Pular para o conteúdo principal

SÉRIE - PIONEIROS DO ARRAIAL DO OURO 18 - NETTO SIQUEIRA

Por José Aluísio Botelho
Eduardo Rocha

A família Netto de Siqueira iniciada nos primórdios do arraial de Paracatu, derivam pela
linha materna dos Netto Carneiro Leão, e que exemplifica o caldeamento racial na Paracatu colonial, ou seja, a união entre o branco europeu e o negro africano. Como dito acima, são aparentados dos Netto Carneiro Leão, descendentes do português Antônio Netto Carneiro Leão, que teve a filha natural Maria Netto Carneiro Leão com uma ex-escrava, alforriada por ele, como veremos adiante (imagem de batismo de Antônia), que, por dedução, de acordo com a idades dos filhos, deve ter nascido nas primeiras décadas da povoação, por volta de 1755, pouco mais ou menos, e portanto antes do casamento legítimo do capitão Antônio Netto Carneiro Leão com Ana Maria Lemes.
                      O CASAL TRONCO E SUA DESCENDÊNCIA
1. Maurício Tavares de Siqueira, filho natural de Joaquim Tavares de Siqueira e de Joana da Costa, preta mina, nascido na fazenda dos Quirinos, ribeira do Rio da Prata, freguesia de Santo Antonio da Manga de Paracatu, casado por volta de 1765 com Maria Netto Carneiro, natural do arraial de Paracatu, filha de Antônio Netto Carneiro e de Leonor Soares Pereira, crioula forra. 
 Nota: Joaquim Tavares de Siqueira declara em testamento ser solteiro, natural da freguesia de Santo Antonio, Salvador, Bahia, filho legítimo de Manoel Tavares de Vasconcelos e de Maria de Siqueira. 
Filhos descobertos:
1.1 Ana Netto de Siqueira, falecida em 08/04/1835; casada com Antonio Soares Pinheiro, sem descendentes. Fazenda Olhos D'água, Santana dos Alegres.
Inventário: 2ª Vara cx. 1840.
1.2 Antônia Netto de Siqueira, nascida em 24/12/1774 e batizada em 25/09/1775; falecida solteira em 21/12/1851; fazenda Rio da Prata, Santana dos Alegres.
Inventário: 1ª Vara cx. I-02.
Batismo de Antônia
1.3 Tereza Netto de Siqueira, falecida solteira em 10/1838; fazenda Rio da Prata, Santana dos Alegres. Foram herdeiros seus irmãos que seguem.
Inventário: 2ª Vara cx. 1839. 
1.4 Joaquim Netto de Siqueira, solteiro, 66 anos;
1.5 Maria Netto de Siqueira, 48 anos; viúva de José Alves; ambos já falecidos em 1856; filhos descobertos:

1.5.1 Antônio Alves Pereira;
1.5.2 Honório Alves Pereira;
1.5.3 Maria, nascida em 08/06/1814; foram padrinhos: Joaquim Tavares de Siqueira e Tereza do Nascimento Netto de Siqueira;
1.6 Ignez Netto de Siqueira, 40 anos; casada com José dos Santos Manso, ambos já falecidos em 1856; filho descoberto:

