel de Ulhoa, por volta de 1880. Nota: provavelmente, a partir do casamento passou a assinar Pimentel de Ulhoa;
Filha única do casal:
2.1 – Leonor Pimentel de Ulhoa, nascida em 1881; foi casada com o Dr. Gastão de Deus Victor Rodrigues, natural de Catalão, Goiás; advogado; nomeado Juiz de Direito da Comarca de Anápolis, Goiás, em 1910,  responsável pela instalação da dita comarca; morreu precocemente em 1918(?); com descendência no capítulo II, item 2.7.

                       OUTROS

CAPÍTULO VI – LOPES DE ULHOA NEGROS

Não era raro, o escravo ao ser alforriado, adotar o sobrenome do seu antigo senhor e dono, como é o caso de Antonio, ex – escravo, liberto que foi pelo coronel Sancho Lopes de Ulhoa. Essa família radicada no distrito de Rio Preto, atual Unaí.
1 - Antonio Lopes Ulhoa casado com Maria do Espírito Santo, crioulos forros, escravos que foram do coronel Sancho Lopes de Ulhoa, na Ribeira do Rio Preto.
Filhos descobertos:
1.1 – Jacob Lopes de Ulhoa, crioulo, nascido em 1823; casado em 04/08/1841 com Joana Fernandes de Jesus, crioula, nascida em 1820;
1.2 – Severino Lopes de Ulhoa, cabra, nascido em 1829, casado em 10/11/1848 com Felipa Mendes, cabra;
1.3 – Maria, nascida em 07/12/1812;
1.4 – Maria das Neves de Lopes de Ulhoa, nascida em 06/08/1815; casada com Manoel Pires Gonçalves;
1.5 – Clemência, nascida em 26/09/1816.



Fontes:
1 - Acervo do Arquivo Público Municipal de Paracatu - Inventários:
Inventário de Sancho Lopes de Ulhoa, 1827; 
Inventário de Manoel Alves Ribeiro e Vasconcelos, 1853;
Inventário do Tenente coronel Manoel Gonçalves dos Santos, 1855;
Inventário do Capitão Romualdo Gonçalves de Andrade, 1880;
Inventário de Manoel Alves Ribeiro Júnior, 1896;
Inventário de Francelina Gonçalves de Ulhoa, 1909;
Inventário de Domingos Alves Ribeiro, 1919.
2 – Paroquiais:
-Igreja católica, matriz de Santo Antonio da Manga de Paracatu, batismos, casamentos e óbitos, anos diversos; matriz de Antonio Dias de Ouro Preto;
-Arquivos paroquiais de Uberaba, disponíveis no site FamilySearch.org;
Outras fontes:
-Arquivo do autor José Aluísio Botelho;
-Manuscrito de Dona Cândida de Melo Ulhoa – anotações familiares, sem data;
-Jornais de época, Hemeroteca da Biblioteca Nacional do Brasil.





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Texto José Aluísio Botelho
Pesquisas Eduardo Rocha 
Colaboração Mauro César da Silva Neiva


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Com Luiza de Jesus de Afonseca Costa, nascida em 21/06/1816, filha de Antonio Joaquim da Costa, falecido em Araxá aos 31/12/1839, e de Caetana de Afonseca e Silva, 

  teve os filhos:

1.1 - Maria Luisa de Santana, falecida em 16/06/1920. Foi casada com Antonio Eugênio de Araújo, nascido em 01/10/1830 e falecido em 24/04/…