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LENDAS DO BRASIL CENTRAL 7 - CRÔNICAS INÉDITAS DE OLYMPIO GONZAGA

 Por José Aluísio Botelho


Resgatamos, após minuciosas pesquisas, alguns escritos de Olympio Gonzaga que se encontravam desaparecidos, dentre eles, crônicas que escreveu para seu livro não publicado, Lendas do Brasil Central, transcritas na grafia original, tal como ele as concebeu, sem correções ortográficas e gramaticais. Nos seus textos, as vezes ele não discerne fatos históricos e ficção, personagens fictícios e reais, mostra incoerência narrativa e comete equívocos históricos importantes. Aos nossos leitores cabe avaliar a qualidade dos textos e sua importância para a história de Paracatu.

Crônica (transcrição)

AS LAVOURAS DE MESSIAS DOS REIS CALÇADO, NA SERRA DO TOMBADOR, EM PARACATU, MINAS GERAES
O comercio de Paracatu com a Corte do Rio de Janeiro com as tropas de mulas e carros de bois, conduzindo a escrava Teresa Mina, com 14 anos, dentro de uma panela de alambique, no anos de 1820.
CHRONICA para o livro-- “LENDAS DO BRASIL CENTRAL” por OLYMPIO GONZAGA, autor de varias obras que fizeram o ingresso do autor na ASSOCIAÇÃO DE IMPRENSA, dos INSTITUTOS HISTORICOS NACIONAL, DE MINAS GERAES, GENEALOGICO BRASILEIRO, etc., tendo recebido valiosos brindes do Instituto Historico e Geografico do Rio de Janeiro.
O sol, o astro rei, que de muito longe, domina a terra com seu esplendor de luz, nos dá o exemplo de uma vida curta, efemera, no espaço de um dia – o Sol nasce, o Sol morre, desaparece.
Assim é a vida do homem na terra, cada um deles vem ao mundo e representa seu papel, bom ou mau e desaparece para sempre, para nunca mais voltar.
No correr de uma eternidade, um seculo parece um dia. Uma existencia é um momento fugaz, uma pequena parcela dos anos que correm para a insondavel eternidade. Quanta gente boa, de realce na sociedade, até doutores de nomeada, depois de morto seu nome cahe no esquecimento, até se extinguir e desaparecer completamente, no correr dos anos.
Somente a historia tem o poder extrahordinario de gravar, de reviver o passado, qual escafandro que desceu ao fundo dos mares para trazer as perolas valiosas.
A lendaria cidade de Paracatu, em Minas Geraes, é o rincão que viu passar uma legião de homens notaveis, quaes meteoros que deixaram um rastro de luz na historia…. Assim foi o agricultor MESSIAS DOS REIS CALÇADO o famoso fasendeiro da SERRA DO TOMBADOR, com tresentos escravos(sic), dez engenhos, sendo alguns movidos por agua, legoas de lavouras a perder de vista. Messias dos Reis Calçado é filho de Alexandre dos Reis Calçado( Alexandre dos reis Calçado faleceu em 1816 – grifo nosso), capitalista, fasendeiro abastado, que comprou por 225 oitavas de ouro treis grandes fasendas da Serra, Santo Aurelio e Boa Sorte que foram do famoso negociante do largo do SANTANA Antonio de Oliveira Braga, de quem foi testamenteiro e herdeiro em 29 de setembro de 1795, deste homem solteiro, seu parente (sic) e amigo, legando numerosos escravos, minas de ouro e bens.
O espaçoso sobrado da SERRA DO TOMBADOR era a morada predileta de Alexandre e Messias, tendo um sino na janela do sobrado, para chamar os escravos ao trabalho. Era uma fasenda de grande movimento, com grandes sensalas, cercade de muros altos, dilatados pomares com sasonados frutos de todas as qualidades, grandes lavouras de cana de açúcar, roças de milho e vários cereaes, regradas com agua abundante, havendo verduras o anos todo.
Haviam tambem engenho de cana movido por agua, roda de agua de socar, moinho, monjolo, varandas de engenhos, 10 engenhos, 12 carros de bois, numerosas rodas de fiar lindos tessidos de lã, para serem vendidos na Corte do Rio de Janeiro, etc., etc.
O fasendeiro Messias dos Reis Calçado cazou-se com dona Tereza Pereira do Lago, e quando faleceu aos 96 anos de idade, em 26 de janeiro de 1862, sem testamento, deixou a viuva com duas filhas menores – Quirina e Maria, de 14 e 13 anos de edade, e outros filhos legitimados, bem com José dos Reis Calçado, que se casou com Josefina Dantas Barbosa, que era filha do cel. José Antonio Dantas Barbosa e Da. Gertrudes Silveira (Ferreira, grifo nosso) Braga.
Nota relevante do transcritor: alertamos o leitor que existiram dois Messias dos Reis Calçado: o pai e o filho. O autor comete um equívoco genealógico, ao não discernir os personagens e suas histórias de vida.
Para situar o leitor, o pai, coronel Messias dos Reis Calçado, filho de Alexandre José dos Reis Calçado, nascido por volta de 1785, e já falecido em 1851(portanto, não viveu 96 anos); e o filho Messias Júnior, falecido em 1862, casado com Teresa Pereira do Lago. Parece-nos que a narrativa do autor era relativa as vivências do filho, e não do pai, como deixa transparecer o texto.
Para saber mais: genealogia dos Reis Calçado: clique AQUI.
Pelas 5 horas da manhã o sino do sobrado tocava a despertar os escravos, que se atiravam nos tanques de banho, como cardumes de peixes, e vinham todos tomar café com farofa de carne.
As 6 horas o sino dava o sinal de partida para o trabalho. Da janela do sobrado se avistava aquele imenso tapete verde das lavouras a perder de vista, presenciando aquela fila interminavel de escravos com ferramentas ao ombro, marchando para o trabalho, batendo as alpercatas: LEPO - TELEPO, LEPO – TELEPO.