1.6.1 Timóteo dos Santos Manso;
1.6.2...6 - Mais cinco filhas;
1.7 Anselmo Tavares Netto (na dúvida), falecido solteiro, por volta de 1833. Morador na fazenda Rio da Prata, Chácara do Anselmo.
Inventário: 2ª Vara cx. 1833.
Com Joaquina Gonçalves, teve os filhos:
1.7.1 Ana, 14 anos;
1.7.2 Antônio, 12 anos .
DESENTRONCADOS (não se conseguiu vincular o descendente ao casal tronco inicial)
 Antônio Netto de Siqueira,  nascido em 1816, e falecido em 21/12/1899; casado com Francisca Patrícia de Oliveira. Lavrador.
Inventário: 2ª Vara cx. 1910.
Filhos:
1.8.2.1 Carlos Netto de Siqueira, alfaiate; casado com Amélia Augusta Gonzaga, tia do historiador Olímpio Gonzaga.
Nota: Dona Amélia Augusta Gonzaga ainda vivia, viúva, aos 89 anos em 1940.
Filhos:
1.8.2.1.1 Edmundo Netto de Siqueira, falecido em 1877, menor de idade;
1.8.2.1.2 Edmundo Netto de Siqueira, Fazendeiro, casado com Bernardina Gonçalves dos Santos.
Filhos:
1.8.2.1.2.1 Mariano Netto de Siqueira, casado com descendência;
1.8.2.1.2.2 Silvino Netto de Siqueira, casado com descendência;
1.8.2.1.2.3 Claudino Netto de Siqueira, casado com Benedita de Araújo, com descendência;
1.8.2.1.2.4 Genésia Netto de Siqueira;
1.8.2.1.2.5 Maria Netto de Siqueira;
1.8.2.1.2.6 Joana Netto de Siqueira;
1.8.2.1.3 Arminda Netto de Siqueira, casada com Bartolino Pereira de Lacerda, com descendência;
1.8.2.1.4 Dimas Netto de Siqueira, casado com Estefânia Lisboa, filha de Policarpo Lisboa e de Estefânia Lisboa. Pais de 16 filhos:
1.8.2.1.4.1 Carlos Netto de Siqueira, militar em São Paulo;
1.8.2.1.4.2 Policarpo Netto de Siqueira;
1.8.2.1.4.3 Valeriano Netto de Siqueira, falecido em 1935;
1.8.2.1.4.4 Helena Netto de Siqueira, casada com Guilherme Tormin;
1.8.2.1.4.5 Verônica Netto de Siqueira;
1.8.2.1.4.6 Luiz Netto de Siqueira;
1.8.2.1.4.7 Benedito Netto de Siqueira;
1.8.2.1.4.8 Antônio Netto de Siqueira;
1.8.2.1.4.9 Carlito Netto de Siqueira;
1.8.2.1.4.10 Lourdes Netto de Siqueira;
1.8.2.1.4.11 Moacir Netto de Siqueira;
1.8.2.1.4.12 Carnília Netto de Siqueira;
1.8.2.1.4.13 Diana Netto de Siqueira;
1.8.2.1.4.14 Maria José Netto de Siqueira;
1.8.2.1.4.15 Estefânia Netto de Siqueira;
1.8.2.1.4.16 Dimas Netto de Siqueira;
1.8.2.1.4 Corina Netto de Siqueira; foi casada com Erotildes Tavares de Miranda.
Filhos:
1.8.2.1.4.1 Zenaide;
1.8.2.1.4.2 Emília, casada com Geraldo de Oliveira;
1.8.2.1.5 José Augusto Netto de Siqueira, falecido em 28/07/1938; casou duas vezes: 1ª vez com Maria Gonçalves de Melo, pais de cinco filhos:
1.8.2.1.5.1 Luiz Netto de Siqueira;
1.8.2.1.5.2 Maria Netto de Siqueira;
1.8.2.1.5.3 Floriano Netto de Siqueira;
1.8.2.1.5.4 Antônio Netto de Siqueira;
1.8.2.1.5.5 Maria Paula Netto de Siqueira;
2ª Vez com Rita Pereira da Silva, com dois filhos:
1.8.2.1.5.6 Cecy;
1.8.2.1.5.6 Josefa;
1.8.2.1.6 Estelina Netto Siqueira, falecida em 13/11/1981; casada com Irineu Caetano de Sousa, falecido em 05/06/1963, filho de Fernando Caetano de Sousa e de Joana Netto Siqueira. Fazendas Anselmo e Nogueira.
Inventário: 2ª Vara cx. 1987-B.
Filhos:
1.8.2.1.6.1 Domingos Caetano de Sousa, casado com Francisca Moraes Caetano, residentes em Taguatinga, DF;
1.8.2.1.6.2 Ildefonso Caetano de Sousa, casado com Zoé Martins, residentes em Brasília, DF;
1.8.2.1.6.3 Violeta Caetano de Sousa, casada com Oto Dias;
1.8.2.1.6.4 Adília Caetano Siqueira, casada com Nilson Netto de Siqueira;
1.8.2.1.6.5 Benedito Caetano de Sousa, casado com Neuza Gonçalves Caetano, residente em Goiânia, Goiás;
1.8.2.1.6.6 Alexandrina Caetano de Sousa, viúva, residente em Uberaba, MG;
1.8.2.1.6.7 Maria Prisca Caetano de Sousa, residente em Taguatinga, DF;
1.8.2.1.6.8 Amélia Caetano de Sousa, casada com Benedito Gonçalves dos
Santos, falecidos.
Filhos:
1.8.2.1.6.8.1 Estelina Gonçalves, residente no Rio De Janeiro;
1.8.2.1.6.8.2 Benedita Gonçalves, residente em Goiânia, Goiás;
1.8.2.1.7 Celestino Netto de Siqueira, casado com Laurinda Gonçalves.
Filhos:
1.8.2.1.7.1 Lourdes;
1.8.2.1.7.2 Alceu;
1.8.2.1.7.3 Benedito;
1.8.2.1.7.4 Helena;
1.8.2.1.8 Aristides Netto de Siqueira, casado com Manoela dos Santos;
1.8.2.2 Joaquim Netto de Siqueira, 57 anos (1842), viúvo, casado que foi com Bertila Gonçalves de Araújo Velho, falecida em 24/08/1895, filha de Francisco Gonçalves de Araújo e de Antônia Gomes Calcado. Casamento realizado em 20/07/1873.
Inventário: 2ª Vara cx. 1898.
Filhos:
1.8.2.2.1 José, 19 anos;
1.8.2.2.2 Alphin, 17 anos;
1.8.2.2.3 Pedro, 14 anos;
1.8.2.2.4 Ozias, 7 anos;
1.8.2.2.5 Isaías, 7 anos;
1.8.2.2.6 Rosalina, 6 anos;
1.8.2.2.7 Ana, 2 anos e Sete meses;

