Pular para o conteúdo principal

GENEALOGIA A CONTA-GOTAS - PIRES DE ALMEIDA LARA

Por Eduardo Rocha
José Aluísio Botelho

Os Pires Almeida Lara do arraial das Minas do Paracatu tem origem em São Paulo, que de lá acorreram em busca do ouro. Os Pires e Almeidas vieram de Portugal, enquanto os Lara tem origem em Diogo de Lara, vindo de Zamora, reino de Castela no início do século dezessete. Em Paracatu encontramos um tronco desta família, porém não foi possível estabelecer, por falta de documentos, a vinculação parental, assim como se legítimos ou bastardos. Família miscigenada, esse ramo dos Pires de Almeida Lara começa com:
1- Apolinário Pires de Almeida Lara, falecido em 01-01-1851; casado com Ana Soares Rodrigues, falecida em 03-08-1862. Residentes na Rua do Calvário.
Inventário: 2ª Vara cx. 1862.

Filhos:

1-1 Félix Pires de Almeida Lara, falecido por volta de 1895; casado com Joana Cardoso do Rego, falecida por volta de 1895.

Inventário: 2ª Vara cx. 1919.

" Aos vinte e sete de dezembro de mil oito centos e trinta e seis, nesta frequesia de Santo Antonio da Manga de Paracatu, Bispado de Pernambuco, corridos os banhos e sem empedimento algum, com precedencia dos sacramentos da penitencia eucharistia, em presença do Reverendo Coadjutor Francisco Pereira Tavares, se receberão em matrimonio por palavras de presente Felix Pires de Almeida Lara, filho legitimo de Apolinario Pires e de sua mulher Anna Soares Rodrigues, com Joanna Cardoso do Rego, filha legitima de Francisco Cardoso e sua mulher Leonor da Cruz Caldeira, ambos naturais desta freguesia, e lhes deo as bençãos nupciais na forma do ritual Romano, observando o decreto do concilio tridentino, e constituição diocessana, empresença das testemunhas, o padre Ricardo Jose da Rocha, Apolinario Pires, e para constar mandei fazer este assento que assigno. Joaquim de Mello Franco.”

Filhos:

1-1-1 Franklina Pires de Almeida Lara, falecida em 08/07/1936; casada que foi com Galdino da Silva Pereira. Moradores na fazenda Ponte Nova.
Inventário: 1ª Vara cx. I-48.

Filho:

1-1-1-1 Manoel da Silva Pereira. Morador na fazenda Engenho Velho.

1-1-2 Francisco Pires de Almeida Lara, casado com Marinha Ferreira Souto;

1-1-3 Thomaz Pires de Almeida Lara;

1-1-4 João Pires de Almeida Lara, falecido.

Filhos:

1-1-4-1 Joana Pires de Almeida Lara, casada com Martiniano Antonio da Silva;

1-1-4-2 Ana ou Maria Pires de Almeida Lara, falecida em 11/02/1931; casada com José Augusto Netto Siqueira.
Inventário: 2ª Vara cx. 1931-A
Obs.: esta divergência de nomes aparece nos inventários dos pais.



Filhos:

1-1-4-2-1 Carlos, 16 anos;

1-1-4-2-2 Floriano, 14 anos;

1-1-4-2-3 Maria, 12 anos;

1-1-4-2-4 Luiz, 10 anos;

1-1-4-2-5 Maria Paula, 5 anos;

1-1-4-2-6 Antonio, 2 anos;

1-1-4-3 Antonio Pires de Almeida Lara, falecido; casado que foi com Marieta José da Silva;

1-1-5 Carlota Pires de Almeida Lara.

Filhos:

1-1-5-1 Maria Moreira da Silva;

1-1-5-2 Joaquim Moreira da Silva;

1-1-5-3 Francisco Moreira da Silva;

1-1-5-4 Leopoldina Moreira da Silva, casada com José Gonçalves de Carvalho;

1-1-5-5 Ana Leocádia Botelho, casada com Manoel José Luiz Catu;

1-1-5-6 Cecilia Severino Botelho, residente em Santa Luzia, Goiás;

1-1-6 Josefina Pires de Almeida Lara, falecida;

Filhos:

1-1-6-1 José da Silva Pereira;

1-1-6-2 Mariana da Silva Pereira, casada com Porfírio da Mota Fernandes;

1-2 Antonio Pires de Almeida Lara, falecido em 01-05-1863.
Inventário: 2ª Vara cx. 1864-A.