Ao meio dia, seguiam para as lavouras, diverças carroças com as refeiçoes dos escravos, cujo cheiro de bons petiscos anunciava ao longe. Havia tambem abundante merenda de varias frutas e doces secos. COM AQUELE TRATAMENTO os escravos trabalhavam com gosto, alegres, cantando em patuás de língua africana, misturada com língua portuguesa.
Quando todas as maquinas da lavoura estavam em movimento: o engenho d'água, roda de socar, moinhos, monjolos, rodas de fiar, etc., - era um quadro animador, uma belesa os hinos cantados no trabalho por aquelas gentes simples, mostrando todos satisfeitos.
Ao cahir da tarde, hora das Matinas e recolhimento, o sino da janela do sobrado tocava a recolher, tocava as Ave Maria---era a hora do jantar na fasenda da Serra do Tombador.
QUEM CHEGAVA À JANELA DO SOBRADO DA FRENTE VIRIA UMA FILA INTERMINAVEL DE ESCRAVOS VINDOS PARA A FASENDA TODOS DE CABEÇA BAIXA CHAPEUS NAS MAOS RESANDO PELA ESTRADA PENSANDO EM DEUS e na seia do jantar, batendo as alpercatas nas estradas---lepo - ti lepo, lepo - ti lepo…
O jantar dos escravos estava convidando o apetite pelo cheiro dos suculentos dos pratos de feijão com trupico de focinho de porco, carne cheia de hervas, aboboras, mandiocas, bolinhos de cará com ovos, molho de pimenta com tomate e sebola, etc. As mezas da quele varandão das sensalas eram iluminados por candieiros de cobre de treis bicos, com luz de azeite, que estavam dependurados no teto.
Quando o sinhô Messias e dona Tersa do Lago APARECE COM AS ESCRAVAS TRASENDO GARRAFÕES DE AGUARDENTE PARA SEREM DISTRIBUIDOS O PRECIOSO LIQUIDO FORAM RECEBIDOS COM UMA SALVA DE PALMAS E VIVAS? PONDO-SE TODOS DE PE; De entre os escravos la se achavam: Pedro barqueiro (famoso nas obras de Afonso Arinos, o escritor patricio), Joaquim Nagou (feiticeiro famoso), Joaquim Mironga, Remigio, o feitor Nicolau Angola, um cabra alto, espigado, como um vara pau, olhos grandes, mal encarado que apresentou ao sinhô Messias dois escravos amarrados, de castigo, e deviam passar a noite sem jantar, naquele estado amarrados.
Estes dois malandros, Remigio e Martinho estão de castigo, porque procederam mal no eito, com brigas e rusgas. Nem as pancadas doiam tanto nos escravos como passar a noite amarrados, com a barriga roncando de fome, lembrando aquela seia cheirosa.
Assim o Messias se aproximou do grupo rebelde, estes se puseram de joelhos, pedindo clemencia, e misericordia, pedindo mil desculpas e prometendo nunca mais brigarem no eito da capina das roças e disseram a um só tempo:- VOSAMICE NOS PERDOA; -Disse o Messias:- estão perdoados, mas não caiam em outra asneira.
O Pedro Barqueiro e outros escravos vieram chegando com seus cuités solicitando mais pinga –isso é bom esquenta ca dentro e faz dormir sossegado.
A escrava Teresa entregou mais um garrafão de aguardente para ser distribuido com os reclamantes.
*Eu conheci a velha Teresa em casa do professor Julio de Melo e de João Macedo. A qual me contou que veio da Corte do Rio de Janeiro no ano da INDEPENDENCIA DO BRASIL em 1822, com 14 anos, em carro de bois de sinho Messias, dentro de uma panela de alambique, oito carros, quatro meses de viagem. O sinho Messias, seu pai Alexandre(sic), O Ouvidor Dr. Antonio Paulino Limpo de Abreu, o Vigario Melo Franco alcançaram os carros pertinho da vila de PARACATU. Chegamos todos nas Vesperas de Natal de Nosso Sinhô. Ih, sinhosinho foi um festão, uma alegria doida do povo, dos mineiros, dos escravos, das guardas IMPERIAIS. Houve muito vinho, aguardente, dancas de salão, catiras, batuques nos terreiros, durante treis dias e treis noites.
No fim de cada mez, o sinho Messias dava duas rezes e treis dias para seus escravos sambarem, divertirem.
*Nota: o trecho acima sugere vivências do Messias pai.
Na Entrada de Ano Bom de 1823 foi um festão na fasenda da SERRA DO TOMBADOR. Os escravos sahiram para os terreiros das sensalas com seus apetrexos de danças: cerca de cinquenta escravas e tresentos escravos (sic); Pedro Barqueiro, Joaquim Nagou, Remigio e Pai José entraram na roda dos velhos, tocando canzambe, guitarra, viola e sanfona, desferindo esta canção das prinsesa que se perdeu com um escravo:
Pera seis horas quando Vera a mucamba, (BIS)
Café xincurate me trouxe na cama (BIS)
Eu baxa a cabeça eu rogo rotudo (BIS)
Lenço, dim babado, coxao dan verudo (BIS)
Era bem cedo, quando ela me disse: (BIS)
Sahisse devagar, que ninguém peresentisse (BIS)
Os sambas dos escravos correram animados com palmas cadenciadas, sapateados, tregetos, graçolas; As umbigadas nas crioulas e mulatas estalavam—FUAPO, FUAPO, até o clarear do dia do ANO BOM, dia de alegria, dia de resas.
O sino dos sobrado repicou as 6 horas, convidando o povo para resar a ladainha dos SANTOS.
As danças seçaram e todos se ajoelharam no terreiro e se puseram a resar.
O sol apareceu no horisonte iluminando ao longe uma grande comitiva de gentes do Salgado e das Pedras dos Angicos (JANUARIA E SAO FRANCISCO), que vinham trasendo mercadorias do Porto de Sussuapara, no rio Paracatu, para trocarem por odres de aguardente e outros artigos da fasenda do Messias, que havia chegado a pouco da Corte do Rio de Janeiro trasendo fasendas, ferragens e muitas novidades, para trocar.