1.8.2.3 João Netto de Siqueira, 53 anos (1846); casado em 31/07/1893 com Benedita Joaquina de Carvalho, filha de Eustáquio Joaquim de Carvalho e de Luíza Francisco Pires. Residentes na fazenda Indaiá;

1.8.2.4 Antônio Netto de Siqueira Júnior, 27 anos em 1876, solteiro, residente na fazenda Barra do Paiol;

1.8.2.5 Francisco Netto de Siqueira, 47 anos (1852); casado com Maria Moreira da Silva. Ele falecido em 23/06/1916. Moradores na fazenda Brocotó do Netto.
Inventário: 2ª Vara cx. 1919.
Filhos:
1.8.2.5.1 Francisca Netto de Siqueira, 27 anos; casada com João Roquete Franco; residentes na fazenda Brocotó do Netto;
1.8.2.5.2 Carlota Netto de Siqueira, 25 anos; casada com Enéas da Silva Carvalho; residentes na fazenda do Mota.
1.8.2.5.3 Frankilino Netto de Siqueira, 21 anos, solteiro;
1.8.2.5.4 Maria Netto de Siqueira, 18 anos, solteira;
1.8.2.5.5 Manoel Netto de Siqueira, 17 anos, solteiro;
1.8.2.5.6 Benedito Netto de Siqueira, 13 anos, solteiro;
1.8.2.5.7 Antônia Netto de Siqueira, 9 anos;
1.8.2.5.8 Mariana Netto de Siqueira, 7 anos;
1.8.2.5.9 Afonso Netto de Siqueira, 4 anos;

1.8.2.6 Joana Netto de Siqueira, casada com Fernando Caetano de Sousa; moradores na fazenda Anselmo;

1.8.2.7 Franklina Netto de Siqueira, falecida em 15/11/1892; casada com Luiz Gonzaga de Carvalho, moradores na fazenda Estiva.
Inventário: 2ª Vara cx. 1893.
Casamento: “A primeiro de setembro de mil oitocentos e setenta e dois, naIgreja Matriz desta freguesia de Santo Antonio de Paracatu, Bispadode Diamantina, procedidos as diligencias de estillo, na presença dastestemunhas o Tenente Coronel João Chrisostomo Marques de Oliveira e Manoel Caldeira Brant, receberão em matrimonio os nubentes: Luiz Gonzaga de Carvalho, semi-branco, com vinte e tres annos de idade,filho legitimo do finado Joaquim Gonçalves de Carvalho e de Ritta Cardoso do Rego, com Franklina Netto de Siqueira, parda, de quinze annos, filha Legitima de Antonio Netto de Siqueira e Francisca Patricia de Oliveira, todos desta freguesia e logo lhes dei as bençãos nupciais na forma do Ritual Romano, e para constar faço este assento que assigno. Miguel Archanjo Torres.”
1.8.2.7.1 João Gonçalves de Carvalho;
1.8.2.7.2 Melchior Gonçalves de Carvalho;
1.8.2.7.3 Lindolfina Gonçalves de Carvalho casada com Euzébio Rodrigues Guimarães;
1.8.2.7.4 Uriel Gonçalves de Carvalho;