" Aos vinte e quatro de abril de mil, oito centos e trinta e seis, nesta freguesia de Santo Antonio da Manga de Paracatu, corridos os banhos e semempedimento algum, na capella do Amparo, se receberão na minha presença emmatrimonio por palavras de presente, Antonio Pires de Almeida Lara, filho legitimo de Apolinario de Almeida Lara e Anna Soares Rodrigues com Anna Ribeiro, filha legitima de Aniceto Ribeiro e Anna Martins Vianna ambos naturais desta freguesia, lhes dei as bençãos nupciais, na forma do ritual de paulo quinto, observando emtudo o rito da igreja, sendo a tudo presentes as testemunhas Carlos Jose Carneiro de Mendonça, Carlos Leonel Pereira de Castro, José Carneiro de Mendonça Franco e outros e que para constar mandei fazer este assento que assignei. Joaquim de Mello Franco.”
Obs.: existe divergência no sobrenome da noiva.

Filhos:

1-2-1 Mathildes Pires de Almeida Lara, 26 anos, viúva;

1-2-2 Boaventura Pires de Almeida Lara, 23 anos;

1-2-3 Joaquina Pires de Almeida Lara, 15 anos;

1-2-4 Balbina Pires de Almeida Lara, 8 anos;

1-2-5 Eduardo Pires de Almeida Lara, 7 anos;

1-2-6 Maria Pires de Almeida Lara, 10 anos; casa-se com Domingos da Silva Pereira, falecido por volta de 1875.
Inventário: 1ª Vara cx. I-13.

Filhos:

1-2-6-1 Joana da Silva Pereira, falecida em 03/12/1878; casada que foi com Jesuíno da Silva Borges;

1-2-6-2 Arcina da Silva Pereira, falecida em 19/10/1894; casada que foi com o cunhado Jesuíno da Silva Borges;

1-2-7 Domingos Pires de Almeida Lara, 5 anos;

1-2-8 Benedita Pires de Almeida Lara, 2 anos;

1-3 Manoel Correia Barbosa;

1-4 João Pires de Almeida Lara;

1-5 Domingos Pires de Almeida Lara;

1-6 Gabriel Pires de Almeida Lara.

Fontes:

1 – Inventários referidos no corpo do texto;
2 – Livros paroquiais de casamentos e batismos da matriz de Santo Antonio de Paracatu.

Esta é uma obra de genealogia, estando sujeita a correções e acréscimos.”

Postagens mais visitadas

DONA BEJA E O TESTAMENTO DO PADRE

Por José Aluísio Botelho

O vigário Francisco José da Silva foi um padre típico do sertão mineiro: fazendeiro abastado, político influente, e mulherengo, como quase todos os padres de seu tempo. Teve participação decisiva na evolução político-administrativo e social da Araxá na época em que lá viveu, entre 1815 e 1845, ano de seu falecimento. Participou, mesmo que discretamente, da Revolução Liberal em Araxá, apoiando seus sobrinhos liberais, liderados pelo coronel Fortunato José da Silva Botelho, no embate político que se travava em Minas nos anos de 1842. Legitimou em cartório em 1831, três filhos, a saber: Pedro Amado de São Paulo, Placidina Maria de Jesus, e Teresa Thomásia de Jesus. Antes, em Dezembro de 1826, ele dita seu testamento escrito pelo advogado paracatuense João de Pina e Vasconcelos, onde declara não ter herdeiros descendentes (sic) e/ou ascendentes por serem falecidos seus pais, e que nomeava como seus herdeiros Antonio Machado de Morais, Pedro Amado de São Paulo, e Te…

NOTAS GENEALÓGICAS - FAMÍLIA LABOISSIÈRE (LA BOISSIÈRE)