O VICIO DO JOGO E DO ALCOOL

No ultimo quartel da vida do notavel agricultor Messias dos Reis Calçado, o famoso homem destes sertoes, perdeu seu pae, a estrela guia tutelar de seus passos; TENDO FALSOS AMIGOS O ARRASTADO PARA O VICIO DO JOGO E DO ALCOOL; sua mulher, toda carinhosa, tao solicita e cuidadosa com seu esposo MESSIAS, não conseguiu chamal-o ao bom caminho, afastal-os falsos amigos e da perdição.
Tudo em vão, tudo perdido, passando a ser maltratada até com pancadas, retirando-se para a casa de seus parentes em SANT'ANNA DOS ALEGRES, com suas duas filhas. Dona Theresa Pereira do Lago chorou muito, curtiu noites bem amargas com a separação de seu esposo, completamente transformado, arruinado, pondo tudo fora, arrastado por falsos amigos, que roubavam seus valores nas bancas de jogo – 300 reses e 20 escravos, hoje mais duzentas cabeças de porco, mais dois carros de bois com suas boiadas; e assim o poderoso MESSIAS foi sendo reduzido à miseria…..
Varias grandes fortunas em Paracatu foram tambem dissipadas nas bancas de jogo de LASQUINET, PACAU, roleta, etc.
Os aspectos da vida de MESSIAS DOS REIS CALÇADO: o seu esplendor na primeira fase da vida e sua ruina no fim da vida pelo vicio do jogo e do alcool é um exemplo para todos, um espelho para se fugir dos falsos amigos que nos arrastam para a perdição, à pobresa, à ruina do corpo e da alma, mudando o genio da pessoa, um louco, que dispresa a sua propria famila, maltratando-a, tornando-se um ente nogento e dispresado de todos na sociedade.
Esta cronica foi escrita deante de valiosos documentos dos velhos arquivos e do inventario do próprio Messias dos Reis Calçado, que faleceu em sua fasenda da Serra do Tombador, sendo seu corpo conduzido a sua casa à rua Goiaz, sendo sepultado na Egreja do Rosario, aos 29 de Setembro de, digo, aos 26 de Janeiro de 1862, com 96 (sic) de edade.
Nota: este trecho claramente é parte da vida do filho, que faleceu na data acima.
Esta cronica foi escrita por Olympio Gonzaga, coletor federal aposentado, PARACATU, ESTADO DE MINAS GERAES.

Fonte: Afonso Arinos na intimidade - Biblioteca Nacional do Brasil, divisão de manuscritos.

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Texto José Aluísio Botelho
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