1.8.2.8 José Netto de Siqueira, falecido em 1883 aos 40 anos de idade (1843); casado com Maria Alves Campos.
Filhos:
1.8.2.8.1 Antônio Netto de Siqueira Sobrinho, 40 anos, casado; residente na fazenda Anselmo;
1.8.2.8.2 Vicente Netto de Siqueira, casado em 1ª núpcias com Rosa Gomes Calcado, já falecidos.
Filho:
1.8.2.8.2.1 José Netto de Siqueira, 15 anos;
Em 2ª núpcias com Ana Pereira de Lacerda, sem filhos.
1.8.2.8.3 Benedita Netto de Siqueira, 37 anos; casada com Manoel de Melo Peres;
1.8.2.8.4 Josefa Netto de Siqueira, 33 anos; casada com Francisco Caetano de Sousa;
1.8.2.8.5 Júlio Netto de Siqueira, 27 anos, residente na fazenda Córrego Rico.
Fontes:
1 – Inventários citados no texto, sob a guarda do Arquivo Municipal de Paracatu;
2 – Livros paroquiais da matriz de Santo Antonio de Paracatu.

Esta é uma obra de genealogia, estando sujeita a correções e acréscimos.”

Comentários

Postagens mais visitadas

GUARDA-MOR JOSÉ RODRIGUES FRÓES

Por José Aluísio Botelho             INTRODUÇÃO  Esse vulto que tamanho destaque merece na história de Paracatu e de  Minas Gerais , ainda precisa ser mais bem estudado. O que se sabe é que habilitou de genere em 1747 (o processo de Aplicação Sacerdotal se encontra arquivado na Arquidiocese de São Paulo ), quando ainda era morador nas Minas do Paracatu, e embora fosse comum aos padres de seu tempo, aprece que não deixou descendentes*. Que ele foi o descobridor das minas do córrego Rico e fundador do primitivo arraial de São Luiz e Santana das Minas do Paracatu , não resta nenhuma dúvida. De suas narrativas deduz-se também, que decepcionado com a produtividade das datas minerais que ele escolheu, por direito, para explorar, abandonou sua criatura e acompanhou os irmãos Caldeira Brandt , que tinham assumido através de arrematação o 3º contrato de diamantes, rumo ao distrito diamantino . Documento de prova GENEALOGIA  Fróis/F...

ÍNDICE DA SÉRIE 1811 - VILA DE PARACATU DO PRÍNCIPE

Por José Aluísio Botelho Índice da Série: Os Antigos Moradores de Paracatu – Arruamento Completo de 1811 Bem-vindo(a) à série completa do Arruamento da Vila de Paracatu do Príncipe , transcrito diretamente do documento original de 1º de abril de 1811 , preservado no Arquivo Público Municipal de Paracatu. Aqui você encontra todas as ruas, largos, becos, travessas, chácaras e arraiais da vila com os nomes dos moradores, proprietários e valores dos imóveis da época. São mais de 400 registros que ajudam a reconstruir a Paracatu colonial. Você, caro leitor, certamente irá encontrar seus antepassados que lá viveram há duzentos anos. Clique nos títulos abaixo para acessar cada página: Post 1 -  Os Antigos Moradores de Paracatu: Arruamento Completo das Ruas em 1811: RUA DIREITA (Série - Post 1) A rua principal da vila colonial e sua lista completa de moradores. Post 2 –  Os Antigos Moradores de Paracatu: Arruamento Completo das Ruas em 1811: RUA DAS FLORES (Série – Post 2) Origem do ...