Por Eduardo Rocha e Mauro César Neiva

1- Leon Laboissière, natural de Blois, cidade e capital do departamento central de Loir-Et-Cer, França; emigrou na metade do século dezenove para Paracatu, aonde constituiu família e faleceu por volta de 1928; casado com Rita de Moura Barbosa (solt.) ou Rita de Moura Laboissière (cas.), falecida em 16/05/1895. Inventários: 1ª Vara I-90; 1ª Vara I-15.
Filhos:
1-1 Gustavo Laboissière, nascido em 1869 e falecido em 27/08/1944; foi casado com Julieta Roriz Meireles, com descendência na página dos Paula Sousa, queira ver;
1-2 Tenente Júlio Laboissière, falecido em 27/08/1944; casado com Ermelinda Rabelo de Sousa, falecida em 18/11/1920; fazendas Santa Rosa, Ambrósio, Boa Esperança, Cabo, Bom Sucesso, Buriti, Piripiri. Inventário: 2ª Vara 1945; Inventário: 2ª Vara 1923;
Filhos:
(Obs.: idades fornecidas no inventário da mãe).
1-2-1 Dygdis Laboissière, 24 anos; falecida em 12/1947; casada com Job Vieira Diniz, falecido em 01/11/1946.
Inventário: 2ª Vara 1948; Inventá…

DONA BEJA E OS BOTELHOS DE PARACATU

Por José Aluísio Botelho

Muito se tem falado no âmbito familiar e fora dele, acerca de possível parentesco consanguíneo ou por afinidade entre Dona Beja e a família Botelho de Paracatu, ao longo de décadas. Essa dúvida, real ou proposital trazida pelos mais velhos, receosos da veracidade do parentesco com a mitológica personagem da história de Araxá, e que levou um dos nossos velhos tios, já falecido, a dizer peremptoriamente certa vez: “Eu não sou parente de uma cortesã”, persiste até os dias atuais.
Ana Jacinta de São José, a mitológica Dona Beja, nasceu em Formiga, Minas Gerais, por volta de 1800, filha natural de Maria Bernarda dos Santos e de pai ignorado. Chegou ao então florescente julgado de São Domingos do Araxá ainda menina, acompanhando a mãe e o irmão Francisco Antônio Rodrigues, talvez à procura de melhores condições de vida, já em princípios deste século dezenove. Segundo alguns historiadores, ela tornou-se uma mulher bonita, de cabelos e olhos claros, que chamava a atençã…

NETOS DE DONA BEJA - BATISMOS

Por José Aluísio Botelho

Disponibilizamos as imagens de assentos de batismos de três netos de Dona Beja, filhos de Joana de Deus de São José ou Joana Claudina de São José:

1.Dona Beja é a madrinha da neta:


2.                                                                                      Haidé a neta predileta   

3.                                                Amazílis


Edmundo

Fonte: Family Search - livros paroquiais de Estrela do Sul (batismos)

FAZENDAS ANTIGAS DE PARACATU E SEUS PRIMITIVOS DONOS

1 - SÍTIO DO ESCURO - Sesmaria concedida em 1759 ao Português João Jorge Portela e sua mulher Josefa Barbosa de Moura e Almeida. Desse casal, descendem pelo ramo materno, os Pimentéis Barbosa e Soares de Sousa;

2 - FAZENDA DO FUNDÃO - Sesmaria adquirida por João de Melo Franco em 1762, distante cerca de dez léguas de Paracatu, na chapada do São Marcos. Em 1819, segundo Pohl, se encontrava em ruínas. Passou à descendência;

3 - FAZENDA CÓRREGO RICO - Foi seu primitivo dono Joaquim de Melo Albuquerque( Seu Melo), falecido em 1880. Era filho do pernambucano Joaquim de Albuquerque e de Ana de Melo Franco;

4 - FAZENDA CAETANO - Pertenceu ao casal Manoel Caetano de Moraes e Joana Maria de Moura e anos mais tarde ao Dr. Sérgio Ulhôa;

5 - FAZENDA MOURA - Foi seu primitivo dono Romão de Moura, que se mudou para o Vão do Paranã, em Goiás, onde deixou numerosa descendência. Posteriormente, passou a ser propriedade do Coronel Fortunato Jacinto da Silva Botelho e seus descendentes;

6 - FAZENDA BROCOTÓ …

O CAPITÃO MANOEL PINTO BROCHADO E SEUS DESCENDENTES (Para Paulo Brochado - in memorian)

JOSÉ ALUÍSIO BOTELHO e                                                                 EDUARDO ROCHA                   
O DISTRITO DE RIO PRETO
A povoação do Rio Preto era antiga. Denominada de Ribeira do