ACHEGAS AS "MEMÓRIAS GENEALÓGICAS E HISTÓRICAS DA FAMÍLIA CALDEIRA BRANT"

Por José Aluísio Botelho Pedro Caldeira Brant, conde de Iguaçu (leia sobre ele in fine), escreveu na segunda metade do século XIX, obra manuscrita até hoje não publicada, intitulada “Memórias Genealógicas e Históricas da Família Caldeira Brant e Outras Transcripcõens e Originaes”, em que descreve a genealogia e a história da família desde sua origem na Bélgica no século XIV, passando por Portugal até chegar no Brasil em fins do século dezessete, início do dezoito. O conde linhagista em seu códice, teve o cuidado de fazer transparecer a verdade genealógica em s uas pesquisas: discorre sobre a origem dos Van Brant em Anvers (francês) = Antuérpia, baseada em fontes secundárias, faz conjecturas acerca do nome Van Brant em analogia aos duques de Brabant e a possível origem bastarda, ilegítima dos Brant . Com breves referências sobre o tronco português, passa ao Brasil, aonde aprofunda as investig ações de seu ramo genealógico paterno , bem com o dá ênfase à s suas orig...

FRAGMENTOS DE GENEALOGIAS

Por José Aluísio Botelho Diante da falta quase completa de documentos primários, reunimos indivíduos que viveram nos tempos do arraial e da vila, e que carregavam os sobrenomes transmitidos a descendência, abaixo assinalados: OS LOPES DE OLIVEIRA Nos tempos de arraial Inicia-se a família Lopes de Oliveira, com a presença de Manoel Lopes de Oliveira, já miscigenad a, com a união de Manoel Lopes de Oliveira com Catarina, negra mina; o casal teve um filho nascido nas Minas do Paracatu, que descobrimos: Antônio Lopes de Oliveira, que com Marcelina Ribeira, filha de Francisco Vaz Salgado, natural do Porto, Portugal e de Maria Ribeira, negra mina, continuaram o processo de caldeamento da família com o nascimento de seus filhos; Descobrimos dois filhos nos assentos de batismos do arraial: 1 Tereza, nascida em 18/6/1774 e batizada aos 26 do dito mês e ano; Tereza Lopes de Oliveira, casada ca. 1787 com Custódio Pinto Brandão, com registro de provisão de casamento no Ca...

SÉRIE - PIONEIROS DO ARRAIAL DO OURO 3: OS SILVA CANEDO

JOSÉ ALUÍSIO BOTELHO EDUARDO ROCHA MAURO CÉSAR DA SILVA NEIVA                                Originários da freguesia de Canedo, Concelho de Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro, região Metropolitana do Porto.  Família iniciada em Paracatu com o casamento do hábil advogado português, Capitão José da Silva Canedo e dona Angélica Neto Carneiro Leão ou Angélica Neto da Silva, nascida em Paracatu, filha do pioneiro Antonio Neto Carneiro Leão e de dona Ana Maria Leme. Não sabemos precisar a data do enlace matrimonial, que acreditamos ter se dado por volta de 1780/81.  Provisão de casamento - 1781   V ários descendentes da família alcançaram projeção no império e na república; uns foram agraciados com títulos de nobreza, outros fizeram carreira no poder judiciário, exercendo cargos de juízes e desembargadores, outros na política tanto local, quanto nacional. O Capitão Jo...

DONA BEJA E OS BOTELHOS DE PARACATU

 POR JOSÉ ALUÍSIO BOTELHO Dona Beja e os Botelhos de Paracatu Muito se tem falado, no âmbito familiar e fora dele, acerca do possível parentesco consanguíneo ou por afinidade entre Dona Beja e a família Botelho de Paracatu, ao longo de décadas. Essa dúvida, real ou propositalmente trazida pelos mais velhos — receosos da veracidade do parentesco com a mitológica personagem da história de Araxá, e que levou um dos nossos velhos tios, já falecido, a dizer peremptoriamente certa vez: “Eu não sou parente de uma cortesã” —, persiste até os dias atuais. Ana Jacinta de São José, a mitológica Dona Beja, nasceu em Formiga, Minas Gerais, por volta de 1800, filha natural de Maria Bernarda dos Santos e de pai ignorado. Chegou ao então florescente julgado de São Domingos do Araxá ainda menina, acompanhando a mãe e o irmão Francisco Antônio Rodrigues, talvez à procura de melhores condições de vida, já em princípios do século XIX. Segundo alguns historiadores, ela tornou-se uma mulher bonita, de ...